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justsmile

10
Ago17

Perdida por terras de Pedrógão Pequeno

Este ano nas férias não fomos para o Algarve. Não fomos para a praia e nem uma semana passamos longe de casa. Com o casamento a aproximar-se e com as obras a começarem para a nossa 'primeira' casa o orçamento era curto, mas sabíamos que precisávamos de uns dias só para nós. Uns dias 'offline' do mundo. Uns dias longe dos problemas, longe das obras e longe das decisões. Então, entre pesquisas e avaliações de orçamento, decidimos ir para Pedrógão Pequeno, pertencente ao distrito da Sertã, para o Hotel da Montanha. Para aproveitar, saímos de manhãzinha para ainda passarmos por Fátima para cumprir uma promessa que havia feito e só depois nos direccionamos para o hotel.

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Antes de tomarmos a decisão de irmos para Pedrógão Pequeno, admito que estávamos assustados com a paisagem que poderíamos encontrar. De um modo egoísta, tínhamos receio que nos 'estraga-se' as férias devido à desgraça que se tinha abatido sobre Pedrógão Grande apenas um mês antes. Mas decidimos que seria uma atitude parva e demasiado cobrarde para as pessoas que somos. Fomos e a verdade é que ao entrar na IC8 um silêncio entre nós se abateu. A paisagem era realmente desoladora, viam-se casas ardidas e algumas intactas no meio de árvores completamente queimadas. Foi impossível não imaginar o desespero de quem lá vivia, foi impossível não sentir um peso no peito durante quilómetros. Foram quilómetros e quilómetros de uma paisagem impossível de imaginar e que deixa qualquer um de coração pequenino.

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Foi quando começamos a ver o verde das árvores que nos apercebemos que Pedrógão Grande tinha ficado para trás e estávamos perto do nosso destino. Com uma paisagem simplesmente fantástica sobre o Rio Zêzere, o Hotel da Montanha surpreendeu-nos pela positiva. No Booking a pontuação do hotel era boa, mas sempre com algumas reversas, e apesar disso decidimos arriscar e não nos arrependemos em nada. No alto de uma montanha, mesmo por trás da igreja da Senhora da Confiança encontramos um pequeno paraíso longe de tudo e de todos. Um local perfeito para o descanso, envolvido pelos cheiros da natureza e longe do mundo.  

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Os quartos não eram os melhores, o isolamento do som do corredor também não (apesar de entre os quartos ser suficiente), aliás, o que os quartos precisavam era de uma modernização do espaço. Mas não nos incomodou minimamente, pois o nosso objectivo destas mini-férias, era simplesmente: dormir, comer e apanhar sol, sempre intercalado com uns mergulhos na piscina. O espaço exterior do hotel era simplesmente fantástico. A piscina não desiludiu nem um bocadinho, num meio envolvente e propício ao relaxamento. As espreguiçadeiras eram bastante confortáveis e até o bar do hotel, que servia refeições leves, era bastante agradável e com preços muito acessíveis (o que nem todos os hotéis praticam). O pequeno-almoço oferecido pelo hotel era bom, com diversidade suficiente e o pessoal bastante simpático. Não tive qualquer problema com a minha intolerância alimentar e estiveram sempre prontos a oferecer-me o que fosse necessário. Das nossas férias apenas podemos apontar um senão, o tempo. O primeiro dia foi simplesmente fantástico, o segundo assim-assim e o terceiro incluiu chuva. A vantagem do hotel neste último ponto? Tinha uma piscina interior minimamente agradável, com jacuzzi, o que não nos fez perder o dia nem o objectivo de não fazer rigorosamente nada.

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Se nos perguntarem o que conhecemos da zona? Ridícula e vergonhosamente temos de dizer: nada. A única coisa que podemos dizer que conhecemos foi os dois restaurantes do centro da Sertã mais recomendados pelo Tripadvisor (nosso grande amigo de viagens), Restaurante Ponte Romana e Restaurante Ponte Velha, onde fomos muito bem servidos e com preços muito acessíveis. Aliás, se há algo que esta zona nos proporcionou para além do descanso foi a boa comida a preços simpáticos. Comemos que nos fartamos e não pagámos valores exorbitantes. A comida era muito boa, assim como a simpatia e sem dúvida que foi algo que nos marcou nestas nossas férias.

Ao fim de três dias de vida boa fizemo-nos novamente ao caminho, desta vez com uma paragem para visitar uma amiga do coração e voltar para o nosso bom Porto, onde o vento e o 'fresquinho' nos esperavam.

