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justsmile

17
Jun19

Amor próprio não é egoísmo, é necessidade

(Imagem retirada daqui)

        Há algumas semanas que senti chegar ao meu limite. O meu humor andava terrível, a cabeça a mil e sentia que nada à minha volta tinha a haver comigo. Esta a viver para os problemas dos outros, para o trabalho, para a rotina, para tudo e todos, menos para mim mesma. Foi quando dei por mim a chorar algumas noites que percebi que ali estava o meu limite. Eu, que tão raramente choro. O corpo já me tinha dado sinais de exaustão, a necessidade de ficar na cama, a fase de todas as pequenas maleitas e mais algumas, e depois o choro no silêncio quando estava na minha própria companhia. Percebi que aquele era o meu limite. Foi ali que percebi que estava a precisar de parar, de respirar e mudar aquilo que me estava a sufocar. Se a capacidade não é suficiente para mudar aquilo que me rodeia, optei então por mudar o meu comportamento perante aquilo que me sufoca. Por momentos corre-me no pensamento que posso estar a ser egoísta ao tentar desligar de algo que não me pertence, mas que me influência. Teima em surgir-me no pensamento a questão de quão egoísta estou a ser ao desligar-me totalmente do trabalho assim que termina a minha hora, a não falar sobre os problemas dos outros que tanto me influenciam ou até a aproveitar os meus momentos de paz em vez de arrumar a casa ou preparar outras coisas. A questão "estarei a ser egoísta" é enervante quando sei que tive de activar esta parede invisível apenas para me proteger. Não sei se desligar-me será a melhor forma de me proteger, não sei se ignorar será a forma mais adequada de lidar com a situação, mas não consegui encontrar outra alternativa. E a verdade? A verdade é que me tenho sentido mais leve, mais tranquila. Tenho sentido novamente a vontade de viver, de aproveitar um bocadinho aquilo que existe de bom na vida.

        Foi então que compreendi, não se trata de egoísmo, trata-se apenas de amor próprio, auto-protecção. Algo que me tinha esquecido de ter nos últimos tempos, algo que tinha estado escondido nos últimos meses. Não se trata de egoísmo, trata-se de cuidar de mim primeiro, pois só terei a capacidade de lidar com os outros tratando-me em primeiro lugar com respeito. A ansiedade desapareceu, tive de tomar algumas atitudes de que não me orgulho, mas que sei que foram necessárias para agora me conseguir sentir tranquila. Nada desapareceu, à minha volta ainda há muito trabalho e muita coisa tóxica, mas eu já me sinto eu outra vez. Já voltei a pegar no meu livro. Já voltei a ver séries com olhos de ver e não apenas em piloto automático. Já consigo estar em família sem sentir o peso do mundo nos meus ombros. Não sei como serão os próximos tempos, não sei se as coisas melhorarão, mas sei que vou olhar mais por mim. Porque para estar de bem com os outros, preciso de pensar em mim primeiro.

06
Mai19

É altura de parar com as comparações!

(Imagem retirada daqui)

       O ser humano tem uma tendência natural para comparar. Seja com objectos, seja com experiências, mas principalmente comparar-se com tudo e todos. Está-nos nos genes comparar se somos tão bonitas como a modelo da moda, se aquela peça de roupa fica melhor a nós ou a outra pessoa e há sempre aquela tendência de comparar ordenados e estilos de vida. É natural fazê-lo, gostamos de ter alguns pontos de referência para nos tornarmos naquilo que ambicionamos. Não vejo qualquer tipo de mal quando a comparação é saudável, quando simplesmente nos serve de guia orientador para lutarmos por aquilo que queremos. Contudo, tenho dado por mim, cada vez menos, a necessitar de fazer essa comparação seja com quem for.

       Tenho aprendido que a comparação não me serve rigorosamente de nada, se em tempos me servia de guia orientador (pelo menos gosto de pensar que era para isso que o fazia), neste momento não vejo qualquer tipo de vantagem em comparar-me seja com quem for. A minha vida há de ser sempre diferente da dos outros, existirão sempre na minha vida condicionantes que outras pessoas não têm e apesar de adorarmos usar a frase "somos todos iguais", a verdade é que acabamos por ser todos diferentes. Em tempos, ingenuamente e até talvez estupidamente, comparava ordenados e estilos de vida, sem qualquer tipo de malícia, mais com o intuito de compreender se com o meu ordenado conseguia atingir determinado objectivo. Até que compreendi, que nada disso importa, tudo depende da gestão de cada um e dos próprios objectivos que estejam na mente de cada um, até porque eu ganhando menos, consegui fazer coisas que outras pessoas não conseguiram apenas por uma questão de prioridades e objectivos, nada mais. Tenho-me apercebido ao longo do tempo que a comparação não serve rigorosamente de nada, talvez seja maturidade ou o cansaço de estar sempre a comparar-me seja com o que for. Tenho por outro lado aprendido que tenho de "coser com as linhas que tenho" e só eu consigo traçar a minha vida, não me consigo basear na de ninguém para definir o que realmente quero e posso alcançar.

