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justsmile

06
Jan20

Carry On (10/12)

       Já li todos os livros da Rainbow Rowell e adorei todos eles, com excepção deste. Quando comprei este livro, comprei-o com a esperança de ler algo leve, juvenil e que aconchegasse o coração, tal como tantas vezes aconteceu nos livros da Rainbow Rowell. Sempre a vi como uma autora carinhosa, que tem a capacidade de nos fazer viajar no tempo e de nos sentirmos adolescentes novamente. Normalmente, li os seus livros após livros de leitura mais difícil ou complexa, após livros chocantes ou violentos. Li sempre os seus livros com o intuito de fazer uma pausa, uma espécie de reset para voltar a pegar em livros mais complicados. E ao pegar em Carry On tinha exactamente a mesma vontade, ler algo levezinho, simples e que me aconchegasse o coração. Contudo, tal não aconteceu, nem de perto.

        Simon Snow, a personagem principal deste livro, fez já parte do mundo imaginário de uma das principais personagens de Fangirl, um livro também da autora. E nesse livro achei gira a ligação, achei bastante criativa e actualizada a temática do livro, o que não esperava é que o livro viesse a estragar a imagem que tinha do livro anterior. Carry On é uma espécie de Twilight misturado com Harry Potter, mas sem a qualidade e a essência de qualquer um dos outros livros. A partir do momento em que me apercebi da confusão do livro, da mistura de mundos imaginativos e de personagens que fiquei bastante desiludida. Além disso, a personagem principal é extremamente irritante e um tanto ou quanto arrogante, algo que não vai ao encontro dos meus gostos. Este foi sem dúvida um dos livros que mais me desiludiu em 2019. Este será um daqueles livros que ficará eternamente na estante. Vá, Rainbow Rowell, lança lá agora um bom livro, daqueles à tua maneira.

 

 

24
Abr17

Por um fio (5/20)

 É fácil de ver por estes lados que sou fã de Rainbow Rowell, uma escritora que me consegue sempre levar a viajar pelo tempo e a conseguir reviver sentimentos da adolescência. Por isso fiquei tão surpreendida quando comecei a ler 'Por um fio', em que nenhuma das personagens era adolescente. Georgie, mulher adulta e madura com duas filhas, opta por deixar o marido e as filhas irem passar o natal a Omaha e ficar a trabalhar num guião de comédia. É a partir desse momento de separação temporária que Georgie se apercebe de como tem sido a sua vida de casada com Neal. Neal o homem perfeito, que cuida das miúdas, que trata da casa, que apoia (parcialmente) Georgie a seguir a sua carreira de sonho, mas e Georgie? Não tem sido a esposa e mãe presente, não tem sido a mãe que gostaria de ser e só se apercebe disso quando a milhares de quilómetros de distância não consegue contactar Neal pelo telemóvel. Ao ligar para o telefone fixo de casa de Neal, algo de estranho acontece, é Neal que a atende, mas o Neal de 1998. O Neal que deixou Georgie depois da primeira discussão. Toda esta viagem pelo passado faz Georgie re-definir prioridades e aperceber-se de que a vida só é vida com a família, por muito que goste do seu trabalho.

E mais uma vez Rainbow Rowell me deixou presa às suas palavras. Mais uma vez Rainbow Rowell me deixou a viajar pelo início de um amor, pelo presente e pelo futuro. Mais uma vez Rainvow Rowell envolveu-me de tal forma que foi fácil ler este livro, mesmo estando cheia de trabalho e cansadíssima de uma longa semana. Mais uma vez Rainbow Rowell fez magia com as suas palavras. É um livro engraçado que viaja pelo presente e pelo passado e que conta uma história de amor que amadureceu e cresceu, que mostra uma relação improvável de alguém que nunca sorri com alguém que vive para fazer sorrir os outros. É uma bela história de amor que demonstra a realidade dos dias que correm, o trabalho, a família, a rotina e a dificuldade em estar presente em todos esses contextos. Uma história de amor que nos abre os olhos para o mais importante da vida.

Mais um bom livro da autora que vale a pena ler. Uma história leve que enche o coração.

 

30
Set16

Anexos (20/25)

(Imagem retirada daqui)

 

Rainbow Rowell habituou-me a uma leitura juvenil, adolescente e leve. Rainbow ensinou-me a viajar no tempo e a reviver os sentimentos do primeiro amor e de se ser adolescente. Eleanor & Park prendeu-me pelo romance improvável, mas Fangirl fez-me lembrar a época em que escrevia ficção. A leveza da sua escrita, a viagem no tempo e as histórias originais e tão actuais fizeram-me ficar fã da sua escrita. Os seus livros são perfeitos para serem lidos entre livros mais pesados, que obrigam a pensar mais e que até envolvem mais drama. São livros que ajudam a relaxar e a viver sentimentos que achávamos perdidos no passado. Decidi então, na Feira do Livro do Porto agarrar-me a Anexos, e apesar do ser o seu primeiro livro foi o que menos me prendeu.

Anexos é a história de Lincoln que tem um trabalho um tanto ou quanto absurdo, mas acredito que necessário em algumas empresas, ler emails dos seus funcionários. É num desses dias de trabalho que se cruza com os emails entre Beth e Jennifer, duas amigas com vidas e personalidades bastante diferentes. Ao longo do tempo Lincoln apaixona-se pela pessoa que Beth é, mesmo sem a conhecer fisicamente, apaixona-se pela sua escrita e pelo sentido de humor. E todo o enredo anda envolta de um homem de 29 anos, imaturo que tenta descobrir-se a si próprio e ganhar a sua independência. Se gostei do livro? Sim, sem qualquer tipo de problema, mas não me prendeu da mesma forma que os restantes livros que já li da autora. As personagens são jovens, mas não se encontram na faixa etária que estava habituada da autora. Os sentimentos são confusos, mas parecem-me menos explorados e mais confusos. Não deixou de ser um livro leve, de boa leitura, mas desta vez não me conseguiu prender.

Continuo a gostar da autora, sem qualquer tipo de dúvida, mas espero que os restantes livros sejam melhores que o primeiro, assim como já o comprovei com outros.

 

«'Eu não fui feito para isso', gritou ele. 'Olha para mim. Sabes que é verdade'. E pela primeira vez, talvez desde sempre, ele não parecia na boa. Parecia um pouco em pânico. E um pouco zangado. 'Não quero amar tanto alguém que essa pessoa ocupe toda a minha cabeça, todo o meu espaço. Se soubesse que ia sentir isso por ti, tinha me ido embora há muito tempo. Quando ainda conseguia.'»

 

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