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justsmile

04
Abr18

Alguém me explica? #3

Como é que o Channing Tatum e a Jenna Dewan se separaram?

 

        Vocês até sabem que não sou uma pessoa dada ao mundo cor-de-rosa dos famosos. Vocês até sabem que não ligo muito a este tipo de notícias, mas há sempre uma primeira vez para ficar surpreendida. Alguém me consegue explicar como é que o Channing Tatum e a Jenna Dewan se separaram? É que realmente, ao vê-los juntos na televisão e nas passereles parecem uma espécie de casal perfeito, quase como quando ele fez aquele filme do The Vow com a Rachel McAdams. Eles pareciam um casal tão fofinho, tão perfeito um para o outro (como poucos casais de Hollywood acabam por parecer) que esta notícia apanhou-me totalmente desprevenida, a mim, que tão pouco ligo a estas coisas! Acabamos por ver as suas vidas de uma forma tão cor-de-rosa que nos esquecemos que são pessoas na vida real e que também acabam por ter discordâncias, mas a verdade é que realmente me pareciam ser o casal perfeito! Alguém me explica como é possível?

 

19
Jan18

A Sociedade do Puritanismo

(Imagem retirada daqui)

 

       Já aqui partilhei algumas vezes que cada vez menos vejo televisão e notícias. Pouca coisa me têm trazido de bom e de desconforto costumam trazer imenso, no entanto, é impossível ficar longe das notícias visto viver em sociedade. Se não é um colega a contar a notícia é porque me deparei com ela em algum site ou simplesmente foi um comentário num almoço familiar. Vivendo em sociedade é impossível ficarmos completamente afastados das notícias que são mais comentadas no dia-a-dia. Quando uma notícia ou comentário de tal se sucede dias e dias seguidos, a curiosidade acaba por vencer e lá vou investigar o que realmente se passa e é quando mais me sinto desconfortável da sociedade a que pertenço. São notícias como esta sobre assédio sexual, esta sobre as janeiras de uma escola e esta sobre a Supernanny que me questiono sobre a sociedade me que vivo. No fundo cada vez mais acredito que estou rodeada de um puritanismo hipócrita que não passa de palavras indignadas e em que nada ajudam as verdadeiras causas e os verdadeiros problemas.

       O assédio sexual no meio televisivo e cinematográfico, descrimina de tal forma as verdadeiras vitimas de assédio sexual que se torna vergonhoso. Quantos não são os casos de actrizes que aceitaram fazer coisas pouco éticas para conseguirem um papel? De certeza que a palavra 'não' não pertencia aos seus vocabulários ou simplesmente preferiram o papel principal e agora, depois do sucesso alcançado, vitimizam-se. É de tal forma ridícula a situação que as verdadeiras vitimas de assédio sexual, aquelas que têm de aguentar continuadamente insinuações, aquelas que têm de fazer coisas impensáveis para sobreviver, acabam por serem esquecidas e simplesmente parecem vítimas de segunda categoria, quando na verdade elas são as verdadeiras vítimas. Defendo muito as mulheres, sou um tanto ou quanto feminista, mas também acredito que somos nós que muitas vezes nos colocamos em situações perigosas e fazer favores a realizadores e produtores para conseguir um papel é simplesmente uma questão de princípios para atingir um objectivo, não só de assédio, mas de valores próprios. (Ok, venham daí as chibatas!).

       Pais que ficam indignados pelos filhos cantarem as janeiras e as boas novas ao presidente de uma câmara ainda torna tudo mais ridículo. Mas os pais sabem sequer o conceito das músicas das janeiras? É normal dar o bom ano a seja quem for, por muito que não se goste, faz parte da tradição da música. Com tamanha indignação as crianças nem deveriam poder cantar 'atirei o pau ao gato' por ser crueldade contra os animais! Ok, isto está realmente a tornar-se ridículo. Não existem coisas mais importantes com que nos preocuparmos? Será que há realmente a necessidade de nos incomodarmos com cada pormenor do dia-a-dia? Ou simplesmente são pessoas que não sabem viver na pacatez e tranquilidade da vida. São coisas que não consigo compreender, esta onda de indignação por algo tão simples, tão normal e banal como uma música de janeiras.

       Já para não falar que quase que aposto que os pais do ponto anterior são os pais que pedem ajuda à Supernanny para educarem os filhos. Crianças que não sabem ouvir um 'não', crianças que não têm noção do limite e, pura e simplesmente, não têm educação. Eu ao contrário de 90% da população não vejo drama nenhum no programa (venham lá mais umas quantas chibatas!), quantos são os pais que não se deparam com o mesmo problema? Quantas não são as crianças que vemos nos shoppings e em lugares públicos e que com tenra idade são pequenos tiranos? Eu admiro a coragem daquela mãe em pedir ajuda, conheço muitos casos (profissionais e não profissionais) de pais que não têm coragem para pedir ajuda, por vergonha, por incapacidade, por falta de admitir que algo está errado, o que não aconteceu com esta mãe. A criança? A criança irá crescer e este episódio será esquecido, talvez até ajude no seu comportamento (ou não, não faço ideia, não sou psicóloga), no entanto, da mesma forma que este programa passa lá fora sem ser tão criticado, eu própria não vejo problema. O único senão? Não consegui ver o programa todo por não aguentar tamanha falta de educação, apenas porque não tenho paciência para isso. Não tenho mesmo, nem com os meus miúdos aguento falta de educação, quanto mais na televisão! As crianças precisam de aprender o 'não' para mais tarde não se tornarem adultos assustadores que perdem o controlo da vida ao primeiro 'não'.

       Estamos num país de puro puritanismo. Um país em que não é possível admitir-se os erros sem sermos criticados em praça pública, sem ouvir-se aquilo que se deve e não se deve ouvir. Estamos num país que cada vez mais perdemos a liberdade para termos uma opinião diferente dos outros. Num país em que cada pormenor, que parece insignificante, é transformado numa tempestade. Num país de perfeição, de puritanismo em que quem critica não tem telhados de vidro e que adora apontar os erros aos outros. Não consigo reconhecer este país, não consigo reconhecer e muito menos identificar-me com esta sociedade, de exageros, de tão pouco equilíbrio entre o racionalismo e a verbalidade. Não consigo perceber como chegamos a este ponto, se o problema foram as redes sociais que fomentaram este puritanismo e esta onda de criticar a torto e a direito, ou se simplesmente era o caminho natural do nosso crescimento enquanto sociedade. É uma sociedade de extremos e tão pouco de equilíbrio. Tenho medo, tenho muito medo do futuro da nossa sociedade.

 

P.S.: Texto simples e puramente opinativo!

22
Nov17

Seca, parece um mito mas é realidade

(Imagem retirada daqui)

 

      Ultimamente têm surgido muitas notícias sobre a época de seca extrema que se vive em Portugal, mas ainda parece uma realidade muito distante para quem vê e não o sente na pele. "Oh há sempre de haver água!", "Havemos sempre de arranjar uma solução", "É só mais um passeio que precisamos de limpar, não vai ser por isso que vamos ficar sem água!". A verdade é que só percebemos o valor das coisas quando as perdemos e eu estive mais de um mês sem água e neste momento a água é racionada para não corrermos o risco de ficar novamente sem ela. 

      Vivo a apenas 18km da cidade do Porto, mas o meu município não acha uma prioridade termos água da companhia, sendo assim desde sempre que só tem água quem tem poço. O poço da minha casa, feito ainda no tempo do meu avô, distribui para a casa da minha avó, a minha, a da minha tia e a da minha prima, no total distribui água para oito pessoas e duas crianças. No mês de Setembro ficamos mesmo sem água, nenhuma, zero. Eu que sempre me considerei ecológica e poupada, apercebi-me que afinal ainda tinha muito por onde mudar os meus hábitos. Na altura a solução foi usar uma piscina de divertimento como reservatório e ir buscar água em depósitos a outro lado e assim o fizemos. No entanto, apercebemo-nos que foi a altura obrigatória de aprendermos a racionar a água para diminuirmos as nossas viagens e fazer a água do reservatório durar o máximo de tempo possível. Admito que não foi fácil aprender a ir tomar banho sempre com um balde para aproveitar a água fria do chuveiro. Não foi fácil usar sempre uma bacia para lavar a fruta. Nem foi fácil ficar sem roupa para vestir porque estava à espera de puder ir para uma máquina de lavar cheia. Ainda mais complicado foi para os meus pais que deixaram de plantar os legumes da época para não desperdiçarem água a regá-los. Os carros já não vêem água há meses e o chão da entrada está cheio de pó. É uma realidade que para mim dura há três meses.

      É triste, mas é a verdade da realidade humana, só valorizamos as coisas quando nos faltam e eu não sou excepção, mas esta falta, esta necessidade de poupar água levou-me a ter mais consciência dos meus erros, dos meus desperdícios. Este ano tem sido um ano de excepção, não chove. Por muito que adore o sol, peço neste momento chuva, eu que até não gosto muito dela, mas agora compreendo a sua necessidade, a necessidade que eu e tantos outros temos de chuva. Acredito que a excepção deste ano, mais tarde ou mais cedo, vire regra e isso sim, é assustador. Mais assustador ainda são as pessoas que não têm consciência disso, as pessoas que continuam a desperdiçar litros e litros de água a lavar passeios e estradas. As pessoas que continuam a tomar os longos duches (e como sinto a falta deles) e aqueles que continuam a lavar a louça sem qualquer poupar tipo de água. Pior ainda são aqueles que pensam "a mim nunca me vai faltar a água".

       A água é um bem essencial à sobrevivência humana e isso sim, precisamos de conseguir encaixar na nossa cabeça!

 

 

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