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justsmile

15
Abr21

Do amor... #33

       Aqui há umas semanas, estava a dar na televisão um filme sobre cães e a relação deles com os donos. Um daqueles filmes mesmo fofos que nos aconchegam sempre o coração, mas que inevitavelmente terminam sempre com a morte de um cão e com o coração despedaçado de uma família. No final do filme, comecei a fungar um bocadinho para ver se Ele não reparava, caiu uma lágrima e limpei-a, até que Ele olhou para mim:

        - Estás a chorar? - eu, com um nó na garganta lá respondi.

        - Um bocadinho... Oh o cãozinho morreu, é de partir o coração! - e depois da atenção d'Ele não consegui controlar e abriu-se uma torneira nos meus olhos e até solucei! Ele primeiro nem soube reagir, ficou a olhar, acho que nunca me tinha visto chorar tanto num filme.

         - Nem consigo comentar... Ainda me surpreendes! - E lá fiquei eu a choramingar, mas pelo menos com um abraço apertado d'Ele

10
Ago20

Férias caseiras, mas apreciadas

        Durante as últimas três semanas andei desaparecida, surgiram as tão ansiadas férias e decidi que seria um óptimo momento para fazer uma pausa neste cantinho. Precisava de me desligar do computador que tanto me acompanhou durante este último período lectivo e foi realmente necessário para voltar a reestabelecer energias.

       Este ano as férias foram diferentes do inicialmente planeado e até dos últimos anos, a roadtrip por Itália foi cancelada devido à pandemia e a verdade é que não tivemos coragem de marcar outro sítio qualquer para férias. Admito aqui que fomos dois medricas que este ano preferiram passar as três semanas de férias por casa, do que a ir para um sítio qualquer em que nos tivéssemos de cruzar com muitas pessoas. Poucas foram as saídas para locais com muitas pessoas, decidimos manter-nos resguardados, mas a verdade é que no fim destas três semanas sinto-me bastante tranquila.

  IMG_20200719_210112_263.jpgIMG_20200804_193231_690.jpg                                   IMG_20200726_170726_167.jpgIMG_20200730_184101_104.jpg

        Durante estas três semanas consegui concluir toda a minha lista de tarefas, todas as tarefas domésticas foram colocadas em dia, as coisas para a construção da nossa casa começaram verdadeiramente a avançar e ainda conseguimos aproveitar para descansar, mas o que fiz mais durante estas férias foi mesmo DORMIR. Dormi como já não me lembrava de dormir, poucos foram os dias em que tivemos de cumprir um horário o que permitiu quebrarmos a rotina e descansar conforme nos apetecesse.

        O primeiro fim-de-semana foi passado em família no Diverlanhoso com os sobrinhos envolvidos em desportos radicais e com uma piscina praticamente para nós, sem corrermos riscos e qualquer tipo de receios. Depois a primeira semana foi de volta de tarefas, recados e pequenas coisas que não conseguimos colocar em dia durante o resto do ano. Preencher documentos, assinar papéis para a casa e outros tantos pequenos afins. Foi na segunda semana que começamos a aproveitar o bom tempo e a praia, tivemos dias sensacionais de praia, até começar o mês de Agosto que foi quando o vento e o pior tempo chegaram. No entanto, ainda deu para amorenar a pele, ler o novo livro do Joël Dicker e até molhar os pés no mar.

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          As férias foram passadas maioritariamente em casa, com as tardes passadas na praia, mas as refeições feitas em casa. Cozinhei com amor e tempo, não saímos para bares nem esplanadas mas deliciamo-nos com Mojitos, Caipirinhas e Gins. Namoramos muito. Vimos Peaky Blinders e ficamos viciados. Enchemo-nos de gelados e comida boa, mesmo em casa e apenas com um terminar de férias num restaurante. Partilhamos momentos com a família. Li imenso. Visitamos o Porto mais que um vez e até tivemos tempo de conhecer a capela do Senhor da Pedra na praia de Miramar e as férias terminaram com a visita ao Porto Legends.

          Admito que me fizeram alguma falta os dias de não ter de cozinhar, não ter de arrumar o quarto e apenas dormir, comer e praia ou piscina. Admito que senti falta de sair durante uns dias de casa e deixar as responsabilidades para trás, faz bem desligarmo-nos do nosso mundo. Admito até que me sinto um bocadinho arrependida de não termos ido pelo menos dois dias para um hotel. Mas a verdade? A verdade é que nunca tive um regresso ao trabalho tão tranquilo, sinto-me calma e com a sensação de energias renovadas. Esta pandemia veio condicionar todos os nossos planos para este verão e até os nossos receios virem transformar as nossas férias, mas pelo menos tive um sabor delicioso a férias. Foram umas férias caseiras, mas bastante apreciadas.

13
Jul20

Bodas de Algodão

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(Imagem de Just Smile)

        Faz hoje dois anos que o encontrei no altar. Faz hoje dois anos que o vi mais nervoso do que nunca. Faz hoje dois anos que trocamos alianças e que nos unimos como sendo um. Faz hoje dois anos que demos o nó.

         Se nas nossas Bodas de Papel dizia que o nosso primeiro ano de casados tinha sido um turbilhão de problemas e acontecimentos, finalmente tivemos direito ao nosso ano de lua-de-mel. Finalmente, entrou nas nossas vidas algum nível de tranquilidade e conseguimos dedicarmo-nos mais um ao outro, ao nosso casamento. Por vezes distraímo-nos e deixamo-nos cair na rotina, na correria do dia-a-dia e deixamo-nos apenas ficar agarrados aos nossos pensamentos. Outras vezes tentamos sair da nossa zona de conforto e saímos, voltamos a ir a parques e esplanadas (tirando em época de covid...), fazemos jantares saborosos dedicados a nós próprios. Este ano tivemos mais domingos nossos, de ficarmos a namorar no sofá ou simplesmente a ver televisão. Conversamos mais, sonhamos mais. Acertamos melhor os nossos horários. Começamos a concretizar o sonho de construir a nossa casa. Este foi sem dúvida o nosso ano, a força que ficou do primeiro poderá permanecer, o resto poderá ser para esquecer.

             Ao fim destes dois anos continuo com a mesma certeza que tinha no dia em que me casei, casei com o meu melhor amigo. Casei com a pessoa com quem mais quero falar, com quem mais quero estar, com quem mais quero partilhar. Casei-me com a pessoa que mais quero ver feliz, que mais quero ver bem. Casei-me com a pessoa por quem faço tudo para ver sorrir. Casei-me com a pessoa que me completa. Temos as nossas brigas, as nossas chatices, as nossas quedas na rotina. Temos a nossa necessidade de sermos abanados, temos a necessidade de sermos acordados, mas somos nós. Aqui há tempos perguntei-lhe como definiria o nosso casamento, respondeu-me "Como nosso", a resposta na altura não me satisfez, senti-a como incompleta e pouco reflectida. Hoje faz-me todo o sentido. É impossível comparar o nosso casamento, é impossível definir o nosso casamento, porque simplesmente é nosso. Hoje, este nosso completa dois anos e que venham muitos mais ao teu lado.

                   Juntos, para o infinito e mais além.

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