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justsmile

11
Out18

Nós e as férias de 2019. Já?

(Imagem retirada daqui)

 

       Mas que raio? Ainda nem em 2019 estamos e já só pensas nas férias, oh Just? Isto deve ser o que qualquer leitor normal deve estar a pensar. Eu sei, é quase ridículo, mas vou admitir uma coisa, eu quando termino uma viagem ou umas férias, a primeira coisa que penso é nas próximas. Começo a pensar em destinos, os locais que quero visitar no próximo ano e até a pesquisar orçamentos. Que posso dizer? Gosto de sonhar, sou uma sonhadora!

     Este ano, depois de chegarmos da lua-de-mel ao México, comecei imediatamente a pensar na minha viagem a Nova Iorque. Sabia que poderia haver a incapacidade financeira de a fazer, mas já andava em investigações e a tentar manter-me a par dos preços mais baratos, até que... Pumba! A maravilhosa notícia de um novo emprego tirou-me o tapete dos pés e bye-bye Nova Iorque durante os próximos dois anos (isto porque eu quero meeeesmo ir em Novembro e não posso tirar férias em Novembro...). Assim, tenho conversado com Ele sobre os locais que poderíamos ir no próximo ano, em que Ele incrédulo questiona: mas como? Queremos começar a avançar com a nossa casa que exige: Dinheiro. Estou a tirar uma pós-graduação, que exige: Dinheiro. E o que exigem também as férias e as viagens? Dinheiro.

       Ora o grande problema está sempre numa única palavra: Dinheiro. Ele só pensa na casa e eu só penso em férias, andamos em discordância há semanas. O que eu gostava mesmo era de uma viagem de alguns dias numa capital europeia e outra apenas de uma semaninha de férias para o bem bom (ou até menos tempo), mas tenho compreendido que isso será realmente impossível com as nossas carteiras e as nossas ambições (além do dinheiro que gastamos em gasóleo neste momento). Neste momento tive de ceder e compreender que Ele tem a sua razão, por muito embirrada que eu fique interiormente, e temos falado em algo que combine as duas coisas, sol e dolce far niente e a possibilidade de conhecer algo novo e cultural. Então que temos pensado? Grécia ou Itália? O google flights já está em funcionamento, mas a verdade é que não faço ideia de como irei definir orçamento para isto... E é aí que vocês entram, quem ajuda? Sugestões para Itália ou Grécia e quanto mais barato melhor, que isto de começar a pensar em casa leva-nos a alma e a carteira! 

10
Ago18

Perdida por terras Mexicanas... #3

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        Se uma das excursões no México foi para visitar a parte cultural e típica da história do México, a segunda foi para conhecer um dos melhores parques do Mundo, Xcaret. Xcaret é um parque gigante que envolve todo um conjunto de cultura, pequenos paraísos, fauna e flora fantásticos. Num só local conseguimos fazer de tudo um pouco, desde relaxar à beira da praia, ver animais nunca antes vistos, como ainda fazer actividades como snorkeling e nadar com golfinhos e até conhecer mais um bocadinho das tradições Mexicanas. Toda a gente nos dizia que o Xcaret era um local de passagem obrigatória e lá decidimos ir. Foi sem dúvida uma excelente escolha e que aconselho a todos os que pensem um dia passar por terras Mexicanas irem conhecer o parque Xcaret. 

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      O parque está organizado por zonas e por cores e apesar de ser gigante, sim, que foi andar desde as 10h da manhã até às 18h30 apenas com uma paragem para almoçar, está extremamente bem organizado. As linhas que estão pintadas no chão guiam-nos penas variadas zonas do parque e não é difícil chegarmos ao local desejado. Umas das zonas mais bonitas do parque são as zonas de repouso com praias de água cristalina e areias brancas. A paisagem do rio em confronto com o mar é simplesmente paradisíaca, pena não ter tido muito tempo para aproveitar e esticar-me ao sol. O parque possui ainda imensas actividades que podemos realizar, todas extras, mas que valem a pena. Eu e Ele decidimos ir fazer Snorkeling e foi uma das melhores experiências da vida, assim que entramos na água uma raia passou por debaixo dos nossos pés e nadar com peixes de tantas cores e espécies foi uma das melhores sensações que já tive. 

        Tivemos ainda a oportunidade de fazer o percurso do Rio a nado, foram 800m a nadar debaixo de terra, em grutas e debaixo das águas mais cristalinas que já vi. É difícil de explicar por palavras todas as experiências que tive ao longo desta viagem, é difícil de expressar as emoções que me percorreram a pele e os pensamentos que ficaram gravados na mente. Um dos momentos mais bonitos que tive ao longo deste dia foi também o Jardim das Borboletas. Eu adoro borboletas, adoro a sua perfeição e cores e no parque existe um espaço inteiramente dedicado a elas, fácil será dizer que me perdi nesse local. Adorei, é lindo estarmos envolvidos por tamanha beleza e perfeição. 

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          O México foi a melhor escolha que poderíamos ter feito para a nossa lua-de-mel, mesmo eu na altura não acreditando nessa possibilidade. Adorei toda a experiência (vá, dispensava as milhentas horas de avião), desde a comida, às visitas e ao hotel. O México demonstrou ser um pequeno paraíso com pessoas simpáticas, com uma enorme cultura e com uma forma leve de levar a vida. O México é um local que aconselho qualquer pessoa a conhecer, é um abrir de olhos para uma realidade que nos é desconhecida, vale a pena sair dos Resorts e conhecer um bocadinho do país, um bocadinho dos seus hábitos, mas principalmente as iguarias (mas esqueçam as doces, essas são terríveis). O México consegue ser tudo aquilo que nos dizem, que vemos na televisão e ainda mais. O México é realmente uma experiência para a vida na qual vale a pena nos perdermos.

          Não se esqueçam de ver a Parte #1#2 desta aventura.

 

P.S.: Imagens d'Ele e de Just Smile.

08
Ago18

Perdida por terras Mexicanas... #2

       Já vos tinha admito que inicialmente não estava muitas expectativas para a minha viagem ao México, mas as coisas foram mudando um bocadinho com o tempo. Assim que a lua-de-mel foi adquirida oficialmente, decidi começar a minha investigação dos locais que queria visitar. É claro que era a lua-de-mel, é claro que queria descansar dos meses extremamente cansativos que tinha tido nos últimos tempos, mas também queria conhecer um bocadinho da cultura. Afinal, não ia fazer nove horas e meia de viagem apenas para ficar fechada no hotel! Desta forma iniciei as minhas pesquisas pelo Pinterest e o entusiasmo com a viagem começou a crescer. As cenotes pareciam ser locais fantásticos e as ruínas pareciam ser locais com história e essência. Logo, antes ainda da nossa partida para o México já sabia os locais que queria visitar e aquilo que não poderia faltar experimentar na viagem, afinal ir ao México e não ver a Chichén Itza seria a mesma coisa que ir a Paris e não ver a Torre Eiffel.

       Logo no primeiro dia no hotel decidimos marcar as excursões, já ia com a ideia dos valores que me tinham proposto em Portugal através de email e assim teria a oportunidade de compreender se as excursões do hotel seriam mais ou menos vantajosas. A verdade? As excursões no México são caríssimas, mas nós decidimos não arriscar em irmos sozinhos fosse a onde fosse, o contexto é completamente diferente do que estamos habituados e tudo o que valia a pena ver ainda ficava a algumas horas do hotel. Comparando preços, as excursões do próprio hotel ficavam ao mesmo preço do que nos tinham proposto em Portugal e decidimos optar por aquela em que o seguro que tínhamos seria válido. A primeira excursão: Chichén Itza, ruínas de Ek Balam e Cenote Las Palomitas

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        A primeira excursão que fizemos ocupou-nos por um dia inteiro e começou bem cedo, ainda mal os olhos aguentavam abertos, mas foi um dia cheio de cultura e novas experiências. A primeira paragem foi em Chichén Itza, uma das sete maravilhas do mundo. A pirâmide Maia que impressiona pelo seu simbolismo, misticismo e a sua história. A sua grandeza histórica não se compara ao seu tamanho físico, trinta metros de altura são insignificantes nos dias de hoje, mas se formos a tentar contextualizar a época em que foi construida e o seu significado é de uma tamanha grandeza que apenas nos sentimos meros espectadores de um espectáculo criado por mentes sábias. O povo Maia era um povo cheio de simbolismo, nada era feito por acaso e tudo tinha a sua explicação. Os degraus não foram colocados à sorte, as serpentes não foram apenas para enfeitar e muito menos a altura da pirâmide. E é tudo isso que torna o povo Maia num povo de tanta sabedoria! O espaço em que se encontra a Chichén Itza está cheio de história e sente-se logo ao entrar, no momento em que nos vemos rodeados de ruínas. É uma sensação inexplicável estar ali, no momento em que história aconteceu. O que me passou pela cabeça? O quanto deveríamos ter aprendido com o povo Maia em vez de algures no tempo os termos considerados 'adoradores do diabo', se calhar se tivéssemos aprendido um bocadinho da sua sabedoria seriamos pessoas mais evoluídas e cultas.

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      De um local tão mágico fomos para outro, que apesar de mais pequeno, tinha uma beleza crescente. Apesar de não ser tão grandioso como Chichén Itza, Ek Balam pareceu-me ser mais bonito, talvez por estar mais rodeada pela floresta, talvez por simplesmente ser mais próximo ou até por ser uma das poucas pirâmides que se pode subir até ao topo. Ek Balam são ruínas Maias, em português, o Templo do Jaguar Negro. O Jaguar era para o povo Maia um Deus, tal como a Serpente e este templo é assim conhecido porque no topo da sua pirâmide, onde o Rei tinha o seu trono, o que envolve a sua entrada é a boca do Jaguar. É um templo fantástico e pela primeira vez subimos à pirâmide. Tenho vertigens, mas nunca deixei de fazer fosse o que fosse por causa disso, então subi os trinta e dois metros de altura, em escadas estreitas, escorregadias e consegui alcançar a magnífica vista do parque. Uma vista que vale a pena, uma vista rodeada de floresta e ruínas e só por isso já compensa enfrentar todos os medos e mais alguns. Adorei visitar este parque, diferente de Chichén Itza, mas com uma envolvente fantástica que não se consegue sentir noutro sítio. Fiquei extremamente surpreendida com estas ruínas e adorei cada minuto que lá passei. 

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       A última paragem de um dia tão intenso foi na Cenote Las Palomitas, em português Cenote das Pipocas. As cenotes são uma espécie de grutas em que podemos nadar, cavidades na terra que eram consideradas sagradas pelos Maias e que serviam para alguns rituais de sacrifícios (mas o que não servia para sacrifícios para os Maias?). As cenotes eram uma das minhas maiores expectativas na ida ao México e sem dúvida que cumpriram com as mesmas. As cenotes são locais maravilhosos, lindos e cheios de encanto. Existe nelas uma natureza natural que é incomparável à mão humana, a sua profundidade, a sua água límpida e transparente cruza-se com as estalagmites e estalactites que se encontram sobre nós. A água? Apesar da sua beleza é do mais gelada que há e só entrei nela porque seria ridículo não o fazer, porque admito que a vontade de entrar numa água tão fria não era muita. Apesar de tudo, toda a envolvente tornou o cenário perfeito e valeu cada segundo que lá passei.

      Ainda tivemos a oportunidade de passar por duas cidades mais tradicionais Mexicanas, sabem aquelas que vêem nos filmes e nas novelas? Precisamente aquilo que vi em Valladolid, uma cidade cheia de casinhas baixas, cheias de cor e com um pequeno mercado que dá vida à cidade. As referências católicas estão por todo o lado e as igrejas ainda do tempo da invasão dos espanhóis encontram-se ainda de pé e com pessoas por perto. Uma cidade completamente encantada e cheia daquela imagem que tanto tinha do México e dos Mexicanos.

      Nesta excursão o almoço estava incluído e adorei porque tive a oportunidade de experimentar comidas mais tradicionais Mexicanas (aqui a je estava com tanta fome na altura que nem se lembrou de tirar fotografias). Provei a Sopa Tradicional de Yucatan, região onde se encontrava a Cenote, que era simplesmente maravilhosa, uma espécie de canja com pimentos e lima. Experimentei um guacamole caseiro que era mil vezes melhor que o do hotel, comi tortillas e ainda um taco típico da zona. É bom podermos sair um bocadinho do hotel e ver a realidade do país. É claro que nem tudo é perfeito, ainda se vê muita pobreza entre os Mexicanos, mas segundo nos indicou a guia, muitos deles querem viver aquele tipo de vida, pois vivem conforme os seus ideais. Muitos ainda são os Maias que vivem em casas de terra batida, com os telhados de palha, mas não são pessoas tristes, são simpáticos e com boa disposição e se é uma questão de opção e ideais, quem somos nós para o questionar?

         Esta foi sem dúvida uma viagem cheia de surpresas, cheia de cultura e que valeu mais do que a pena. A primeira parte da viagem está por aqui.

 

P.S.1: Imagens de Just Smile e d'Ele.

P.S.2: Li há alguns anos O Orgulho Asteca e o Sangue Asteca e com esses livros fui para o México a saber mais sobre a sua história do que alguma vez poderia imaginar. Os livros dão mais conhecimento do que uma guia, mas é a experiência que nos faz interiorizar os seus conceitos.

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