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justsmile

25
Jan19

Organizar as finanças em casal

(Imagem retirada daqui)

       Poupar é uma palavra muito presente no meu dia-a-dia, sempre o foi, mas quando começaram a surgir objectivos comuns com Ele, a necessidade de poupar passou a ser dos dois e não apenas de um. Para mim não foi difícil mudar alguns hábitos, outros já estavam adquiridos e no fundo, para quem nunca teve muito dinheiro, manter o foco num objectivo não foi a coisa mais complicada do mundo. Durante os últimos anos o foco foi a nossa vida a dois, após casar, o foco tornou-se a casa (e na minha cabeça, as férias!). Admito que durante os primeiros meses a coisa não foi fácil, cada um registava as suas despesas, mas no fundo não sabíamos bem se poupávamos e quanto gastávamos durante o mês, porque simplesmente nunca nos tínhamos lembrado de fazer as somas (coisa estúuuuupida!). Cada um de nós tem a sua conta, mas nas nossas cabeças as contas funcionam como uma só e o dinheiro de um é do outro, já desde a altura em que namorávamos e ainda nem em casar pensávamos. Sabíamos sempre mais ou menos os gastos de um e de outro, o dinheiro que existia na conta, mas a soma das despesas não era algo que fizéssemos.

       Nos últimos meses começamos a apercebermos que não tínhamos a verdadeira consciência de quanto gastávamos em despesas doméstica, ele pagava umas coisas com o cartão dele, eu com o meu e no fim nunca nos tínhamos dado ao trabalho de fazer o total das contas. Ele dizia todos os meses que não andávamos a poupar dinheiro e eu tinha sempre a sensação que poupávamos, mas não sabia quanto. Até ao momento em que decidimos que as coisas não podiam ser assim, mantivemos as duas contas em separado (pelo menos até fazermos o empréstimo para a casa), mas os nossos hábitos tiveram de mudar ligeiramente. E como organizamos as nossas finanças juntos?

       - Apontar todos os gastos nas aplicações, no telemóvel eu tenho uma aplicação, no dele Ele tem outra e cada um aponta as suas despesas. Seja da casa, do supermercado e não registámos despesas iguais. Afinal Ele continua a ter algumas despesas dele e eu minhas, não ia estar a chegar a casa e pedir para Ele registar a minha cabeleireira ou a minha depilação. Este registo de onde vai para o dinheiro é a opção mais eficaz para sabermos sempre onde andamos a gastar mais e menos.

       - No fim do mês somar as despesas de ambos, sinceramente não sei como não me lembrei há mais tempo de o fazer. Aliás, acho estúpido o quão tarde me lembrei desta necessidade, mas no final do mês juntamos as nossas aplicações e conseguimos ter uma noção real de para onde vai o nosso dinheiro e se estamos a conseguir ou não poupar alguma coisa. No nosso caso, temos um caderninho preto onde é registado todos os valores por áreas, por exemplo, gasóleo, comida, supermercado, luz... e afins.

       - Pensamos como se tivéssemos uma só conta, sei que nem todos os casais o fazem, mas para nós faz sentido. Não censuro um lado nem o outro, mas como os nossos objectivos são comuns não vemos sentido em pensar no meu dinheiro e no dinheiro dele, juntos vemos o nosso dinheiro.

       - Dar a liberdade para os pequenos prazeres de cada um. Foi quando comecei a fazer as somas do fim do mês que me apercebi do dinheiro que Ele gasta em cafés e em apostas de euromilhões ou por aí além (nada de especial, mas para quem gasta 6€ por mês como eu, fez me confusão). Mas aceitei e, apesar de por vezes referir, compreendo que são os pequenos prazeres dele, assim como eu tenho os meus, um livro de vez em quando, uma esteticista e outras pequenas coisas onde Ele não gasta dinheiro.

      - E juntos decidimos fazer na mesma o nosso porquinho mealheiro para as férias, ponto onde temos tendência a discordar no orçamento. Como a coisa não estava fácil, decidimos colocar num mealheiro todas as moedas de 2€ que surgem nas nossas mãos e todo o dinheiro que Ele vai ganhando em apostas tem o mesmo destino, esse dinheiro? Irá para as nossas férias, sabemos que não dará para as férias totais, sabemos também que poderemos não conseguir juntar muito dinheiro em apenas alguns meses, mas o que vier será para ajudar nas férias e o que vier é bom.

