Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

04
Set19

A saga da casa... #3 Ando a panicar um bocadinho...

(Imagem retirada daqui)

        A saga de fazer a nossa própria casa tem-se prolongado mais do que o esperado, mas sinceramente não é isso que me tem apoquentado. Já deu entrada na Câmara a primeira fase, já voltou para as nossas mãos e já foi novamente entregue com as devidas correcções, o tempo que tem demorado não me preocupa minimamente, pois admito que ainda não me encontro psicologicamente preparada para avançar para a pior fase: a construção. No entanto, há algo que ultimamente me tem tirado um bocado o sono, tenho a sensação que esta casa saiu completamente fora do meu controlo. As pessoas responsáveis pelo projecto da nossa casa são amigas d'Ele, por consequência, eu raramente estou com eles e sinto que todo o processo me escapou das mãos. Vou descobrindo pormenores novos de cada vez que Ele me fala da casa que me têm aterrorizado, o muro de suporte do terreno não está incluído no orçamento, a área já ficou acima daquilo que achava e começo a ter a sensação que a casa vai estar a cima das nossas posses. Se calhar não acima, mas não estou disposta a deixar de viver ou ter uma vida para simplesmente pagar uma casa. Admito que ultimamente as questões financeiras me têm tirado o sono e sinto que não sei tudo o que deveria saber deste protejo, desta minha casa, acredito que Ele não o oculte propositadamente, no entanto, inconscientemente não tem partilhado comigo alguns dados importantes. Aliás, no outro dia reparei que tinhamos duas janelas que eram totalmente denecessárias!

         Para juntar a isto tudo, esta incerteza de ainda não termos orçamentos e só o podermos pedir depois da especialidade feita, a coisa tem-me deixado bastante inquieta. Ultimamente tenho pensado em números quase todos os dias e sei que continua a ser mais barato do que comprar uma casa ou um apartamento na zona onde queremos viver, mas tudo me assusta. Sei que muito disto advém do histórico da minha família e por já ter passado por graves dificuldades financeiras, e estou sempre com a sensação que poderá existir a ínfima possibilidade de reviver tudo outra vez. Se calhar estou a ser ridícula e a exagerar e no fim todos os valores se irão alinhar com aquilo que temos possibilidades e com aquilo que imaginamos, mas ultimamente parece que só tenho conseguido ver problemas e mais problemas. Admito que agora que vejo o projecto entrar na Câmara e começar a dar, verdadeiramente, os primeiros passos, começo a panicar um bocadinho.

12
Ago19

O Monge que Vendeu o seu Ferrari (6/12)

(Imagem retirada daqui)

         Quem me conhece ou tem passado por este cantinho tem compreendido que este não tem sido um ano propriamente fácil para mim. Aceitar as coisas que não conseguimos mudar tem sido mais difícil do que se poderia pensar, mas tenho lutado contra essa tendência natural de querer mudar tudo à minha volta. Aliás, tem sido uma luta contra os meus pensamentos, contra o cansaço e, por vezes, mesmo contra o desânimo. Quando reparei que a Maria das Palavras leu este livro e tinha gostado, eu que nunca tinha lido um livro de auto-ajuda, fiquei curiosa e decidi que seria um óptimo livro para levar comigo nas férias. Eu sei que já há uns anos que tenho vindo a tentar mudar-me, crescer e melhorar a pessoa que sou, mas estava a precisar de motivação para voltar a encontrar-me e até a concentrar-me em mim mesma.

          Admito que sempre fui um bocadinho adversa a livros de auto-ajuda, sempre me soaram ideais para pessoas desesperadas que não conseguiam olhar para si próprias. No entanto, senti que estava na altura de voltar a inspirar-me a voltar a olhar para mim própria, compreender que pensar em mim não é um acto de egoísmo, mas sim uma necessidade (algo que tenho vindo a tentar lembrar-me ao longo deste ano). Decidi então levar o livro comigo na bagagem de férias e ver o que de tão bom tinha aquele livro. E foi a opção ideal.

       "O monge que vendeu o seu Ferrari" relembrou-me da necessidade de parar, respirar, reflectir e de sorrir. A necessidade de vivermos um bocadinho para nós próprios e de não vivermos em piloto automático a todo o momento. Lembrou-me que apreciar as coisas simples nos trazem felicidade e que não nos podemos deixar levar pelas rotinas, pelo trabalho e pelo que a sociedade nos tenta incutir diariamente. Eu, no meu inconsciente, sabia tudo isto, parecia simples senso comum, mas a verdade é que lê-lo veio reforçar a necessidade de estar mais atenta a mim própria e aos meus sinais. Este livro veio na altura em que mais precisava de me relembrar que a vida é muito mais que trabalho e problemas, que viver é muito mais do que a rigidez dos horários e das rotinas. Este livro não me ensinou nada de novo, é verdade, simplesmente veio relembrar-me de muita coisa que estava perdida no meio do esquecimento. É um livro de auto-ajuda, sim, com uma fábula que ajuda a perceber as coisas de uma forma bastante simples e acessível, mas é também um livro que ajuda a encontrar a luzinha que estava perdida dentro de nós. Simples, mas poderoso, assim é este livro.

03
Jul19

E meio ano de 2019 já passou

(Imagem retirada daqui)

         Meio ano de 2019 já passou e sinto como se a minha vida desde Janeiro fosse como uma espécie de acidente em cadeia, em que um carro bate atrás do outro, numa espécie de fila gigantesca. Assim tem sido a minha vida nos últimos tempos, como uma espécie de pequenos acidentes em cadeia, em que um acontece e logo a seguir surge outro. Sinto-me, claramente, cansada e esgotada, mesmo que a minha forma de lidar com os problemas tenha mudado de perspectiva. Contudo, o cansaço físico tem-me abalado e a falta de momentos para mim mesma me tem impedido de aproveitar a vida, da forma que desejava. Ainda no sábado passado, pela primeira vez em muito, muito tempo, não marquei consultas para a parte da tarde e nem sequer tive aula, ia aproveitar para sair com amigos (algo que não acontece há mais de meio ano, ou será até mais?) divertir-me, sair de casa e libertar-me um bocadinho e o que acontece? Um outro acidente desta cadeia desastrosa que tem sido a minha vida. Não sei se é o cansaço que me tem feito ver tudo como espécie de "azar" ou se já é este sentimento que teima em dizer que isto já começa a ser demais. Sinceramente, nunca pensei que este ano fosse ser tão cansativo, mas como dizemos cá por casa "se sobrevivermos a este, sobrevivemos a todos".

        Apesar de toda a confusão que anda há minha volta preciso de parar e reflectir sobre o que me falta fazer para o que resta deste ano. Tenho a sensação que não fiz sequer metade do que realmente queria ter feito, voltando aos meus objectivos de 2019 apercebo-me que as coisas não estão tão más quanto isso. Apercebo-me no início de Julho que os meus objectivos estão bem encaminhados e eu é que me tenho esquecido de focar só nas coisas boas (raio, às vezes é tão difícil focar-nos nas coisas boas quando estamos tão cansados...). Para 2019 desejava:

         - Ler 12 livros, a coisa não está tão mal como seria de esperar, estou neste momento a ler o 5º livro do ano. Sei que já deveria ter lido mais um bocadinho, mas a coisa não tem estado fácil e tenho lido livros gigantescos.

         - Poupar para a casa nova, ao contrário do que Ele achava (as contas vieram à dias comprová-lo) as coisas não estão tão más assim. É verdade que gostávamos de ter consigo poupar mais algum, mas têm surgido imprevistos dos quais não conseguimos fugir e só o dinheiro que gastei em saúde nos primeiros meses do ano foi um descambo na carteira.

         - Umas férias boas de verão, ainda não aconteceram, mas já estão programadas. Espero que até lá mais nenhum desastre aconteça e que estas férias se concretizem, estamos os dois desesperadamente a necessitar de descanso.

         - Terminar a pós-graduação, mais uns dias e este item fica concluído na minha lista.

         - Fazer um workshop de culinária, nem sei se este vai acontecer ao longo deste ano. Vamos ver no que dá.

         - Voltar à piscina com regularidade, não vai acontecer, mas fui algumas vezes a aulas num ginásio e espero conseguir criar uma rotina. Neste momento o trabalho impede-me de o fazer, mas acredito que mais algum tempo e já consigo criar este hábito. Vamos ver como corre até ao final do ano.

        - Fazer pelo menos duas escapadinhas por Portugal, já fomos a Lisboa em Janeiro (o ano tem sido tão longo que até tenho a sensação que esse passeio foi à mais tempo) agora ando a planear um fim-de-semana a dois, ainda sem nada definido, mas para aproveitar o voucher que a Passarada nos ofereceu de prenda de casamento (sim, vamos usar mais de um ano depois...).

         O ano só agora passou de meio e está na altura de me focar nas coisinhas boas, naquelas que já consegui e naquelas que estou a caminho de conseguir. Há que esquecer as sensações negativas, há que deixar de me queixar do cansaço e começar a aproveitar as pequenas coisas boas que têm surgido na minha vida.

 

Inspiração da Semana

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)
Revista Inominável

Nas páginas de...

2019 Reading Challenge

2019 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal