Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

26
Fev20

Perdida por terras de Chaves

         A minha prenda do Natal passado foi um fim-de-semana no Hotel Casino de Chaves, para poder usufruir no meu aniversário. Então, no dia em que fui festejar os meus pré-30 rumamos a Chaves, com alguns percalços e uma troca de carros a alguns quilómetros de casa, lá fomos para o Hotel Casino onde dedicamos um par de horas ao Spa e ao belo prazer de não fazer nenhum. Tenho a dizer que este foi um dos melhores spas que já fui, num domingo à noite o sossego era maravilhoso, mas a temperatura do ambiente e da água também. Um profissionalismo fantástico e as condições do Hotel eram realmente boas.                 

IMG_20200216_181218.jpgIMG_20200217_105128.jpg

         Temos por hábito não jantar nos hotéis e ir experimentar os restaurantes mais típicos da zona, num domingo à noite alguns estavam encerrados então optamos pela Taberna Típica Benito, onde fomos muito bem recebidos e onde nos deliciamos com a comida. A carne era bastante boa e o atendimento bastante agradável, a refeição não ficou nenhum valor extraordinário e saímos de lá bastante satisfeitos. E o que se faz quando se está instalado no Hotel Casino? Vai-se ao Casino, é claro, e para mim foi uma estreia. Investimos 5€ e saímos de lá sem eles, mas foi uma experiência nova em que experimentamos umas quantas máquinas e onde vimos o nosso saldo ficar rapidamente negativo.

IMG_20200216_225301.jpg

           No dia seguinte, após o check-out fomos passear um bocadinho por Chaves até porque, sem querer ser maliciosa, Chaves pouca coisa tem para ver. O Castelo é agora um museu militar e o que mais aproveitamos foi realmente a paisagem que nos oferecia, apesar do vento frio que se fazia sentir. Fizemos uma caminhada pelo centro histórico e até passamos por cima da famosa ponte de Trajano, quando nos apercebemos que não havia muito mais que quiséssemos ver ou visitar, decidimos percorrer alguns quilómetros da estrada N2.

IMG_20200217_122215.jpgIMG_20200217_115847.jpg

         Lá fomos nós no meu Polinho em direcção a Vila Pouca de Aguiar para vermos o "Castelo" que as placas nos indicavam. Uma estrada com pouco trânsito e em bom estado, uma estrada que se fez facilmente e sem qualquer tipo de problema. O problema foi mesmo a desilusão que tivemos ao ver que o "Castelo" eram umas ruínas, no meio do nada, mas que compensaram pela paisagem e o caminho que nos ofereceram.

IMG_20200217_134121.jpg

        Fazendo mais alguns quilómetros aproveitei para ver o Hotel Vidago Palace, lugar por onde nunca tinha passado e admito que senti que atravessar os portões deveria ser uma passagem para um local mágico. O Hotel e os seus jardins pareceram, do exterior, maravilhosos, ficou a promessa de um dia ir visitar o Hotel que parece mais um palácio encantado.

                             IMG_20200217_125044.jpgIMG_20200217_135133_1.jpg

           Após mais uns quantos quilómetros a nossa viagem terminou bem mais perto de casa, a comer um hambúrguer artesanal, com o qual me deliciei. Foi um passeio curtinho, mas que fez maravilhas à alma.

17
Set19

Perdida por terras de Caminha e Ponte de Lima

IMG_20190914_161840.jpg

       Ao fim de mais de um ano de casamento tivemos, finalmente, a oportunidade de ir gozar a prenda de casamento que a Passarada nos ofereceu. Sim, aquelo bando de Pássaros que me aconchega o coração. Consegui, mais uma vez finalmente, um fim-de-semana livre e lá fomos nós à descoberta e sem um plano bem traçado. Queriamos algo minimamente perto, afinal iria ser apenas um fim-de-semana fora e não nos estavamos para matar em horas sentados num carro. Optamos então por ir para o Prazer da Natureza Resort & Spa, queriamos piscina e sol e conseguimos deixar as nuvens em casa e aproveitar um excelente dia de piscina. Admito que o hotel, apesar de esteticamente bonito e de uns jardins fantásticos, deixou a desejar em alguns pormenores e também admito que nunca tinha dormido tão mal num hotel, no entanto comi muito bem pela zona e aproveitei o bom tempo. O jantar foi n'O Chafariz, bem no centro de Caminha, onde nos deliciamos com as melhores costelinhas que já provei na minha vida. O jantar, de tão bom que estava, obrigou-nos a ir dar uma boa caminhada pela cidade de forma a conseguir fazer a digestão.

