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justsmile

16
Nov18

Como 'desorientar' a minha semana

(Imagem retirada daqui)

      Sou uma pessoa que gosta de planos. Ao sábado, depois do trabalho ou até durante a aula tento olhar para a minha agenda e organizar a minha semana. Ver se dá para ir à piscina, perceber que reuniões vou ter, se há algumas sessões que tenha de preparar com maior antecedência e até se há tarefas concretas a realizar. Gosto de planos, gosto de cumprir horários (ok, admito até que sou um bocadinho paranóica em chegar a horas ao trabalho e em sair a horas, a última raramente acontece), mas há uma forma de descambar uma semana inteira de forma muito fácil. Existe uma fórmula muito simples para sentir que a minha semana vai ser, toda ela, caótica: Não dormir no fim-semana.

       Sou uma pessoa que sente imenso a necessidade de descansar. Antes, quando não trabalhava ao sábado, aproveitava o fim-de-semana para dormir, descansar e dedicar as horas extras a repor o sono que a semana me consegue tirar. Agora, que trabalho ao sábado ou tenho aulas o dia todo, acabo por ver o fim-de-semana (vá, vamos reduzir isto ao sábado à noite e ao domingo) como a oportunidade para fazer aquilo que não faço durante a semana, estar com amigos, família, organizar a vida doméstica e até fazer as compras. E o que fica descurado? O descanso. E quando não há descanso sinto que a semana vai ser caótica, o que acaba normalmente por se concretizar... O meu corpo exige que descanse, exige que durma pelo menos 8h por noite para me manter bem disposta ao longo do dia e não andar sempre a queixar-me que ando cansada, ao fim-de-semana o meu corpo adora ter pelo menos mais uma hora extra de sono, 9h. E o que não tem acontecido? Nem uma coisa, nem a outra. Resultado: Semanas caóticas.

       Esta semana virei a caneca do pequeno-almoço pela mesa toda que consequentemente me fez chegar atrasada ao trabalho. Esqueci-me de material necessário para o trabalho em casa. A casa não se tem mantido tão arrumada, porque ando cansada. As reuniões e actividades continuam a exigir de mim. Vê-lo e estar com Ele tem sido uma questão de, literalmente, minutos por dia. O resultado do meu cansaço não poderia ser mais desastroso e porquê? Porque no fim-de-semana não consegui sequer repor as horas de sono, mal consegui dormir as horas habituais, quanto mais repor. A maioria das pessoas, incluindo Ele, não percebem a minha necessidade de dormir, às vezes nem eu compreendo, mas sei que me dá saúde, boa disposição e a estimulação necessária para aguentar uma semana inteira de trabalho. Quando tal não acontece é o caos. Chegando ao domingo à noite e percebendo que as horas de sono do fim-de-semana foram poucas, já dou como certo que a semana vai ser caótica. Serei só eu assim?

15
Nov18

Um dia apostei em mim

(Imagem retirada daqui)

        Acordei numa manhã de Inverno e olhei-me ao espelho, já mal me reconhecia. Aquela que estava do outro lado do espelho já não era quem um dia eu tinha sido. Era estranho aperceber-me de que me tinha perdido algures no tempo, nas vontades dos outros, nas culpas que a vida me impunha e até nas tarefas do dia-a-dia. Foi estranho simplesmente acordar e não me reconhecer. Afinal onde estava a miúda sonhadora e lutadora, que tinha sempre mil e quinhentas coisas para fazer? Onde estava os sonhos daquela adolescente que um dia se deitava na relva e ficava a olhar para as nuvens e que sonhava em conquistar o mundo? Sem compreender bem como, ela foi desaparecendo gradualmente de dentro de mim, estava apagada por uma tonelada de problemas, de trabalhos e de pressões. Olhei novamente para o espelho e até as feições pareciam ter mudado, estavam mais pesadas, mais sombrias. O cansaço de uma vida pesada estava a levar o melhor de mim e de uma forma disfarçada tinha mudado a pessoa que um dia tinha sido e que queria realmente ser. Os sonhos estavam apagados, a luta tinha sido travada pelo cansaço e só o trabalho ocupava a minha mente, como uma espécie de robô. Acordava, fazia o que tinha a fazer e dormia, sem prazeres, sem felicidade, num automatismo que a vida me tinha imposto.

