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justsmile

26
Fev20

Perdida por terras de Chaves

         A minha prenda do Natal passado foi um fim-de-semana no Hotel Casino de Chaves, para poder usufruir no meu aniversário. Então, no dia em que fui festejar os meus pré-30 rumamos a Chaves, com alguns percalços e uma troca de carros a alguns quilómetros de casa, lá fomos para o Hotel Casino onde dedicamos um par de horas ao Spa e ao belo prazer de não fazer nenhum. Tenho a dizer que este foi um dos melhores spas que já fui, num domingo à noite o sossego era maravilhoso, mas a temperatura do ambiente e da água também. Um profissionalismo fantástico e as condições do Hotel eram realmente boas.                 

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         Temos por hábito não jantar nos hotéis e ir experimentar os restaurantes mais típicos da zona, num domingo à noite alguns estavam encerrados então optamos pela Taberna Típica Benito, onde fomos muito bem recebidos e onde nos deliciamos com a comida. A carne era bastante boa e o atendimento bastante agradável, a refeição não ficou nenhum valor extraordinário e saímos de lá bastante satisfeitos. E o que se faz quando se está instalado no Hotel Casino? Vai-se ao Casino, é claro, e para mim foi uma estreia. Investimos 5€ e saímos de lá sem eles, mas foi uma experiência nova em que experimentamos umas quantas máquinas e onde vimos o nosso saldo ficar rapidamente negativo.

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           No dia seguinte, após o check-out fomos passear um bocadinho por Chaves até porque, sem querer ser maliciosa, Chaves pouca coisa tem para ver. O Castelo é agora um museu militar e o que mais aproveitamos foi realmente a paisagem que nos oferecia, apesar do vento frio que se fazia sentir. Fizemos uma caminhada pelo centro histórico e até passamos por cima da famosa ponte de Trajano, quando nos apercebemos que não havia muito mais que quiséssemos ver ou visitar, decidimos percorrer alguns quilómetros da estrada N2.

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         Lá fomos nós no meu Polinho em direcção a Vila Pouca de Aguiar para vermos o "Castelo" que as placas nos indicavam. Uma estrada com pouco trânsito e em bom estado, uma estrada que se fez facilmente e sem qualquer tipo de problema. O problema foi mesmo a desilusão que tivemos ao ver que o "Castelo" eram umas ruínas, no meio do nada, mas que compensaram pela paisagem e o caminho que nos ofereceram.

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        Fazendo mais alguns quilómetros aproveitei para ver o Hotel Vidago Palace, lugar por onde nunca tinha passado e admito que senti que atravessar os portões deveria ser uma passagem para um local mágico. O Hotel e os seus jardins pareceram, do exterior, maravilhosos, ficou a promessa de um dia ir visitar o Hotel que parece mais um palácio encantado.

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           Após mais uns quantos quilómetros a nossa viagem terminou bem mais perto de casa, a comer um hambúrguer artesanal, com o qual me deliciei. Foi um passeio curtinho, mas que fez maravilhas à alma.

09
Dez19

O melhor de 2019

         Começa a altura de balanços para mais um ano e não podiam faltar aqui pelo blog. Esta lista já começa a ser uma tradição deste cantinho, mas gosto sempre de partilhar com vocês as melhores coisas que vi ou fiz em cada ano que passa.

1. Série Televisiva

         Admito que "The Crown" e "Chernobyl" ficaram lado a lado nas excelentes séries que vi este ano, muito diferentes, mas ambas baseadas em factos reais e por isso conseguiram ficar no topo das melhores séries de 2019. Contudo, devido à continuidade de "The Crown" acho que mereceu vencer, até porque achei que "Chernobyl" poderia ter terminado melhor, não alterando factos, mas tendo uma melhor produção.

2. O Filme

        Este foi um ano muito fraquinho a nível de filmes, fosse em casa ou no cinema. No cinema vimos apenas dois filmes e Toy Story 4 ganhou, claramente. Aquela lágrima que contive fez com que este fosse o meu filme preferido de 2019. Este filme fez-me viajar até à minha infância e são poucos os filmes que o conseguiram fazer e só por isso já mereceu o primeiro lugar.

3. O Livro

          Joel Dicker habituou-me a bons livros que gostam de ser devorados e O Desaparecimento de Stephanie Mailer não foi uma excepção. A escrita do autor é terrivelmente envolvente e é difícil parar de ler as suas páginas, é um livro que nos marca pela qualidade e por isso é para mim o melhor livro que li este ano.

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4. A viagem

         Esta não é uma decisão difícil, até porque foi a única viagem que fiz ao longo de 2019 (e ainda receei nem sequer a poder fazer...). Admito que não ia com muitas expectativas para Saïdia, mas quem me surpreendeu verdadeiramente foi Fes e valeu imenso perder oito horas do meu dia num autocarro para conhecer uma cidade tão diversificada. O cheirinho de Marrocos ficou e a promessa de voltar ao país também.

 

5. O Post

         Este foi um dos pontos mais difíceis de seleccionar. Escolher o melhor post no meio de um ano difícil fez-me aperceber que pouco escrevi sobre a vida, mas fiz inúmeras reflexões, partilhei coisas práticas e experiências que fui tendo ao longo do ano. Contudo, o post que este ano selecciono tem a haver com aquele que mais me fez reflectir e mudar o meu comportamento perante as adversidades da vida. Tive a necessidade de me relembrar que Amor próprio não é egoísmo, mas sim uma necessidade e foi o post que realmente mudou o meu comportamento e por isso é o meu seleccionado deste 2019.

            E quais foram os vossos favoritos de 2019?