       Estes métodos de organização financeira têm funcionado connosco, não quer dizer que funcionem com todos os casais e até pode ser que muita gente discorde do que fazemos, mas para nós tem sido uma boa forma de organizar as nossas finanças em conjunto. Mensalmente não conseguimos estipular um valor para juntar ou para poupar, há os meses dos aniversários, há meses em que os dois carros decidem ir espontaneamente ao mecânico e até há aqueles meses em que tivemos de gastar mais no supermercado do que no mês anterior. O que tentamos sempre é ser muito ponderados nas nossas decisões e compras para conseguirmos poupar o máximo possível todos os meses. Se há meses em que não poupamos? Sem dúvida alguma, mas há outros meses em que compensam as poupanças.

          E sugestões desse lado?

11
Dez18

2018 em Poupanças

(Imagens retiradas daqui)

       O ano de 2018 foi um verdadeiro ano de poupanças, pelo menos até ao dia do nosso casamento. No fim de 2017 sabiamos que este seria um ano com muitas desespesas e apertamos imenso o cinto, controlamos todo o nosso tipo de compras e até nos desleixamos em algumas áreas (como na compra de roupa), mas as despesas viriam a ser tantas que só queriamos conseguir ter dinheiro para pagar tudo e mais alguma coisa. Vamos dizer a verdade, o blog nunca ouviu falar tanto em poupanças como em 2018, foi como poupar para um casamento (aqui e aqui), foram dicas para quem ia deixar o ninho dos pais e até dicas de como poupar em casa nesta minha nova vida de recém-casada.

       Se conseguimos alguma coisa? Conseguimos imensa! Tivemos o nosso casamento de sonho, a nossa lua-de-mel (sempre aliada às nossas possibilidades), fizemos obras para o local onde estamos a viver agora, mobilamos a nossa casa, paguei a minha pós-graduação e ainda conseguimos começar a sonhar com o projecto da nossa nova casa. E como conseguimos isso? Poupando! É verdade que existiram momentos em que eu própria duvidei das nossas capacidades de poupança, é verdade que houve momentos em que achei que iriamos ter de pedir dinheiro a alguém para nos ajudar, afinal existiram muitos tombos (o telemóvel dele, o carro dele, o meu carro, a minha rica saúde... enfim...), mas no final conseguimos pagar tudo sozinhos! No final do dia do casamento, de cartão na mão, senti o orgulho de conseguir realizar os nossos sonhos às nossas custas (é claro que as prendas vieram dar uma pequena ajuda, mas estiveram longe de pagar o casamento). Isto quer dizer que foi um excelente ano de poupanças, mesmo apesar de todas as despesas que tivemos. Existiram muitas regras, deixamos de fazer muitas coisas que gostávamos para poupar, mas no fim tudo compensou. Claro que depois do casamento tudo descambou e ainda não nos conseguimos repôr, mas isso seria de esperar.

       Até ao casamento as poupanças foram fantásticas e tal como previa as coisas depois daí nunca mais iriam ser as mesmas. Desde que casamos que tem sido difícil de poupar (isto se nos últimos meses conseguimos poupar alguma coisa), investimos no meu curso, o meu carro pediu um daqueles arranjos que faz doer a alma de qualquer um, tivemos de investir em roupa (algo que nos tinhamos desleixado durante o último ano) e até começamos a fazer algumas coisas que já não faziamos há imenso tempo, ir ao cinema, comer fora, passear. A isto tudo aliam-se as despesas a que não estávamos habituados, a minha mudança de emprego obrigou-me a gastar muito mais dinheiro em gasóleo (quando digo muito, é muito mesmo), a luz, a televisão e a comida também eram despesas suportadas pelos nossos pais e de repente vemos fortunas a sairem-nos da conta mensalmente, mas nada de que não estivessemos à espera. Ainda não conseguimos criar a nossa rotina financeira e o Natal veio ajudar à festa, contudo era algo de que estávamos à espera, afinal andamos controlados durante tanto tempo que queriamos respirar um bocadinho. Em Janeiro a coisa vai mudar, vamos voltar à poupança para a nossa casa, até lá quero desligar-me um bocadinho, poupar sim, mas sem extremos.

       Com toda esta conversa apenas posso dizer que tudo é possível se nos mantivermos focados, afinal se nós conseguimos, toda a gente consegue. 2018 foi um excelente ano para as nossas poupanças e só espero em 2019 conseguir poupar tanto (ou quase tanto, vá) como durante este ano. Que venha 2019 e as suas poupanças!

 

          P.S.: Sigam as dicas de poupanças pelos links do post, todas elas ajudaram-me a controlar as despesas durante o ano de 2018.

23
Out18

Como poupar em casa

(Imagens retiradas daqui)

 

      Viver juntos mudou o nosso sistema de poupanças. Desde que casamos, há pouco mais de três meses, que criar uma rotina de poupanças não tem sido fácil. Tínhamos consciência que tal coisa iria acontecer, os primeiros meses não são propriamente fáceis, não sabemos bem a quantidade de coisas que consumimos, não sabemos bem ainda quantidades e existem sempre compras ou situações que na altura não estavam planeadas (ora o carro, ora um casamento, ora uma ida à farmácia). Sabíamos que os primeiros meses não iriam ajudar às poupanças para a construção da nossa casa, no entanto, este mês (mesmo com o valores que invisto em gasóleo neste momento e com a prenda de aniversário d'Ele) fiquei surpresa com o caminho que temos seguido. Hoje, em momento de consciencialização compreendi que até temos sido muito ponderados nas nossas compras e que temos feito compras inteligentes. Este mês vimos a conta crescer um nadinha (depois do tombo que foi pagar uma pós-graduação) e isso fez-me sorrir. E como temos conseguido poupar?

       - Congelar os legumes, ao sábado costuma ser o dia de comprar legumes. Adoramos legumes e rara é a refeição que não tem legumes, seja no arroz, com a massa, salteados ou simplesmente uma sopa, mas digamos a verdade, legumes não são a coisa mais barata do mundo. Assim, de modo a não estragar e não deixar perder os melhores nutrientes ao sábado compro os legumes necessários e preparo-os para a semana. A quantidade que sei que irá ser confeccionada nos primeiros dias da semana é guardada no frigorífico já lavadinhos e partidinhos, o restante é congelado. Nem que seja meia courgete ou até um pedaço de brócolos, parto, lavo e congelo, assim na próxima sopa ou nos próximos legumes é só tirar do congelador e colocar na panela. Assim, evitamos o desperdício, poupamos na compra de legumes e tornamos toda a tarefa de cozinhar ao longo da semana bem mais rápida e prática.

      - Levar a famosa marmita. Eu, desde o meu primeiro emprego, que levo marmita para o trabalho, mas desde que casamos que Ele decidiu fazer o mesmo. É verdade que precisamos de confeccionar em maior quantidade, é também verdade que temos de aumentar a lista de compras da peixaria, do talho e do supermercado, mas a verdade é que fica mais barato que qualquer refeição fora de casa. Desde que casamos que Ele tem levado o almoço e até o lanche para o trabalho e tem notado que o dinheiro vai mantendo-se mais tempo na carteira.

    - Aproveitar promoções, admito que Ele é mais adepto desta prática que eu. Cada vez que vê um artigo em promoção e que o usamos com regularidade decide trazer dois ou três, sei que nada tem a haver com o minimalismo, mas realmente o maridinho tem razão ao tomar estas decisões. Na hora pode-nos não fazer falta, mas se são coisas que não se estragam e que são utilizadas com regularidade, como produtos de limpeza e alguns alimentos, o ideal é aproveitar as promoções e trazer mais que um artigo para casa.

      - Apontar o valor das coisas que compramos. Quando vamos às compras tenho um pequeno caderno preto que levo comigo onde tenho anotado o preço de alguns produtos, como café, pasta dos dentes, champô e até guardanapos. Neste caderno registo o preço de promoções em que adquiri alguns produtos de forma a compreender se novas promoções realmente compensam ou se não são apenas areia para os olhos. Por exemplo, tenho visto a nossa pasta dos dentes em promoção várias vezes a 2,29€, mas a verdade é que no mercado onde compramos o pão diariamente a mesma pasta dos dentes, sem estar em promoção, custa 1,99€. É uma diferença pequena de preços, mas se nos está facilmente acessível são alguns cêntimos que poupamos sem reparar. Este caderno permite-nos perceber se as promoções são realmente promoções.

      - Serões em casa, não se tem sido pelo aspecto da poupança que ficamos os serões de sábado em casa, seja com amigos ou na companhia um do outro, ou se pelo simples facto de andarmos terrivelmente cansados. Contudo, a verdade é que serões em casa são bastante mais económicos do que qualquer saída, principalmente quando se tem a Netflix como amiga!

       - Confeccionar as próprias refeições. Desde que casamos que só me lembro de termos ido buscar comida fora três vezes, uma para um almoço pós-casamento com amigos, outra para um almoço de família (pois não estou habituada a cozinhar para tanta gente) e a terceira porque era sábado, estávamos ambos cansados e não tínhamos nada descongelado para comer. Tirando isso, todas as nossas refeições têm sido confeccionadas em casa, admito que tiro algum prazer em cozinhar (pelo menos para já) e lingrinhas como sou no que toca ao estômago, a forma mais segura de comer é fazendo a comida em casa.

      São pequenas poupanças, pequenas coisas que no final do mês somadas fazem alguma diferença. Ainda assim acho que há um longo caminho a percorrer, afinal construir uma casa não é coisa barata, mas estou contente por em poucosmeses já começarmos a definir uma estratégia de poupança. Afinal "grão a grão, enche a galinha o papo", certo?

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