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justsmile

24
Nov20

Da desmotivação surgiu a mudança

(Imagem retirada daqui)

        Da desmotivação veio a mudança.

       Há quase um mês que não escrevo por estes lados, talvez o meu maior desaparecimento por estes lados durante os últimos 12 anos. A desmotivação assolou-me e a verdade é que a vida tem andado tão aborrecida que acabei por deixar de ter o que escrever. Não tenho uma paixão momentânea, não há um jorrar de ideias como gostaria e dediquei o meu tempo livre a séries leves, a programas de televisão e à bela arte de não fazer nadinha. Deixei-me levar pela desmotivação e até para escrever a motivação não chegou a surgir. Mas a verdade é que há uma semana muita coisa mudou.

        A desmotivação para o meu trabalho desapareceu e deu espaço à mudança. Na semana passada, no espaço de cinco dias, muita coisa mudou na minha vida e para quem me segue no Instagram percebeu essa mudança, mudei de emprego. Quando achava que já não haveria espaço para mim para trabalhar numa escola pública, a verdade é que a oportunidade me caiu aos pés. Não pensei duas vezes, no espaço de 24horas recebi a notícia, despedi-me e só depois me apercebi realmente do que se avizinhava. Foi tudo mais rápido do que gostaria, terminar de preparar documentos, sentir o entusiasmo de um novo emprego e uma nova oportunidade. Foi tudo tão corrido que não tive oportunidade de me despedir de todas as pessoas que desejava, não tive oportunidade de dizer cara a cara que me ia embora, e o covid-19 não me permitiu despedir devidamente das pessoas que entraram na minha vida há pouco mais de dois anos.

         A verdade é que sorri, saltei e fiquei incrédula quando descobri que tinha entrado numa escola, tal como sempre tinha desejado ao longo da minha carreira profissional, aquilo com que sempre havia sonhado. É claro que depois do pico de felicidade, veio o momento breve de insegurança, o momento constrangedor de me aperceber que tudo teria de começar do zero. A sensação de voltar a conhecer pessoas novas, o voltar a descobrir novas personalidades e voltar a ter de me adaptar a uma nova equipa. O trabalho, que é totalmente diferente do que havia feito até ao momento, fez-me questionar se serei capaz de atingir todos os objectivos e de ainda conseguir ter sucesso. A sensação de voltar a conhecer novas escolas, voltar a ganhar o meu espaço nelas (num lugar por onde nunca tinha passado um terapeuta da fala antes) e até voltar a criar todo um projecto do zero. Fiquei mais do que feliz com esta oportunidade em que só via vantagens, um salário maior, mais perto de casa e com uma carga horária menor e a fazer o que gosto, mas é claro que o desconhecido levanta sempre alguns receios, por mais pequenos que sejam (e, caramba, quanto mais cresço mais eles parecem surgir). No entanto, cá estou eu num novo emprego e feliz.

          Sinto-me verdadeiramente concretizada. Livrar-me de alguns problemas que me perseguiam no último emprego, nomeadamente a desmotivação devido à péssima gestão do projecto, mas vi-me também ficar sem pessoas que tanto acarinho. Durante os últimos dois anos e pouco trabalhei com uma equipa que jamais imaginaria encontrar, um local onde não havia competição, um local onde havia verdadeiro companheirismo e onde se criou uma das amizades mais bonitas que já vi. Doze pessoas uniram-se e trabalharam com o mesmo objectivo, apoiando-se e motivando-se, havendo sempre alguém a puxar por ti quando estavas mais em baixo, havendo sempre alguém que ajudava a descomprimir nos momentos de tensão. Ali vi aquilo que pensei nunca vir a ver, uma verdadeira equipa. Fiquei de coração apertado quando lhes tive de dizer que estava na hora de ir embora, mesmo tendo sido eles um dos motivos que me levou a candidatar às escolas. Deitei algumas lágrimas no silêncio, sozinha, mas sei que todas estas pessoas que conheci permanecerão na minha vida, talvez não seja da mesma forma, mas a amizade que ali se criou sei que ficará para sempre na minha história.

       A vida voltou a dar uma meia volta e estou novamente em fase de adaptação, de criar novas rotinas e de conseguir equilibrar tudo na minha vida. A inspiração? Parece ainda não ter surgido muito, parece ainda andar levemente adormecida, mas quem sabe depois da poeira assentar não volte a surgir!

20
Nov18

O amor real

(Imagem retirada daqui)

       Amor, aquele sentimento inexplicável que nos mexe com todos os sentidos. Aquele sentimento que nos deixa nauseados quando começa, que nos enche de borboletas na barriga com um simples toque, que nos faz ansiar, desejar e ter momentos de pura loucura. Aquele sentimento tão estranho que nos faz voar, ter aquela sensação de leveza como se tudo à nossa volta fosse perfeito, como se o mundo fosse apenas constituído por aquelas duas pessoas. Amor, aquela palavra tão difícil de ser pronunciada, que não se gosta de utilizar em vão, que tem de ser dita pela primeira vez num momento especial. Uma palavra que não pode ser dita aos quatro ventos, deitada ao ar como se apenas se trata-se de uma palavra banal. Amor. Tantas definições para o amor, a sensação de conforto, aconchego e segurança que nos preenche a alma nos dias difíceis, que nos faz sorrir como se o mundo fosse apenas nosso e nada mais importasse. Uma palavra e mil sentimentos que não podem ser entregues a qualquer um. Não pode ser entregue àquele que nos quer como sua posse, àquele que não nos trata bem, que não nos respeita.

       A palavra amor só pode ser entregue a quem faz parte de nós, a quem mexe com o nosso mundo, a quem nos trata como um igual. Esse sim, é o amor real. Amor não são só as palavras bonitas, os momentos de pura paixão e as prendas de arrependimento. Não é feito de desculpas, mas de coisas que fazem acontecer a felicidade. Não é amor quando nos sentimos presos, quando achamos que tudo o que é mau é feito por amor. Esse é o amor de ilusão, mas que não é sentido. É verdade que o amor real não é um mar de rosas, mas há respeito, há dedicação, não há traves, nem prisões. O amor real, por mais difícil que seja, é livre. Livre de opinião, livre de decisões. O amor real é feito de ti primeiro e depois o outro, porque amar-te é dar ao outro a possibilidade de te amar. O amor real é feito de momentos menos bons, mas em que o amor é uma constante e em que a dúvida nunca se levanta. O amor real é feito de ti, para ti e por ti e simplesmente partilhado. O amor real é mútuo, bilateral. O amor real dá trabalho, obriga a cedências, mas só ele é que perdura, só ele é que faz tudo valer a pena. O amor é a melhor coisa que o mundo tem, mas só o amor real, porque o de ilusão nada mais é do que um sonho que nunca pára de pairar no ar. E o que precisamos de ensinar? A diferença entre o conceito de amor que se aprende na televisão e o amor real, porque o segundo é muito mais valioso do que a ilusão do primeiro.

        Tudo isto porquê? Porque a violência no namoro é cada vez mais uma problemática, assustadora nos dias que correm e é necessário partilhar com o mundo, com os adolescentes e jovens que o amor real é o verdadeiro amor. Já conhecem a Associação Corações de Coroa?

25
Set18

E tu quem queres ser?

(Imagem retirada daqui)

 

       Quando era pequena imaginava-me uma mulher crescida, cheia de confiança e que transmitia a sensação de bem estar. A imagem de mulher adulta para mim era uma mulher sorridente, com uma carreira e, infantilmente, em cima de uns saltos altos, talvez um bocadinho a imagem de mulher executiva. Lembro-me bem de ser criança e olhar para algumas mulheres que transmitiam poder e dizer para mim própria "um dia quero ser assim", queria ter a sensação de que controlava tudo à minha volta e que toda eu era uma espécie de rocha poderosa. Pois bem, cresci, nem sempre com a auto-confiança que um dia imaginei e deixei os saltos altos algures pelo caminho, mas hoje sinto-me eu própria e com essa confiança que tanto desejava. Hoje, ao pensar no que um dia imaginava ser, vejo que me tornei em alguém ainda melhor do que algum dia poderia imaginar, que estou exactamente onde queria estar.

       Não sou uma pessoa de trato fácil, sei que por vezes corto as relações radicalmente quando algo me magoa. Sei que sou teimosa que chegue e que por vezes o meu lado feminista se alia ao exagero (nada de extremismos!). Não sou a pessoa mais carinhosa à face da terra e nem sequer sou a pessoa mais paciente. Não faço fretes com quem não gosto, a não ser que seja estritamente necessário, e nem sequer me dou ao trabalho de fingir ser aquilo que não sou. E apesar de todos estes 'ses' sei que o meu outro lado, o das coisas boas, equilibra tudo o resto. Posso não ser muito carinhosa, mas sou muito humana e humanitária. Posso ser teimosa, mas peço desculpa e dou o braço a torcer quando necessário. Odeio fazer fretes, mas porto-me educadamente quando necessário, mesmo que não goste da pessoa à minha frente. Sou trabalhadora, nunca deixo de lutar por aquilo que quero e nem sequer me atiro para o chão a fazer de vitima (apesar, naqueles dias mesmo muito maus, sinto que tenho de me vitimizar, mas é raríssimo!). Faço voluntariado, envolvo-me na minha comunidade e agora encontrei um emprego que ainda me faz envolver mais nestas questões sociais. Não paro, se por um lado é terrível ter sempre a agenda cheia, por outro é o que me faz sentir útil, sentir integrada. E amo, quando amo, amo de coração inteiro, de todo o meu ser.

        E o mais importante? Sinto que nunca desisti de mim, de melhorar, de aprender, de mudar. Olho para os últimos anos e vejo que a reflexão me levou a uma maior aprendizagem sobre mim mesma, encontro aquilo que quero mudar e tento, insisto, até alcançar a mudança. Não é fácil identificarmos os nossos próprios erros e defeitos, não é fácil perceber por onde pode começar a mudança, mas é possível. É possível mudar, crescer e sinto que nos últimos anos é isso mesmo que tenho feito. Leio pessoas que me inspiram à mudança, leio vidas que me intrigam que me fazem desejar pela mudança, pelo crescimento pessoal e tudo isso me leva a uma vontade ainda maior de crescer, de me transformar em alguém ainda melhor. Acredito que este processo é infinito, que nunca paramos de nos transformar, mas sinto-me cada vez mais perto da pessoa que sempre quis ser. Ainda há muito trabalho pela frente, ainda há mudanças a fazer, mas sinto que a cada dia que passa tenho mais orgulho na pessoa que me estou a tornar.

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