        A sociedade adora que nos comparemos, porque todas queremos ter aquele cabelo perfeito, porque todos queremos aquele carro que nos faz sentir imponentes, mas a verdade é que me sinto cada vez mais longe desse estereótipo. Cada vez mais me sinto "eu" e se calhar por isso cada vez menos sinto a necessidade de me comparar seja com o que for e com quem for, todos somos diferentes e assim continuaremos, todos temos vidas diferentes e até condicionantes que advêm da pessoa que somos, então porquê comparar? Estou cansada dessa comparações, eu sou eu e vou ao ritmo que quero e posso. Chegou a altura de parar com as comparações.

02
Abr19

Março passou e Abril chegou...

(Imagem retirada daqui)

Março foi um mês longo, quase tanto como Janeiro. Foi um mês com a doença à perna, com o cansaço no corpo e com a paciência no limiar. Admito que não foi o meu melhor mês, longe disso, mas foi também no fim do mês de Março que senti as minhas energias renovarem-se. O sol fez o milagre de restaurar a minha boa disposição e apesar do cansaço que continuo a sentir, o optimismo pareceu surgir novamente na minha vida. Os objectivos de Março foram todos concretizados:

       - Fazer um bolo, experimentei pela primeira vez fazer uma tarde de amêndoa, ficou boa, pena não ter usado uma forma com o fundo amovível, porque tirar a fatia da tarteira foi uma verdadeira aventura

        - Date night, em grupo, com os amigos, mas soube muito bem. Fomos com os amigos a um dos nossos restaurantes preferidos e a noite de convívio valeu bem a pena!

       - Manter os meus 30 minutos de leitura, se não foi todos os dias foram quase todos. Tenho voltado à minha rotina de ler, não tão rápido como antigamente, mas a verdade é que pelo menos tenho andado sempre com o meu livro atrás.

        - Voltar à piscina, e não voltei. E nem sei se vou voltar. A minha saúde tem andado de vidrinho e tenho andado à procura de alternativas à piscina, mas parece que nada me agrada e o que me agrada não tem horários. A selecção tem andado difícil, mas psicologicamente estou mesmo a precisar de encontrar um novo desafio físico.

        Para este mês de Abril gostaria de conseguir alguns dias de férias, algo que ainda não está propriamente definido. Gostaria de começar a obter orçamentos para a nossa casa (finalmente o projecto está quase concluído!) e até gostaria de manter em mim esta calma que tanto me tem agradado. Mas e objectivos concretos?

       - Experimentar uma nova receita, sendo Abril um mês cheio de coisas doces quero experimentar confeccionar uma nova refeição, há algumas receitas que andam a ser guardadas há algum tempo e gostaria de as experimentar. Cozinhar tem sido um dos pequenos prazeres do dia-a-dia (tem dias...), mas durante a semana não consigo dedicar-me a experimentar pratos novos e era algo que gostaria de fazer num daqueles dias mais calmos.

         - Terminar de ler "Os homens que odeiam as mulheres", a meia hora por dia de leitura não tem sido o suficiente para dar um bom avanço neste livro, mas gostaria de o terminar, até porque estou a adorar e quero mesmo avançar rapidamente na história.

       - Tarde de sol, na esplanada com um livro, este é um dos meus desejos. No último domingo conseguimos fazer algo semelhante, de forma muito breve, mas soube-me como nunca me tinha sabido. Em Abril, gostava de pelo menos fazê-lo uma vez, mesmo que esta vida continue a loucura dos últimos meses.

        Este mês não vou colocar demasiadas expectativas, preciso apenas de viver um dia de cada vez e de manter o meu positivismo e a minha boa energia. Não vou pensar em problemas e tentar desligar-me de tudo o que me atormenta, quero apenas conseguir descansar um bocadinho e aproveitar mais as coisas boas. Estou a precisar de um Abril sereno... E quais são os vossos objectivos para Abril?

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