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justsmile

12
Fev20

Pensamentos

(Imagem retirada daqui)

      Em tempos, fui uma pessoa demasiado ansiosa. Pensava demasiado nas coisas, era capaz de as ficar a remoer dias e dias, procurando soluções para problemas que pareciam não as ter. Aprendi que pensar demasiado se tornava num problema, maior que o próprio problema, e que só me causava sensações negativas. Consegui com o tempo e com o autocontrolo melhorar essa minha capacidade e desligar facilmente os pensamentos menos positivos, aqueles que não dependem inteiramente de mim e aqueles que apenas precisam que o tempo passe para surgir a solução. Aprendi a controlar melhor os meus pensamentos, não de maneira perfeita (também não o sou), mas consigo ter um maior domínio sobre os meus pensamentos e tenho autocontrolo ao ponto de verbalizar para mim mesma "já chega".

       É claro que noutros dias não o consigo fazer ou os problemas persistem e parecem não se resolverem ou o cansaço toma o controlo da situação e a minha positividade vai-se a baixo. Noutros dias, simplesmente sou assoladas por 'ses' ou pensamentos que me fazem questionar o rumo da vida. Provavelmente isso fará apenas parte de ser-se humana, mas nesses dias acabo por me perder nos pensamentos. Nos últimos tempos tenho-me deparado com algumas notícias de partidas repentinas para outro mundo, a morte tem surgido em conversa mais que o desejado, levando a que os pensamentos me escapem. Questiono-me várias vezes se estou a aproveitar a vida da melhor forma possível, se é ao poupar para a casa e colocar alguns desejos de lado que estou a viver o mais possível. Se é ao ter algum controlo financeiro que aproveito o meu bem estar ou se até, esta necessidade de estar no conforto da minha casa é a minha forma de usufruir o melhor possível da vida. Ultimamente, deparo-me com estas questões e confronto-as com os meus ideais e objectivos e fico sempre na dúvida. Sinto que de alguma forma não estou a viver a vida como a quis, como sempre a desejei e planeei. As obrigações que a vida nos traz acaba por impedir de vivermos a vida tal como a desejamos um dia, mas a verdade é que as nossas opções também o fazem e apesar de sentir que tenho conforto ao ser controlada economicamente, às vezes sinto que me proíbo de viver a vida como gostaria e é quando me deparo com notícias mais triste que me questiono se estarei a fazer a opção certa (e logo eu, que nada sou dada a 'ses'). Sei que a longo prazo é a medida acertada, mais ponderada é certamente, mas e se não existir um longo prazo? E se amanhã tudo for dado por terminado sem me aperceber? Tenho a certeza que direi, num outro além, que não aproveitei a vida ao meu máximo. 

         Acredito que estes dilemas nunca terão uma resposta ideal, afinal nunca saberemos de forma certa o dia da nossa partida, mas é quando nos deparamos com a partida de algumas pessoas que estas questões surgem no pensamento. Sei que tudo o que faço é o que considero e sei melhor neste momento e terei de me conformar com esta resposta por tempo indeterminado.

08
Jun17

Matar o Português aos bocadinhos

(Imagem retirada daqui)

 

Desde o tempo do Camões que sempre soubemos que a Língua Portuguesa é bastante traiçoeira, basta tentarmos ler Os Lusíadas. O Português nunca foi uma língua fácil e muito menos uma língua transparente, ou seja, muitas vezes a forma como o dizemos não é, definitivamente, a forma como se escreve, o que nos meus meninos se torna num autêntico terror. Como explicar a uma criança do norte que diz 'abó' que se escreve 'avó'? Como explicar a uma criança de 6 anos que escrevemos 'estar' em vez de 'tar'? Afinal, é o que ela ouve na televisão e em casa. Não é fácil e compreendo a confusão dessas crianças, aliás, muitas vêm parar às minhas sessões por essas confusões e até porque ao ouvirem confundem os fonemas.

No entanto, o que não compreendo é como quatro 'marmanjos' (ok, de certeza que foi só um que escreveu), crescidos e formados não sabem sequer escrever o verbo 'estar' inventado tipo de conjugações de verbos e mais alguma coisa. A situação ainda mais grave? Serem famosos e serem modelos. Após uma correcção, estes D.A.M.A. caíram no seu próprio erro de uma forma absolutamente ridícula, será que nem sequer conhecem o Google? Será que antes de responderem não pararam para pensar? #thinkbeforeyouspeak foi ainda a cereja no topo do bolo. É aterrador, como jovens (pouco mais velhos que eu), modelos de muitos adolescentes e crianças passam a imagem de arrogantes que sabem tudo e mais alguma coisa, até se espetarem contra um muro cheio de palavras inexistentes na Língua Portuguesa. 'Subjuntivo do verbo' foi sem dúvida uma pérola! Eu sei, eu sei, de certeza que este palavreado veio de quem escreve muitas mensagens no telemóvel e está sempre a abreviar, mas por favor, como consegue esta gente escrever letras de música se nem sabe o que é a Língua Portuguesa?

Para além da ignorância que surgiu ao lado da arrogância, a forma de pedirem desculpa e assumirem o erro foi ainda mais infantil. 'Errar é humano e nós gostamos de ser humanos.', Por favor! Haja paciência!

E ontem, o português morreu mais um bocadinho.

 

15
Jul16

Quando é que a história muda de rumo?

(Imagem retirada daqui)

 

Dia sim, dia sim, saiem notícias sobre terrorismo. Aqui, ali, na Europa, em África ou Ásia. Dia sim, dia sim ouvimos as mais macabras histórias de explosões, tentativas de homicídio em massa. Todas essas notícias fazem o nosso receio crescer mais um bocadinho, por muito que queiramos pensar que não podemos ceder ao medo, que não podemos mostrar parte fraca, a verdade é que a cada dia que passa uma coisinha cá dentro diz que não virão melhores notícias. Desta vez foi Nice, há uns tempos foi Paris, e no entretanto tantas outras notícias surgiram sobre o terrorismo. E aos bocadinhos vamos começando a pensar onde marcamos as próximas férias, se este ou aquele local poderão começar a ser alvos de actos terroristas. Por muito que se queira dizer que não, é inevitável o nosso inconsciente trabalhar e pensar em todas as possibilidades.

Mas quando será que esta história terá fim? Todas as guerras tiveram um fim. As Guerras Mundiais, a Guerra Fria, a Guerra dos 100 anos. E esta quando terá fim se nem declarada guerra foi? Não quero a guerra, não quero esta insegurança, não quero ver estas notícias diariamente. Será que algum dia esta guerra, não chamada de guerra, terá o seu fim? Uma guerra que surge nos momentos mais improváveis, que surge de pessoas 'normais' porquem podemos passar todos os dias na rua. Uma guerra que não poupa crianças, idosos nem ninguém. Uma guerra que simplesmente quer provocar estragos, medo e tensão.

Quando será que esta parte da nossa história mundial irá mudar?

 

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