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justsmile

17
Jan17

Afinal ter enxoval é uma boa ideia!

(Imagem retirada daqui)

 

Velhos eram os tempos em que uma rapariga de 14 anos começava a fazer o enxoval. Ainda não havia previsão de casamento e nem namorado havia, mas as prendas já começavam a girar em torno de lençóis, copos e mantas. A minha mãe ainda nem tinha conhecido o meu pai e já tinha adquirido o cobertor com que durmo. Ainda nem imaginava que ia conhecer aquele homem e já tinha na arca guardada a coberta que viria a ser do seu quarto de casal. Os primeiros ordenados dela, com 13/14 anos foram para pratos Pirex e para canecas que ainda hoje, ao fim de 39 anos de casamento, se mantêm vivos no armário da cozinha.

Hoje em dia, cada vez que me davam algo semelhante a uma peça de enxoval despachava para a minha mãe. Até podia haver namorado ou não, mas a verdade é que a ideia de casar ou viver junto estava tão longínqua que nem queria pensar no assunto. Hoje, com 25 anos, a pensar em juntar os trapinhos vejo como os tempos mudaram e em como deveria ter guardado algumas dessas coisas. A minha mãe durante anos juntou coisas para quando se casasse. Na altura certa de se casar já tinha tudo, pratos, copos, cobertores, mantas, toalhas, tudo o que uma casa necessita. E agora que ando a pensar em juntar os trapinhos é que penso no quão inteligente teria sido se tivesse feito o enxoval com antecedência. Teria poupado preocupações, poupado a carteira e uma série de idas a shoppings. Mesmo tendo começado no ano passado a fazer o enxoval, em que começamos pela saga dos pratos, eu e Ele estamos sempre a pensar naquilo que ainda nos falta. Os copos e os talheres também já cá cantam (e nem foram tão demorados a escolher como os pratos), travessas e coisas para servir aperitivos também, assim como umas chávenas de café simplesmente maravilhosas. No entanto, ainda nos falta tanta coisa e que se torna um tanto ou quanto assustador. Tudo fica mais assustador ao pensar no dinheiro que ainda nos falta gastar, mas também nos dias em que tenho de me dedicar a fazer listas do que tenho e do que ainda nos falta (acho que esta lista já deveria estar feita). E escolher? Nossa! Há tanta variedade de coisas, com tantos preços, que entramos sempre num dilema do que devemos levar e qual o que apreciamos mais. Todo o processo de criação de um enxoval é simplesmente cansativo, eu só de vos estar a escrever já fico cansada, e só de pensar nos tempos que se avizinham fico aterrada de medo por pensar no que ainda temos para fazer e comprar.

A vantagem de não ter ainda o enxoval feito com muita antecedência é apenas uma, Ele gosta de ir comigo escolher tudo. E quando digo tudo, digo tudo mesmo, eu não posso escolher uma única peça sem Ele senão estou capaz de ouvir raspanete. Aliás, a paciência d'Ele e o seu bom gosto têm sido importantes nesta selecção, a minha racionalidade para o preço e para as quantidades essenciais para todo este processo. Por isso no fundo completamo-nos até para preencher uma casa que já está imaginada nos nossos sonhos. Ainda assim? Adorava ter guardado e aceitado todas aquelas coisas que me tinham oferecido para o dito 'enxoval'.

A única coisa que peço, desejem-me sorte para a criação deste enxoval.

 

P.S.: A verdade é que estar a fazer o enxoval com tempo também nos tem dado oportunidades fantásticas de promoções. Pelo menos isso!

 

12
Abr16

A saga dos pratos

(Imagem retirada daqui)

 

Há já algum tempo que eu e Ele temos vindo a pensar em começar a elaboração de um enxoval. Sim, antigos eram os tempos em que aos 25 anos uma mulher já tinha o enxoval feito (se ainda não estivesse casada), algumas até sem namorado. Mas como eu não sou dada a essas coisas de antigamente, principalmente as que diferenciam significativamente o homem da mulher, com esta idade não tenho nada. Até porque, ao contrário dos meus irmãos, nunca estudei fora, não tendo nada para levar para a minha futura casa. Sem perspectivas ainda de casa/casamento, ou lá o que seja, eu e Ele decidimos então que aos bocadinhos devíamos começar a comprar coisas para uma futura casa, simplesmente para não doer tanto na conta bancária quando o momento chegar. As vantagens de não ter enxoval? Ele adora participar em tudo e escolher coisas, por isso nem tudo é mau de não se ter sequer um prato.

