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justsmile

27
Set18

E no que te meteste agora Just?

       Ora bem, já não bastava ter mudado de emprego. Já não bastava trabalhar ao sábado. Como ainda não bastava fazer parte da Associação da terrinha. Achei por momentos que isto tudo era pouca coisa e ainda lhe quis acrescentar mais uma coisa. Coisa pouca certamente, nada de especial e de certeza que não me tomará muito tempo (denotem o tom de ironia nesta última frase). Aqui a Just decidiu meter-se numa pós-graduação e claro, entrou. Algo para ocupar os tempos livres, diriam uns. Algo para quem pode, diriam outros. Eu apenas digo, algo para os loucos!

      Não sei bem como vai ser a minha vida, sinceramente. Se nos últimos tempos já tem sido difícil gerir horários, estou para ver como vai ser a partir de agora e até Julho. Agradeço aos céus o marido fofinho e que sempre me apoia nestas minhas loucuras. Mas vá, deixando-me de queixumes, ando feliz e isto conseguiu contribuir ainda mais para a minha felicidade (apesar de a viagem a Nova Iorque ter acabado de ser investida numa pós-graduação... Oh tristeza!).

         Desejem-me sorte!

13
Ago18

Loucuras do fim-de-semana

         Como toda a gente sabe, um casamento é um verdadeiro tombo para a carteira, uma espécie de queda livre da conta bancária, mas sem a sensação de conforto de quando se põe os pés no chão. No entanto, a vida continua e as contas continuam a surgir e as necessidades também. Umas das minhas resoluções de 2018 para o meu lado mais minimalista era comprar coisas para substituir as outras e apenas o estritamente necessário. Queria apostar na qualidade e não na quantidade. Ao longo do tempo e aos poucos tenho vindo a mudar o meu guarda-roupa para peças mais duradouras, mais caras, mas que pelo menos me permitirão substitui-las com menos regularidade (pelo menos essa é a minha esperança). Tenho tido mais cuidado com o que compro, desde calçado a calças, admito que uma ou outra vez ainda comprei peças mais baratas e com evidente menor qualidade, mas apenas pela necessidade e por realmente gostar delas (o verão exige mais trocas de roupa e lavá-las com maior regularidade).

         Uma das últimas compras de acessórios que comprei foi uma carteira na Zara para o dia-a-dia. Nunca tinha comprado lá carteiras, as últimas de dia-a-dia que tinha tido tinha-as comprado na Stradivarius e cada uma chegou a durar cerca de dois anos (ok, no final já estavam com péssimo aspecto). As minhas carteiras vão até chegar a mau estado por uma simples razão, só tenho duas carteiras, uma para o dia-a-dia e outra mais pequena para o fim-de-semana. Odeio andar a trocar de carteiras e ainda gosto menos de quando me esqueço de coisas na passagem de uma carteira para a outra, o que me levou a optar há cerca de quatro anos a manter apenas uma carteira para durante a semana e levá-la até à exaustão (uma excelente solução para alguém como eu!). Em Novembro de 2017 a carteira da Stradivarius já estava a dar os últimos suspiros quando na Black Friday comprei uma da Zara que andava a namorar há meses, mas que esperava que baixasse o preço. Era linda e tinha tudo a haver comigo, mas foi uma das piores compras que fiz nos últimos tempos. A carteira não tem um ano e já está a estalar, a rasgar-se de lado e a perder o tom de preto dos rebordos. Está simplesmente horrível em apenas nove meses! Mais do que frustrada pela compra fiquei triste porque adoro a carteira e na altura ainda a namorei imenso tempo. Decidi então que ao comprar uma carteira nova iria cometer uma loucura e comprar uma Bimba Y Lola, caríssimas de natureza, mas que muita gente apelida de duráveis (aliás, ainda quando comprei a da Zara disse que a minha próxima carteira seria da Bimba Y Lola).

           Ora, com a carteira da Zara a dar os últimos suspiros decidi nesta época de saldos cometer a loucura de dar uma fortuna por uma carteira da Bimba Y Lola, mas com a esperança de que dure uns quantos anos! Não sou uma pessoa de me cansar das coisas que realmente gosto e a verdade é que adoro algumas das carteiras da Bimba Y Lola (não andasse eu a namorá-las há quase dois anos!) e decidi que o investimento valeria a pena, pelo menos é o que espero. Fui tentar comprá-la este fim-de-semana na loja, mas estava esgotada e encomendei-a pela internet. A sensação de peso na alma por gastar tanto dinheiro numa carteira permaneceu durante alguns minutos, mas a ideia de que ela irá durar muito tempo agradou-me imenso, além de que estou completamente apaixonada pela dita! Depois de uma compra destas só espero mesmo que valha a pena e que dure uns quantos anos na minha mão, espero que o dinheiro investido tenha valido a pena.

