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justsmile

07
Jul21

I'm alive!

(Imagem retirada daqui)

       Estou viva e mais do que viva. Estou com o tempo contado, estou com os dias totalmente preenchidos de trabalho e de tarefas para concretizar. Tenho em mim o desejo, talvez ilusório, de umas férias de sol e descanso. Tenho uma casa que começa a crescer e planos traçados que aguardam respostas. Tenho relatórios, planos de sessão para fazer e reuniões para assistir. E tenho de regressar à regularidade da prática de yoga o mais depressa possível. Assim, tem andado a minha vida, com horários de loucos, com mais de 50 horas de trabalho efectivo por semana, para não falar de todo o extra que tem de ser feito em casa e nem estou a incluir as tarefas domésticas que essas têm sempre a sua obrigatoriedade. Já não me recordava de ter um horário tão preenchido, mas ao contrário do que imaginava, estou a aguentar-me bem e até a sentir-me concretizada, talvez como nunca me tinha sentido antes.

       A nível profissional estou a trabalhar que nem louca, acumulei mais dois trabalhos extra que ocupam o final das minhas tardes, o que faz com que não tenha propriamente vida pessoal, mas sinto-me tão feliz com o meu trabalho neste momento que acabo por nem dar pelo tempo passar. Aliás, o tempo tem corrido! Sinto-me concretizada nas escolas, como já aqui falei, são o meu verdadeiro aquário, e nas clínicas tenho conseguido encontrar casos que me desafiam, que são fora da minha área de conforto e que exigem que volte a estudar, a pesquisar e a trabalhar ainda mais a minha criatividade. Tenho sentido que o meu trabalho é reconhecido em todas as vertentes e isso preenche-me o coração. Tenho tido verdadeiros desafios, tenho lidado com pessoas fantásticas e isso faz com que ande com um sorriso no rosto, ande por onde andar. Sinto-me verdadeiramente concretizada com esta minha independência no trabalho, com esta minha dinâmica e com esta minha vontade de ser mais e melhor. Espero e rezo para que no próximo ano lectivo continue a poder trabalhar em escolas, torço para que consiga voltar a ingressar no contexto escolar para continuar a aprender com tantas crianças. Neste momento esse é o meu maior desejo, daqui a dois meses voltar a dizer que continuo onde estou, onde me querem e que tenha oportunidade de mostrar ainda mais do que posso fazer.

        A casa também tem dado ar da sua graça, de uma forma mais lentificada que a inicial, mas começa a ter paredes, a ganhar forma e a dar-nos uma verdadeira perspectiva do que ainda vem aí. O aumento do preço dos materiais tem-nos assustado, tem-nos obrigado a correr atrás do prejuízo e a trabalhar ainda mais para conseguirmos assumir todas as despesas sem termos de pedir mais dinheiro ao banco e, neste momento, essa é a parte mais assustadora. Os aumentos têm sido semanais e os nossos ordenados não foram aumentados, e temos andado com o coração nas mãos por causa disso. Na semana passada atribuímos a caixilharia a uma empresa e agora andamos a correr para entregar a carpintaria, se era preciso ser já? Não, acreditamos que nem este ano consigam entrar em obra, mas os preços têm subido de forma tão drástica que andamos a tentar garantir os preços mais baixos. Ridículo, eu sei, mas quem está a construir ou a fazer obras percebe este nosso drama. A parte boa? Começo a ver a minha casa crescer e em mim começa a crescer a ansiedade de ter o nosso espaço (principalmente de arrumação!)

         Com isto tudo o blog esteve parado mais de um mês, algo que não me lembro de ter acontecido anteriormente. Não tenho tido tempo nem paciência para ler, ainda não consegui encaixar a yoga nesta rotina louca e as séries de 40 minutos são capazes de ser divididas em três partes, mas sabem? Sinto-me feliz, não é tudo cor-de-rosa, o cansaço sente-se na mesma, mas vejo a minha vida a correr como sempre desejei. Tenho os meus contratempos, uma multa acabadinha de chegar, um rádio que ardeu em plena estrada e que me deixou com o coração nas mãos e dias em que os miúdos parecem não dar nada. A minha vida está longe de ser perfeita, mas sinto-me cheia de gratidão pelo que faço, pelo que tenho na minha vida e pelo que tenho tentando conquistar. É nestes momentos que sei quem são os meus amigos, que sei quem quer festejar o meu sucesso comigo e quem tem sempre uma palavra amiga a perguntar como estou. Se tenho tempo para fazer tudo o que quero? Não, nem de longe nem de perto, mas aos poucos vou conseguindo encaixar nestes dias de loucos um bocadinho da minha tranquilidade.

          Que venha tudo o que é bom e que em breve volte a passar neste cantinho tão meu!

13
Mai21

E Maio já vai quase a meio...

(Imagem retirada daqui)

           Maio já se encontra quase a meio e só agora consegui escrever por estes lados, acho que tenho deixado de aceitar o blog como uma preocupação e obrigação e mais como algo que está aqui para quando quero (caramba, o nosso inconsciente é mesmo lixado!). Maio tem corrido, tem passado rápido e só de olhar para a agenda fico a pensar que o trabalho este mês não tem fim. Ora foi formação para dar, ora vai ser um fim-de-semana inteirinho de formação, ora são ainda relatórios para apresentar e agora mais um desafio profissional para aceitar. Tem andado tudo num rodopio que mal tenho tido tempo para pensar, reflectir e equilibrar as minhas energias. As alterações à minha rotina ainda estão a ser feitas e adaptadas a cada semana que passa, ainda não consegui encaixar a yoga de forma frequente e ainda não tive oportunidade de gerir da melhor forma as minhas tarefas domésticas. Começo realmente a ponderar em acordar mais cedo para conseguir fazer algumas coisas, mas ainda não lhe ganhei coragem. Se em Março me queixava de que os meus dias eram todos iguais, a verdade é que realmente houve uma verdadeira mudança na minha vida desse ponto de vista.

E como ficaram os objectivos de Abril? Desliguei-me deles, a verdade é essa. Acabei por deixar os dias correrem no seu próprio ritmo, as mudanças começaram para este ano e deixei de me preocupar com os objectivos, no entanto, sempre que tive oportunidade realizei-os, mas sem qualquer tipo de pressão. Nomeadamente:     

         - Ler 30 minutos por dia, não cumpri, mas consegui terminar de ler o primeiro livro de 2021 o que me deixou bastante contente. Até porque os meus momentos de leitura, ultimamente, têm sido de estudo. Na semana passada dei por mim a estudar até à meia-noite de modo a sentir-me mais preparada para sessões que tinha de dar no dia seguinte. Por isso? Li, se não era o que tinha imaginado? Não, mas as prioridades tiveram de se reestruturar.

        - Manter a yoga 2 vezes por semana, consegui novamente manter durante 3 semanas, ainda não consegui criar uma rotina e acabo por atirar a yoga para qualquer dia e tenho sentido a falta dessa rotina, mas fiz alguma coisa. Espero este mês conseguir melhorar a minha rotina de yoga de modo às minhas costas se sentirem bem e eu própria também.

           - Enviar os livros os correio, pela primeira vez na vida fiz algo que nunca tinha pensado ser capaz de o fazer. Vendi alguns dos meus livros. Foram enviados pelo correio e isso não me pesou tanto na alma como pensava.

           - Fins-de-semana sem redes sociais, não cumpri, não me lembrei, mas a verdade é que tenho estado mais desligada das redes sociais, dos blogs, do telemóvel no geral. O tempo também não o permite e quando tenho oportunidade tenho tentado relaxar de outras formas, o que me agrada bastante.

          Posso não ter cumprido com todos os objectivos da forma que imaginava, mas de alguma forma todos tiveram a sua importância durante o mês de Abril. Foi um mês impulsionador de mudança, foi um mês que me voltou a fazer questionar as minhas capacidades, que levantou muitos 'ses', mas que me fez avançar, mesmo com todos os receios. Por isso, apesar da volta que ainda estou a dar na minha vida, foi um bom mês! Que Maio seja ainda melhor!

21
Jan21

Uma apatia que mal consigo expressar...

(Imagem retirada daqui)

       É o que sinto neste momento.

       Estamos a breves momentos de vermos, novamente, o encerramento de todas as escolas e só me passa pela cabeça "o que vai ser destes miúdos?". Eu sei que é um mal necessário, que neste momento precisamos de controlar esta força invisível que tem consequências catastróficas na saúde e na nossa sociedade, mas não consigo tirar da minha cabeça estes pensamentos. Comecei a trabalhar em Novembro numa realidade diferente da que trabalhei nos últimos dois anos, deparei-me com uma pobreza maior, com um absentismo na escola enorme, com a falta de motivação para o contexto escolar e até para novas aprendizagens. Gostei do desafio que me veio parar às mãos, queria colocar o mais rápido possível 'as mãos na massa' e começar a trabalhar com os miúdos. Na minha mente tinha um plano bem traçado, um elevado número de tarefas e actividades para realizar, mas a verdade é que só em Janeiro consegui ter esse primeiro contacto. E as coisas estavam a correr bem, consegui captar a atenção da maioria dos alunos em intervenção, logo nas primeiras sessões e estava motivada para trabalhar, mas agora tudo volta a encerrar e volto a questionar-me, "o que vai ser destes miúdos?". A maioria não tem internet, nem computador, alguns nem electricidade têm em casa, o que irão eles conseguir acompanhar? Muitas vezes nem os próprios pais demonstram interesse nesses miúdos e muito menos nas aprendizagens que eles precisam de fazer, quanto mais a intervenção de uma Terapeuta da Fala.

        Sinto uma apatia no peito, por eles e até, de um modo um tanto ou quanto egoísta, por mim. Queria demonstrar a importância da minha profissão, demonstrar que tenho muito para dar e que é possível fazer a diferença com esses miúdos, mas tenho a sensação que me tiraram o tapete dos pés. Sei que terei de encontrar alternativas, encontrar novas formas de me envolver, de demonstrar que estou aqui para trabalhar e que não me importo de fazer seja o que for, mas tenho na boca aquele sabor amargo da desilusão.

      Sei que é extremamente necessário este confinamento, sei que as escolas têm sido lentamente afectadas e que neste momento não há margem de manobra, compreendo-o e nem é isso que me revolta. O que verdadeiramente me incomoda é a falta de noção da nossa sociedade para a realidade, a falta de consideração pelo esforço que os profissionais têm feito neste (quase) último ano e continuarem a fazer uma vida normal como se não houve-se uma guerra invisível lá fora. Custa-me imenso ver pessoas a fazerem ajuntamentos de amigos e familiares em casa, a continuar a ir passear para a marginal como se fosse um domingo como todos os outros e argumentarem-me que as pessoas estão cansadas de tudo isto não me convence e sabem porquê? Porque também eu estou cansada e continuo a fazer todos os esforços para me proteger e proteger os meus. Aliás, já passei a fase do 'estar cansada', estou neste momento 'esgotada' de tudo isto, mas não sou egoísta ao ponto de colocar tudo em risco. Estou só esgotada.

           Eu sei que deveria estar mais positiva, mas hoje sinto-me assim, apática.

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