Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

03
Set18

O início de uma nova aventura

(Imagem retirada daqui)

 

      Hoje começa uma nova aventura na minha vida.

    Hoje começa uma aventura que há muito desejava, há anos que lutava por ela e finalmente surgiu na minha vida.

      Hoje volto a ser terapeuta da fala a tempo inteiro. Pelo menos essa é a esperança. Pelo menos espero que tudo corra melhor do que em todas as experiências anteriores. Pelo menos anseio que não haja tropeções. Pelo menos espero voltar àquilo que adoro fazer.

      Hoje começa um novo capítulo da minha vida profissional e o resto? O resto ficou para trás.

      Hoje volto a ser terapeuta da fala.

 

21
Mai18

E se não quiser ser Empreendedora?

(Imagem retirada daqui)

 

       Empreendedorismo é uma palavra cada vez mais utilizada no mundo profissional moderno. Com os incentivos do estado e dos bancos ouvimos que é necessário criarmos o nosso emprego, que é necessário arriscar para um futuro profissional brilhante. Hoje, se não tens uma mente empreendedora é porque vives no século passado, se não queres ser o teu próprio patrão é porque não percebes as maravilhas das coisas e se não queres arriscar é porque simplesmente és um medricas, ou afinal, não queres tanto assim trabalhar. Quando me deparei com o primeiro desemprego fiz notá-lo aos meus antigos professores, a pessoas da minha área de trabalho, de forma a espalhar a palavra de que procurava trabalho como terapeuta da fala, o que não esperava é que todas as respostas viessem aliadas às palavras inovador, empreendedorismo, negócio. Sem conhecerem o histórico profissional da minha família todos me diziam para arriscar a abrir um gabinete meu, um negócio próprio e que isso seria o meu futuro. Sem excepção, todos os que me ensinaram a profissão, e até quem não me ensinou, proclamavam a alta voz que a minha geração precisa é de ser inovadora, de empreendedores para criarmos o nosso próprio emprego neste mundo profissional tão instável. De forma a não me tornar num ser desagradável dizia sempre que iria pensar, mas no fundo toda aquela conversa irritava-me profundamente, como ainda hoje o faz.

      Adoro a capacidade da minha geração de criar pequenas empresas, adoro as ideias inovadoras que surgem em restaurantes e lojas e até fico pasmada como está de uma forma emergente o aparecimento de produtos completamente inovadores e que são realmente boas ideias. Admiro imenso todos esses empreendedores, essas pessoas que tiveram ideias brilhantes e que decidiram arriscar, fosse com incentivos do estado, com o próprio dinheiro ou até com o que não lhes pertencia. A sério que admiro imenso todo este dinamismo, admiro quem tem a coragem de abrir um restaurante ao lado de outros dez ou até uma nova pastelaria ao lado de outras vinte. Acho que a minha geração é a que mais teve de arriscar, dinamizar e até criar, mas a verdade é que não somos todos iguais e eu não quero ser empreendedora (ui que cai o Carmo e a Trindade, como não queres ser empreendedora? Que ridículo!).

        Como já referi anteriormente, os meus pais durante muitos anos tiveram um negócio próprio que, devido à situação económica do país fechou. Toda a minha infância e adolescência, lembro-me do negócio dos meus pais, da preocupação, do constante contar de dinheiro, dos telefonemas infinitos dos clientes a qualquer hora do dia (inclusive 7h00 da manhã e 23h00 da noite). Durante anos vi o stress de manter um negócio para manter uma família, um negócio em que os clientes não cumpriam com a sua parte, um negócio que não dava descanso e apenas preocupações. Esta foi a minha infância, é verdade que a sorte pode não ter estado do lado dos meus pais, mas esta foi a realidade que tive durante toda a minha vida sobre o que era ter um negócio próprio, o ser-se empreendedor. E nem sempre precisamos de aprender com os nossos erros, por vezes aprendemos com os dos outros. Nem sempre precisamos de experimentar para compreender que não é aquela a vida que queremos e é por isso que não quero ser uma empreendedora. Não só não quero, como tenho medo, receio o que não traria vantagem nenhuma para qualquer tipo de ideia que eu tivesse para um negócio próprio, nem para criar um gabinete privado de terapia da fala. Eu sinto que não nasci para ser empreendedora e isso nos dias de hoje é (quase) visto como um factor de falta de inteligência, afinal quem não quer ser o seu próprio patrão? Afinal quem não quer criar os próprios horários? Afinal quem não quer definir o próprio ordenado e ficar com os lucros? Eu. Eu não quero nada disso.

       Trabalhar a recibos verdes, a inconstância de trabalho dos mesmos, fez com que lhes ganhasse pavor e o mesmo acontece com um negócio próprio. Não consigo ser feliz, descansada, eu própria ao viver na inconstância de um salário, não consigo viver sabendo que no próximo mês posso ter uma afluência menor no negócio e não consigo viver com as contas da vida pessoal e da vida profissional. Eu não consigo viver nessa inconstância. Esse tipo de vida deixaria-me em sobressalto diariamente, não conseguiria lidar com esse tipo de stress e por isso admiro imenso quem o faz. Congratulo quem tem a coragem para o fazer, congratulo essas mentes geniais que andam por aí, apenas peço que não me digam para ser uma delas. O medo de reviver o passado no presente é demasiado grande e sei que não seria feliz com isso. Não digam que todos temos de ser empreendedores, não o devemos e nem podemos, eu prefiro ser a funcionária de alguém assim e enquanto isso não acontece continuo a enviar currículos, continuo a lutar por um bom emprego, mas não me peçam para ser empreendedora.

