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justsmile

13
Dez19

Desafio de Escrita dos Pássaros #14

Não nasci para isto

       Mas é que não nasci mesmo! Não nasci para ser dona de casa! Se há coisa que me atormenta a vida, mas infelizmente tive de aprender a viver com isso, são as tarefas domésticas! Cozinhar, até vai, até me agrada. Mas tudo o resto? Quem é que inventou isso? Não nasci para isso, até a minha mãezinha concorda em que eu deveria ter nascido numa família rica. Sempre me disse isso desde nova, não por não gostar das tarefas, mas porque tive sempre ambições maiores do que a minha carteira ou a dos meus pais. As tarefas domésticas são só mais uma forma de comprovar que eu não nasci para ser pobre, muito menos dona de casa. Não tenho paciência para perder o meu tempo precioso em limpezas, arrumações e afins. Se calhar por isso é que sou tão adepta do minimalismo. Se calhar também por isso tento sempre manter a casa arrumada, para depois não ter de perder muito tempo com tarefas domésticas. Em dias de limpezas, que as tenho na mesma de fazer porque ainda não sou rica, admito que o meu humor não é o melhor. Fico irritadiça, pelo simples facto de não gostar de fazer as lides domésticas. Definitivamente não nasci para ser dona de casa, nasci apenas para ter uma casa e dinheiro para ter uma empregada doméstica!

 

 

29
Nov19

Desafio de Escrita dos Pássaros #12

Aqueles pássaros não se calam!

        É impossível faze-los calar! Tive de lhes tirar o piu, andam sempre a chilrear! Piu-piu para aqui, piu-piu para ali, não há pessoa que aguente! É a toda a hora do dia, não há minutos de descanso (e se os há é porque a coisa não está muito bem)! Está numa pessoa no seu belo descanso e 'piu!', distraí-se e deixa queimar o estrugido do arroz. Está uma pessoa no seu belo café e 'piu!' vai uma gargalhada que até nos deixa envergonhados. É que até quando se está no sofá estatelado a tentar ver uma série é um continuo som de 'piu-piu'. É tanto piu que não consigo acompanhar, é um piu-piu tão constante que tive realmente de os calar e tirar-lhes o piu, pelo menos no telemóvel! Agora não tenho o constante 'piu-piu, piu-piu, piu-piu', agora sou aquela que chega e que pede "Alguém me faz um resumo?", até porque às vezes eu própria me esqueço que sou um pássaro e que gosto tanto de chilrear como os outros.

       Gosto de fazer parte deste ninho, por muito que voe para fora dele e que muitas vezes perca uma infinita quantidade de 'pius', mas a verdade é que regresso sempre ao ninho, afinal a minha família do coração está nele. É verdade que não se cala, mas se não fossem eles a minha vida não era a mesma

18
Out19

Desafio de Escrita dos Pássaros #6

Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorífico"

         Lúcia há anos que sonhava com o amor. Há anos que desejava encontrar aquele amor avassalador e reencontrar nele a chama que estava perdida na sua vida. Lúcia era aquele tipo de mulher que sonhava com a vida ao lado de um homem como o George Clonney, mas em vez disso deixava-se ficar em casa a enfardar tudo o que havia no frigorifico. Já que ainda não tinha encontrado o amor, pelo menos ia-se consolar com tudo o que de bom havia no mundo, desde chocolate, pizzas, aquele leite creme que ela tanto adorava que só de pensar já começava a salivar.

       Até que um dia, num desses dias em que Lúcia e os seus quilitos a mais aproveitaram para ir buscar um docinho à pastelaria, se cruza com o homem que tinha sonhado toda a vida. Um daqueles momentos em que o mundo parece parar e em que apenas a imagem de uma espécie de Deus surge à sua frente. Ele olhou para ela, ela olhou para ele e sorriram. Um sorriso meio, simpático, mas que provocou uma chama debaixo do estômago da Lúcia. Durante dias o processo repetia-se, ia ela à pastelaria, o mundo parava ao vê-lo, sorriam, a chama surgia debaixo do estômago da Lúcia. Até ao dia em que o Deus Grego, que afinal apenas se chamava Jorge, a convida para um jantar.

       No dia em que o jantar estava marcado, Lúcia nem olhou para o frigorifico, teimou de que ia caber naquelas jeans fantásticos que não vestia há meses e decidiu que não iria tocar em comida nenhuma. Surpresa das surpresas quando o Deus Grego, ups, Jorge lhe enviou uma mensagem a dizer que afinal o jantar iria ser em sua casa, perto da Foz. Lúcia entrou um bocadinho em pânico “na Foz?”. Contudo, lá foi ela num Uber estranho, mas chegou ao destino e viu que não só era uma cabana, vá, tipo XPTO, mas era literalmente uma cabana! Como se apercebeu que o Deus Grego deveria ser com alguma massa. O drama? O horror? Não foi nem de perto o facto de o Deus Grego, vá Jorge, viver numa cabana, afinal o tipo tinha dinheiro, o horror? É que depois da Lúcia ter passado o dia em jejum foi ele apresentar-lhe uma simples salada e em versão gourmet. O que aconteceu quando o homem se aproximou dela para lhe dar um daqueles beijos de retirar o fôlego? Desmaiou! Pois claro! “Esquece lá isso, fica com a cabana e a chama do amor, que eu quero é o meu frigorifico!”.

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