IMG_20190915_133631.jpgIMG_20190915_135210.jpg

       Depois de um sábado de piscina, o domingo foi dedicado à natureza, fomos descobrir a Cascata do Pincho. Um quilómetro e meio de caminhada pelo meio do monte e cheio de insectos, mas sem dúvida que compensou (o que custou mesmo foi fazer o quilómetro e meio de regresso sempre a subir). O local era absolutamente maravilhosa, com uma água terrivelmente gelada, mas de uma magia encantada que em poucos locais se encontra. Um lugar tranquilo que me permitiu voltar a reconectar com a natureza. Fiquei tão encantada com este lugar, ainda por cima com pouca gente, que ficou a promessa de lá voltar.

IMG_20190915_163418.jpg

       Terminamos o nosso fim-de-semana encantado, longe da realidade e dedicado um ao outro, em Ponte de Lima para provar as suas belas iguarias. Um almoço bastante tardio, depois de uma caminhada longa, mas que nos encheu a barriga para o regresso a casa e nos deixou na expectativa de uma chuva iminente. Foi um fim-de-semana maravilhoso que nos fez sair um bocadinho da rotina e só à Passarada tenho a agradecer!

 

P.S.: Fotografias de Just Smile.

22
Nov18

A Presidente do Conselho Nacional de Educação

(Notícia lida aqui)

      Não sei se estão a par do ensino em Portugal, eu vou estando, principalmente nesta fase da vida em que trabalho em contexto escolar com alunos que tenham dificuldades ao nível da Leitura e Escrita, assim como de Fonologia. A realidade que vejo no 1º ciclo é que muitos são os miúdos que passam para o 2º ano sem saberem ainda associar o som à letra. A realidade que vejo no terreno é que os alunos chegam ao 4º ano sem saberem escrever um texto com sentido. A realidade é que no 1º ciclo a dificuldade em reprovar um aluno é enorme, aliás, é impossível pois alunos do 1º ano não podem reprovar e os restantes evita-se ao máximo por causa da idade, por causa de estatísticas ou até do conselho directivo. Reprovar é cada vez mais uma ilusão, por muito que um aluno não adquira conhecimentos não reprova e temos miúdos que transitam para o 5º ano sem saber ler e escrever minimamente em condições. Com jeitinho, chegarão ao 12º ano sem saberem conjugar verbos, sem saberem escrever palavras que não fazem parte do seu quotidiano ou até sem saberem interpretar um texto. Esta é a minha realidade, o meu dia-a-dia e a culpa não é sempre (só mesmo às vezes) dos professores. Nota-se o desespero deles quando os miúdos não conseguem aprender, nota-se as dificuldades que têm ao tentar proporcionar-lhes os devidos apoios, ao tentarem fazer-lhes chegar a aprendizagem. E as reprovações? Como podemos passar os alunos senão sabem ler nem escrever? Como se pode validar a passagem de um aluno que não adquire conhecimentos? Muitas vezes nada tem a haver com problemas de saúde ou psicológicos, mas sim com a falta de trabalho, de maturidade, de regras e de motivação. A escola é cada vez mais desvalorizada em alguns meios e com todo o facilitismo que tem existido cada vez menos as crianças vão compreender que os seus actos têm consequências, cada vez menos vão ter de lidar com a frustração e de compreender que a vida não é sempre como querem.

         Não estou a falar só da minha opinião, estou a argumentar com a minha experiência no campo, com aquilo que vejo todos os dias nos locais por onde trabalho. Assusta-me a forma como o ensino está a ser desvalorizado, assusta-me a forma como estamos a ensinar uma sociedade que não se precisa de esforçar para alcançar qualquer tipo de objectivos realistas (lamento, mas todos os meus miúdos do sexo masculino não poderão ser futebolistas). Esta é a realidade que vejo lá fora. Se o ensino fosse diferente? Talvez realmente as reprovações não fossem a melhor opção, talvez cada aluno deveria ter um currículo diferente, de acordo com as suas capacidades depois de ter aprendido o Ensino Básico, talvez o ideal era conseguirmos ter um ensino autónomo e com base na experiência. No entanto, o ensino nacional, não sendo o melhor e estando longe disso, é como é e deteorá-lo, facilitá-lo só irá impedir de formarmos uma sociedade com responsabilidade, com bom senso e com o mínimo de Educação. Se queremos mudar o ensino, algo que estou a favor, temos de começar pela base e não saltar degraus em busca dos números e do famoso "sucesso escolar" que não passa de estatísticas ilusórias. 

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec