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13
Mai21

E Maio já vai quase a meio...

(Imagem retirada daqui)

           Maio já se encontra quase a meio e só agora consegui escrever por estes lados, acho que tenho deixado de aceitar o blog como uma preocupação e obrigação e mais como algo que está aqui para quando quero (caramba, o nosso inconsciente é mesmo lixado!). Maio tem corrido, tem passado rápido e só de olhar para a agenda fico a pensar que o trabalho este mês não tem fim. Ora foi formação para dar, ora vai ser um fim-de-semana inteirinho de formação, ora são ainda relatórios para apresentar e agora mais um desafio profissional para aceitar. Tem andado tudo num rodopio que mal tenho tido tempo para pensar, reflectir e equilibrar as minhas energias. As alterações à minha rotina ainda estão a ser feitas e adaptadas a cada semana que passa, ainda não consegui encaixar a yoga de forma frequente e ainda não tive oportunidade de gerir da melhor forma as minhas tarefas domésticas. Começo realmente a ponderar em acordar mais cedo para conseguir fazer algumas coisas, mas ainda não lhe ganhei coragem. Se em Março me queixava de que os meus dias eram todos iguais, a verdade é que realmente houve uma verdadeira mudança na minha vida desse ponto de vista.

E como ficaram os objectivos de Abril? Desliguei-me deles, a verdade é essa. Acabei por deixar os dias correrem no seu próprio ritmo, as mudanças começaram para este ano e deixei de me preocupar com os objectivos, no entanto, sempre que tive oportunidade realizei-os, mas sem qualquer tipo de pressão. Nomeadamente:     

         - Ler 30 minutos por dia, não cumpri, mas consegui terminar de ler o primeiro livro de 2021 o que me deixou bastante contente. Até porque os meus momentos de leitura, ultimamente, têm sido de estudo. Na semana passada dei por mim a estudar até à meia-noite de modo a sentir-me mais preparada para sessões que tinha de dar no dia seguinte. Por isso? Li, se não era o que tinha imaginado? Não, mas as prioridades tiveram de se reestruturar.

        - Manter a yoga 2 vezes por semana, consegui novamente manter durante 3 semanas, ainda não consegui criar uma rotina e acabo por atirar a yoga para qualquer dia e tenho sentido a falta dessa rotina, mas fiz alguma coisa. Espero este mês conseguir melhorar a minha rotina de yoga de modo às minhas costas se sentirem bem e eu própria também.

           - Enviar os livros os correio, pela primeira vez na vida fiz algo que nunca tinha pensado ser capaz de o fazer. Vendi alguns dos meus livros. Foram enviados pelo correio e isso não me pesou tanto na alma como pensava.

           - Fins-de-semana sem redes sociais, não cumpri, não me lembrei, mas a verdade é que tenho estado mais desligada das redes sociais, dos blogs, do telemóvel no geral. O tempo também não o permite e quando tenho oportunidade tenho tentado relaxar de outras formas, o que me agrada bastante.

          Posso não ter cumprido com todos os objectivos da forma que imaginava, mas de alguma forma todos tiveram a sua importância durante o mês de Abril. Foi um mês impulsionador de mudança, foi um mês que me voltou a fazer questionar as minhas capacidades, que levantou muitos 'ses', mas que me fez avançar, mesmo com todos os receios. Por isso, apesar da volta que ainda estou a dar na minha vida, foi um bom mês! Que Maio seja ainda melhor!

10
Mai21

Mudanças trazem sempre consigo receios

(Imagem retirada daqui)

        As mudanças são algo necessário e constante nas nossas vidas. Às vezes são coisas mínimas que acabam por nos passar ao lado, outras vezes são gigantes. São pequenas ou grandes coisas, são desejos ou obrigatórias, podem ter uma fundamentação positiva ou negativa, mas serão sempre mudanças e por muito que as desejemos trazem sempre algo consigo: o receio.

        Recentemente recebi uma proposta para me envolver em mais um projecto, uma proposta praticamente irrecusável, daquelas que sabemos que vai dar mais trabalho, mas que é bastante aliciante. Poderá auxiliar-me no crescimento profissional, a aprender novas áreas da Terapia da Fala e até a conhecer novas metodologias de trabalho. Imediatamente disse que sim, com autorização da minha entidade patronal, aceitei o desafio que me colocaram e irei iniciá-lo em breve, no entanto estas mudanças implicam sempre receios que normalmente estão escondidos no meu subconsciente. Quando encontro um novo emprego ou um novo projecto acabo sempre por questionar as minhas capacidades e levantar bastantes 'ses' no que toca às minhas competências. Estas mudanças na vida, estes novos acréscimos profissionais e até pessoais fazem-se sempre ponderar se serei capaz de dar resposta aos novos desafios, se estarei verdadeiramente à altura do desafio. Acabo, no meu inconsciente, por criar um momento de receio de falhar. De falhar comigo pessoalmente, de falhar nas minhas competências, de não conseguir dar resposta ao que esperam de mim ou simplesmente de não estar ao nível do ambiente novo que enfrento.