Foram umas férias boas, com todos os nossos objectivos alcançados e com o orçamento atingido. O Hotel da Montanha mostrou ser uma boa surpresa, um local apropriado para descanso, para famílias e para desfrutar da vida boa. Quem sabe se um dia lá não voltarei, por mim até voltava já!

 

P.S.: Fomos tão, mas tão preguiçosos estas férias que nem duas mãos cheias de fotografias temos. Aliás, se formos a ver as que se aproveitam nem uma mão cheia dá.

17
Ago16

Perdida por terras de Mondim de Basto

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Ele bem que andava a desejar umas férias de não fazer nadinha. Sem horários fixos, de sol e piscina. Não queria passar horas dentro de um carro e não queria que o estivesse sempre a chatear para irmos aqui e ali, então demos por nós a comprar um voucher da Odisseias para o Águas Hotels de Mondim de Basto. A pouca distância do Porto fomos usufruir de uma piscina com uma paisagem única, em dias que o sol convidava a experimentar a água fresca da piscina. Inicialmente pensamos que na data escolhida não iríamos ter muito sossego, mas demos por nós rodeados de famílias que vinham com a mesma intenção que nós, pura e simplesmente, descansar. O hotel tem uma localização perfeita, no meio do sossego do monte, mas perto do centro o que nos permitiu fazer as principais refeições a pouca distância do local. 

Optamos por escolher apenas a meia pensão, para não estarmos presos a horários e para também podermos provar a gastronomia local, que tenho a dizer é deliciosa e muito acessível. Não houve nenhuma refeição em que pagássemos mais de 14 euros, com vinho, cafés, entradas e comida (vá e uma sobremesa cheia de lactose para Ele). A carne é uma coisa que vale menos aproveitar na zona, é deliciosa e é impossível resistir-lhe, assim como o bom vinho verde. Na escolha dos restaurantes o Tripadvisor tem sido realmente uma excelente ajuda, indicou-nos a Adega dos 7 Condes onde nos perdemos nas migas e na boa carne. Ainda melhor foi a Casa da Caínha com os segredos de porco preto, a alheira e o bom vinho.

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Num fim-de-semana de sol, piscina e boa comida não tivemos a paciência para andar a tirar muitas fotografias e dei por mim ontem a ter de escolher algumas para aqui e acreditem que não foi fácil. Desligamo-nos bastante dos telemóveis e das redes sociais e optamos por desfrutar da companhia um do outro e enquanto Ele dormitava eu aproveitava e lia as primeiras páginas de 'O livro dos Baltimore'. Depois de dois dias de boa vida chegou a hora de fazer o check-out. O hotel tinha sido uma boa opção, mas não nos deixou tão encantados como o Douro Palace Hotel (a dizer que a diferença de preços para a época era enorme!), ainda assim estava dentro do nosso orçamento e deu para usufruir do que nos oferecia, uma boa piscina e um pequeno-almoço bastante agradável.

Já na hora de deixar o descanso decidimos conhecer a zona mais conhecida de Mondim de Bastos que pertence ao Parque Nacional do Alvão, as Fisgas do Ermelo. Uma combinação maravilhosa da natureza com o som constante da água a correr por entre as pedras. A paisagem é de fácil acesso (quase sempre de carro), e tem percursos pedestres que ficaram prometidos para um próximo passeio. Ainda assim decidimos percorrer 1600 metros para visitar um dos pequenos lagos que pertence às Fisgas. São 1600 metros com terra batida, muitos pedregulhos, muitos altos e baixos mas que compensam imenso o esforço. Ao chegar a Piocas ficamos maravilhados com a paisagem, a vontade foi logo cumprida com um mergulho na água límpida e cheia de pequenos peixinhos. Após três trambolhões nas pedras escorregadias para entrar na água lá nos refrescamos e ficamos a admirar a paisagem que tanta tranquilidade nos transmitia. Um sítio sossegado em que o som da água se faz sobressair ao barulho das conversas de fundo e em que a vontade de estar na água é constante. O único 'se' foi que se soubéssemos tínhamos levamos comida e passado a tarde naquele local paradisíaco. Ficou a promessa de um regresso com amigos a um local tão bom.

Um fim-de-semana maravilhoso, bastante acessível e que deu para ter um pequeno sabor a férias.

 

P.S.: As fotografias são da autoria da Just e d'Ele.

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