Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

10
Fev20

O Tatuador de Auschwitz (2/12)

       Há muito tempo que não lia um livro tão rapidamente. Nos últimos meses tenho lido alguns bons livros, mas nenhum me chocou tanto, mexeu tanto com as emoções como O Tatuador de Auschwitz. Este é um livro, baseado em factos reais, que nos faz lembrar os horrores dos campos de concentração Alemães. Onde viver ao lado da morte iminente, da fome e das doenças é já uma naturalidade. Onde o instinto da sobrevivência se sobrepõe a tudo o resto, mesmo que seja para fazer de conta que se ajudam os Alemães a matar mais uns quantos judeus. Esta história chamou-me à atenção pelos dilemas éticos que a própria personagem principal tem, desde da repugnância que sente ao invadir o corpo das pessoas com um número, até ao momento em que isso passa a ser algo normal, da sua rotina diária. Lale chegou ao campo como qualquer outro prisioneiro, mas quis as estrelas que no meio de toda aquela desgraça ele conseguisse ter alguns privilégios ao tornar-se o tatuador dos demoníacos números. Usa os seus privilégios para se ajudar, mas também para auxiliar os amigos e até os conhecidos, dando um pouco mais de comida ou conseguindo algum tipo de medicação. Coisas simples, mas que para quem vive no terror iminente da morte, é essencial. 

         É no meio de tanta desgraça, num dos locais mais assustadores do mundo, que Lale se apaixona por Gita. É esse amor que os faz manter o instinto de sobrevivência até ao fim, a necessidade um do outro serve de escape, por mero minutos, para um mundo longe dali, em que existe a palavra 'futuro'. O livro conta a história de sobrevivência de Lale e de Gita que, contrariamente a tantas outras histórias sobre esta guerra, encontra um final feliz, talvez por destino, talvez por algum tipo de intervenção divina, mas que nos faz sorrir. A história de Lale e Gita perdura uma vida inteira e faz-nos acreditar que o amor é a chave para a nossa sobrevivência.

       Adorei o livro, simples, mas poderoso. É de leitura leve, mas que nos faz questionar a todo o momento sobre como algo tão horrível conseguiu existir na nossa humanidade. Faz-nos também reflectir para onde vamos, mas faz-nos ainda mais desejar que nada do que aconteceu nesta época se volte a repetir.

 

07
Fev20

As séries dos últimos tempos #2

         Em Janeiro paguei a anuidade da Netflix com os amigos com quem partilho a conta e relembrei-me que já nem sei viver sem a Netflix. Estou tão apegada a este tipo de streaming que já nem vejo, praticamente, televisão. É verdade que há dias em que o tempo me impede sequer de ver televisão, mas a Netflix tem sido uma das nossas preferências lá em casa e admito que acabou por, de um modo bastante preguiçoso e vegetativo, de melhorar os nossos serões em casa. E o que ando a ver neste momento?

          Começamos a ver Designated Survivor há relativamente pouco tempo, mas foi uma série que facilmente nos prendeu. Tornou-se na nossa série, daquelas que vemos num sábado há noite sentados no sofá (até porque não temos muitas mais alternativas) e que Ele adora. Não tem episódios demasiado longos e, para já, tem sempre algo a acontecer de novo.

           Vimos o primeiro episódio juntos, e depois continuei a acompanhar a série sozinha. Ele adormeceu durante o primeiro episódio, mas admito que gostei e ando ansiosa por continuar a vê-la. Las Chicas Del Cable, não só demonstra o glamour do imaginário, como a luta por se ser uma mulher independente.

          Sabem aquelas séries que não precisam de prestar muita atenção para se rirem um bocado? Workin'moms é uma dessas séries. Costumo colocá-la na televisão enquanto cozinho e vou deitando um olho à televisão. Não é uma série de génios, mas consigo considerá-la uma série levezinha e fácil de ver.

               E que andam vocês a ver por esses lados?

 

03
Fev20

Insustentável Saudade (1/12)

        Adquiri o livro na Feira do Livro do Porto, a um preço chorudo. O título atraiu-me, a primeira página, chamou-me à atenção e lá o trouxe para casa. Espera uma história que nos faz viajar pela adolescência, mas que nos traz ao presente, que nos demonstra um caminho, uma história. Ao inicio, a história de Zé prendeu-me. Um filho de pais emigrantes em França que só pensa em futebol e que sonha em um dia regressar a Portugal. É um adolescente, como tantos outros da década de 80, a viver em Bordéus e a sentir na pele algum xenofobismo por parte dos professores franceses. Mas a verdade é que a sabedoria não faz parte da idade da personagem, o que é perfeitamente normal para um adolescente. No entanto, a situação familiar também não é a melhor com uma mãe que descarrega as suas frustrações no físico do filho.

      A história, no início do livro, prendeu-me. Gostei imenso de viajar no tempo para uma altura diferente, para visualizar uma perspectiva que nunca tinha ponderado. A escrita era simples e leve, a história estava a ter um bom enredo, mas... mas a partir de determinado momento tudo começou a enrolar e com pouco desenvolvimento. O principal drama do adolescente repetiu-se ao longo do livro e esse acabou por ser o seu maior enfoque, mesmo com a história de amor que estava lá presente. Não houve nenhum avanço no tempo e foi isso que me desiludiu, esperava ver um maior desenrolar, um crescer por parte do adolescente até à vida adulta. Essa foi a minha maior desilusão. Foi uma história bonita de amor que teve um final trágico, como acontece com muitos amores na adolescência, mas não mais que isso.

           Não foi um livro mau, simplesmente não foi bom.

 

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)
Revista Inominável

Nas páginas de...

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal