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justsmile

07
Mar19

As Pizzas de Antonio Mezzero

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(Imagens de Just Smile)

        Um dos objectivos dos mês de Fevereiro era experimentar um novo restaurante, por altura dos meus anos gosto de sair da minha zona de conforto e experimentar novos pratos e foi isso mesmo que aconteceu. A Pizzeria de Antonio Mezzero já há muito que estava debaixo do meu radar, tinha visto a notícia de este ter sido o vencedor da melhor pizza do Mundo em Nápoles, mas ainda não tinha tido a oportunidade de me dirigir até Matosinhos e experimentar as suas iguarias. Na véspera dos meus anos decidimos fazê-lo e lá fomos nós para uma nova experiência.

       O restaurante acaba por passar facilmente despercebido nas ruas da cidade, contudo é de fácil acesso e pelo gps chega-se lá rapidamente. Ainda tínhamos tentado fazer reversa para dois através do telefone, mas ficam já informados que o restaurante não aceita reservas e que somos obrigados a esperar na fila que se faz mostrar à entrada do restaurante. Chegamos eram 19h50 e esperamos cerca de uma hora até nos conseguirmos sentar (provavelmente a única vez na vida que tive paciência para esperar para comer...), a posição da mesa não foi de todo do meu agrado, mas não tivemos muitas alternativas e lá me contentei com a opção. O menu é composto por pizzas do autor, ou seja, se pensarem que vão ver uma margaritta ou uma tropical estão enganados, as pizzas deste restaurante são todas elas diferentes e todas fora daquilo que poderíamos estar à espera. Ele pediu uma para Ele, visto não podermos pedir meia pizza com queijo e outra meia sem (maldita intolerância à lactose) e eu pedi outra, a  minha era feita com salsicha fresca e a dele com pepperoni picante. As bebidas, uma cerveja italiana e uma sangria de espumante. Admito que a massa das pizzas era muito boa, com a espessura certa e estaladiça como eu gosto nas pontas, contudo não achei nada de outro mundo. A minha pizza era muito melhor que a d'Ele que era mais enjoativa e até mais forte, mas a minha, mesmo sem queijo, estava deliciosa e comeu-se muito bem, já para não falar na sangria deliciosa. Contudo, comer a melhor pizza do mundo não nos surpreendeu. Se calhar as expectativas estragaram tudo, apesar de serem boas, uma claramente melhor que a outra, se calhar não fizemos as melhores as opções, mas a verdade é que consideramos que o preço que pagamos por cada uma das pizza não compensou.

         Valeu a pena experimentar a melhor pizza do mundo, mas claramente não iremos repetir, já comi pizzas muito boas e a metade do preço. Quem já experimentou?

24
Ago17

A experiência Food Corner

Sabem aqueles dias em que tu queres um hambúrguer e a pessoa com quem vais jantar quer uma pizza? Ou até aqueles dias em que sais com as amigas e uma quer sushi, mas a outra comia mais facilmente uma massa? Então sem dúvida que o Food Corner é o lugar ideal para esses dias! 

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Há muito que andava para experimentar ir ao Food Corner. Já tinha ouvido falar no conceito inovador de ter restaurantes por piso e de se poder comer em qualquer parte, como uma espécie de praça da alimentação de um shopping, mas tudo num só edifício e numa rua paralela à Rua de Santa Catarina. Aproveitei o dia em que fui experimentar vestidos de noiva (como já devem ter reparado no Instagram) e fui com Ele, a minha mãe, irmã, cunhado e sobrinho experimentar as delicias deste espaço tão criativo.

O espaço é composto por cinco restaurantes, no rés-do-chão o Abacate com uma oferta de tostas saudáveis, café e fruta fresca. Poucos degraus a baixo encontra-se o Maza, um espaço de massas que deixavam a boca a salivar apenas de ver, a minha mãe e a minha irmã adoraram a frescura das massas, já para não falar do pequeno de dois anos e meio que devorou a massa à bolonhesa em prato de adulto. No primeiro andar encontra-se o Temako com uma variedade de sushi que fiquei na dúvida em experimentar, mas foi no segundo andar em que me perdi. O Munchie já estava na minha lista há um bom tempo e achei aquele dia a altura ideal para experimentar um novo tipo de hambúrguer (está visto que ando numa de experimentar hamburguerias). No andar a cima ainda havia a Forneria Invicta, um espaço inteiramente dedicado a pizzas de massa fina, que tenho a dizer tinham um aspecto de comer e chorar por mais.

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Cinco espaços completamente distintos e eu decidi lá experimentar o hambúrguer Ganância da Munchie. Um hambúrguer muito bem servido, com uma qualidade de carne enorme e com um sabor a fresco delicioso. O molho pesto deu-lhe a frescura ansiada num dia quente como aquele e as batatas estavam no ponto, enormes, mas no ponto. O pão era fresco, não era duro, nem seco, muito pelo contrário. O drama de tudo isto? O hambúrguer é enorme e é difícil de o comer, é uma verdadeira aventura tentar chegar ao fim sem ter pedaços de hambúrguer no cesto. Apesar de ter um palito enorme para ajudar a manter tudo no sítio a verdade é que tal coisa não acontece. Ainda assim, na esplanada do Munchie, mesmo na rua a baixo de onde andava a experimentar vestidos de noiva, numa tarde de sábado quente deliciei-me com uma limonada fresca e com um delicioso hambúrguer.

Um pormenor que adorei, que eleva este conceito, é o facto de quando fazemos o pedido do nosso prato nos darem uma espécie de despertador que apenas toca quando o nosso prato estiver pronto. Adorei a ideia de poder esperar pela comida junto do meu sobrinho e apenas ter de a ir buscar quando o dito despertador começou a tocar. Não nos obrigam a ficar parados em frente a um balcão e permitem uma espera mais agradável e com menos confusão.

Sem dúvida alguma que é um sítio a voltar.

 

P.S.: Fotografias de Just Smile

 

10
Ago17

Perdida por terras de Pedrógão Pequeno

Este ano nas férias não fomos para o Algarve. Não fomos para a praia e nem uma semana passamos longe de casa. Com o casamento a aproximar-se e com as obras a começarem para a nossa 'primeira' casa o orçamento era curto, mas sabíamos que precisávamos de uns dias só para nós. Uns dias 'offline' do mundo. Uns dias longe dos problemas, longe das obras e longe das decisões. Então, entre pesquisas e avaliações de orçamento, decidimos ir para Pedrógão Pequeno, pertencente ao distrito da Sertã, para o Hotel da Montanha. Para aproveitar, saímos de manhãzinha para ainda passarmos por Fátima para cumprir uma promessa que havia feito e só depois nos direccionamos para o hotel.

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Antes de tomarmos a decisão de irmos para Pedrógão Pequeno, admito que estávamos assustados com a paisagem que poderíamos encontrar. De um modo egoísta, tínhamos receio que nos 'estraga-se' as férias devido à desgraça que se tinha abatido sobre Pedrógão Grande apenas um mês antes. Mas decidimos que seria uma atitude parva e demasiado cobrarde para as pessoas que somos. Fomos e a verdade é que ao entrar na IC8 um silêncio entre nós se abateu. A paisagem era realmente desoladora, viam-se casas ardidas e algumas intactas no meio de árvores completamente queimadas. Foi impossível não imaginar o desespero de quem lá vivia, foi impossível não sentir um peso no peito durante quilómetros. Foram quilómetros e quilómetros de uma paisagem impossível de imaginar e que deixa qualquer um de coração pequenino.

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Foi quando começamos a ver o verde das árvores que nos apercebemos que Pedrógão Grande tinha ficado para trás e estávamos perto do nosso destino. Com uma paisagem simplesmente fantástica sobre o Rio Zêzere, o Hotel da Montanha surpreendeu-nos pela positiva. No Booking a pontuação do hotel era boa, mas sempre com algumas reversas, e apesar disso decidimos arriscar e não nos arrependemos em nada. No alto de uma montanha, mesmo por trás da igreja da Senhora da Confiança encontramos um pequeno paraíso longe de tudo e de todos. Um local perfeito para o descanso, envolvido pelos cheiros da natureza e longe do mundo.  

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Os quartos não eram os melhores, o isolamento do som do corredor também não (apesar de entre os quartos ser suficiente), aliás, o que os quartos precisavam era de uma modernização do espaço. Mas não nos incomodou minimamente, pois o nosso objectivo destas mini-férias, era simplesmente: dormir, comer e apanhar sol, sempre intercalado com uns mergulhos na piscina. O espaço exterior do hotel era simplesmente fantástico. A piscina não desiludiu nem um bocadinho, num meio envolvente e propício ao relaxamento. As espreguiçadeiras eram bastante confortáveis e até o bar do hotel, que servia refeições leves, era bastante agradável e com preços muito acessíveis (o que nem todos os hotéis praticam). O pequeno-almoço oferecido pelo hotel era bom, com diversidade suficiente e o pessoal bastante simpático. Não tive qualquer problema com a minha intolerância alimentar e estiveram sempre prontos a oferecer-me o que fosse necessário. Das nossas férias apenas podemos apontar um senão, o tempo. O primeiro dia foi simplesmente fantástico, o segundo assim-assim e o terceiro incluiu chuva. A vantagem do hotel neste último ponto? Tinha uma piscina interior minimamente agradável, com jacuzzi, o que não nos fez perder o dia nem o objectivo de não fazer rigorosamente nada.

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Se nos perguntarem o que conhecemos da zona? Ridícula e vergonhosamente temos de dizer: nada. A única coisa que podemos dizer que conhecemos foi os dois restaurantes do centro da Sertã mais recomendados pelo Tripadvisor (nosso grande amigo de viagens), Restaurante Ponte Romana e Restaurante Ponte Velha, onde fomos muito bem servidos e com preços muito acessíveis. Aliás, se há algo que esta zona nos proporcionou para além do descanso foi a boa comida a preços simpáticos. Comemos que nos fartamos e não pagámos valores exorbitantes. A comida era muito boa, assim como a simpatia e sem dúvida que foi algo que nos marcou nestas nossas férias.

Ao fim de três dias de vida boa fizemo-nos novamente ao caminho, desta vez com uma paragem para visitar uma amiga do coração e voltar para o nosso bom Porto, onde o vento e o 'fresquinho' nos esperavam.

Foram umas férias boas, com todos os nossos objectivos alcançados e com o orçamento atingido. O Hotel da Montanha mostrou ser uma boa surpresa, um local apropriado para descanso, para famílias e para desfrutar da vida boa. Quem sabe se um dia lá não voltarei, por mim até voltava já!

 

P.S.: Fomos tão, mas tão preguiçosos estas férias que nem duas mãos cheias de fotografias temos. Aliás, se formos a ver as que se aproveitam nem uma mão cheia dá.

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