 

16
Abr18

Aprender: uma coisa de cada vez

 

       Sempre fui uma pessoa lutadora. Tudo o que tenho na vida foi às minhas custas e apenas adquirido com o meu esforço, nada me foi oferecido de mão beijada e se consegui alguma coisa foi porque me esforcei o máximo para o alcançar. Também não sou uma pessoa com a sorte do meu lado, mas batalho para criar a minha própria sorte e, umas vezes piores outras melhores, tenho conseguido alcançar tudo aquilo que desejo. No entanto, não sei se é da idade, se é a pressão de estar tão próxima dos 30, que sinto que quero tudo para agora, para já. Algo que até aqui não me tinha acontecido. Quero a casa, quero o casamento, quero voltar aos estudos, quero mudar de emprego. E custa-me pensar a longo prazo, custa-me pensar que depois dos 27 anos talvez ainda vá tirar uma outra licenciatura ou uma outra formação qualquer. Custa-me pensar que a casa ainda poderá demorar a ser construida. Custa-me pensar que Ele tem mais cinco anos em cima e que também preciso de compreender as suas necessidades e os seus objectivos. Mas custa-me ainda mais ter de, aos pouquinhos, adiar cada um dos objectivos e de reorganizar as minhas prioridades. Na minha cabeça sei que tenho de fazer uma coisa de cada vez, agora é o casamento e as obras para uma casa temporária, depois começar a construção da nossa casa para ainda conseguirmos um bom crédito no início e não no fim da casa dos 30, e só depois me poderei focar em estudar e em decidir o caminho profissional. Mas já não será essa a altura de pensar em filhos? Pelo menos é o que todos me tentam incutir, é o que todos me querem fazer lembrar, depois da casa são os filhos. Filhos que ainda nem sei dizer a 100% se terei coragem de os ter. Sei, conscientemente, que tem de ser uma coisa de cada vez, não porque não queira tudo ao mesmo tempo, não porque não tenha coragem de avançar com tudo e nem é por falta de força e vontade, é apenas pelo aspecto financeiro. Financeiramente sinto-me limitada em tudo e mais alguma coisa, sei que não sou a única, mas questiono-me muitas vezes como é que tanta gente consegue estudar, comprar casa e ainda preparar um casamento, tudo ao mesmo tempo. Eu sei que nas minhas posses não o consigo fazer, não tenho apoios financeiros que me auxiliem e tudo tem de ser adquirido com o meu trabalho, o meu suor e o meu esforço (e acreditem que faço muito). A minha batalha nos últimos meses foi mentalizar-me que preciso de fazer uma coisa de casa vez. Uma coisa de cada vez.

       Cada vez mais a idade é uma questão relativa e é isso que tenho tentado consciencializar-me. Para fazer um crédito habitação mais de 30 anos já é visto como uma grande desvantagem, no entanto para estudar é algo perfeitamente normal encontrar alguém, já depois dos 30, a fazer uma licenciatura ou a tirar um mestrado. E é isso que tenho tentado incutir na minha cabeça, que não preciso de ter tudo ao mesmo tempo, por muito que queira necessito de ter consciência das minhas fragilidades, dos pontos menos vantajosos de cada um dos meus objectivos e necessito de compreender que não estou a atrasar objectivos, estou a moldá-los, a adaptá-los à minha vida e aos tempos que correm. Não é fácil para quem tinha a vida, mentalmente, mais ou menos orientada ter de se adaptar a novas realidades, esta nova profissão que o diga, mas tenho-me adaptado e cada vez aceito melhor (sempre com uns dias melhores e outros piores) aquilo que a vida me tem dado. Uma coisa de cada vez. Tenho tentado manter o foco nos objectivos que são para agora, a casa e o casamento. O dinheiro que junto é para isso e para mais nada. As 50h de trabalho semanais são sempre feitas com estes objectivos na cabeça, dão-me força, dão me motivação para continuar e saber que daqui a alguns meses serão concretizados. Depois? Depois, mais tarde, sei que terei de fazer o mesmo com cada um dos objectivos que se seguem. Tudo tem apenas uma dependência, o aspecto financeiro (afinal nem eu, nem Ele recebemos qualquer tipo de fortuna, ou nada que se lhe pareça), mas é o dinheiro que faz o mundo girar e é também ele que nos irá permitir conquistar cada um desses objectivos, só precisamos de manter o foco. Ele já trabalha na área em que se formou e faz realmente o que gosta, nota-se quando fala do trabalho, mesmo que tantas vezes chegue a casa só a pensar nos problemas do trabalho. Sei que para mim isso ainda não acontece, mas antes de acontecer ainda tenho outros passos para dar na vida. E volto a pensar: Uma coisa de cada vez.

       Não é fácil, mas tenho tentado lidar com este pensamento da melhor maneira possível e a verdade é que tem sido cada vez mais fácil pensar assim. A idade faz-me questionar, mas basta-me tirar essa parte da equação que me vejo a alcançar tudo o que desejo. Afinal os novos 20 são os 30, certo? Uma coisa de cada vez. Este mantra tem-me ajudado a ultrapassar as minhas dúvidas existênciais no que diz respeito ao meu lado profissional e com isso tenho-me sentido mais leve. Uma coisa de cada vez e eu irei conquistar o meu mundo.

 

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)
Revista Inominável

Nas páginas de...

2018 Reading Challenge

2018 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal