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justsmile

20
Nov18

O amor real

(Imagem retirada daqui)

       Amor, aquele sentimento inexplicável que nos mexe com todos os sentidos. Aquele sentimento que nos deixa nauseados quando começa, que nos enche de borboletas na barriga com um simples toque, que nos faz ansiar, desejar e ter momentos de pura loucura. Aquele sentimento tão estranho que nos faz voar, ter aquela sensação de leveza como se tudo à nossa volta fosse perfeito, como se o mundo fosse apenas constituído por aquelas duas pessoas. Amor, aquela palavra tão difícil de ser pronunciada, que não se gosta de utilizar em vão, que tem de ser dita pela primeira vez num momento especial. Uma palavra que não pode ser dita aos quatro ventos, deitada ao ar como se apenas se trata-se de uma palavra banal. Amor. Tantas definições para o amor, a sensação de conforto, aconchego e segurança que nos preenche a alma nos dias difíceis, que nos faz sorrir como se o mundo fosse apenas nosso e nada mais importasse. Uma palavra e mil sentimentos que não podem ser entregues a qualquer um. Não pode ser entregue àquele que nos quer como sua posse, àquele que não nos trata bem, que não nos respeita.

       A palavra amor só pode ser entregue a quem faz parte de nós, a quem mexe com o nosso mundo, a quem nos trata como um igual. Esse sim, é o amor real. Amor não são só as palavras bonitas, os momentos de pura paixão e as prendas de arrependimento. Não é feito de desculpas, mas de coisas que fazem acontecer a felicidade. Não é amor quando nos sentimos presos, quando achamos que tudo o que é mau é feito por amor. Esse é o amor de ilusão, mas que não é sentido. É verdade que o amor real não é um mar de rosas, mas há respeito, há dedicação, não há traves, nem prisões. O amor real, por mais difícil que seja, é livre. Livre de opinião, livre de decisões. O amor real é feito de ti primeiro e depois o outro, porque amar-te é dar ao outro a possibilidade de te amar. O amor real é feito de momentos menos bons, mas em que o amor é uma constante e em que a dúvida nunca se levanta. O amor real é feito de ti, para ti e por ti e simplesmente partilhado. O amor real é mútuo, bilateral. O amor real dá trabalho, obriga a cedências, mas só ele é que perdura, só ele é que faz tudo valer a pena. O amor é a melhor coisa que o mundo tem, mas só o amor real, porque o de ilusão nada mais é do que um sonho que nunca pára de pairar no ar. E o que precisamos de ensinar? A diferença entre o conceito de amor que se aprende na televisão e o amor real, porque o segundo é muito mais valioso do que a ilusão do primeiro.

        Tudo isto porquê? Porque a violência no namoro é cada vez mais uma problemática, assustadora nos dias que correm e é necessário partilhar com o mundo, com os adolescentes e jovens que o amor real é o verdadeiro amor. Já conhecem a Associação Corações de Coroa?

25
Set18

E tu quem queres ser?

(Imagem retirada daqui)

 

       Quando era pequena imaginava-me uma mulher crescida, cheia de confiança e que transmitia a sensação de bem estar. A imagem de mulher adulta para mim era uma mulher sorridente, com uma carreira e, infantilmente, em cima de uns saltos altos, talvez um bocadinho a imagem de mulher executiva. Lembro-me bem de ser criança e olhar para algumas mulheres que transmitiam poder e dizer para mim própria "um dia quero ser assim", queria ter a sensação de que controlava tudo à minha volta e que toda eu era uma espécie de rocha poderosa. Pois bem, cresci, nem sempre com a auto-confiança que um dia imaginei e deixei os saltos altos algures pelo caminho, mas hoje sinto-me eu própria e com essa confiança que tanto desejava. Hoje, ao pensar no que um dia imaginava ser, vejo que me tornei em alguém ainda melhor do que algum dia poderia imaginar, que estou exactamente onde queria estar.

       Não sou uma pessoa de trato fácil, sei que por vezes corto as relações radicalmente quando algo me magoa. Sei que sou teimosa que chegue e que por vezes o meu lado feminista se alia ao exagero (nada de extremismos!). Não sou a pessoa mais carinhosa à face da terra e nem sequer sou a pessoa mais paciente. Não faço fretes com quem não gosto, a não ser que seja estritamente necessário, e nem sequer me dou ao trabalho de fingir ser aquilo que não sou. E apesar de todos estes 'ses' sei que o meu outro lado, o das coisas boas, equilibra tudo o resto. Posso não ser muito carinhosa, mas sou muito humana e humanitária. Posso ser teimosa, mas peço desculpa e dou o braço a torcer quando necessário. Odeio fazer fretes, mas porto-me educadamente quando necessário, mesmo que não goste da pessoa à minha frente. Sou trabalhadora, nunca deixo de lutar por aquilo que quero e nem sequer me atiro para o chão a fazer de vitima (apesar, naqueles dias mesmo muito maus, sinto que tenho de me vitimizar, mas é raríssimo!). Faço voluntariado, envolvo-me na minha comunidade e agora encontrei um emprego que ainda me faz envolver mais nestas questões sociais. Não paro, se por um lado é terrível ter sempre a agenda cheia, por outro é o que me faz sentir útil, sentir integrada. E amo, quando amo, amo de coração inteiro, de todo o meu ser.

        E o mais importante? Sinto que nunca desisti de mim, de melhorar, de aprender, de mudar. Olho para os últimos anos e vejo que a reflexão me levou a uma maior aprendizagem sobre mim mesma, encontro aquilo que quero mudar e tento, insisto, até alcançar a mudança. Não é fácil identificarmos os nossos próprios erros e defeitos, não é fácil perceber por onde pode começar a mudança, mas é possível. É possível mudar, crescer e sinto que nos últimos anos é isso mesmo que tenho feito. Leio pessoas que me inspiram à mudança, leio vidas que me intrigam que me fazem desejar pela mudança, pelo crescimento pessoal e tudo isso me leva a uma vontade ainda maior de crescer, de me transformar em alguém ainda melhor. Acredito que este processo é infinito, que nunca paramos de nos transformar, mas sinto-me cada vez mais perto da pessoa que sempre quis ser. Ainda há muito trabalho pela frente, ainda há mudanças a fazer, mas sinto que a cada dia que passa tenho mais orgulho na pessoa que me estou a tornar.

17
Mai18

Dicas Para Quem Vai Deixar o Ninho

 

(Imagem retirada daqui)

 

     Há alguns anos que sonhava com o momento de sair de casa dos meus pais. De três filhos fui a única que nunca saí de casa para estudar, fui a única que sempre permaneci na mesma casa e nem para trabalhar saí da minha zona de conforto. Não por querer, não por ser demasiado agarrada às minhas raízes (se calhar este argumento até teve um bocadinho de peso), mas também porque nunca me surgiu nenhuma oportunidade que me fizesse pegar nas malas e ir. No entanto, pouco tempo depois de começarmos a namorar começamos a pensar no nosso futuro juntos e era algo que falávamos muito. A sorte nunca nos ajudou muito, afinal sair de casa dos pais obriga a ter pelo menos um emprego, coisa que durante os primeiros anos de namoro eu e Ele nunca tivemos ao mesmo tempo. Ora estava eu empregada, ora estava Ele desempregado e vice-versa. Foi apenas há quase dois anos, que pela primeira vez, ficamos empregados ao mesmo tempo e que decidimos começar a planear, de forma objectiva, o nosso futuro juntos. Sem ainda nos termos decidido fosse pelo que fosse, se ficar na terrinha, se alugar casa, se construir, sabíamos pelo menos uma coisa, sair de casa dos pais iria ser um objectivo que envolvia muitas despesas. De forma a conseguirmos juntar coisas aos bocadinhos começamos a comprar coisas para a nossa casa numa altura em que ficamos os dois empregados e que uma certeza tínhamos, num futuro próximo, mas sem saber qual, queríamos viver juntos. Assim começamos por comprar pequenas coisas para o nosso enxoval, pratos, copos, lençóis, coisas que não se estragariam se ficassem bastante tempo guardadas. É verdade que não tínhamos uma data definida, mas pelo sabíamos que o nosso futuro passaria por vivermos juntos e que o ideal era começar a comprar coisas para depois não doer tanto na conta bancária.

       Entretanto começamos a ver casas, apartamentos para alugar e terrenos para comprar. Tínhamos a área definida, mas tudo nos parecia acima dos nossos limites. Quando, quase como por milagre, surgiu-nos um negócio incrível para comprar um terreno na terrinha em que ficávamos perto de tudo e de todos. Eu ainda apaixonada por um apartamento e Ele pelo terreno de sonho, decidimos seguir os nossos instintos e sonhos e lá compramos a selva. Foi a partir daí, com um nadinha de mais estabilidade financeira, que o casamento começou a ficar definido e em que os meus pais nos fizeram a proposta de realizar obras para conseguirmos construir a nossa casa de sonho e conseguirmos poupar, não era a nossa opção de sonho, mas lá cedemos e neste momento temos quase a casa pronta. Quem me segue há algum tempo acompanhou-me nestas aventuras e dilemas, no entanto a quem lê pela primeira vez era necessário esta nota introdutória. Contudo, este post é sobre o que aprendi sobre estas coisas de deixar o ninho dos pais, sei que não são para todos, mas comigo funcionaram, até porque sempre fizemos tudo de forma independente.

 

     1º Fazer contas, muitas contas. Eu e Ele não temos uma rede de apoio financeira que nos pudesse auxiliar se a coisa corresse mal e por isso, antes de darmos este passo necessário, tivemos de fazer milhentas contas. Tivemos de esperar para termos os dois emprego, ter alguma segurança financeira e, principalmente, conseguir juntar algum dinheiro. Sair de casa dos pais é uma despesa enorme cheia de pequenos pormenores e imprevistos e por isso é necessário ter alguma segurança financeira.

 

      2º Planear com antecedência. Nunca tivemos bem uma data definida até encontrarmos a segurança que necessitávamos, no entanto há muito que o planeávamos o que nos permitiu começar a fazer o enxoval e a juntar dinheiro. Esta foi uma das melhores decisões que tomamos, fazer as coisas com calma permitiu-nos poupar imenso dinheiro, tempo e antecipar alguns problemas que poderiam surgir pelo caminho.

 

       3. A antecedência permite apanhar promoções. Nada, repito, nada do que compramos para o nosso enxoval não estava em promoção. Começamos a fazer o enxoval ainda sem data marcada, o que nos permitiu ir comprando aos poucos as coisas que realmente gostávamos em promoção. Não houve a necessidade de comprar nada sobre pressão o que fez com que poupássemos imenso dinheiro, fosse com acessórios de cozinha ou com electrodomésticos. Os pratos tiveram 20% de desconto, as chávenas de café que andei a namorar algum tempo foram compradas com 50% de desconto e até os electrodomésticos foram comprados em Fevereiro e só vão ser montados esta semana e só nisso foi uma poupança de 500€. A vantagem de planear tudo com antecedência fez com que estivéssemos em cima de todas as promoções e mais algumas! No fim das contas poupamos um bom dinheiro!

 

       4º Pedir orçamentos em lojas grandes e pequenas. Rechear uma casa é extremamente caro e estou a falar apenas dos móveis. Inicialmente tínhamos em mente ser tudo Ikea, a cozinha, a sala e o quarto, mas quando começamos a ver os preços assustamo-nos um bocado e começamos a procurar fora das grandes cadeias comerciais. Procuramos em pequenos fabricantes de móveis, alguns até nossos conhecidos, e a verdade é que tudo, ainda com melhor qualidade, ficou bem mais barato do que o Ikea (o colchão e a cozinha então foram para valores absurdamente mais baratos). Vale muito a pena procurar outros comerciais e pedir orçamentos, no final basta apenas fazer a escolha entre o que querem. A vantagem é que normalmente adaptam-se às vossas áreas e os orçamentos são feitos de forma gratuita e a montagem costuma estar incluída.

 

       5º Ponderar entre alugar, comprar, construir. Esta é sem dúvida a decisão mais difícil, a que exige maior ponderação e que depende de mais factores externos. Depende do tipo de emprego, do tipo de profissão que se tenha, do tipo de objectivos pessoais. É uma decisão que tem de ser bem ponderada, bem pensada e que, novamente, exige muitas contas. Nós tomamos a decisão de construirmos porque não podemos sair muito da área que vivemos neste momento e porque comprar casas nesta zona é quase como sair o euromilhões (algo que ainda não nos aconteceu) e como para tal ainda temos de juntar algum dinheiro, acabo por sair do ninho dos pais de uma forma apenas parcial, afinal, apesar de toda a independência continua a ser a casa dos meus pais. No entanto, quando se faz as coisas com tempo existe a oportunidade de escolher aquilo que é melhor para nós.

 

        Sei que nem sempre dá para se fazer as coisas com calma, sei que nem toda a gente teve a oportunidade de juntar dinheiro para comprar um terreno ou que não puderam simplesmente esperar para sair de casa porque o emprego dependia disso, mas esta é a minha experiência e daí partilhá-la com vocês. Foram estes aspectos todos que me ajudaram a avançar e a poupar uma boa quantidade de dinheiro. Agora? Agora é realmente esperar pela cozinha, ter as minhas coisinhas todas na casa nova e começar a vida a dois que tanto ansiamos.

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