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justsmile

22
Mai20

Férias por um canudo

(Imagem retirada daqui)

         Nos dois últimos anos temos conseguido planear um bom tipo de férias, em locais com água quente e de papo para o ar. O tipo de férias que Ele adora, comer, beber, dormir e apanhar sol. Temos ido para fora da Europa, México e Marrocos, para aproveitar as águas quentes e os pequenos paraísos da terra. Este ano, tinha conseguido convencê-lo a passarmos férias pela Europa num dos países que mais gostava de conhecer, Itália. Ele já se tinha mentalizado que não iam ser umas férias de papo para o ar, mas eu andava desejosa por fazer uma viagem em que o maior prazer seria conhecer uma nova cultura e aumentar os meus conhecimentos sobre um país tão rico. Andei imenso tempo a investigar qual a melhor maneira e forma de conhecer Itália e, claro está, a mais económica. Queria mesmo, pela primeira vez, fazer uma verdadeira roadtrip e conhecer um dos países que mais me chama à atenção. Sabia que ia ser cansativo, Ele também, mas iríamos ter tempo para descansar quando chegássemos das férias. Compramos a viagem de ida para Roma em Setembro e em Fevereiro a de vinda de Milão, sempre para aproveitar os preços mais baratos. Tinha já tudo imaginado na minha cabeça e planeado no mapa. Os hotéis já estavam marcados em Roma, Toscana, Florença, Veneza e em Verona, íamos fazer uma roadtrip de uma semana por Itália, e até já tínhamos conseguido acertar o orçamento para tal viagem. Ia realizar um dos meus sonhos este verão durante as férias de Julho, até que... Chegou o Covid-19.

         Com a chegada do Covid-19 as férias foram por água a baixo, aqueles planos que estavam tão bem definidos na minha cabeça desapareceram e o cancelamento dos hotéis começou. Admito que quando tudo começou ainda pensei "Oh, em Julho já vai estar tudo bem!", mas há medida que o tempo foi passando comecei a perceber que tal coisa não iria acontecer com tanta facilidade. Comecei a desmotivar e compreendi que a coisa mais acertada a fazer era realmente começar a cancelar as férias deste ano e a tirar da minha cabeça os planos que já estavam feitos. Eu, que anseio todo o ano pelas férias e por novas aventuras, senti-me desiludida, quase ultrajada por toda esta situação do Covid-19, mas compreendi a necessidade de tudo ser cancelado. Ciao bella Itália!

         "Oh, mas podes ir de férias cá dentro", pois, mas admito que sou uma mariquinhas (assim como o maridinho) e ainda não estamos com coragem de fazer seja o que for e onde for. Eu sei que haverá segurança, eu sei que precisamos de voltar a dinamizar a economia, mas a verdade é que tenho de ir dando passinhos de bebé e não me imagino a entrar na mesma piscina que tanta gente, mesmo sabendo que é seguro ou até a ir à praia com tanta facilidade como iria noutra altura qualquer.

           Por isso lá se foram as férias de 2020... Serei a única a pensar assim?

 

28
Ago19

Mudar a alimentação não é fácil!

(Imagem retirada daqui)

         Ao longo dos anos fui considerando que tinha uma alimentação saudável, no último ano tenho a verdadeira percepção de que melhorei a minha alimentação, criando a percepção de uma falsa ideia quanto à minha antiga alimentação. Introduzi mais legumes do que aquilo que estava habituada na casa da minha mãe, com excepção do verão, comemos várias vezes sopa, aumentei o número de peças de fruta que como por dia e habituei-me a beber mais de 1,5l de água por dia. Tenho a perfeita noção de que os meus lanches são mais saudáveis, que a minha cozinha é um local com bastante variedade de legumes e frutas e até que os meus snacks hoje em dia não são só bolachas. Contudo, com estas questões da ecologia tenho-me apercebido que um dos grandes problemas é realmente o consumo de carne. Eu já tento evitar pensar no conteúdo químico que as carnes que ingiro contêm, mas para acrescentar a esta grande problemática veio o impacto que a produção de carne tem no meio ambiente. Admito que é bastante assustador aperceber-me dessa situação de algo que consumo, não diariamente, mas quase. Cada passo que dou, parece que me defronto com novas necessidades de mudança para com o nosso planeta.

          Sinceramente, não me imagino a viver sem carne, mas principalmente sem peixe. Cá em casa privilegiamos as carnes brancas, além de serem uma questão de preferência são também uma escolha devido a terem o menor de malefícios possíveis, mesmo sabendo que nunca serão 100% saudáveis. Sem peixe então, definitivamente não viveria, mas a verdade é que quero tentar implementar um dia de comida vegetariana por semana na nossa casa. Não é fácil para quem desconhece esse mundo e acha sempre que irá sentir falta da carne ou do peixe, contudo tenho tentado fazer esse esforço, já não é apenas por uma questão de ser mais ou menos saudável, mas para tentar diminuir a pegada ecológica da nossa família. Tenho-me tornado cada vez mais consciente da necessidade de mudar hábitos em prol do ambiente, mas nem sempre é fácil. Há tempos queria fazer bolachas, sumos e todo o tipo de afins a partir da Yammi 2 para diminuir o consumo de produtos artificiais, mas esqueci-me de que o tempo é um requisito necessário para essas tarefas e fui compreendo da impossibilidade de tal coisa acontecer. Hoje opto por ler mais rótulos e optar por coisas mais naturais, as bolachas (tirando as d'Ele) diminuíram drasticamente e tenho-as substituído por frutos secos ou por um iogurte a meio da manhã. Água tem sido uma preferência, exceptuando em festas, e no último mês tenho conseguido fazer pelo menos uma refeição vegetariana por semana, não que Ele aprecie muito, mas pelo menos os hambúrgueres de feijão preto valeram a pena. 

          Admito que mudar a alimentação tem sido bastante difícil, principalmente na compra dos produtos, no entanto tenho feito o esforço para conseguir diminuir a minha pegada ecológica e ainda assim alimentar-me de forma económica e saudável. Vocês tinham noção desta realidade assustadora?

 

 

23
Ago19

Compensa mudar de emprego?

(Imagem retirada daqui)

         A mudança de emprego é sempre uma situação que nos traz um misto de sentimentos. Nunca sabemos para que abismo nos estamos a atirar, muitas vezes acabamos por trocar o certo pelo incerto e nem sabemos se realmente vamos gostar da nossa função no novo emprego ou até mesmo se vamos adaptarmo-nos a novas pessoas. A decisão de mudança é sempre difícil, somos seres humanos e gostamos de ter alguma consistência nas nossas rotinas e o desconhecido abre portas a receios. Há um ano atrás estava nessa tomada de decisão. Faltavam poucos meses para ficar efectiva na empresa, trabalhava a 2 minutos de casa e ainda lá ia almoçar todos os dias, é verdade que trabalhava como administrativa e que a empresa e a sua política me começava a mexer com os nervos. Estava desmotivada, mas sabia que o ordenado era certo e a estabilidade era algo que apreciava. Até ter surgido a oportunidade de voltar a trabalhar na minha área de formação. Nunca tinha desistido de tentar, esperava apenas a oportunidade certa, até que ela chegou.

        Quando chegou admito que os receios acabaram por surgir, o contrato era temporário, estava a 2h diárias de distância de casa (o que iria aumentar exponencialmente as despesas), iria acabar por receber menos do que o que estava a receber e os horários teriam de ser drasticamente alterados. Além de já não trabalhar na minha área de formação há dois anos e de todos os outros 'ses' que poderiam surgir pelo caminho, 'será que iria gostar da equipa? será que iria conseguir desempenhar a minha função?'. No entanto, há quase um ano atrás decidi optar por voltar a fazer aquilo que gostava e hoje não me arrependo minimamente da minha opção. É verdade que é muito cansativo conduzir duas horas por dia, principalmente ao final do dia e com imenso trânsito. É verdade que as despesas aumentaram e que a poupança não tem sido tão boa como a que esperava. É também verdade que é um trabalho bastante cansativo e 'andar com a casa às costas' acaba por ser penoso em alguns dias e em que nada é perfeito. Mas adoro o que faço e isso tem sido suficiente para me sentir bem, mesmo com todos os contras. Gosto realmente do trabalho que estou a fazer, adoro trabalhar nas escolas, adoro ser Terapeuta da Fala e voltar à minha área de formação, para este projecto, foi uma das minhas maiores conquistas. Neste momento sinto-me em casa, sinto-me confortável no meu trabalho, na minha equipa e sinto que alcancei o que há muito ansiava. Por vezes questionam-me se me arrependo da decisão que tomei, de trocar o certo pelo incerto e a minha resposta é sempre a mesma: nada. Não tenho em mim qualquer tipo de arrependimento de ter vindo parar a onde estou há quase um ano. Não me arrependo de ganhar menos, não me arrependo das horas de carro que faço e até o cansaço parece diferente, simplesmente porque faço o que gosto. Ele notou em mim uma transformação assim que mudei de emprego, o bom humor tinha regressado e a minha motivação era realmente diferente. E passado quase um ano as coisas boas mantêm-se. Claro que nada é perfeio, longe disso, também já existiram dias maus, mas a verdade é que fazer o que se gosta melhora tudo o resto.

       Por isso mudar de emprego compensa sempre, só assim vamos saber se encontramos o nosso lugar.

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