06
Ago19

Perdida por Terras Marroquinas

        Este ano as férias foram mais do que merecidas. Inicialmente, o desejo d'Ele era sol e comida, o meu era passear um pouco, por isso tivemos de misturar um bocadinho das duas coisas. Não foi fácil chegar a Marrocos, pensamos em Cabo Verde, Cuba, mas acabamos por ir para um sítio beeeem mais barato e em que o desejo era que a água do mar fosse bem amena. Resultado? Fantástico! Saïdia é uma zona costeira de Marrocos que faz fronteira com a Argélia, é conhecida por ser uma zona de contrabando e de alguma insegurança, apesar de se ver policiamento por todo o lado. Assim que chegamos ao hotel foi nos aconselhado a não sairmos sem guia, com excepção para a Marina de Saïdia, devido à possibilidade de assaltos devido à zona em nos encontrávamos, mas a verdade é que não senti qualquer tipo de receio ou medo, até porque apenas visitamos Fes na companhia de guias especializados.

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       Optamos por ir para Saïdia para estarmos mais próximos do Mar Mediterrânico e não me arrependi nadinha. A água do mar era perfeita, no ponto em que adoro, calma mas com algumas ondas. A temperatura fantástica e apenas apanhamos um dia com algas. O hotel? Admito que quando me informaram que o Hotel Ibertostar era um bocadinho antigo e quando li os comentários do Tripadvisor, acabei por ficar um bocadinho de pé atrás, no entanto o hotel superou as minhas expectativas. A simpatia dos empregados e de todo o pessoal do hotel marcou pela diferença, nunca tinha sido tão bem recebida num hotel, sempre preocupados com os clientes e de uma simpatia como nunca tinha visto, já para não falar da animação. A comida era boa, apesar da confusão que por vezes se instalava na zona de restauração, mas nada tenho a apontar.

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       "E o que fizeste durante sete dias Just?" Nada! Foram umas férias de comer, beber e dormir muito. Coloquei a leitura em dia e aproveitei para relaxar, aproveitar a companhia d'Ele e para nos afastarmos dos problemas do dia-a-dia. Contudo, lá consegui convencer o maridinho a fazer uma viagem de 8h para conseguirmos visitar Fes. Fes é uma das principais cidades de Marrocos onde o Islamismo e o Judaísmo se junta harmoniosamente, onde a Medina é onde se concentra a vida e onde os cheiros e cores confundem os sentidos.

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         Fes é uma cidade completamente diferente daquilo que estamos à espera, apesar das minhas expectativas estarem altas devido a já ter visitado Tunis na Tunísia. Fes é uma cidade cheia de movimento, de cheiros e cores que nos estimulam de uma forma incrível. Se fechar os olhos, quase que consigo voltar a sentir os cheiros da Medina de Fes. A cultura é super diferente, a higiene não é a melhor, mas são todos os pormenores daquela cidade que nos fazem gravar na memória Fes.

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        E em Fes fomos conhecer algumas das coisas mais tradicionais da cultura Marroquina. O guia levou-nos pelas estreitas ruas da Medina, onde facilmente me perderia, para conhecer a forma tradicional de fazer os têxteis lindíssimos da cultura Marroquina. Adorei as cores, os tecidos até ao tecto e o barulho dos teares num espaço tão pequeno, mas tão elevado. Ainda tivemos oportunidade de conhecer uma farmácia de medicinas naturais e de experimentar a comida Marroquina num restaurante tradicional, não daqueles de comer comida com a mão no meio da rua, mas daqueles que quase parecem chiques naquele meio. A comida Marroquina tem uma enorme particularidade, é extremamente doce. Seja qual for o prato, devido ao elevado número de especiarias (algo que seria de esperar) qualquer tipo de comida parece demasiado doce ao meu palato, não é má, mas não é bem o meu gosto.

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       Tivemos ainda oportunidade de ver a coloração das peles, algo também bastante tradicional. O cheiro é terrível, são peles de animais e a verdade é que o odor é demasiado forte, aliás, talvez por isso na entrada nos tivessem logo entregue ramos de hortelã para refrescar o olfacto. Apesar disso as cores e o trabalho é algo que deve ser apreciado. E é isso que faz com que esta cultura seja tão diferente e tão boa de se conhecer, pois a apenas uma hora e meia de Portugal, Marrocos é sem dúvida algo a que não estamos habituados e é um país e uma cultura cheia de surpresas. É verdade que de Saïdia a Fes são 8h exaustivas de viagem, sobre um sol quente, mas o sacrifício compensa. É bom poder sair do hotel e da nossa zona de conforto para conhecermos coisas verdadeiramente novas aos nossos olhos.

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        De regresso a Saïdia e ao hotel temos a uma curta distância a pé a marina da cidade, a única zona aconselhável a percorrermos sozinhos devido à insegurança que se sente nas ruas de Oujda. A marina parece uma pequena amostra de uma cidade fantasma, apercebemo-nos da ambição dos edifícios e das lojas serem direccionadas para turistas, contudo a maioria das lojas, restaurantes e outros afins estão totalmente entregues ao abandono. Os edifícios, devido à localização, estão bastante degradados e poucas são as lojas que se encontram abertas. É estranho caminhar por entre lojas fechadas e marcas de degradação, faz realmente lembrar uma cidade fantasma. 

      Marrocos foi uma óptima surpresa. Adorei o mar e a praia, acho que a expectativa ia um bocadinho baixa e por isso teve a capacidade de ser superada. Conhecer uma cultura completamente diferente da nossa vale sempre a pena, são momentos de memórias e de aprendizagens. Esta foi sem dúvida uma viagem deliciosa. Vale a pena conhecer Marrocos, espero vir um dia a lá voltar.

P.S.: Imagens de Just Smile.

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