       No meu íntimo, sei que sou uma boa profissional que tento dar resposta a todas as necessidades, minhas, da família, do utente e da entidade patronal, mas... Mas fica sempre este 'mas', fica sempre esta questão nos momentos de mudança. Serei capaz? Conseguirei aguentar mais um desafio? Terei capacidade de trabalhar tantas horas? Será que vou conseguir dar resposta? Será que o meu currículo corresponde realmente às expectativas? Inevitavelmente, no meu cérebro, surgem mil e quinhentas questões que fazem duvidar de mim própria e não gosto dessa sensação. Não gosto desta insegurança, não gosto desta falta de confiança em mim mesma, mas a verdade é que surge sempre que me apresento a um novo desafio. Apesar disso, aqui vou eu para mais um desafio, para fora da minha zona de conforto e para mais uma oportunidade de crescer!

02
Abr21

Falhaste? E está tudo bem.

(Imagem retirada daqui)

       Há algum tempo tive uma conversa reflectiva com uma amiga sobre como a sociedade nos pressiona de tal forma que nos consegue entrar no subconsciente e fazer pensar coisas que de outra forma não pensaríamos. Acredito que a evolução das redes sociais tenha aumentado esse tipo de pressão e que nos deixamos invadir diariamente com dúvidas e comparações constantes de como deveríamos ser, fazer, falar, decorar, comportar e outros tantos afins. As redes sociais levam a uma comparação constante com imagens e frases de conquistas, vidas quase perfeitas e que pontualmente demonstram as suas fragilidades, mas que no dia seguinte transmitem a imagem de uma espécie de super-heróis que conseguem equilibrar o mundo inteiro nas suas mãos: manter a actividade física regular, uma alimentação exemplar mesmo indo a restaurantes XPTO, tendo uma decoração de casa belíssima e sempre arrumada mesmo tendo filhos e até com tempo para meditação, preparação de refeições, ler um bom livro, fazer os tratamentos de beleza e ficar a conhecer a bela de uma série ou filme com um copo do melhor vinho do mercado. Todas estas pequenas compilações de conquistas de rotinas quase perfeitas que seguimos diariamente nas redes sociais criam em nós a sensação de impotência ou até mesmo de fracasso. Os dias dessas pessoas tem também 24 horas, então porque não conseguimos nós sermos assim? Porque não conseguimos manter o equilíbrio todo na balança e ter a alimentação saudável, o exercício diário, a leitura diária, a caminhada e todas as outras coisas que nos fazem acreditar que o bem estar da vida está aí? Simples, porque as nossas vidas são reais e as imagens não.

         Dei por mim, esta semana, a aperceber-me que ao não ter atingido os meus objectivos mensais fiquei frustrada comigo mesma, o que acaba por ser ridículo. Falhei redondamente em todos, não consegui ler o que queria, não consegui praticar tanto exercício como desejava e nem consegui cumprir algumas tarefas que tinha estipuladas, mas porque raio fui eu ficar frustrada? As listas de objectivos deveriam simplesmente a ajudar-me a manter focada, a servirem-me de linha orientadora, não como mais uma causa de mau estar ou de frustração. Parece que ao falhar, falhei comigo própria, que falhei perante uma comunidade blogosférica que está tão interessada no que escrevo como no deserto do Saara, que simplesmente não posso falhar. O que é uma premissa totalmente errada, eu posso e tenho todo o direito e até necessidade de falhar. Porque criamos esta pressão de não falhar? As vidas que vemos estão longe de serem perfeitas e acredito que por muito que nos vendam o papel de que cumprem todos os requisitos de um estilo de vida fantástico, as coisas não serão assim e cada vida é uma vida, com uma rotina diferentes com condicionantes próprias e que garantidamente também falham. E é isso que temos de aprender a aceitar, aceitar que falhamos, que podemos falhar e que está tudo bem.

         Precisamos de aprender a falhar eu própria preciso, sem deixar no ar esta sensação de frustração por ter falhado um dia de yoga na semana, por ter passado uma semana inteira sem ter tocado num livro e até mesmo por, apesar de me considerar uma minimalista, ter acumulado mais coisas na gaveta do que desejava. Tenho de aprender a ser mais sensível comigo, às minhas vontades e até necessidades. Considero que não me deixo facilmente influenciar pelas redes sociais e pelo que vejo, mas acredito que essas pequenas coisas acabem por entrar no meu subconsciente, acabando por criar em mim própria uma pressão desnecessária. Falhei, irei falhar e irá continuar a estar tudo bem. A partir de agora tentarei ser mais gentil comigo própria, aceitar aquilo que consigo e que necessito.

 

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