       Chega! Disse um dia, de mim para mim. Chegava de sentir essa culpa que invadia a minha alma. Chegava de sentir a pressão de todos os lados, chegava de tentar viver de acordo com os outros e fazer com que todo o meu ser fosse apagado no meio da multidão. Chegava dessas sensações negativas que me diminuíam a auto-estima, que me destruíam os sonhos e que me levavam à inércia. Essa não era quem eu queria ser, não era a pessoa que um dia tinha sonhado ser! Bastaram-me as palavras Estou farta! Para compreender que a minha mudança tinha de começar, queria voltar a ser quem tinha sido, queria ser ainda melhor do que algum dia tinha sido. Assim, simples. De um dia para o outro percebi que a mudança tinha de ser feita e começou a ser, de uma forma gradual as mudanças começaram a acontecer na minha vida. Passinho a passinho fui mudando e voltando a ser quem eu sempre tinha desejado ser, mais livre, mais sonhadora, mais objectiva (contrariamente ao sonhadora, mas ambas as coisas são precisas na minha vida), com menos pressões e até com menos pessoas tóxicas à minha volta. 

         Este momento, esta epifania, aconteceu há cerca de seis anos e desde aí que cada vez mais me tenho tornado na pessoa que desejava ser. A caminhada tem sido longa, tive de reconstruir muitos aspectos de mim mesma, mas tenho vencido as minhas batalhas, tenho conquistado os meus sonhos e objectivos. Também bati com a cabeça na parede algumas vezes, mas a resiliência fez de mim uma pessoa mais forte, as quedas na vida fizeram-me levantar mais forte e fui obrigada a lidar com a frustração. Precisei de apostar em mim, de pensar em mim, de reflectir no que me tinha tornado. Apostar em mim foi a melhor aposta que já fiz. E por vezes? Por vezes preciso de me lembrar da minha caminhada simplesmente para não voltar a cair nos mesmos erros, para não voltar a perder-me de mim.

12
Nov18

Aquelas listas de 101 coisas em 1001 dias

(Imagem retirada daqui)
 
     Adoro listas, quem me vê por estes lados já há algum tempo sabe que gosto de definir objectivos e de os ir concretizando. Anualmente faço uma lista de objectivos que me ajudam a manter focada. Aqui há uns tempos fazia objectivos mensais e até foram correndo muito bem, mas desde que mudei de emprego que ainda não conseguir orientar uma rotina e não tenho conseguido criar objectivos mensais. Contudo, sou uma grande adepta das listas, sejam as de compras, as de viagens ou as de livros. Por esta blogosfera fora, ao longo dos anos, fui vendo mais que uma blogger a criar as famosas listas de "101 coisas em 1001 dias". Adoro ler essas listas, adoro a ideia de fazer uma lista com todos os nossos objectivos para os próximos 1001 dias, mas não a consigo fazer.
        Já por mais de uma vez que tentei elaborar uma lista tão grande de objectivos, mas chego ali ao 20º e não consigo tirar mais nada. Eu sei lá se no espaço de quase três anos se terei capacidades financeiras para concretizar alguns dos objectivos, eu sei lá se no espaço de três anos manter-me-ei no mesmo emprego? Não consigo, de forma alguma, criar listas tão longas de objectivos. Juro que já tentei, ainda na semana passada vi uma blogger com uma dessas listas e o meu pensamento foi "Vai ser desta Just, toca a fazer uma lista com tudo o que pretendes atingir nos próximos quase três anos!" e lá comecei. A lista começou bem "1. Construir a nossa casa; 2. Pintar o cabelo; 3. Ir pelo menos 5 vezes ao cinema; 4. Ir a Itália..." e a coisa foi acontecendo naturalmente, até chegar ao 15º objectivo e já ter de puxar demasiado pela cabeça. "Eu bem que queria ir a Nova Iorque, mas parece-me que nos próximos três anos não vou ter dinheiro para isso.", e começo a enveredar pelo campo mais profissional "Bem, gostava de continuar a ser terapeuta, mas daqui a 2 anos o meu contrato acaba e não sei o que vai ser de mim... Adorava um mestrado, mas primeiro tenho de ver como vai ser o resultado da pós-graduação...". Chego à conclusão que tenho objectivos para mim mesma, sejam pessoais, profissionais ou em casal, mas que não lhes consigo definir uma data limite para os atingir.
       Adorava conseguir fazer uma dessas listas, mas para a minha personalidade parecem não se conseguir encaixar. Quando crio objectivos, crio-os de forma realista, de uma forma focada para um prazo e que sei que com algum esforço os conseguirei atingir, mas não os consigo criar a longo prazo. Não consigo prever a minha vida daqui a dois anos, se calhar sei onde estarei daqui a um ano, mas não o consigo fazer para daqui a dois. A vida tem-me ensinado a não exigir demasiado dela, a sonhar, mas de pés assentes na terra, até porque quando se sonha demasiado alto ela teima em dar-nos a volta (seja pela positiva ou pela negativa). Gosto de me orientar, de me manter focada, mas pensar demasiado à frente faz-me sentir demasiado pressionada, demasiado incapaz de compreender se algum dia conseguirei atingir aquilo naquele prazo. Sei o que quero, sei o que sonho, só ainda não sei muito bem quando se concretizará. 

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