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justsmile

24
Mai18

Minimalism: A Documentary about the important things

(Imagem retirada daqui)

 

      Um dos meus objectivos para estas férias era ver o tão falado documentário de Joshua e Ryan sobre o Minimalismo. Ainda não tinha tido oportunidade e apenas, recentemente, é que adquiri a Netflix e por isso sabia que as férias seriam a desculpa perfeita para me dedicar a ver um documentário sobre uma temática que tanto tem mexido comigo. Quando comecei a ler mais sobre o Minimalismo, há cerca de um ano, procurava uma forma de me reorganizar. De reorganizar o meu espaço, as minhas coisas e a minha vida, mas foi algum tempo depois que compreendi que o Minimalismo me levou a reorganizar também interiormente e foi quando me apercebi da influência que as coisas físicas têm no nosso bem estar e equilíbrio interior. 

      Durante as minhas primeiras pesquisas The Minimalists surgiram várias vezes, mas só mais tarde compreendi que eram dois amigos que tinham dado uma nova visão a este modo de vida. Assim, apesar de já me ter envolvido no Minimalismo há mais tempo, apesar de querer continuar a colocá-lo em prática, achei que seria a altura ideal de fazer um refresh na minha mente sobre este tema que tanto gosto e decidi ver o documentário mais conhecido sobre a temática. 

       Minimalism: A Documentary about the important things é exactamente isso, um documentário sobre as coisas que realmente importam na vida. O documentário não se foca na necessidade de nos separarmos de tudo aquilo que temos, não fala sobre vivermos apenas com uma t-shirt e uma camisa e nem nos faz compreender que o objectivo maior é terminar numa tenda ou numa casa com 10m2. O que este documentário transmite é que a felicidade está além de tudo aquilo que compramos, que está além de todas as coisas que vemos na televisão e que queremos comprar, faz compreender que a felicidade está nas pessoas que gostamos, nas experiências, na natureza, nos pequenos prazeres que nos fazem levantar todos os dias e que os bens materiais excessivos são apenas para preencher um vazio que existe dentro de nós. Para mim esta foi uma das mensagens mais fortes que o documentário conseguiu transmitir. Joshua e Ryan tiveram dinheiro, tiveram a grande carreira profissional e conseguiram tudo isso durante a casa dos 20 anos, mas não eram felizes, e só depois de uma epifania é que o compreenderam. A sociedade está cada vez mais consumista, cada vez mais materialista e as publicidades influenciam-nos de tal forma que consideramos que apenas seremos felizes ao ter o telemóvel XPTO, o carro da moda e a casa com cinco assoalhadas, mas a verdade é que nada disso nos garante a felicidade, nada disso nos dará a felicidade, será apenas uma ilusão momentânea. E foi isso que o documentário destes dois amigos transmitiu de tão importante, todos os testemunhos, todas as pessoas que falaram das suas experiências, em momento nenhum disseram ' serás feliz se deitares tudo fora', apenas transmitiram que a felicidade não está na quantidade de coisas que tens, mas sim no tempo que reservas para ti, nas tuas experiências e nas pessoas que te rodeiam, as coisas são apenas adereços, são para serem utilizados, mas não poderão influenciar a tua felicidade.

      Este documentário voltou a fazer-me compreender a importância do Minimalismo e porque o quero manter na minha vida, foi uma espécie de refresh à minha mente para me lembrar das coisas que realmente são importantes e só por isso já valeu a pena. Mas a verdade? É que é um documentário que valerá sempre a pena, para Minimalistas, para não Minimalistas, para consumidores, para todas as pessoas, pois pode ser uma espécie de acordar da dormência desta sociedade para uma felicidade criada por si próprio. Este é sem dúvida um documentário que todos deveriam ver.

08
Mai18

Minimalismo, onde estás tu?

(Imagem retirada daqui)

 

       As mudanças já começaram, não só em mim, na nossa nova casa, mas também na quantidade de coisas que possuo. Comecei o processo de destralhar há quase um ano e tem-me sido de uma utilidade extrema neste momento da minha vida. A leveza de nos vermos livres de coisas que realmente não precisamos tem-me feito sentir bem, tem-me sido prático e adoro ver o espaço vazio que se cria nas prateleiras, nas estantes e nas gavetas. Não é um espaço vazio que precisa de ser preenchido, não é um espaço que me faz sentir incomodada, muito pelo contrário, é um espaço que permite maior arrumação do que realmente é essencial e não mais que isso. Depois de ter preenchido o quarto novo com a minha roupa, este fim-de-semana arrumamos as minhas coisas pessoais num dos armários da sala e apercebi-me do quanto deixei de parte as coisas materiais. No fim de arrumar um armário inteiro compreendi, pela primeira vez, que a maioria das coisas que decidi que eram 'obrigatórias' estarem de fácil acesso tinham principalmente a haver com o trabalho, com documentações e pouco mais que isso.

