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justsmile

07
Set15

O famoso Passadiço do Paiva

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(Imagens de Just Smile d'Ele)

 

Ontem foi dia de uma grande caminhada, uma caminhada daquelas que cansam. Desde a sua abertura que dizia para comigo que não ia deixar passar o verão sem percorrer as traves de madeira do Passadiço do Paiva e conversa com este e com aquele, acabou-se por combinar com um grupo de amigos de infância a dita caminhada. E tenho a dizer, vale mais do que a pena. Após alguns percalços de GPS, após alguns percalços dos condutores chegamos ao início do percurso que toda a gente dizia ser o pior, Espiunca, o que mais tarde vim a perceber porquê. As paisagens eram fantásticas, os caminhos bastante acessíveis e o som da água a correr nas pedras simplesmente mágico. A escadiria a subir, a constante inclinação ascendente e os 8km explicaram o porquê deste percurso ser o mais difícil.

Foi um percurso de cortar a respiração, não só pela paisagem, mas no sentido literal da palavra. O sentido Espiunca-Areinho é simplesmente custoso. Fiz, sobrevivi e hoje não me dói rigorosamente nada, mas é bastante cansativo. Mas consegui fazer uma lista das coisas que me impressionaram, coisas essas que me fizeram pensar se aquelas pessoas sabiam naquilo que se estavam a meter, nomeadamente:

- Pessoas a carregarem cães ao colo a subir e descer as escadas do passadiço (incluo lavradores);

- Pessoas com carrinhos de bebé;

- Pessoas com arcas frigoríficas.

 

E houve uma outra lista, de coisas que me irritaram:

- Imensa gente;

- Pessoas a pararem metro sim, metro sim para tirar 1500 fotografias e 3000 selfies;

- Pessoas que não se arrumavam quando as queríamos ultrapassar.

 

Mas ainda há uma lista de como farei as coisas numa próxima vez:

- Ir apenas com uma mochila com água, bolachas e frutas (caímos no erro de ir com mochilão com farnel...);

- Ir num dia da semana (para ver se apanho menos gente);

- Ir com mais calma, para saborear melhor a paisagem;

- Fazer ida e volta, desta vez foi só ida, mas para a próxima fica a promessa dos 16 km.

 

Foi uma passeio magnífico, que deixou o bichinho para voltar a repetir e um passeio que aconselho a todos os corajosos. As paisagens do rio Paiva têm tudo para cortar a respiração a qualquer um.

 

P.S.: No momento em que ia postar este texto vi esta notícia que tanto me entristeceu.

 

 

13
Jul15

Passeio à Citânia de Sanfins

IMG_0790.JPG

Ontem, percebendo que o vento nas praias do norte era gelado, eu e Ele decidimos ir à Citânia de Sanfins. Um local bem pertinho de nós e que já não visitava há vários anos. Lembro-me de quando lá fui pela primeira vez de que tinha gostado imenso. Tentava imaginar pessoas lá a viverem onze séculos antes de Cristo e devido à exposição das pedras e às placas que davam indicações era fácil de criar imagens na nossa mente. Ontem deparei-me com um cenário totalmente desconhecido.

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A Citânia de Sanfins foi considerada património nacional já há muitos anos e ontem encontrei-a irreconhecível. As ervas daninhas eram mais altas que a maioria dos muros que permitiam dar uma ideia de aldeia e o mato era tanto que havia locais de difícil acesso. Os caminhos que outrora rodeavam as muralhas e que mostravam os arruamentos principais estavam ocupadíssimos por gafanhotos e silvas. E as placas? As poucas que ainda resistiram apenas tinham uma numeração e nada mais. Nem uma indicação do que representavam as estruturas e muito menos qualquer referência história, nem na entrada havia uma indicação do que era a Citânia. Ele que nunca lá tinha ido disse que pouco tinha tido a percepção do que aquilo era e eu que já tinha lá visitado apanhei uma das minhas maiores desilusões. E a minha pergunta é: como é que é possível um património nacional estar completamente ao abandono e degradado? Como é possível esquecermo-nos da história e deixar que ela seja escondida por ervas daninhas? E o pior, como deixamos perder o investimento que já lá tinha sido feito? A manutenção nem é muito exigente, nem me parece muito custosa comparada com carros de alta gama do nosso Estado.

Apesar da tristeza com que fiquei ao ver o estado em que a Citânia se encontrava valeu pela paisagem, pelo ar puro e pelo ventinho fresquinho numa tarde quente de verão.

 

P.S.: Imagens de Just Smile. A hiperligação direciona para o Museu Arqueológio da Citânia de Sanfins.

15
Abr15

Enquanto uns vêem futebol...

(Imagem retirada da Internet)

 

Estou eu aqui sentada com a página das leituras do blog aberta e com a televisão em silêncio. Quando dou por mim a ouvir a passarada, a aproveitar o momento escasso sem chuva, para cantar uns com os outros, em cima do limoeiro e da ramada. Levantei-me e tentei ver algum deles lá fora, mas já começa a ficar escuro e nada consigo observar. Basta-me sentar e ouvir os variados chilreares que entram pela minha porta entre-aberta. Para se juntar à festa, as andorinhas, aquelas que fazem todos os anos ninho numa das paredes da minha casa, não param de fazer barulho. Será barulho ou apenas melodia? Não sei, mas gosto das canções que se misturam entre eles, acho que até galinhas consigo ouvir!

E enquanto uns vêem futebol eu aprecio os sons da natureza.

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