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justsmile

20
Set19

Coming Home, That's the Feeling

(Imagem retirada daqui)

       Gosto do que faço, aliás, há um ano que adoro o que faço. E esta semana andei sempre com a sensação de regresso a casa. As aulas já começaram e a rotina de voltar a ir para escolas diferentes todos os dias voltou e sinto-me feliz com isso, mais que feliz, sinto-me tranquilizada e pacifica por voltar à rotina que mais gosto. É claro que é muito mais cansativo que ir todos os dias para o mesmo sítio, é óbvio que o trânsito é muito mais imprevisível, é ainda claro como a água que dá muito mais trabalho do que lidar com papéis todos os dias, mas a verdade é que é isto que gosto de fazer. E esta semana voltei a sentir-me 'em casa' nas escolas para onde fui trabalhar, é óptimo trabalhar onde somos bem recebidos e onde nos sentimos competentes. Foi esta sensação de 'voltar a casa' que me aqueceu o coração todos os dias, voltar a ver os miúdos, voltar a estar juntos dos professores que tanto reconhecem o nosso esforço e voltar àquilo que realmente me dá gosto fazer.

          Esta foi a semana de sentir-me voltar a casa.

23
Ago19

Compensa mudar de emprego?

(Imagem retirada daqui)

         A mudança de emprego é sempre uma situação que nos traz um misto de sentimentos. Nunca sabemos para que abismo nos estamos a atirar, muitas vezes acabamos por trocar o certo pelo incerto e nem sabemos se realmente vamos gostar da nossa função no novo emprego ou até mesmo se vamos adaptarmo-nos a novas pessoas. A decisão de mudança é sempre difícil, somos seres humanos e gostamos de ter alguma consistência nas nossas rotinas e o desconhecido abre portas a receios. Há um ano atrás estava nessa tomada de decisão. Faltavam poucos meses para ficar efectiva na empresa, trabalhava a 2 minutos de casa e ainda lá ia almoçar todos os dias, é verdade que trabalhava como administrativa e que a empresa e a sua política me começava a mexer com os nervos. Estava desmotivada, mas sabia que o ordenado era certo e a estabilidade era algo que apreciava. Até ter surgido a oportunidade de voltar a trabalhar na minha área de formação. Nunca tinha desistido de tentar, esperava apenas a oportunidade certa, até que ela chegou.

        Quando chegou admito que os receios acabaram por surgir, o contrato era temporário, estava a 2h diárias de distância de casa (o que iria aumentar exponencialmente as despesas), iria acabar por receber menos do que o que estava a receber e os horários teriam de ser drasticamente alterados. Além de já não trabalhar na minha área de formação há dois anos e de todos os outros 'ses' que poderiam surgir pelo caminho, 'será que iria gostar da equipa? será que iria conseguir desempenhar a minha função?'. No entanto, há quase um ano atrás decidi optar por voltar a fazer aquilo que gostava e hoje não me arrependo minimamente da minha opção. É verdade que é muito cansativo conduzir duas horas por dia, principalmente ao final do dia e com imenso trânsito. É verdade que as despesas aumentaram e que a poupança não tem sido tão boa como a que esperava. É também verdade que é um trabalho bastante cansativo e 'andar com a casa às costas' acaba por ser penoso em alguns dias e em que nada é perfeito. Mas adoro o que faço e isso tem sido suficiente para me sentir bem, mesmo com todos os contras. Gosto realmente do trabalho que estou a fazer, adoro trabalhar nas escolas, adoro ser Terapeuta da Fala e voltar à minha área de formação, para este projecto, foi uma das minhas maiores conquistas. Neste momento sinto-me em casa, sinto-me confortável no meu trabalho, na minha equipa e sinto que alcancei o que há muito ansiava. Por vezes questionam-me se me arrependo da decisão que tomei, de trocar o certo pelo incerto e a minha resposta é sempre a mesma: nada. Não tenho em mim qualquer tipo de arrependimento de ter vindo parar a onde estou há quase um ano. Não me arrependo de ganhar menos, não me arrependo das horas de carro que faço e até o cansaço parece diferente, simplesmente porque faço o que gosto. Ele notou em mim uma transformação assim que mudei de emprego, o bom humor tinha regressado e a minha motivação era realmente diferente. E passado quase um ano as coisas boas mantêm-se. Claro que nada é perfeio, longe disso, também já existiram dias maus, mas a verdade é que fazer o que se gosta melhora tudo o resto.

       Por isso mudar de emprego compensa sempre, só assim vamos saber se encontramos o nosso lugar.

22
Fev19

Dos dias que enchem o coração

(Imagem retirada daqui)

      Ser Terapeuta da Fala, como em tantas outras profissões, nem sempre é fácil. Por vezes temos casos em que não vemos a melhor evolução, por muito que demos voltas para atingir um objectivo. Não somos propriamente uma profissão bem remunerada (longe disso, na verdade), por vezes não nos oferecem boas condições de trabalho e até se torna complicado de gerir horários e adaptar-se aos mais variados contextos. Temos trabalho que chegue para dar, vender e até arrendar, mas nem sempre somos reconhecidos, mesmo com todos os nossos esforços. Somos por vezes desvalorizados pela sociedade, pelos nossos clientes e até pelos seus familiares. É duro trabalhar-se com e para pessoas, mas raro é o dia em que não me sinto grata por este trabalho. É verdade que há dias maus, muito maus. Ainda há poucos dias senti a paciência esgotar, senti que os meus esforços não me estavam a levar a qualquer tipo de lugar, até mesmo que a situação era um perdido. Contudo, quando paro para pensar e compreender tudo o que envolve aquilo que faço diariamente, sinto apenas uma gratidão enorme no peito.

        Não são todos os dias sorridentes e cheios de raios de sol, mas pelo menos todos os dias tenho uma prova de que o sol pode realmente brilhar. Aquele miúdo que já dá menos um erro. Aquela criança que já consegue fazer uma história com pernas e cabeça. A professora que diz notar já alguma diferença e até aqueles miúdos que querem é ir para a terapia, mesmo que não seja sempre cheia de jogos. São esses pequenos pormenores, aquelas pequenas gargalhadas com erros superficiais que me fazem sorrir. Aquele miúdo que pela primeira vez diz o som /s/ em condições, aquele que ao fim de anos de Terapias diz pela primeira vez o som /l/ e até aquele que é o terrorista no intervalo e que em Terapia é uma das crianças mais motivadas. São estas pequenas vitórias que me fazem adorar a minha profissão, são estas pequeninas conquistas (que aos olhos dos outros parecem insignificantes) que dão um verdadeiro significado à minha profissão, à minha vida profissional. Foi disto que senti saudades nos dois últimos anos em que trabalhei como administrativa, foi destas pequenas conquistas, dos pequenos reconhecimentos, dos sorrisos e das pequenas vitórias. Foi desta sensação de ter o coração cheio que senti tantas vezes saudades. Nem sempre é fácil, existem dias terríveis, mas em todos eles termino o dia com um raio de sol dentro de mim. Posso garantir que em 98% dos meus dias termino-os com o coração cheio. E há dias, em que o coração fica ainda mais cheio, não pelas nossas conquistas, mas as deles e isso? Isso é ser-se Terapeuta da Fala.

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