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justsmile

10
Mar20

E isto do Coronavírus?

(Imagem retirada daqui)

       Antes de mais, vamos lá ter calma, sim? 

       Nas últimas semanas tenho dado conta de que as notícias e as redes sociais estão a ser dominadas por estas temáticas, percebo a preocupação de algumas pessoas, não compreendo a total despreocupação de outras, mas não consigo encaixar na minha cabeça o pânico de outras tantas. É verdade que o alarmismo dominou a maioria do público português e a outra maioria foi dominada por uma total despreocupação em que a frase mais utilizada é "isto é só uma gripe", voltamos ao que sempre tenho vindo a defender por estes lados: o EQUILÍBRIO!

      Mas haverá por este mundo uma alminha equilibrada? Já sabemos que isto é um vírus que provoca uma pneumonia grave e bilateral, sabemos também que é facilmente transmissível a pessoas com o sistema imunitário mais fragilizado e que os sintomas são semelhantes aos da gripe, mas não há necessidade de ver este vírus como uma peste negra, nem de o desvalorizar como uma simples gripe. A razão, pode não ser por nós, mas por quem está à nossa volta. Já me deparei com uma pequena situação e a primeira coisa que nos passa pela cabeça, principalmente lidando diariamente com centenas de pessoas, é se poderia transmitir a alguém. Não é assustador o facto de ficarmos doentes, é assustador a quem o podemos transmitir. Assim sendo e, lidando diariamente com tantas pessoas, tenho tido algumas precauções: lavo as mãos de cada vez que tenho oportunidade (é uma ilusão acharmos que não iremos abrir portas com as mãos ou que vamos lavá-las de minuto a minuto, é simplesmente irreal!), tusso para a camisola (e nos últimos dias, depois de uma constipação, quase que sou fuzilada por quem está ao meu lado!), evito o contacto físico com pessoas, mesmo que sejam familiares e evito ao máximo estar em sítios com demasiadas pessoas. Viagens então, está completamente fora de questão. Novamente, não por mim, mas por quem me rodeia.

         Todas as precauções que tomamos não é por nós, é para proteger quem nos rodeia. E calma, a coisa não é realmente boa, nem super terrível, vamos dar-lhe apenas o devido valor que tem na realidade.

07
Fev20

As séries dos últimos tempos #2

         Em Janeiro paguei a anuidade da Netflix com os amigos com quem partilho a conta e relembrei-me que já nem sei viver sem a Netflix. Estou tão apegada a este tipo de streaming que já nem vejo, praticamente, televisão. É verdade que há dias em que o tempo me impede sequer de ver televisão, mas a Netflix tem sido uma das nossas preferências lá em casa e admito que acabou por, de um modo bastante preguiçoso e vegetativo, de melhorar os nossos serões em casa. E o que ando a ver neste momento?

          Começamos a ver Designated Survivor há relativamente pouco tempo, mas foi uma série que facilmente nos prendeu. Tornou-se na nossa série, daquelas que vemos num sábado há noite sentados no sofá (até porque não temos muitas mais alternativas) e que Ele adora. Não tem episódios demasiado longos e, para já, tem sempre algo a acontecer de novo.

           Vimos o primeiro episódio juntos, e depois continuei a acompanhar a série sozinha. Ele adormeceu durante o primeiro episódio, mas admito que gostei e ando ansiosa por continuar a vê-la. Las Chicas Del Cable, não só demonstra o glamour do imaginário, como a luta por se ser uma mulher independente.

          Sabem aquelas séries que não precisam de prestar muita atenção para se rirem um bocado? Workin'moms é uma dessas séries. Costumo colocá-la na televisão enquanto cozinho e vou deitando um olho à televisão. Não é uma série de génios, mas consigo considerá-la uma série levezinha e fácil de ver.

               E que andam vocês a ver por esses lados?

 

19
Ago19

As séries dos últimos tempos

         Os meus pequenos prazeres têm sido de volta das séries. Tenho andado demasiado cansada para ponderar sequer fazer outra coisa qualquer e a melhor forma de desligar o cérebro quando não temos a mínima energia é realmente ver séries. Ao concentrar-me no que está na televisão acabo por esquecer aquilo que me rodeia, facilitando o descanso mental que é absolutamente necessário. Recentemente tive a oportunidade de ter durante 3 meses a HBO gratuita, assim a proveitei para ver aquelas séries que de outra forma não conseguiria ver, no entanto a Netflix contnua a ser o meu streaming de eleição.

        Killing Eve foi uma das mais estranhas séries que vi nos últimos tempos, esta é uma série sobre uma assassina profissional que se apaixona pela sua pré-vítima. Estranho, eu sei. É uma série com apenas duas temporadas que termina de forma inesperada, no entanto consegue criar um bichinho dentro de nós que faz desejar por saber o final da série.

          Já Big Little Lies foi uma das maiores surpresas dos últimos tempos. Facilmente fiquei presa à vontade de terminar de ver a série e de saber o seu desfecho. O enredo, as personagens e a qualidade da série impressionou-me, vi as duas temporadas seguidinhas e fiquei fascinada. É sobre um mundo completamente à parte, mas que desperta a curiosidade do comum mortal.

        Por outro lado, Chernobyl foi das séries mais pesadas que assisti, ao lado de The Act, pela simples razão de sabermos que tais acontecimentos fazem parte da realidade e da história mundial. É impressionante a forma como a Rússia lidou com toda a situação (de um modo bastante negativo). É assustadora a forma como as pessoas foram e ainda são enganadas quanto à radioactividade da explosão e como se tentou descobrir todos os acontecimentos que se lhe seguiram. É uma excelente série, de óptima qualidade, mas admito que é necessário ter algum estômago para a ver até ao fim.

         Esta foi uma das séries mais queridas que vi nos últimos tempos, onde a diferença é aceite como igual e onde não existem limites para as pessoas que queremos ser. Vi Tales of the City, também conhecida como Histórias de S. Francisco, nas suas várias edições 1993, 1998, 2001 e 2019. São minisséries que acompanham a evolução desde as primeiras personagens de 1993 até aos dias de hoje e foi essa evolução, essa transformação que mais me atraiu. É uma série que faz bem à alma, que nos abre horizontes e que nos faz aceitar a diferença em cada um de nós.

         Esta foi a última série que terminei de ver, simples e linda, tal como o seu nome Coisa mais Linda. É uma série levezinha, daquelas que não exige a utilização de cérebro e que serve perfeitamente para relaxar e apreciar algumas paisagens do Rio de Janeiro. Uma série que luta pela independência feminina e que dá um gostinho a telenovela. Simples, mas linda

         E é essencialmente isto que tenho feito nos últimos meses, ler tem sido coisa pouca, sair também até porque o ano de 2019 continua a colocar-nos pedras no caminho, mas a televisão tem sido um bom escape e uma forma de passarmos mais tempo juntos. E agora, que séries aconselham (dispensamos ficção científica!)

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