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justsmile

12
Mar18

A energia do pensamento positivo

(Imagem retirada daqui)

 

     Ao ler Crafting a Simpler Life apercebi-me, aliás, relembrei-me da importância de ter pensamentos positivos. Nem sempre foi assim. Houve alturas da vida em que considerava a sorte um grande factor em tudo o que acontecia de bom na vida dos outros. Acreditava que os outros tinham mais sorte que eu, que os outros tinham mais facilidades que eu e que era pouco recompensada por todo o esforço que fazia. Acreditava piamente, principalmente numa altura muito difícil da vida, que pairava uma nuvem negra sobre mim que me impedia de apanhar qualquer tipo de raio de sol. A sorte não parecia surgir, o azar perseguia a mim e à minha família e tudo o que nos envolvia parecia requerer mais esforço do que aquilo que tínhamos. Sem saber bem como fomos sobrevivendo, passando cada um desses obstáculos e hoje, ao fim de uns quantos anos, somos capazes de respirar de alívio e evitamos pensar naqueles dias pesados e sombrios. Contudo, ao olhar para trás tento perceber quando é que tal coisa aconteceu e apercebo-me que foi na altura da minha própria redescoberta.

      Durante anos consegui esconder-me dentro de mim. A rapariga divertida, sorridente e simpática tinha desaparecido e dado lugar apenas a uma lutadora, a uma revoltada contra o sistema e a uma pessoa um nadinha mais sombria e mais queixinhas, não para com os outros, mas para consigo própria (este blog foi muitas vezes a testemunha disso mesmo). Sem saber como, a verdadeira Just tinha desaparecido, talvez por um conjunto de circunstâncias, talvez por cansaço ou simplesmente falta de força. No entanto, literalmente de um dia para o outro, ao olhar-me ao espelho não me reconheci. Quem estava do outro lado do espelho não era a pessoa sonhadora, não era a pessoa divertida e nem conseguia encontrar a simpatia que a costumava caracterizar. Foi quando me apercebi que aquela não era eu e que precisava urgentemente de voltar a lutar por mim mesma, tinha-me escondido na sombra de alguém, na sombra da vida que corria menos bem e já não tinha nenhuma luz em mim. Decidi então que precisava de mudar. Apenas isso: decidi mudar, ou pelo menos voltar a ser quem já tinha sido. Num ano de mudanças, de relações, de amigos, de vida, eu própria decidi mudar-me, queria ter-me de volta.

      Assim o fiz. Comecei a mudar. Continuei a lutar, continuei a trabalhar afincadamente, mas também comecei a tentar perceber o que queria mudar em mim, o que queria para mim própria. Pela primeira vez em muito tempo estava a voltar a ser egoísta, não de uma forma negativa, mas estava novamente a pensar em mim, nos meus sonhos, nas minhas ambições e no que realmente desejava para o meu futuro. Foi quando toda a mudança começou, toda a energia que estava dentro de mim começou a surtir efeitos na minha vida. Uma luz surgiu em mim e tudo o que podia mudar foi mudado, as relações pessoais, o trabalho e tinha voltado o pensamento para mim mesma. Tudo começou simplesmente com a mudança de pensamento, a mudança de mentalidade,estava novamente com pensamentos positivos. É estranho, mas a verdade é que a energia positiva que tinha dentro de mim começou a exteriorizar-se e a mudar tudo o que tinha há minha volta e foi quando percebi, não de uma forma filosófica, nem idealista, mas sim prática, pensamentos positivos atraem realmente coisas positivas. Decidi então investir mais nesse aspecto da minha vida, pensamento positivo.

      Entretanto, a vida foi acontecendo e aprendi umas quantas coisas: nem sempre o pensamento positivo nutre efeito, é verdade que não vai ser apenas o pensamento que irá mudar as coisas. O pensamento positivo não é suficiente para alcançarmos os nossos sonhos, é necessário batalhar, é necessário esforço, mas sempre acreditando que é possível. Aprendi também que a vida atropela-nos na mesma, não é por termos pensamentos negativos que a vida vai deixar de acontecer e de nos fazer tropeçar, que o diga o meu ano de 2015 (ainda hoje estremeço só de pensar), no entanto o pensamento positivo ensina-nos a lidar com as coisas de uma forma diferente, faz-nos aceitar melhor, por muito dura que seja. E aprendi ainda que há recaídas, há alturas que nem conseguimos ver o lado positivo das coisas, que temos dificuldade em acreditar que tudo irá mudar, mas é normal. Somos humanos e não conseguimos ter sempre as nossas forças focadas em mudar o nosso pensamento, simplesmente precisamos de cair para nos conseguirmos voltar a levantar e com mais força (acredito tanto nesta premissa... cada vez mais!). Nos últimos três/quatro anos dei por mim a conseguir ter pensamento positivo, porque quero, porque me obrigo a isso, e nos últimos meses vi isso desaparecer um bocadinho, foi então ao ler a Crafting a Simpler Life e até a Psicogata que estava a precisar de me inspirar para voltar a trazer o pensamento positivo para a minha vida. Decidi que Março seria mês de voltar a sentir a leveza que o minimalismo trouxe à minha vida, mas também de voltar a sorrir, de voltar a ter o pensamento positivo e de focar a minha atenção para a gratidão. De uma forma banal, descomplicada, precisava simplesmente de inspiração e de alguém a lembrar-me que o pensamento positivo é uma arma para mudar a nossa vida. E eu? Eu entrei em Março com a vontade de voltar a usar essa arma tão poderosa: Pensamento Positivo.

