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justsmile

31
Jul17

Minimalismo, um estilo de vida

A começar os preparos de uma nova vida começo a aperceber-me do quanto quero ter um estilo de vida minimalista. Tenho lido bastantes bloggers que descrevem a sua experiência como minimalistas, tenho aprendido algumas dicas, mas também tenho compreendido que há opções que (pelo menos para já) não são para mim. Pelo que vou lendo, aqui e ali, ser-se minimalista não tem regras propriamente definidas, não existe um guia que diga que só depois de atingirmos o 13º degrau é que somos intitulados de minimalistas, mas tenho aprendido que cada um vai adaptando-se a este estilo de vida conforme as suas necessidades pessoais. Nos últimos tempos tenho pensado imenso no assunto e tenho tentado perceber onde posso melhorar, que características já tenho e aquelas que preciso mesmo de adquirir.

O minimalisto não nos obriga a despojar de tudo o que é material. Nem sequer nos obriga a termos só X itens para sermos feliz. O que o minimalismo me tem ensinado é que podemos ser felizes só com aquilo que realmente precisamos, que não precisamos de tudo o que a sociedade moderna nos tem implementado e que não precisamos de viver atolados de coisas, apenas o necessário para o nosso conforto. Sem me aperceber, dou por mim a pensar no que tenho no meu quarto, nos meus armários e que poderia fazer desaparecer da minha vida sem me importar minimamente. Dou por mim a pensar no que faço questão de levar para a minha nova vida e é quando me apercebo que ainda há muita coisa que enche o espaço, mas não me enche por dentro. Talvez já não seja tanto assim, pois de tempos a tempos obrigo-me a dar uma reviravolta em tudo o que é material e a deitar fora ou a dar a quem precisa, mas ainda assim há umas tantas coisas que simplesmente estão lá por educação. 

Nesta fase da vida, em que começamos a pensar nos móveis, na cozinha e na arrumação, depois de ler alguns blogs, tenho mudado a minha ideia inicial de como quero a minha casa. Cada vez que agora a imagino quero mais simples, mais limpa e com menos tralha. Imagino-a em tons claros e tranquilos, com superfícies lisas e com poucos móveis. Imagino a mesa e as cadeiras ao pé do balcão da cozinha e ao lado um sofá com lounge e apenas um móvel para a televisão. Não consigo imaginar as paredes vazias, mas nelas quero escrever a nossa história, as nossas fotografias, as nossas viagens e nada mais que isso. Simplesmente quero que a nossa casa seja um reflexo de nós e não um conjunto de itens da moda que a vão adornar. E nisto se baseia o minimalismo, 'less is more', não nos obriga a despojar dos bens materiais, mas a manter aqueles que nos fazem falta e que nos fazem felizes. Para mim as memórias boas fazem-me feliz e é isso que quero que a nossa casa mostre.

Mas o minimalismo não é apenas uma questão de organização e decoração de casa (que para mim me parece ser uma das bases do minimalismo), mas também uma questão de prioridades. Foi ao ler Simply + Fiercely que me apercebi que se calhar tenho de redefinir prioridades. Ao contrário dela não me imagino sem um empréstimo para conseguir a minha casa de sonho, nem me imagino sequer a andar de emprego em emprego temporário, mas imagino-me a ter um estilo de vida mais leve, mais prático que me deixe espaço para ser feliz. Aliás, compreendi ao lê-la que o tenho feito no último ano, obrigando-me a parar e respirar, obrigando-me a ir à ioga e à piscina e até a desligar-me dos problemas e do trabalho. Não foi apenas a deixar de comprar coisas de que não preciso, nem a comprar menos roupa ou até a reorganizar a casa, mas sim a deixar no meu dia um momento para mim mesma. Altura em que raramente pego no computador, em que raramente ligo ao que está a dar na televisão e simplesmente respiro e dedico-me a um livro. A simplicidade e praticabilidade da casa irão simplesmente ajudar-me a encontrar o tempo para mim que tanto preciso.

Existem alguns passos que sugerem a quem quer dar os primeiros passos no minimalismo, eu sem saber já os tinha seguido, comprar roupa em substituição de outra, não guardar o que não uso e afins, mas há muitos outros passos que se podem dar e nos quais me quero começar a empenhar. No fundo o minimalismo tem apenas um objectivo: ser-se feliz com menos.

Que comece a minha aventura para uma vida minimalista!

23
Ago16

A simplicidade

(Imagem retirada daqui)

 

Sou uma mulher dada à simplicidade. Gosto de roupas simples. Gosto de jantares simples. Gosto de casas simples. Gosto de flores simples. Simplicidade pode ser uma palavra muito subjectiva, mas gosto muito dela no meu vocabulário. Considero que sou uma mulher simples, apesar de toda a minha complexidade tento sempre descomplicá-la e talvez por isso aposte na simplicidade. Não gosto de ter mais roupa do que aquela que preciso. Não gosto de ter memórias acumuladas além daquelas que me fazem bem. Não gosto de pensar e repensar em problemas que ainda estarão para acontecer. Gosto sim de sonhar, de pés assentes na terra, mas de sonhar e não criar no ponto de partida mil e quinhentos problemas e ‘ses’ que poderão vir a surgir. Não gosto de pensar demasiado sobre onde ir, gosto de ir. Gosto de ficar parada um bom tempo apenas a olhar a paisagem e a sentir-me relaxada. Gosto daqueles dias em que posso desligar o relógio e deixar-me levar pelas minhas vontades. Gosto de ser directa e penso que isso me dá simplicidade, não gosto de ficar a pensar no que o outro pensa ou no que deveria ter dito e não disse. Gosto das flores mais simples, daquelas que nascem no campo ou até daquelas que nascem em estufas, mas trazem consigo a simplicidade da natureza. Gosto de resolver os dilemas ou problemas o mais rápido possível para parar de pensar neles. Gosto de sentar-me na cadeira ao final da tarde com o livro na mão e saborear os sons da aldeia com a brisa que se faz sentir. Gosto de casas com poucos ró-có-cós, gosto de coisas fáceis de limpar e principalmente práticas, com memórias, sempre com memórias. Não gosto de cores berrantes, gosto do suave, gosto do que me traz tranquilidade. Gosto simplesmente da simplicidade de um sorriso, de um ‘olá’ que faz a diferença. E gosto assim, de pessoas simples, que não complicam, que vivem e que não passam o tempo todo a queixar-se, mas sim a aproveitar o que de bom a vida traz.

Gosto de pensar que sou assim, simplesmente uma rapariga simples.

05
Jan15

Hoje apetece-me... #6

Um banho de água quente para relaxar depois de um primeiro dia de trabalho de 2015 bastante atribulado.

Chocolate para preencher a alma (ainda bem que chocolate é algo que não falta cá em casa!).

Enrolar-me nos cobertores e ter uma bela noite de sono.

E ter esta música como banda sonora de todos estes momentos.

 

 

 

 

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