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justsmile

18
Fev19

Noite Sobre as Águas (1/12)

        Comecei a ler este livro com algum entusiasmo. A última vez que tinha lido Ken Follett gostei bastante da escrita do autor e facilmente me prendeu à sua história, contudo o mesmo não aconteceu com este livro. Comecei a ler o livro em Dezembro e apesar da acção que é continua, a história em si não me apaixonou muito. Gostei da ideia principal, gostei bastante de algumas das personagens, mas achei que a maioria delas estavam mal resolvidas consigo próprias e em questão de poucos dias tudo ficou resolvido de uma forma quase perfeita e idílica. Não gostei do rumo que a história acabou por tomar, apesar de a escrita do autor acabar por ser bastante simples e de fácil compreensão, contudo faltou algo mais neste livro. Reconheço a escrita do autor como uma história cheia de reviravoltas, situações inesperadas e que acabam por facilmente prender o leitor, aspectos que considero que falharam neste livro de Ken Follett. A história começa com o primeiro avião americano a fazer uma viagem transatlântica, em que cada um dos seus passageiros tinha uma história de vida muito diferente, é no avião que as suas vidas se cruzam e que criam um enredo pouco comum. Apesar da base da história ser realmente boa, sinto que algo se perdeu pelo caminho e que o seu encanto se desvaneceu, levando a que o entusiasmo fosse pouco.

          Com pouco entusiasmo, demorei imenso tempo a ler o livro que me levou a um final previsível e com pouca surpresa e isso? Isso acabou por matar alguns dos sentimentos positivos que tinha perante o livro. Acho que tão cedo não pegarei em Ken Follett.

 

 

13
Fev19

E o que andas a ver na Netflix?

       A semana fechada em casa deu para ver alguma coisa na televisão e bendita seja a Netflix que me fez companhia durante este tempo todo. Fui vendo algumas séries que já estavam em lista de espera e até acabei por continuar a acompanhar algumas que estavam a ser vistas a passo de caracol.

       The Good Place foi uma das séries que comecei a ver. Uma série de comédia, que não é muito a onda d'Ele, e que me permitiu ver durante os dias que estive fechada em casa entre o sofá e a cama. Com episódios pequenos, foi a série perfeita para esta fase de acorda-adormece, e até gostei da série. Ainda não a terminei de ver, está quase, mas a verdade é que chegou à terceira temporada e a minha motivação para a ver diminuiu. Sou aquele tipo de pessoa que quando vê uma série a tentar encontrar enredo onde já devia ter terminado, se irrita ligeiramente.

        Riverdale é uma série que estamos a acompanhar juntos, já na terceira temporada começamos a compreender que a série é mais uma novela sobre máfia, do que propriamente uma série. Admito que o cliché da série me começa a tirar a vontade de a terminar de ver, mas apesar de tudo ainda vai tendo episódios que realmente nos prendem ao ecrã e que nos fazem querer saber o fim do enredo. Sou só eu que me irrito com o Archie?

        Grace and Frankie foi uma série que comecei a ver sozinha há algum tempo, comédias não é realmente para Ele, mas que tenho apreciado ver ocasionalmente. Não é o tipo de série que dê vontade de fazer uma maratona, mas é divertida o suficiente para se ver naqueles dias em que não queremos usar o cérebro e que mais nada passa na televisão.

        Estas foram as séries que me acompanharam nos últimos dias, que me fizeram companhia nas longas tardes de sofá, mas sem dúvida que têm valido a pena. E que séries andam vocês a ver na Netflix?

11
Fev19

The True Cost

(Imagem retirada daqui)

         Já há muito que sabia da exploração que o mercado do vestuário cria por todo o mundo e até da escravidão. Sabia até que as nossas roupas são cada vez mais poluentes e cada vez menos 'saudáveis', mas uma coisa é termos uma noção superficial sobre esses factos e outra completamente diferente é vê-los no mundo. Durante a minha gripe, graças à companhia milagrosa da Netflix que cada vez mais vale o dinheiro que pago, consegui ver este documentário que me abriu ainda mais os olhos para o mundo.

        The True Cost é um documentário que nos faz ver a realidade do mercado de produção de vestuário de grandes marcas mundiais, desde Zara a Primark e até marcas mais dispendiosas. É um documentário sobre como essas roupas são confeccionadas e por quem e com que custos. A maioria das roupas que vemos nessas lojas são produzidas no Bangladesh, mas são confeccionadas em condições desumanas, com ordenados irrisórios e por pessoas que não encontram outras alternativas para sobreviverem. E nós? Nós compramos essa roupa a 5€ e achamos um fenómeno, não vemos e nem pensamos é nos rostos das pessoas que nos coseram essa roupa. E esses? Esses são rostos infelizes, esgotados da vida e a quem não dão as mínimas condições de trabalho.

       Desde que me dediquei ao minimalismo e ao zero desperdício (que ainda estou longe de alcançar os objectivos deste último) que a minha forma de ver a roupa mudou drasticamente. O meu armário é limitado, não é um tradicional armário cápsula e nem tem só tons neutros, mas tem funcionado para mim e para as minhas necessidades. Neste meu armário só entra roupa nova quando é para substituir alguma peça de roupa ou algo que ainda não esteja bem abastecido às minhas necessidades, tirando isso não entra roupa nova neste armário. Algo que mudou nos últimos dois anos na minha forma de comprar roupa? A qualidade, evito comprar roupa descartável que me durará menos de um ano, como tenho comprado menos roupa tenho estado disposta a pagar mais por essa roupa, o que eleva a qualidade e diminui o meu desperdício, pois umas calças em vez de durarem um ano, duram-me três ou quatro. E nisto tenho sido transversal, as blusas, as camisas, as calças e até os soutiens têm sido comprados com uma maior consciencialização de qualidade-durabilidade. Claro que o lado financeiro pesa e só perdi a cabeça com a carteira da Bimba Y Lola, mas como a quantidade que compro é maior, ao fazer contas, os gastos em roupa têm compensado pela durabilidade que têm tido. Também comecei há uns tempos a ver a composição da roupa, mas nesse aspecto ainda não consegui melhorar, muitas vezes o preço não me traz as sensação de durabilidade e acabo por não comprar nada mais ecológico. O que ainda não me tinha preocupado? O local de confecção das roupas. No entanto, depois de ver as reais condições dos trabalhadores têxteis de onde vem a maioria da nossa roupa há algo mais que me irá preocupar, o local de confecção. Não posso compactuar com um mundo tão cruel onde as grandes marcas de roupa têm cada vez mais margem de lucro e que não o usam para com os seus trabalhadores. Eu torno-me também numa criminosa ao comprar roupas feitas por crianças e com condições desumanas. Todos nós, acabamos por ser culpados por toda esta desgraça que a fast-fashion tem criado nos últimos anos e isso não tira a culpabilidade de cima dos nossos ombros.

       A partir daquele documentário, não prometo não comprar, mas prometo estar mais consciente para esta realidade que é o mundo da confecção das nossas roupas e evitar ao máximo comprar roupas confeccionadas em países que não protegem o ser humano. Preciso de estar atenta ao preço da roupa, mas também ao às vidas que na produção dela estiveram implicadas. E vocês tinham noção desta realidade tão cruel?

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