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justsmile

07
Mai18

E como vai a vidinha Just?

 

      A vidinha para estes lados tem andado bastante agitada e 'parar' não tem estado nos nossos vocabulários. As semanas têm passado numa correria absoluta e só tenho sentido o cansaço quando à noite, já depois do jantar, do banho e de fazer algumas tarefas, me sento no sofá para relaxar um bocadinho. Os horários de trabalho absolutamente preenchidos têm tornado impossível a possibilidade de fazer algumas tarefas em casa ou até do casamento durante a semana, o que recai tudo e mais alguma coisa nos curtos fins-de-semana que acabam por se evaporar. Durante a semana só vemos trabalho, inclusive à noite quando tenho de preparar materiais para as terapias ou para outras actividades em que estou envolvida (raios Just, tens de treinar mais o 'me time'!), ao fim-de-semana temo-nos dedicado afincadamente em limpar a casa para começarmos a usufruir um bocadinho dela. A verdade é que enquanto eu trabalho ao sábado, Ele tem-se dedicado inteiramente às limpezas (pela centésima vez!) e só no fim do trabalho é que o vou ajudar. No sábado, já depois de ter trabalhado, já depois de ter passado o meu dia entre miúdos e pequenas tarefas domésticas, juntei-me a Ele para terminarmos de limpar a sala, onde ainda encontramos pedaços de tinta, uma camada protectora de pó e uma infinita quantidade de lixo. Limpamos bem a sala, os móveis que eram os que os meu pais tinham naquele espaço (vá, não eram bem o que eu desejava, mas nesta altura do campeonato tudo o que podermos poupar é bem vindo), e conseguimos montar a nossa televisão. Às 21h da noite, sem luz da sala (raios para o electricista), sem sofá, sem cozinha, mas com uma televisão, demos a tarefa como completa e apercebemo-nos que estamos cada vez mais perto do nosso momento.

       A nossa noite de sábado já foi passada a ver A Casa de Papel na nossa televisão, deitados em cima do colchão de campismo e com inúmeras almofadas a amortecerem a cabeça. Naquele momento senti-me bem, feliz, senti que o nosso cantinho começava a ganhar forma e que não tarda nada já estaremos ali, no mesmo espaço, e numa vida só nossa. O tempo tem passado tão rápido que o sinto escapar-me pelos dedos e apesar de todas as preocupações, de todas as contas que precisamos de fazer, de todas as limitações que temos, sinto-me concretizada como há muito não me sentia. Começo a sentir que a minha vida está a ganhar forma.

16
Abr18

Aprender: uma coisa de cada vez

 

       Sempre fui uma pessoa lutadora. Tudo o que tenho na vida foi às minhas custas e apenas adquirido com o meu esforço, nada me foi oferecido de mão beijada e se consegui alguma coisa foi porque me esforcei o máximo para o alcançar. Também não sou uma pessoa com a sorte do meu lado, mas batalho para criar a minha própria sorte e, umas vezes piores outras melhores, tenho conseguido alcançar tudo aquilo que desejo. No entanto, não sei se é da idade, se é a pressão de estar tão próxima dos 30, que sinto que quero tudo para agora, para já. Algo que até aqui não me tinha acontecido. Quero a casa, quero o casamento, quero voltar aos estudos, quero mudar de emprego. E custa-me pensar a longo prazo, custa-me pensar que depois dos 27 anos talvez ainda vá tirar uma outra licenciatura ou uma outra formação qualquer. Custa-me pensar que a casa ainda poderá demorar a ser construida. Custa-me pensar que Ele tem mais cinco anos em cima e que também preciso de compreender as suas necessidades e os seus objectivos. Mas custa-me ainda mais ter de, aos pouquinhos, adiar cada um dos objectivos e de reorganizar as minhas prioridades. Na minha cabeça sei que tenho de fazer uma coisa de cada vez, agora é o casamento e as obras para uma casa temporária, depois começar a construção da nossa casa para ainda conseguirmos um bom crédito no início e não no fim da casa dos 30, e só depois me poderei focar em estudar e em decidir o caminho profissional. Mas já não será essa a altura de pensar em filhos? Pelo menos é o que todos me tentam incutir, é o que todos me querem fazer lembrar, depois da casa são os filhos. Filhos que ainda nem sei dizer a 100% se terei coragem de os ter. Sei, conscientemente, que tem de ser uma coisa de cada vez, não porque não queira tudo ao mesmo tempo, não porque não tenha coragem de avançar com tudo e nem é por falta de força e vontade, é apenas pelo aspecto financeiro. Financeiramente sinto-me limitada em tudo e mais alguma coisa, sei que não sou a única, mas questiono-me muitas vezes como é que tanta gente consegue estudar, comprar casa e ainda preparar um casamento, tudo ao mesmo tempo. Eu sei que nas minhas posses não o consigo fazer, não tenho apoios financeiros que me auxiliem e tudo tem de ser adquirido com o meu trabalho, o meu suor e o meu esforço (e acreditem que faço muito). A minha batalha nos últimos meses foi mentalizar-me que preciso de fazer uma coisa de casa vez. Uma coisa de cada vez.

       Cada vez mais a idade é uma questão relativa e é isso que tenho tentado consciencializar-me. Para fazer um crédito habitação mais de 30 anos já é visto como uma grande desvantagem, no entanto para estudar é algo perfeitamente normal encontrar alguém, já depois dos 30, a fazer uma licenciatura ou a tirar um mestrado. E é isso que tenho tentado incutir na minha cabeça, que não preciso de ter tudo ao mesmo tempo, por muito que queira necessito de ter consciência das minhas fragilidades, dos pontos menos vantajosos de cada um dos meus objectivos e necessito de compreender que não estou a atrasar objectivos, estou a moldá-los, a adaptá-los à minha vida e aos tempos que correm. Não é fácil para quem tinha a vida, mentalmente, mais ou menos orientada ter de se adaptar a novas realidades, esta nova profissão que o diga, mas tenho-me adaptado e cada vez aceito melhor (sempre com uns dias melhores e outros piores) aquilo que a vida me tem dado. Uma coisa de cada vez. Tenho tentado manter o foco nos objectivos que são para agora, a casa e o casamento. O dinheiro que junto é para isso e para mais nada. As 50h de trabalho semanais são sempre feitas com estes objectivos na cabeça, dão-me força, dão me motivação para continuar e saber que daqui a alguns meses serão concretizados. Depois? Depois, mais tarde, sei que terei de fazer o mesmo com cada um dos objectivos que se seguem. Tudo tem apenas uma dependência, o aspecto financeiro (afinal nem eu, nem Ele recebemos qualquer tipo de fortuna, ou nada que se lhe pareça), mas é o dinheiro que faz o mundo girar e é também ele que nos irá permitir conquistar cada um desses objectivos, só precisamos de manter o foco. Ele já trabalha na área em que se formou e faz realmente o que gosta, nota-se quando fala do trabalho, mesmo que tantas vezes chegue a casa só a pensar nos problemas do trabalho. Sei que para mim isso ainda não acontece, mas antes de acontecer ainda tenho outros passos para dar na vida. E volto a pensar: Uma coisa de cada vez.

       Não é fácil, mas tenho tentado lidar com este pensamento da melhor maneira possível e a verdade é que tem sido cada vez mais fácil pensar assim. A idade faz-me questionar, mas basta-me tirar essa parte da equação que me vejo a alcançar tudo o que desejo. Afinal os novos 20 são os 30, certo? Uma coisa de cada vez. Este mantra tem-me ajudado a ultrapassar as minhas dúvidas existênciais no que diz respeito ao meu lado profissional e com isso tenho-me sentido mais leve. Uma coisa de cada vez e eu irei conquistar o meu mundo.

 

06
Mar18

Mas como consegues fazer tudo?

(Imagem retirada daqui)

 

       Sempre fui uma pessoa bastante activa. Lembro-me quando andava no ensino básico de pertencer ao clube de inglês, ao deporto, ao teatro e à dança contemporânea. No entanto, a partir do momento em que entrei no secundário, apesar de já estar ligada à associação da terrinha, o meu número de actividades decresceu imenso, a situação familiar e económica não estava muito bem e gastar dinheiro em fosse o que fosse estava fora de questão (mesmo para deslocações). Na faculdade, então, foi sempre a descer, pelo menos nos primeiros anos. Nessa altura apenas fazia parte do conselho de curso e era delegada de turma e já pouco tempo me sobrava. Contudo, no último ano do curso surgiu o convite para fazer parte de uma comissão de festas, mantendo ainda o meu lugar no conselho de curso e como delegada de turma, para além de estar em estágio e de ter um projecto de investigação para desenvolver. Apesar do pouco tempo com que fiquei entre 2012/2013 foi quando me apercebi que estava a voltar à minha zona de conforto, a pro-actividade, a participação na minha comunidade e os inúmeros projectos em que estava envolvida e me faziam sorrir. Não foi fácil, mas sentia-me mais do que realizada, sentia-me feliz por fazer parte de tanta coisa que me ajudou a um crescimento pessoal enorme e, principalmente, que me levou ao meu próprio reencontro.

       Quando ingressei no mercado do trabalho tinha decidido que iria continuar a participar na comunidade, mas que iria tentar diminuir a carga horária a que me dispunha para fazer as coisas e durante, pelo menos dois anos, assim o foi. No entanto, no último ano tenho aumentado o meu envolvimento em actividades e a coisa começou a tornar-se mais difícil de gerir, são demasiadas actividades para alguém que trabalha tanto e que tem tanta coisa a acontecer na vida pessoal. Neste momento ao longo da semana trabalho 45h como administrativa, mais 5/6h ao sábado como terapeuta da fala e como se ainda não bastasse juntei-lhe actividades, nomeadamente, sou secretária da assembleia da associação que faço parte e de um dos núcleos que organiza actividades (este cargo é minimamente recente, mas era algo que já costumava fazer algumas vezes por ano), faço parte de um partido político que tomou posse da junta (e ainda bem que são poucas as actividades anuais que me envolvo) e ainda escrevo e faço Publicidades do Coração para a Revista Inominável. Isto tudo para além de que mantenho este blog que tanto adoro! (E ainda ando com mais uns projectos em mente... Digam lá se não sou louca?). A verdade é que quem lê acha coisa pouca ou porque umas coisas têm uma frequência reduzida ou porque são cargos e funções relativamente simples, mas a verdade é que apesar de ser simples, de eu gostar mais ou menos, é que tudo isto obrigada dedicação, tempo e atenção. Já para não esquecer que tenho de cuidar de mim, das pessoas que me rodeiam e tenho um casamento para preparar e obras para começar. Quando converso com algumas pessoas, umas desvalorizam totalmente as minhas funções outras simplesmente me questionam como consigo fazer tudo! A palavra-palavra chave é: organização.

       Por norma, sou uma pessoa bastante organizada, aliás, até já deixei aqui umas dicas e os aspectos que andava a tentar melhorar na minha organização. Contudo, a organização pessoal é um aspecto totalmente diferente. A organização pessoal prende-se com a gestão de tempo, seja a nível profissional como laboral. E como o faço?

       1º Escrever: o meu telemóvel está cheio de anotações de coisas que tenho para fazer, para escrever no blog, coisas que não me posso esquecer ou até contactos que preciso de realizar. O telemóvel é a forma mais rápida e eficaz de registar no momento aquilo de que não nos queremos esquecer, no entanto, admito que não sou mulher de agenda electrónica e assim que tenho oportunidade passo tudo para a minha agenda e tento enquadrar as tarefas ao longo da semana ou mês, de forma a conseguir a sua concretização.

      2º Gerir prioridades. É importante saber o que precisamos de fazer hoje ou para a semana. Se há prazos a cumprir há que os apontar, senão é procurar aquele dia em que estamos mais livres e realizar a tarefa.

       3º Cumprir com os planos, talvez a dica mais difícil de cumprir para a maioria das pessoas. Eu sou muito focada e quando tenho algo escrito na agenda adoro ver à sua frente uma cruz que representa realizada, não gosto de olhar para o dia de ontem e ver que deixei algo por fazer, é o facto de estar escrito e visível diariamente aos meus olhos que me mantém concentrada e motivada para a concretização da tarefa. E não vale apagar a atarefa, é deixá-la lá até ter uma cruz.

      4º Dar margem para o erro. Eu sei, há aqueles dias que é impossível concretizar tudo a que nos propusemos ou porque o carro não pegou à primeira ou porque o computador não estava ao nosso agrado ou simplesmente porque nos deu um daqueles ataques de preguiça. Também tenho disso. O que faço para tentar não sair muito ao que tinha planeado é não deixar nada para a última da hora, isso só me deixa mais stressada. Tento por isso nunca encher totalmente os meus dias com tarefas, a não serem as estritamente necessárias para a data ou próxima de algum prazo.

       5º Arranjar tempo para nós, e por vezes é aqui que mais falho. As tarefas são tantas que a parte que sai prejudicada somos nós próprios, a nossa vida pessoal. Nos últimos tempos senti que tinha realmente perdido este ponto na minha gestão de tempo, por isso o defini como objectivo para Março de forma a manter-me mais concentrada em encontrar tempo para mim mesma. É tão importante como comer e beber, nem sempre é possível, mas há pelo menos a vontade de o tornar mais frequente e quase numa obrigatoriedade.

      Não é fácil cumprir estes pontos, mas tento manter-me motivada para o conseguir. Sei que às vezes não dá de todo, demasiadas tarefas obrigatórias para tão pouco tempo, mas quando estamos motivados, só o corpo sente o cansaço e a sensação de concretização e realização supera tudo o resto. Aceitam-se mais dicas de como gerir o tempo!

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