21
Dez17

O que aprendi em 2017?

(Imagem retirada daqui)

 

      A reflexão sobre 2017 ainda está para chegar, no entanto, ainda antes de ter chegado a Dezembro de 2017 dei por mim a pensar nas lições que retiro de 2017. Foi um bom ano, sem dúvida que sim, se o formos comparar com os últimos dois anos, no entanto apercebi-me que também não foi propriamente um ano fácil. Apesar de ter conseguido concretizar alguns sonhos, apesar de ter começado a realizar os meus próprios desejos, dou por mim a verificar que foi um ano de luta, um ano de aprendizagens, de auto-conhecimento e de reflexão. Apercebo-me agora, mesmo no final do ano, que este foi um ano de muitas lições.

      Aprendi que nem sempre a sinceridade é boa aliada. Fui sincera e perdi uma amizade. Não fui desagradável, simplesmente expus totalmente a minha situação, os meus sentimentos e como não fui compreendida perdi uma amizade. Acho que se tivesse dado uma desculpa esfarrapada para declinar um convite, penso que se tivesse inventado algo, hoje manteria essa amizade. Em vez disso optei por ser 100% sincera, mostrar o meu lado da situação e isso fez-me perder uma amizade. Aprendi uma lição, não sei se irei voltar a repetir, pois sou apologista da sinceridade acima de tudo, mas aprendi que nem sempre a sinceridade funciona.

      Aprendi que não vale a pena fazer fretes. Deixei-me totalmente de me colocar em posições que me são desconfortáveis, que não se adequam a quem sou e que não valem a pena. Desisti de tentar sorrir a quem não merece e comecei a dizer mais vezes 'não'.

      Re-aprendi que as verdadeiras amizades são para sempre. Aqueles amigos que um dia achei perdidos estiveram ainda mais presentes este ano. Foram jantares, foram conversas, foram boas horas tentadas encaixar em horários e tarefas de loucos, mas conseguimos sempre, por muito que fosse adiado.

      Aprendi a lutar por mim, a defender-me. Voltei a pensar em mim, ainda mais um bocadinho. Voltei a encontrar tempo para as coisas que gosto. Voltei a cuidar mais de mim. Voltei a defender-me quando necessário e a mostrar as minhas garras. Não foi fácil, não foi agradável, mas foi necessário. Venci batalhas e soube muito bem. Agora olho para trás e penso como consegui, mas a verdade? A verdade é que realmente estou aqui e sou a prova viva de que vale a pena lutar.

       Aprendi a lutar ainda mais. Não só por mim, mas pelos meus sonhos. Continuei a tentar lutar por um sonho profissional, mas também aprendi que há limites nessa luta e já defini um. Preciso desse limite psicologicamente, mas isso nunca me impediu de durante os últimos dois anos ter lutado por um sonho.

       Aprendi a poupar e a organizar-me ainda mais. Aprendi a ser mais minimalista e a reflectir. A prova viva disso é este blog. Eu sou a prova viva desta mudança que tão bem me tem feito. Mudei, aprendi muito, mas aprendi para meu bem. Aprendi para saber lidar com o stress, com os horários loucos, com a rotina cansativa e até com a frustração. Até aprendi a organizar o blog mensalmente, a definir objectivos, a focar-me ainda mais no que realmente quero! Cresci com estas aprendizagens todas e espero continuar a crescer com tudo isto.

       Aprendi que tudo o que é bom custa, que tudo tem de ter o seu esforço para saber bem. Aprendi que sou uma pessoa que não tem nada de mão beijada, que tenho sempre de lutar mais que alguns, menos que outros. Aprendi que tenho mesmo de ser persistente para chegar aonde quero. E com isso aprendi que sou mais forte do que pensava, mais resiliente do que imaginava. Porra, começo mesmo a orgulhar-me de quem sou. Ao olhar-me ao espelho vejo realmente quem sempre quis ver e isso faz-me bem, faz-me sentir em paz e tranquila.

      Aprendi a encontrar mais paciência. Aprendi a calar-me mais, a desligar-me mais e melhor. Não foi fácil, houve discussões na mesma, mas tenho aprendido cada vez mais a engolir, a respirar e a deixar passar. Tenho aprendido a meter-me onde não devo, a ignorar o que deve ser ignorado, seja a nível profissional como pessoal. Custa, é verdade, mas tem sido mais fácil lidar com o dia-a-dia dessa forma.

       Durante 2017 foram muito as lições que aprendi, algumas simplesmente melhorei, mas olho para trás e consigo ver que cresci. Parece que a miúda que por aqui escrevi há alguns anos está agora mais crescida, com as ideias mais definidas e com os sonhos mais organizados. Vejo ao espelho uma nova pessoa, com uma nova forma de estar, de ser, de lidar e este ano contribuiu muito para esse crescimento. Existiram muitos desafios, muitos momentos de frustração e isso obrigou à mudança. Foi essa necessidade de mudança que fez com que decidisse realmente mudar. Surgiu assim o crescimento, as lições que foram sendo retiradas ao longo do ano. 2017 foi um bom ano para aprender. 2017 foi um bom ano para crescer.

13
Nov17

Palavra-chave: Motivação

(Imagem retirada daqui)

 

      Por vezes dou por mim a pensar porque estou aqui. Porque estou neste emprego, porque não lutei mais por uma profissão que realmente me fazia feliz. Porque me deixei acomodar com a situação. Porque quero melhorar a minha saúde. Porque quero ser melhor pessoa. Depois acordo, vejo bem o que faço e fiz por mim e apercebo-me que nunca me acomodei, que nunca deixei de lutar e que estou aqui por motivação. A minha palavra-chave para estar onde estou, para fazer o que faço é motivação.

     Nos últimos tempos tenho dado por mim a sentir-me motivada e quando não o sinto, sim, porque também tenho desses dias, penso bem naquilo que quero e apercebo-me que tudo o que faço, todos os sacrifícios que exijo de mim são apenas por motivação. Motivação para alcançar um objectivo, aliás, para alcançar alguns objectivos de vida. Mas a motivação realmente não é algo contínuo, é variável e depende muito do meu estado de humor, de se está sol ou chuva e até do cansaço. Dou por mim a acordar algumas manhãs, poucas é verdade, e a apetecer-me unicamente ficar na cama. Acordo, sinto o frio e só me apetece voltar a enroscar no cobertor e voltar a dormir. Contudo, há algo que me faz levantar e é a motivação, a motivação de conseguir a minha casa, a motivação de ser alguém melhor, a motivação de ser feliz.

      Acredito que a felicidade é apenas uma opção nossa, que cada um tem a capacidade de construir a sua própria felicidade e de lutar por ela. Mas para isso também acredito que é necessário mantermo-nos motivados, manter-nos mentalizados daquilo que queremos e continuar a ir atrás dos nossos sonhos e objectivos. A verdade é que nem sempre é fácil, às vezes parece que simplesmente lutamos contra a corrente. Mas, este 'mas' aliado à motivação faz com que nos levantemos da cama todos os dias para mais um dia, para mais uma aventura, para estarmos um passo mais próximo de concretizarmos os nossos sonhos. A minha maior motivação é sem dúvida a felicidade, quero ser feliz, não amanhã, não depois, mas agora. Sei que construir a minha casa me dará a felicidade, sei que mudar para a minha área de formação me trará ainda mais felicidade, mas enquanto isso não acontece trabalho todos os dias para que esses sonhos um dia sejam concretizados. Acredito, mais que nunca, que são precisos sacrifícios para concretizarmos os nossos sonhos, mas também acredito que para tal apenas precisamos de manter a motivação. E quando não me sinto motivada leio, inspiro-me nos outros, inspiro-me na palavra de alguém que já passou por algo semelhante. Quando não me sinto motivada obrigo-me a agradecer o que tenho e a deixar de ser queixinhas. Quando não me sinto motivada paro, respiro e penso em tudo o que alcancei até agora. Sou uma eterna lutadora, e tenho em mim a maior motivação possível. Evito tentar imaginar o tempo que levarei a concretizar os meus sonhos, evito encontrar o lado negativo de tudo, tenho os pés bem assentes na terra, mas tento manter a confiança de que um dia irei conseguir, mesmo que por agora tenha apenas de lutar. As listas, o tempo para pensar, a criação de objectivos, a esperança, a confiança e até a perspectiva ajudam a criar a motivação que tanto preciso para continuar. Para continuar a juntar dinheiro. Para continuar a procurar emprego. Para continuar a ver cursos. Para continuar a ir todas as semanas à piscina e ao ginásio. No fundo precisamos de motivação para tudo na vida, seja para nos sentirmos melhor ou até para crescermos. Afinal, precisamos de motivação para nos levantarmos todos os dias da cama. 

       A minha principal motivação é a felicidade e a vossa?

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