      Saindo do shopping sem nada para mim, mas também só ia com a ideia da carteira e nada mais queria comprar, reparei na minha visão periférica num macacão vermelho da Cortefiel lindo! Prestes a descer as escadas rolantes, fugi para a montra e verifiquei o preço, não muito barato, mas estava com menos 20% do que o valor apresentado. Namorei-o um bocadinho, pensei em todos os contras de usar um macacão e no momento em que ia virar costas diz-me Ele "Não vais experimentar? É mesmo giro.", e era! Era a minha cara, vermelho e com pintinhas, por favor, tudo gritava a dizer que era a cara da Just (até o meu vestido de noiva tinha pintinhas!). O lado racional dizia que ir de macacão à casa-de-banho é uma trabalheira, que não estava propriamente a precisar de uma peça de roupa daquele género e que não era tão barato quanto isso. No entanto, o lado emocional (nossa! já nem me lembrava de fazer compras com o lado emocional!) gritava alto e bom som "É a tua cara!". Com alguma insistência d'Ele, que está sempre a dizer que só quero comprar livros e que me desleixo com a roupa, decidi dar-lhe uma oportunidade e experimentei o dito. Pronto, caldo entornado! Para quem não ia comprar roupa, para quem não precisava de roupa, descambei e saí da loja com um macacão pouco prático, mas lindo!

          Este fim-de-semana foi realmente um fim-de-semana de fazer umas quantas loucuras, algo a que não estou minimamente habituada! Apesar de tudo, de saber que foram peças um bocadinho mais caras do que aquilo a que estou habituada, estou na esperança que sejam peças para durar vários anos, pois só assim valerá o investimento. Quem diria que a Just se iria perder nas compras durante o fim-de-semana!

05
Fev16

Quando sabemos que atingimos o limite?

(Imagem retirada da Internet)

 

É fácil de percebermos quando atingimos o limite de algo físico. Sabemos que atingimos o limite do cartão de débito quando este diz que não podemos fazer a compra por falta de saldo. Sabemos que não podemos realizar chamadas porque atingimos o limite de dinheiro no telemóvel. Sabemos até o limite de roupas que cabem no guarda-fatos, ou a quantidade de água numa panela de sopa quando começa a ferver. Mas como sabemos quando nós próprios atingimos o limite das nossas forças? Ao contrário do resto não me parece ser tão linear assim, tão preto no branco, mas mais um cinzento inconstante que nunca me deixa saber quando estarei perto do limite.

Existirão sinais para saber quando estamos a atingir o limite das nossas forças? E se atingirmos? O que acontece? Será possível existir uma equação matemática que nos informe que estamos perto dos nossos limites? Poderia ser X a multiplicar por Y, situações desagradáveis, corresponder a Z que determinaria as horas, dias, semanas que nos levarão a atingir o máximo das nossas capacidades. Já o Johnny Depp dizia que nós não conhecemos a nossa força, até ser forte ser a única opção. Mas então, simplesmente não nos conhecemos num todo.

Durante a minha vida considerei-me uma mulher forte, uma adolescente forte, uma criança forte por tantas adversidades que tive de passar nos últimos 15 anos (mais de metade da minha vida). Fui forte para a minha mãe, fui forte para a minha casa, fui forte para acabar o curso, fui forte para passar o primeiro desemprego, fui forte para ver o meu pai emigrar e fui forte para 'ver' a minha avó falecer. Mas agora? Agora sinto as forças dissiparem-se. Como sei que realmente estou no limite das minhas forças? Será a falta de paciência um sinal? Será o quase não suportar ouvir a avó murmurar as rezas a todo o momento? Será até o barulhinho irritante do funcionamento da televisão que me estão a dar sinal de alerta? Para mim até o maior sinal é quando surge algo, já pensar 'ora, já vem mais uma. tenho costas largas e tenho.', já não há reacção. E onde deveria haver reacção há um vazio por preencher, uma lágrima que já corre sem se notar e um cansaço que me tira o sono. Este sim, é um sinal de alerta. Mas então? Será que existe uma linha invisível entre o limite da sanidade e da loucura? Como sei que já não coloquei um pé no lado de lá. Como terei a certeza de que estou num estado de desequilíbrio tal que me tende para a loucura? E como sei, agora, neste preciso momento, que me mantenho saudável mentalmente? Se há um limite visível para tanta coisa, porque não há para estes estados sentimentais que não têm palavras para a sua definição?

Serei só eu que não consigo compreender as limitações de dois mundos invisíveis e que de momento não sei em qual me encontro? 

 

P.S.: Este era o pensamento da noite passada. Hoje estou no cinzento, mas bem, apenas a desabafar com vocês.

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