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justsmile

07
Fev20

As séries dos últimos tempos #2

         Em Janeiro paguei a anuidade da Netflix com os amigos com quem partilho a conta e relembrei-me que já nem sei viver sem a Netflix. Estou tão apegada a este tipo de streaming que já nem vejo, praticamente, televisão. É verdade que há dias em que o tempo me impede sequer de ver televisão, mas a Netflix tem sido uma das nossas preferências lá em casa e admito que acabou por, de um modo bastante preguiçoso e vegetativo, de melhorar os nossos serões em casa. E o que ando a ver neste momento?

          Começamos a ver Designated Survivor há relativamente pouco tempo, mas foi uma série que facilmente nos prendeu. Tornou-se na nossa série, daquelas que vemos num sábado há noite sentados no sofá (até porque não temos muitas mais alternativas) e que Ele adora. Não tem episódios demasiado longos e, para já, tem sempre algo a acontecer de novo.

           Vimos o primeiro episódio juntos, e depois continuei a acompanhar a série sozinha. Ele adormeceu durante o primeiro episódio, mas admito que gostei e ando ansiosa por continuar a vê-la. Las Chicas Del Cable, não só demonstra o glamour do imaginário, como a luta por se ser uma mulher independente.

          Sabem aquelas séries que não precisam de prestar muita atenção para se rirem um bocado? Workin'moms é uma dessas séries. Costumo colocá-la na televisão enquanto cozinho e vou deitando um olho à televisão. Não é uma série de génios, mas consigo considerá-la uma série levezinha e fácil de ver.

               E que andam vocês a ver por esses lados?

 

20
Jan20

Marriage Story da Netflix

(Imagem retirada daqui)

         Numa daquelas sextas-feiras em que o homem foi para o seu encontro semanal com os amigos e, depois de um jantar cancelado com uma amiga, atirei-me para o sofá a comer uma sandes de bifanas em frente à televisão e coloquei Marriage Story a dar na Netflix. Admito que poucos são os filmes que são nomeados para os Óscares que me conseguem chamar à atenção, aliás, são poucos os que vejo e que digo que gostei. Talvez esta até seja uma estreia na minha vida, em que posso dizer que gostei de um filme nomeado para os Óscares.

            Marriage Story não parece um filme ficcional, mas sim um filme sobre um casal real, daqueles que ouvimos mil e quinhentas histórias e que há sempre alguém que nos vem contar mais um pormenor da história. Este filme parece simplesmente um documentário sobre um casal real em que uma das partes se acaba por perder na outra, até ao dia em que desperta e que deseja a mudança, o fim de uma história. Quantos não são os casais em que observamos isso acontecer? Quantos não são os casais em que uma das partes se esquece de si, que vive para dar tudo ao outro e que de repente já não se lembra de quem era? Do que desejava? Eu, numa história do passado, passei por aí e foi isso que criou a minha ligação ao filme, mais do que o divórcio em si, foi a perda de alguém que me chamou à atenção neste filme. Na rotina do dia-a-dia, nas vontades dispares e na saga de tentar fazer o outro feliz acabamos por nos perder e foi exactamente isso que a personagem principal sentiu, podemos ou não estar de acordo com a forma como ela lidou com a situação ou com os motivos que a levaram a ditar o fim, mas reconhecemos facilmente aquela sensação de que ali não é o nosso lugar. Foi a simplicidade como isso foi transmitido que me prendeu ao filme.

         O divórcio, esse processo foi um outro momento de perda, não de uma pessoa, mas de duas, do casal e de cada uma das pessoas que o constituiu. É verdade que o ser humano acaba por ser incompreensível em processos de perda, de dor, cada um lida de forma diferente, mas parece que a racionalidade se perde pelo caminho e a vontade e a sede de vingança parece superior a qualquer outra coisa, nomeadamente ao bem estar de um filho. O ser mais indefeso e que menos culpa tem, acaba por ser utilizado como arma neste processo. Esta é uma história tão real como as que vemos todos os dias à nossa volta, adorei a simplicidade do filme em transmitir a nossa sociedade e o que se passa em tantas famílias, sem embelezamentos, simplesmente com a realidade. 

         Marriage Story foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.

19
Ago19

As séries dos últimos tempos

         Os meus pequenos prazeres têm sido de volta das séries. Tenho andado demasiado cansada para ponderar sequer fazer outra coisa qualquer e a melhor forma de desligar o cérebro quando não temos a mínima energia é realmente ver séries. Ao concentrar-me no que está na televisão acabo por esquecer aquilo que me rodeia, facilitando o descanso mental que é absolutamente necessário. Recentemente tive a oportunidade de ter durante 3 meses a HBO gratuita, assim a proveitei para ver aquelas séries que de outra forma não conseguiria ver, no entanto a Netflix contnua a ser o meu streaming de eleição.

        Killing Eve foi uma das mais estranhas séries que vi nos últimos tempos, esta é uma série sobre uma assassina profissional que se apaixona pela sua pré-vítima. Estranho, eu sei. É uma série com apenas duas temporadas que termina de forma inesperada, no entanto consegue criar um bichinho dentro de nós que faz desejar por saber o final da série.

          Já Big Little Lies foi uma das maiores surpresas dos últimos tempos. Facilmente fiquei presa à vontade de terminar de ver a série e de saber o seu desfecho. O enredo, as personagens e a qualidade da série impressionou-me, vi as duas temporadas seguidinhas e fiquei fascinada. É sobre um mundo completamente à parte, mas que desperta a curiosidade do comum mortal.

        Por outro lado, Chernobyl foi das séries mais pesadas que assisti, ao lado de The Act, pela simples razão de sabermos que tais acontecimentos fazem parte da realidade e da história mundial. É impressionante a forma como a Rússia lidou com toda a situação (de um modo bastante negativo). É assustadora a forma como as pessoas foram e ainda são enganadas quanto à radioactividade da explosão e como se tentou descobrir todos os acontecimentos que se lhe seguiram. É uma excelente série, de óptima qualidade, mas admito que é necessário ter algum estômago para a ver até ao fim.

         Esta foi uma das séries mais queridas que vi nos últimos tempos, onde a diferença é aceite como igual e onde não existem limites para as pessoas que queremos ser. Vi Tales of the City, também conhecida como Histórias de S. Francisco, nas suas várias edições 1993, 1998, 2001 e 2019. São minisséries que acompanham a evolução desde as primeiras personagens de 1993 até aos dias de hoje e foi essa evolução, essa transformação que mais me atraiu. É uma série que faz bem à alma, que nos abre horizontes e que nos faz aceitar a diferença em cada um de nós.

         Esta foi a última série que terminei de ver, simples e linda, tal como o seu nome Coisa mais Linda. É uma série levezinha, daquelas que não exige a utilização de cérebro e que serve perfeitamente para relaxar e apreciar algumas paisagens do Rio de Janeiro. Uma série que luta pela independência feminina e que dá um gostinho a telenovela. Simples, mas linda

         E é essencialmente isto que tenho feito nos últimos meses, ler tem sido coisa pouca, sair também até porque o ano de 2019 continua a colocar-nos pedras no caminho, mas a televisão tem sido um bom escape e uma forma de passarmos mais tempo juntos. E agora, que séries aconselham (dispensamos ficção científica!)

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