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justsmile

07
Dez17

O melhor de 2017

1. Série Televisiva

      Sem dúvida alguma que uma das melhores séries deste ano foi This is Us, aliás, é neste momento a única série que sigo fielmente. A história do casal e dos seus três filhos é simplesmente fantástica. Adoro a forma como nos levam para as suas vidas e como nos fazem sentir um pouco de si próprios. É um drama que apesar de fazer-nos viajar pelo tempo mantém-se actual, uma história que parece contada por um amigo ou até pelos meus irmãos, de uma época diferente que evoluí e cresce. Esta tornou-se numa das minhas séries preferidas, aquela que realmente me faz esperar por um novo episódio.

2. O filme

       Este não foi um ano de muitas idas ao cinema e até em casa poucos filmes vimos. Houve pouco tempo, pouca paciência e até pouco interesse. No entanto, fomos ver ao cinema um dos hits do ano e ficou-me na memória. La La Land foi um filme (aqui) que me ficou na memória pela banda sonora fantástica e pelo fim inesperado. Sem dúvida o filme que melhor me ficou na memória deste ano de 2017.

3. O livro

      Este ano, para não ser excepção, foi um ano de excelentes leituras e torna-se complicado seleccionar apenas um livro. No entanto, ao pensar nas minhas leituras de 2017 a que mais me surpreendeu foi O Amante Japonês. Fiquei contente por dar uma nova oportunidade a Isabel Allende, uma autora que outrora não me tinha impressionado, mas que com este novo livro me conseguiu prender da primeira à última página. Sem dúvida que este ficou marcado como um dos melhores livros que li em 2017.

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4. A viagem

       Sem dúvida que a viagem a Amesterdão não só foi a melhor viagem de 2017 como ficará para sempre na minha memória e na nossa história. Esta não foi apenas uma viagem para festejar o meu aniversário, não foi apenas mais uma das viagens que queria cortar da minha lista de locais a visitar, mas foi também a viagem onde Disse 'sim' outra vez. Vim com memórias fantásticas deste local, concretizei o sonho de uma vida de visitar a casa de Anne Frank, vi paisagens fabulosas e regressei com um anel de noivado no dedo. Sem dúvida alguma que esta foi uma das viagens da minha vida. Podem ler mais aquiaqui sobre a minha viagem.

5. O Post

      Este foi um ano de mudanças, não só na minha vida, mas em mim. Escrevi muito sobre esta mudança constante, sobre esta vontade de crescer e ser alguém melhor e houve um post que me deu realmente prazer, como tantos outros, mas neste vi a minha mudança, vi aquilo que há tanto tempo queria implementar na minha vida O minimalismo mudou-meFoi um dos posts que realmente me fez reflectir sobre o quanto cresci, sobre o quanto ainda quero crescer e o quanto quero mudar a minha vida. Estas pequenas mudanças têm-me trazido a felicidade e é isso pelo qual quero continuar a lutar.

 

E para vocês, quais foram os melhores de 2017?

09
Nov17

Perdida por terras de Vila Nova de Cerveira

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      Em Outubro Ele fez 31 anos e como prenda decidi oferecer-lhe um fim-de-semana só nosso. Um fim-de-semana para relaxar, para esquecer o casamento e as obras, para simplesmente estarmos um com o outro. Só nós, mais ninguém. Finalmente, quase um mês depois, eu e Ele fomos usufruir do fim-de-semana que lhe tinha oferecido. Um local minimamente perto para quem mora no Porto, para passar apenas uma noite e depois de uma manhã de sábado cheia de trabalho. Desejávamos um local que nos permitisse descansar, relaxar e sempre numa zona com boa comida (ambos somos apreciadores da boa comida portuguesa). Depois do almoço de sábado, em que mais uma vez fiquei à espera d'Ele, seguimos rumo ao Hotel do Minho em Vila Nova de Cerveira, um local que até ao momento tinha sido apenas de passagem. Através da Odisseias, onde tinha alguns créditos a gastar, comprei o nosso voucher que nos permitia o acesso ao Spa e ao pequeno-almoço, a dizer que em época de contenção de gastos o hotel ficou-nos a um preço bastante acessível.

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      Assim que o GPS nos indicou que tínhamos chegado ao nosso destino a primeira coisa que reparamos foi a paisagem envolvente. O Hotel localiza-se praticamente à face da estrada, o que acabou por nos desiludir, pois estávamos na esperança que fosse num local com maior contacto com a natureza. Um erro meu, que realmente apenas vi as imagens do Booking e da Odisseias sobre o Hotel e não fui verificar a sua localização exacta até ao momento da viagem. A paisagem envolvente é banal, estrada, casas e até umas fábricas, pouco agradável à vista, mas que é compensado com a beleza das piscinas exteriores e das sebes e árvores que as rodeiam. Aliás, apesar do vento frio que se fazia sentir, as piscinas deixaram-nos a vontade de lá voltar nos dias quentes do verão!

     Depois de já instalados, decidimos ir experimentar o Spa e tenho a informar, que depois da simpatia dos empregados, este é o melhor serviço do Hotel. O Spa do Hotel é realmente um local fantástico e propício ao descanso e relaxamento que tanto desejávamos. É um local com uma excelente temperatura ambiente, o que às vezes falha noutros hotéis, e com o tamanho ideal para o pretendido. A temperatura da água estava fantástica, nem demasiado quente nem demasiado fria, com dois jactos fantásticos para massajar as costas. As duas paredes de vidro deixavam a luz entrar e conseguir ter uma percepção da aproximação da noite. A sauna estava fantástica e à temperatura ideal, já para não falar do jacuzzi, que apesar de não ter experimentado, me parecia muito confortável. Ficamos imenso tempo no Spa, deitados na espreguiçadeira a aproveitar a companhia um do outro. É verdade que tinha ainda muita gente, afinal era sábado, mas o ambiente estava muito agradável e por isso nos deixamos ficar. O único se foi o banho turco não estar me funcionamento e nem o chuveiro de sensações (que nem percebi muito bem como funcionava a coisa).

      No fim de um momento super relaxante, num ambiente confortável decidimos jantar no restaurante sugerido pelo hotel e mesmo ao lado fica Braseirão do Minho. Comemos muito bem, numa sala com um ambiente familiar e agradável. A picanha era boa e meia dose chegou para os dois e ainda ficamos empanturrados! O problema desta estadia foi a dormida em si, os quartos eram giros e confortáveis à primeira vista, com uma casa-de-banho boa e um chuveiro que me deixou com desejos de ter um igual, a cama é que foi o problema. Ele queixou-se do colchão, eu queixei-me da almofada e ambos nos queixamos da entrada de luz no quarto logo de manhãzinha. Admito que a noite não foi de muito descanso porque o quarto assim não o deixou, eu acordei com dores de pescoço e Ele a queixar-se que não conseguiu dormir nada. Tirando este pequeno (GRANDE) 'se' a nossa estadia foi muito boa. O Hotel consegue misturar na perfeição o moderno com o conforto, bastando olhar para o bar e para a sala de estar, onde passamos algum tempo agradável depois do jantar. Os funcionários foram excepcionais, preocupados e simpáticos, mas sem dúvida que o Spa foi a grande vitória deste hotel.

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      Com a estadia do hotel terminada decidimos ir visitar Vila Nova de Cerveira. Uma vila pequenina, mas bastante acolhedora. Visitamos o castelo, caminhámos pelas suas ruas e do alto do Castelo conseguimos observar o Cervo a proteger a sua terra (é o veado o simbolo da região). Um local acolhedor e muito agradável onde ainda se consegue identificar as suas gentes. Algumas casas estavam enfeitadas com pormenores em renda, mas a da fotografia estava completamente 'rendada' de cima a baixo, o que foi algo muito bonito de se ver. Foi um fim-de-semana muito breve, que passou mais rápido do que desejavamos, mas que nos fez muito bem. Não só conhecemos um novo local, como também nos demos ao luxo de fugir da rotina. A zona é bastante acessível, com paisagens entre as montanhas e o rio maravilhosas e que permite recuperar energias. Foi sem dúvida um excelente fim-de-semana, voltar à rotina é que já não foi tão saboroso.

 

P.S.: Imagens de Just Smile.

21
Set17

Os sonhos passam a objectivos

    

(Imagem retirada daqui)

 

      Ao longo da vida sempre soube bem aquilo que queria. Sabia que num futuro queria casar, que sonhava em construir a minha própria casa e até que carreira queria seguir. Sempre fui feita de sonhos e foram os sonhos que sempre me deram coragem para caminhar em frente, para arriscar, para nunca me contentar com aquilo que tinha. No entanto, ao longo da vida fui aprendendo que os sonhos se moldam e se transformam, da mesma forma e medida que nós próprios vamos crescendo. Muitas vezes o que queria ontem, hoje já não me parece adequado ou simplesmente já não é uma prioridade. Assim como na vida, os sonhos acabam por se transformar e como a vida, vão-se reorganizando pela ordem de prioridades do momento. Numa fase em que aprendi a definir bem aquilo que quero da minha vida, compreendi que tenho cinco grandes objectivos que quero para os próximos quatro-cinco anos, hoje são uns, mas tenho consciência que poderão ter de ser adaptados e se não forem em cinco anos poderão ser concretizados em seis. E até se não for da forma X poderá ser da forma Y. Tudo muda e os sonhos têm de mudar para se poderem enquadrar em novas realidades.

      Quando tinha 15 anos anos conseguia idealizar o meu futuro. Com 15 anos era capaz de me deitar na relva a olhar para as nuvens e simplesmente sonhar com a minha vida futura, algo que deixei de fazer durante muitos anos. Olhava para a Just de 30 anos com uma casa sua e um pequeno jardim que permitisse contemplar as estrelas deitada na relva. Imaginava uma Just de sucesso profissional, na altura ainda sonhava em ser médica, mas a vida trocou-me as voltas e tornei-me Terapeuta da Fala, voltou a dar-me as voltas e agora sou Administrativa, mas simplesmente sonhava com o sucesso. Um bom salário, um bom emprego e uma vontade enorme de continuar a crescer. Imaginava-me com um mestrado ou em fase de estudo para ser mais e melhor. As viagens estavam lá, sempre. Paris, Londres, Nova Iorque e o resto do mundo. Conseguia imaginar uma boa vida social, encontros com os amigos, jantaradas ao luar no verão e até o café de inverno perto da lareira. Imaginava um amor na minha vida arrebatador, mas ao mesmo tempo reconfortante e que me aquecesse nas noites de inverno. Aos quinze anos era capaz de conseguir idealizar tudo isso de uma forma superficial, sem compreender bem que passos dar para lá chegar, mas sempre com a sensação de que era isso que queria. Queria fazer da minha vida uma aventura, mas voltar sempre às minhas origens, de onde nunca tinha partido. Hoje, aos 26 anos, acabo por não imaginar de forma muito diferente a Just de 30 anos. A diferença? Hoje sei que passos preciso de dar para conseguir alcançar todos esses meus sonhos, que mais que sonhos, hoje são um objectivo.

      Há pouco tempo comecei a ganhar a consciência de que os meus sonhos precisavam de ser definidos como objectivos. Percebi que estava na altura de os preparar para serem concretizados, precisava de criar passos para chegar até eles, afinal não são assim coisas tão absurdas como isso. São simplesmente coisas que ambiciono, que anseio e que sei que me levarão mais longe como pessoa. Inconscientemente, comecei a definir os meus objectivos com base nos meus sonhos, talvez coisa das leituras sobre o minimalismo, talvez simplesmente porque cheguei à fase da minha vida de querer organizar e lutar por um futuro melhor. Nos próximos quatro-cinco anos quero: 

      - Casar, foi sempre um dos meus sonhos. Talvez não desde sempre, mas desde que me desenvolvi espiritualmente e que vinquei a minha personalidade que sabia que queria casar, precisava disso. Não precisava de ser de forma tão tradicional como a que estamos a preparar, mas o noivo é exigente e apesar de 'casamento' ter vindo d'Ele sei que nunca foi uma ambição (até me conhecer, claro). Assim, o meu conceito de casamento teve de mudar, tal como referi os sonhos modificam, e aceitei bem essa transformação, afinal é o nosso casamento e não o meu.

    - Começar a construir a nossa casa, este é um dos projectos mais ambiciosos que temos. Construir uma casa de raiz é algo tentador, mas ao mesmo tempo aterrorizador. Não só monetária, como psicologicamente, mas é o sonho de ambos e já demos o primeiro passo, o terreno já é nosso. Temos uma previsão para começar a construção da nossa casa, mas temos também a consciência de que depende de muitas variáveis. No entanto, temos uma certeza, vamos fazer de tudo para cumprir com a nossa 'data', poupar vai continuar a ser a palavra do dia, mas sem nunca deixarmos de viver.

     - Voltar aos estudos, este é um dos objectivos que tenho menos definido. Sei que quero voltar a estudar, não sei é por onde começar. Mora em mim, a ínfima esperança de um dia voltar a ser Terapeuta da Fala a tempo inteiro, no entanto tenho os pés assentes na terra de que será muito complicado. Não sei ainda se apostar numa formação na área em que trabalho ou se continuar a ter a esperança de ser Terapeuta. No entanto, a certeza de que quero voltar aos estudos está presente, agora tudo irá depender do próximo ano. Um dia terei de fechar a porta da esperança na minha área de formação e lutar por um lugar ao sol noutro mundo ou simplesmente cairá um santo do altar e voltarei a ser Terapeuta da Fala onde voltarei a investir em mim (considero que já sei o que irá acontecer, contudo vou dar-me ao beneficio da dúvida durante um ano, depois do casamento quando a estabilidade financeira voltar a repor-se pensarei melhor no assunto).

      - Viajar, ainda há pouco tempo referi que viajar era uma das minhas prioridades (aqui). Sempre poupei para viajar e quero continuar a fazê-lo, quero continuar a ter a possibilidade de pelo menos uma vez por ano viajar. Faz parte de mim, faz parte dos meus sonhos e daquilo que desejo para mim. Sei que alguns dos meus objectivos de viagens para os próximos cinco anos poderão não ser concretizáveis, mas também sei que farei de tudo para que se tornem reais.

       - Envolver-me cada vez mais no minimalismo. Este é um objectivo mais pessoal, quero cada vez mais lutar por uma melhor qualidade de vida. Quero desprender-me das coisas físicas e dedicar-me ao que me faz feliz. Quero saborear a vida e não sobreviver, como durante muitos anos o fiz. Não quero voltar ao passado, quero viver o presente com um olho no futuro. Quero ser menos consumista, ser mais consciente e pensar em mim, no ambiente e nas coisas boas. Sei que este é um percurso sem fim, mas quero trazê-lo para a minha vida e aos poucos conseguir que Ele também o faça (Ele precisa de aprender a relaxar). Acredito que esta nova mentalidade de menos dá mais, melhora em muito a nossa vida, afinal a mente é uma ferramenta poderosa!

       A vida muitas vezes troca-nos as voltas e o que hoje é uma certeza, amanhã poderá não sê-lo. No entanto, sempre ouvi dizer que 'o sonho comanda a vida' e se os sonhos nos fazem levantar da cama todos os dias é porque são objectivos. É bom viver com um objectivo, planeá-lo, lutar por ele. Poderá não decorrer com todos os passos que planeamos, poderá até não ser concretizado naquele prazo que tanto ansiávamos, mas está lá e continuamos a lutar por ele. Continuamos a lutar por nós. Não nos contentamos com o que temos apenas agora, vivemos felizes com isso, mas o querer mais só nos faz bem. Torna-nos lutadores. E para mim os sonhos que passaram a objectivos são isso mesmo, demonstrar que quero mais, que quero continuar a lutar e que quero crescer com esta caminhada que é a vida.

       Os objectivos estão definidos, agora? Agora é lutar por cada um deles. E quais são os vossos objectivos a longo prazo?

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