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justsmile

30
Dez15

Um excelente ano de leituras

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Este ano foi realmente um ano dedicado às minhas leituras. Comprei mais livros, ocupei os meus tempos com boas leituras e finalmente comprei aqueles que andava a adiar as suas leituras, fossem por que motivos fossem. Desafiei a mim mesma a encontrar tempo para ler 15 livros durante este ano e a verdade é que superei em 10 livros, talvez por até ter demasiado tempo livre, mas fez-me realmente bem. Deixei os medos dos livros com demasiadas páginas, os medos das questões filosóficas e até de palavras dificeis. Deixei de ter medo das descrições macabras e até do erotismo. Li realmente de tudo, verdadeiros romances que qualquer mulher gostava de viver, até aqueles doentios que nada de amor parecem ter. Li livros leves, que me fizeram lembrar a adolescencia e a sensação de um primeiro amor. Li Eça de Queirós e as suas inúmeras descrições que não me conseguiram apaixonar. Li documentários realistas que me ensinaram sobre a II Grande Guerra ou que simplesmente me mostraram amores impossíveis. Até a Magda li este ano. Adorei A Bibliotecária de AuschwitzO tempo entre costuras e Anna Karénina, livros que conseguiram deixar em mim a sua marca, mas realmente O Sonho do Taj Mahal e O Tintureiro Francês deixaram a desejar.

Foi sem dúvida um excelente ano de leituras, que me ajudou a manter a sanidade mental e que trouxeram nas suas páginas a felicidade. Sim, porque os livros trazem-me felicidade.

Aqui ficam os meus livros de 2015:

A Feira das Vaidades

Quando a Neve Cai

Anna Karénina

Eleanor & Park

Anna e o Beijo Francês

O Leitor de Cadáveres

O Mistério da Estrada de Sintra

Espero por ti este inverno

O tempo entre costuras

Atraída

A Bibliotecária de Auschwitz

Por ti, resistirei

Comer e Amar em Paris

O melhor do mundo é aqui mesmo

Um Amor Proibido

Voo Final

A independência de uma mulher

Lolita

Will & Will

Os Bebés de Auschwitz

O sonho do Taj Mahal

Chama-lhe amor

Guerra e Paz I

Viagens

O Tintureiro Francês

 

13
Set14

A minha falta de romantismo

 

(Imagem retirada de Ana Guimarães)

 

Não sou uma pessoa particularmente romântica, é que nem uma visão muito romântica da vida costumo ter. Só consigo dizer coisas românticas misturas com humor, apesar de dizerem que dentro de mim tem uma verdadeira pessoa melosa que se revela nos livros que lê. Ainda não consegui concordar com essa teoria, mas quem sabe um dia não venha a dar-lhes razão. A minha falta de romantismo revelou-se logo na primeira conversa série que tive com o meu namorado, aquela que viria a despoletar todos os sentimentos que desconhecia.

Sempre tive a infeliz teoria de que nenhum homem se podia interessar por mim e quando desconfiava de algo pensava sempre que era pura ficção da minha imaginação (sim, eu sei que são questões de insegurança e auto-estima), mas neste caso comecei a desconfiar que existia algo do outro lado. Como eu e o namorado sempre tínhamos sido amigos e partilhávamos verdadeiras conversas cheias de parvoíce e humor, um dia decidi questioná-lo do nada 'É impressão minha ou estás-te a fazer ao piso?'. Quem diria que esta frase tão pouco romântica iria despoletar todo um mundo a girar. O meu humor e a minha falta de sensibilidade para a coisa fizeram com que ele tivesse a resposta mais honesta que já tinha visto e deixou-me absolutamente sem palavras, até porque nunca tinha pensado nele dessa forma. É que nem lá perto! Esta famosa frase deu início à nossa relação e ainda hoje é o dia em que ele se lembra da minha falta de romantismo e eu me lembro da seriedade das palavras dele.

Ao navegar pelo Facebook descobri a página da Ana Guimarães e fiquei encantada com a originalidade dos produtos feitos pela própria. Tens anéis e colares maravilhosos para as senhoras, ando apaixonada por dois mas ainda não ganhei coragem para os comprar, e depois tem produtos personalizados. Fez-se luz na minha cabeça e lembrei-me daquelas minhas palavras, daquelas que me permitiram reconhecer a felicidade e o amor, daquelas que me ensinaram a ver a vida de outra forma. Contactei-a via Facebook e fiz a minha encomenda e o resultado está à vista de todos. Achei maravilhoso, fiquei encantada com o resultado e só espero que o namorado solte uma bela gargalhada quando receber este belo porta-chaves.

28
Jul14

Perdida por terras encantadas, Sintra

Nos últimos dois dias andei perdida por palácios e jardins, pelos sítios mais belos que possam imaginar. Andei por reinos encantados dignos de princesas e príncipes, de histórias de amores perdidos e dos maiores mistérios do homem. Passei a mão por pedras tocadas por reis, percorri caminhos onde rainhas passeavam com as suas aias e só aquelas pedras sabem as histórias grandiosas que por ali passaram. 

  

Andei perdida por Sintra e pelos seus palácios e jardins e fiquei encantada com tanta beleza que observei. É difícil imaginar os nossos antepassados a por ali caminharem, é difícil imaginar as histórias que todas aquelas paredes escondem e é ainda mais difícil imaginar que isto tudo não foi há mais de 200 anos.

Não há dúvida de que Sintra nos envolve num mistério romântico se igual. Só por quem lá passa é que consegue sentir os cheiros das folhas húmidas e arrepiar-se com o barulho constante da água a cada passo. Só quem passa a mão nos azulejos é que sente a textura da sua história e do seu encanto. Não só me apaixonei por Sintra, como me apaixonei pelas emoções que ela me fez sentir.

Os pés cansaram-se de tantas subidas e descidas, de tantas escadas e caminhos irregulares, mas a alma saiu mais que preenchida. Visitou-se o Palácio da Pena e os seus enormes jardins, o Palácio de Monserrate e as suas 1001 plantas exóticas, o Palácio da Regaleira e os seus túneis sombrios. Provou-se e deliciou-se com queijadinhas de Sintra e refrescou-se com bebidas frescas, mas foi Sintra e o seu mistério que nos manteve encantados.   

Foi um fim-de-semana que nos soube a férias, um fim-de-semana rodeado do mais ambiente romântico que se possa imaginar e ao lado do namorado que me levou a conhecer este tão ansiado cantinho do país. Um sítio para mais tarde voltar, para ver outros sítios e para percorrer com calma muitos dos jardins de forma minuciosa. Saí de lá encantada e por momentos senti-me uma princesa ao lado do seu príncipe no meio de um mundo encantado.
 
"Sempre gostara muito de Sintra! Logo ao entrar, os arvoredos escuros e murmurosos do Ramalhão lhe davam uma melancolia feliz!" - Eça de Queirós em 'O primo Basílio'
 
 
P.S.: Fotografias de Just Smile.
 

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