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justsmile

21
Ago19

E onde para esse Minimalismo?

(Imagem retirada daqui)

        Por estes lados as coisas parecem um bocadinho estagnadas ou se calhar alcançadas. Neste rodopio que tem sido a vida sinto que alcancei o que desejava, uma casa de fácil manutenção e que facilmente é arrumada. Temos alguma falta de espaço, o que me incomoda em alguns momentos (a casa tem 45m2 por isso é fácil de entender), principalmente no que diz respeito a materiais e arquivos de trabalho, no entanto gosto da disposição das coisas que neste momento tenho em minha casa. Não sinto falta de mais coisas, sinto-me bem com aquilo que tenho e não sinto a necessidade de ser consumista. Continuo com a minha regra de comprar para substituir, armazeno alguns bens na dispensa porque estão em promoção, mas nada em excesso. Continuo a comprar roupa apenas em promoção e quando é realmente necessário. As superfícies dos meus móveis têm alguns apontamentos de decoração, principalmente fotografias, mas são de fácil limpeza e as superfícies mantêm-se maioritariamente livres. Na cozinha alcancei a arrumação desejada, seja na parte da dispensa, como dos armários. As coisas estão de fácil acesso e à vista, no entanto, bem arrumadas e até Ele não parece ter dificuldade em encontrar seja o que for na nossa cozinha. Neste momento sinto que atingi aquilo que há muito desejava, não sinto a necessidade de diminuir ou aumentar seja o que for na minha vida.

      Gosto da minha casa assim pequenina, onde tudo está perto e onde tudo tem o seu lugar. Calçado nas cestas da entrada, dispensa organizada nas prateleiras, todos os produtos de cozinha nos seus frascos e até as fotografias têm lugar cativo nas estantes. Gosto da praticabilidade da coisa e se às vezes nem tempo tenho para a arrumar ou limpar a fundo a casa, mas acaba por não se notar muito. Ele já aderiu às técnicas de arrumação, o que ajuda imenso e pelo menos sabemos sempre onde estão as coisas, neste assunto estou no meu ponto de equilíbrio perfeito. O que me tem atormentado a mente? Mas juro que tenho tentado afastar essa imagem da minha mente. O tamanho da minha futura casa. O projecto tem mais do triplo do tamanho da minha actual casa, o número de divisões quadriplica e isso assusta-me. A funcionalidade, a prática da minha actual casa irá manter-se na próxima, mas com o triplo do tamanho. Toda a gestão me assusta, mas sei que já não a conseguimos diminuir mais, pois quero criar lá a nossa família e ter o meu escritório. Acredito que quando essa mudança acontecer (que ainda me parece bastante longínqua), todo este tema do minimalismo me volte a fazer sentido e que todas as técnicas de arrumação tenham de ser revistas. Até lá? Vou aproveitar este ponto perfeito de harmonia entre mim e a minha casa.

10
Abr19

Três passos para entrar no Minimalismo

(Imagem retirada daqui)

       Lembram-se da minha saga pelo Minimalismo? Sinto-me neste momento no ponto confortável da situação, nem mais nem menos. Não penso adquirir novas coisas, apenas algumas para substituir e sinto que a minha organização chegou a onde pretendia que chegasse. De momento sinto-me bem e tranquila com a forma como consegui organizar a minha vida, preciso apenas de não aumentar a minha carga de trabalho profissional (e se conseguisse diminuir era fantástico). Contudo, sinto que cheguei a onde queria chegar, ao momento em que me sinto bem na minha própria pele, em que não me sinto atolada de coisas (tirando o meu armário das coisas da Terapia, mas para o qual não tenho soluções durante os próximos dois anos) e em que cheguei ao equilíbrio que considero perfeito para mim. E para quem inicia esta saga por onde deve começar?

       Não sou nenhuma expert na matéria, nem nada que se lhe pareça, até porque muitos minimalistas ao verem as minhas posses considerariam que não sou minimalista nenhuma, no entanto considero-me como tal e tenho apenas aquilo que me faz sentir bem. Se algumas das coisas que tenho podem não me dar boas sensações é porque ainda não foram substituídas ou estão em lista de espera para que tal coisa aconteça. De resto, considero que desde que comecei a ler sobre o minimalismo, sinto que tudo o que está na minha casa está perfeitamente adequado às minhas necessidades, à minha história e à pessoa que sou. E qual o primeiro passo?

        1. A vontade de mudar, tudo começa com esse pequeno passo. A vontade de mudar surge e com ela a vontade de saber mais sobre a mudança, sobre o que nos faz bem ou deixa de fazer, traz consigo a reflexão e a introspecção e é a partir desse momento que damos por nós a encontrar algo que pareça adequado para nós. A mim o minimalismo pareceu encaixar-me que nem uma luva e foi com essa vontade de dar uma volta à minha vida e à minha mente que me deparei com o minimalismo.

     2. Inspirar-se nos outros, esta foi uma das maiores motivações para a mudança. Ver que os outros conseguiram mudar drasticamente a sua vida motivou-me a mudar a minha, até porque os resultados pareciam ser tão aliciantes que a vontade de mudar só aumentou dentro de mim. Os testemunhos de outras pessoas não só me motivaram como me deram a força necessária para começar a incutir determinados hábitos e mentalidades dentro de mim.

       3. O destralhar, dar inicio a esta tarefa pode não ser fácil para muita gente, seleccionar o que queremos na nossa vida nem sempre é uma tarefa simples. Para mim não foi nada muito complexo, comecei por partes, primeiro a roupa, depois os meus pertences, mais tarde as minhas memórias e até cheguei ao ponto de destralhar as minhas redes sociais. A cada um destes passinhos a sensação de liberdade foi aumentando e tudo foi ficando mais fácil. O retorno positivo de deixarmos espaços vazios na nossa vida ou completos apenas com as coisas que gostamos fez com que esta fosse uma das melhores sensações sentidas ao longo deste processo do minimalismo.

      O minimalismo é um mundo sem e em que cada pessoa tem a capacidade de criar uma própria definição da palavra. O meu minimalismo não é uma casa despida, nem um armário com três t-shirts, mas sim uma casa que seja de fácil manutenção, cada coisa no seu lugar e que tenha tudo aquilo que me faça sentir bem. Se estás a iniciar esse caminho, acredita, irás ter muitos momentos de recompensação emocional. E a sensação de liberdade? A melhor sensação de todas elas.

31
Jan19

E o que aprendi com a Marie Kondo?

(Imagem retirada daqui)

        Quando estive doente (não que ainda esteja muito bem) aproveitei para ver de uma assentada só, vá, entre algumas sonecas, a nova série da Marie Kondo que estava na Netflix (ai bendita Netflix!). Já devem ter percebido que adoro manter a minha casa arrumada e com pouca tralha, mas melhor que isso é aprender sempre formas de melhorar essas minhas capacidades. Há alguns anos que me dediquei a organizar e a saber arrumar as minhas coisas e na altura fiz bastantes pesquisas no querido Pinterest, fiel amigo de qualquer pessoa que goste destas temáticas. Aproveitei a oportunidade de não me conseguir levantar do sofá para assistir à temporada da série e o que aprendi? Não muito, admito. Como uma amiga disse "mais do mesmo".

         Quem já se interessava por arrumação e organização antes do surgimento da fama da Marie Kondo, compreenderá que aquilo que ela ensina pouco traz às nossas lições ou pouco nos ensina. Já há alguns anos que sou amiga das caixas e caixinhas para manter as minhas coisas arrumadas dentro de armários e gavetas, a selecção daquilo que gosto e do que me faz bem (apesar de considerar que ela leva este conceito um bocadinho longe demais) já há muito que está implementado na minha vida e até já se tornou um hábito ter um lugar para cada uma das minhas coisas. Resumidamente, tudo aquilo que vi ao longo da temporada não me trouxe grandes novidades, ainda não estou virada para organizar a minha roupa por cores e tecidos e nem estou com ideias de dobrar a minha roupa em 50 partes para depois a ver toda encorrilhada ao vestir, mas compreendo que para algumas pessoas essa seja a melhor forma de se organizarem. Adorei sim a forma como a vida daquelas pessoas mudou ao serem simplesmente mais organizadas e arrumadas.

         Aquilo que tenho vindo a falar há algum tempo sobre o minimalismo, demonstrou ser real para mim e para muitas pessoas. As pessoas que pediram ajuda à Marie Kondo demonstraram um pesar inicial e no fim uma leveza sem igual, coisa que é difícil de compreender para muitas pessoas. Ele é uma dessas pessoas cépticas, quanto a esta temática. Ele não consegue compreender como é que uma gaveta arrumada ou uma casa com menos tralha nos torna mais leves. Mas a verdade é que este programa é a prova viva disso, o ser organizados passa de ser apenas uma questão estética para uma melhoria da qualidade de vida e é isso que esta série ensina ou reforça. Acho a série perfeita para quem nunca se deixou envolver nessas temáticas. As dicas são boas, as demonstrações da Marie muito simples e de fácil compreensão e até considero que deixam o bichinho em qualquer pessoa para começar a arrumar a casa. Para mim? Não me ensinou muito, mas admito que adorei ver a vida daquelas pessoas se transformar.

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