A nossa saga começou então este fim-de-semana, quando pela primeira vez decidimos olhar atentamente para preços, qualidade e os nossos gostos, no que toca a pratos. Porquê pratos? Perguntam vocês, simples, porque o Continente está em promoção com todas as louças e na passagem por uma dessas grandes superfícies vi um conjunto que me agradou. Lá fomos nós, no domingo, com intuito de ver pratos, mas nunca imaginei que fosse perder tanto tempo apenas a ver pratos! Iniciamos a nossa saga por onde tinha visto o primeiro conjunto, o único de toda a loja que nos agradou e com o preço mais acessível. Não tinha rococós, não tinha cores exorbitantes e era simples, sem aflorados, cortes esquisitos e eram do tamanho certo. Até aqui tudo bem, achava eu, o problema começou quando começamos a ver noutras lojas mil e um tipos de pratos. Quadrados, redondos, ovais, rectangulares. Verdes, amarelos e pretos. Com flores, riscas, galinhas e vacas, gatos, letras chinesas e até pratos quase iguais ao primeiro enxoval da minha mãe (há quase 45 anos atrás). Pratos desde 1,25€ até aos 22€ por peça! E até pratos pesadíssimos, pratos leves e aqueles no ponto perfeito do peso. Nunca na minha vida me tinha passado pela cabeça que existia uma variedade tão grande de pratos! Começamos então a entrar e a sair de lojas, fazer contas à vida, não apenas financeiramente mas também do número de peças que seriam obrigatórias (isto de ter famílias grandes não é nada favorável nestes momentos!). Ai coração! Pequenas pontadinhas de dor surgiam cada vez que fazíamos contas aos que mais gostávamos, aos que precisávamos de levar e aos mais práticos. Nossa senhora, tanto dinheiro em pratos! Pensamento frequente ao longo do dia. Percorremos todas as lojas, desde a famosa loja sueca até à loja mais barata que possam imaginar. Depois de uma saga de quase quatro horas, sentamo-nos, lanchamos e acabamos por optar por um conjunto económico e que no fundo tinha sido até ao momento o que mais nos tinha agrado depois de todas as regras que eu e Ele implementamos na procura de pratos. Não gosto de quadrados, referia eu, Não gosto desses com textura, dizia Ele. Não gosto de pretos, afirmava eu enquanto Ele tentava imaginar uma mistura de pretos e brancos, Mas fica bem em conjunto!, a minha racionalidade e prática começaram a funcionar a alta velocidade, Olha lá, mas achas que vais andar a fazer conjuntos a vida toda? E no dia-a-dia? Recuso-me a comer sopa de uma tigela preta. 

Ao fim das quatro horas, já estava enjoada de pratos e Ele só comentava como é que eu iria aguentar todo este processo de criação de um enxoval, ao que respondia animadamente Se for uma coisa por dia, aguento muito bem!, sim, valha-me a paciência dele para compras que a minha é realmente muito reduzida. Ainda assim valeu a pena, viemos com pratos para toda a família (próxima, vá, mas que só aí já são 12 pessoas) e no fundo ficamos contentes. Não tinham sido os primeiros que vimos, mas a relação qualidade-preço era melhor até do que a do IKEA. Eu fiquei contente, principalmente por vir embora, com pratos escolhidos! À noite, já em minha casa, Ele decide abrir caixa a caixa, ver prato a prato se algum tem defeito, ainda argumentei referindo que as senhoras da caixa o tinham feito, mas não serviu de casa Quero ter a certeza de que estão perfeitos!, lá o deixei ver os pratos rezando para que não partisse nenhum.

 

Pratos para o enxoval: CHECK!

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