      Enquanto Ele me passava duas caixas de coisas apercebi-me que sei realmente onde tenho tudo, que isto de ser organizada tornou-se bastante vantajoso em mudanças, mas também para a arrumação correcta das coisas. Apercebi-me que aquele armário não ficou com nada pessoal, apenas documentação do terreno, garantias dos electrodomésticos, carregadores, câmaras fotográficas, o meu currículo e respectivos certificados e todos os materiais que são necessários para fazer jogos para a terapia (lápis de cor, cartolinas, colas e afins), tudo eram coisas práticas que nos viriam a ser úteis no dia-a-dia e que facilmente seriam encontradas porque estavam devidamente arrumadas (caixa das garantias, caixa dos recibos de 2018 para IRS, caixa dos materiais de escritório, caixa dos carregadores e por aí adiante). Pessoal, ficou noutro armário, mas vi-me resumida a caixas de fotografias e a uma caixa de memórias que faço questão de continuar a fazer parte da minha vida. Não são coisas grandes, não são coisas que ocupam muito espaço, mas que gosto de ter por perto. Sei que uma das sugestões do minimalismo é deixar todas as fotografias em formato digital para não ocuparem espaço, mas ainda sou uma pessoa que adora ver as fotografias em modo físico e que as revejo mais vezes se assim o for, e se isso me faz feliz porque haveria de me separar delas? Assim como a minha pequena caixa de memórias que contém a minha história, continuará a ser uma pequena parte de mim que acabe num cantinho e que me chega para deixar feliz. E foi durante este processo de mudanças e arrumações que compreendi que o minimalismo estava a ficar interiorizado dentro de mim.

       Ao longo do último ano comecei a separar-me de coisas que não me serviam para nada, de coisas que me traziam recordações menos boas e até coisas que nem sabia que existiam. Deixei envolver-me pelo minimalismo e comecei a deixar ir aquelas coisas que pareciam apenas ocupar espaço, fosse o físico como o mental. Deixei-me levar por esta sensação de leveza que surgiu no fim da fase de 'destralhamento', e depois veio o passo seguinte, limpar a agenda, tentar sempre encontrar um espacinho nas 24 horas que o dia tem apenas para mim. Esta tem sido uma tarefa inconstante, nem sempre consigo o meu momento ao longo do dia, mas tenho trabalhado mais por isso. E por fim, veio a fase de destralhar a mente, envolvê-la com pensamentos mais positivos, simplificar as coisas e a minha vida. Mais do que as coisas, o minimalismo tem-me ensinado imenso sobre mim mesma, sobre o que quero para mim e para a minha vida e ajudou-me não só a arrumar a casa como a arrumar-me interiormente. Este fim-de-semana, durante as arrumações e as mudanças compreendi isso mesmo, o minimalismo não só me ajudou a uma mudança rápida e prática, como me ajudou a compreender que estou a chegar a onde desejava. É claro que ainda há muito para mudar, há coisas que quero continuar a cimentar, ensinamentos sobre a vida que ainda preciso de colocar em prática, mas sinto que até aqui a caminhada tem valido a pena e que tive muito a aprender.

        O conceito de minimalismo mudou-me, mudou a minha vida, e talvez sempre tenha estado comigo sem me aperceber.

05
Abr18

Os altos e baixos do Minimalismo

(Imagem retirada daqui)

 

       Durante o último ano deixei-me entregar ao Minimalismo, mas desde o início que soube que este conceito era uma caminhada e não um destino. Não me aproximo, nem de perto nem de longe, do apogeu do Minimalismo e nem tenho como objectivo tal coisa. Não quero vender as minhas coisas todas, não imagino a minha vida sem uma casa e até adoro ter as fotografias impressas e os meus livros a enfeitar as paredes. No entanto, ao longo desta caminhada aprendi a sensação de libertação que é passarmos a ser possuidores de pouca coisa, a sensação de leveza de ter sempre uma casa arrumada, de ter um armário organizado e até a forma como a vida se começa a compor. Nem sempre é fácil, é preciso tempo, paciência e não desistir. É necessário destralhar uma e outra vez, e mais do que isso, é necessário compreender a nossa ligação emocional a determinados objectos. É necessária enfrentar uma realidade que tentamos ocultar durante anos, é necessário um confronto com as nossas memórias e até com a nossa própria história. Não é um processo fácil, não é fácil quebrar ligações, desligar-nos de sentimentos negativos que já estavam entranhados na pele, mas é possível. O Minimalismo ensinou-me que numa sociedade em que o stress é uma imposição, é possível encontrar um bocadinho de tranquilidade dentro de nós próprios. Ensinou-me também que, mais do que alguma vez imaginei, o exterior, tudo o que nos rodeia, influência os nossos sentimentos e até os nossos pensamentos. O Minimalismo ensinou-me que a felicidade, o viver em paz connosco próprios é algo possível e acessível, desde que se deseje.

       No entanto, nem tudo é um mar de rosas. Ainda não tive realmente uma má experiência no que diz respeito ao Minimalismo, até porque sou uma pessoa que gosta de equilíbrio. Não houve em algum momento nenhum objecto em que tenha dado ou mandado para o lixo que me faça falta (como vi acontecer com algumas pessoas), nunca senti a falta de nenhuma das memórias que decidi apagar e nem senti que estava a perder a minha identidade enquanto pessoa, pelo contrário, senti-me crescer e tornar numa pessoa mais calma. Como sempre disse, não é um percurso fácil e não há um destino concreto, depende de cada um e do conceito de felicidade de cada qual. No entanto, tudo o que tenho lutado, aprendido e alcançado na temática Minimalismo nos últimos meses pareceu desaparecer em mim, de um dia para o outro, quando as obras começaram. Toda a tranquilidade, toda a leveza que fui alcançando aos bocadinhos nos últimos meses parece ter desaparecido assim que comecei a empacotar coisas e a verdade é que não tenho conseguido adaptar-me ao caos em que está a minha casa e a minha vida. Eu sei que é apenas uma situação temoprária, mas não tenho conseguido lidar com estas mudanças de uma forma tranquila, simplesmente sinto-me caótica, sinto em mim uma pressão que não consigo explicar.

       O caos instalou-se há quase um mês. Começou por empacotar toda a minha vida, mesmo as obras só estando a durar há menos de duas semanas, e depois espalhar pela casa toda os meus pertences e dos meus pais, não existindo o mínimo espaço de manobra e arrumação. Até o almoço de Páscoa foi no meio de caixas e caixinhas, de coisas espalhadas por aqui e por ali. É temporário, tento relembrar-me destas palavras a todo o momento, mas com o Minimalismo adquiri de tal forma uma paz com a arrumação e a organização, que neste momento, ao ver-me rodeada do caos, sinto-me uma bomba relógico. Sinto-me stressada, mesmo tendo o trabalho organizado e com as mesmas horas laborais. Sinto-me irritada de cada vez que vou dormir para a casa do vizinho e me esqueço de algo, como meias ou o carregador do telemóvel, na minha própria casa. Fico chateada de cada vez que tenho de abrir um armário e arrastar uma caixa para o lado. Em mim, sinto uma espécie de peso do qual não me estou a conseguir ver livre, nem a saber muito bem como lidar. É temporário, volto a relembrar-me, mas está a prolongar-se por mais tempo do que desejava e a chuva só tem atrasado ainda mais o progresso das obras. Neste momento, sinto-me como uma bomba relógio, prestes a explodir e a começar a gritar disparates. Tenho-me controlado, tento recordar-me que é para meu bem, para o nosso futuro, mas agarrei-me de tal forma à organização e à arrumação, encontrei de tal forma nelas a minha paz interior que o caos está a deixar-me num total desiquilibro. E o Minimalismo? Em nenhum aspecto me tem ensinado a lidar com tudo isto. Está bem, tenho menos coisas o que torna o processo um nadinha mais fácil, mas a verdade é que o Minimalismo não me ensina a lidar com a mudança, ensina a mudar para melhor, mas não propriamente a lidar com as mudanças que não conseguimos controlar. Ensinou-me de tal forma a conseguir encontrar a tranquilidade que agora necessito dela para o meu equilibrio, o que tem sido impossível nos últimos tempos.

        Alguém tem uma dica para eu poder lidar melhor com tudo isto?

 

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