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justsmile

17
Ago20

O Enigma do Quarto 622 (11/12)

(Imagem retirada daqui)

         Quem me lê sabe que sou uma admiradora de Joël Dicker, tendo-me apaixonado um bocadinho por casa um dos seus livros. A verdade sobre o caso Harry Quebert foi para mim o seu melhor livro, também aquele que mais o tornou famoso, mas este livro trouxe algo de novo à escrita do autor. Este livro trouxe um bocadinho do próprio Joël Dicker à narrativa o que nos levou para algo novo do que estávamos habituados com o autor. 

           Após o falecimento do seu Editor e o término de uma curta relação, Joël decidiu isolar-se no Hotel Palace de Verbier (sim, o autor é uma personagem neste enredo, assim como as memórias do seu Editor) onde se cruza com uma hospede bastante curiosa que questiona o porquê dos quartos passarem do 621 para o 623. E assim começa mais um thriller do autor, onde facilmente nos perdemos nas suas páginas e fantasias, onde rapidamente ficamos viciados no enredo e queremos adivinhar a sua conclusão. Admito que ao longo do livro, por variadíssimas vezes, tentei adivinhar o desvendar de tal enigma, mas em momento algum consegui adivinhar o que ali viria. O autor tem uma facilidade enorme em confundir o leitor com novos pormenores, com pequenos aspectos que nos escapam mas que já foram lidos, tentando fazer de nós verdadeiros detectives quando no final nos apercebemos que afinal somos uns falhados nessa área e que a resolução era muito mais complexa do que alguma vez poderíamos adivinhar.

        Este livro tornou-se rapidamente viciante nas minhas mãos, li numa semana as suas 624 páginas, de uma forma fluída e sempre ansiando pelo próximo capítulo. É este desejo que o autor nos deixa nos seus livros que tanto me faz admirar Joël Dicker, a ânsia em saber sempre mais sobrepõe-se à necessidade de dormir ou de querer fazer outra coisa qualquer que não seja ler. Se tiver que apontar uma coisa negativa a este novo livro apenas devo referir que o enredo final do livro foi demasiado "novelo de lã", acho que não havia a necessidade de ter sido tão complexo o que por momentos me fez questionar o que raio andava eu a ler, mas é apenas um pormenor, nada mais que isso.

           Por isso, resumidamente: LEIAM, não se irão arrepender.

07
Mai20

A História de uma Serva (7/12)

(Imagem retirada daqui)

       Já devem ter reparado por aqui e pelo instagram que as leituras têm sido um dos meus melhores passatempos nos últimos meses. A leitura tem-me feito viajar, já que não posso sair de casa, pelo menos levo a minha mente para outro sítio. A verdade é que tem sido um bom escape e tenho aproveitado para adquirir novos livros e ler os poucos que restavam na estante.

       Já há algum tempo que desejava ler "A história de uma serva", admito que só soube da existência do livro depois dos prémios que a série conseguiu arrecadar. Mas como sou uma pessoa mais de livros, do que de séries (apesar de as adorar), decidi que não a iria ver sem primeiro ler o livro. O meu maior erro? Encomendar o primeiro livro, sem o segundo, porque agora estou ansiosa que a Wook faça mais uma promoção para conseguir adquirir o livro.

      Nos últimos anos tenho lido alguns livros sobre utopias, não um lugar perfeito em que o mundo se viria a tornar, mas até assustador. Em todos esses livros, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451, fiquei surpreendida com a proximidade que a sociedade está dessas utopias, imagens de um futuro brilhante (visto dos olhos de alguém), mas que da minha perspectiva é simplesmente aterrador. É-me impossível conseguir imaginar tal mundo, mas ao mesmo tempo vejo cada vez mais pessoas a acreditarem em valores totalmente dispares dos meus e aproximarem-se de realidades que parecem apenas ficção. "A história de uma serva" é mais um desses livros em que a realidade parece não existir no livro, mas que ao mesmo tempo me faz questionar se um dia não existirá a possibilidade de tal acontecer.

        Este é um livro em que o mundo ideal nos leva para o século passado, mas num formato ligeiramente mais assustador, em que as mulheres voltam a não ter opinião, e a serem empregadas, criadoras e barrigas de aluguer. Onde liberdade não é uma palavra permitida, onde os livros voltaram a desaparecer e a ser inacessíveis e onde a infertilidade é um problema para os altos estatutos. Este é um livro assustador, como todos os outros que nos fazem abrir os olhos para continuar a lutar pela nossa liberdade, mas que nos faz questionar o quão real é esta mentalidade na cabeça de algumas pessoas. Pois garanto-vos, existem pessoas por aí em que o descrito neste livro seria a idealização de um novo mundo e basta olharmos para os meios políticos para nos apercebermos disso.

         "A história de uma serva" foi sem dúvida um óptimo livro e estou desejosa de ter o segundo nas minhas mãos.

 

22
Abr20

Para onde vão os guarda-chuvas (5/12)

(Imagem retirada daqui)

         Não é fácil falar de um livro que nos chegou tão facilmente ao coração. Nem sempre é fácil explicarmos como gostamos tanto de viajar nas palavras de um livro. Consigo admitir, até com alguma facilidade, que quanto mais gosto de um livro, mais difícil se torna falar sobre ele, porque falar do coração nem sempre é fácil. Este foi um desses livros, em que devorei as suas quinhentas e poucas páginas em poucos dias.

      Já há alguns anos que tinha vindo a ouvir falar do autor Afonso Cruz, mas nunca tinha lido. Os livros conseguem ser um bocadinho caros e difíceis de comprar em segunda mão, o que fez com que fosse ficando para o final da minha lista de desejos. Nesta quarentena, numa das promoções da Wook (que aproveito para dizer que amanhã estará com 20% de desconto em todos os livros, basta entrarem pelo link lateral que tenho ali) decidi mandar vir porque estava a um preço minimamente aceitável. Quando a encomenda chegou optei por guardar o livro que tinha em cima da mesa à espera de ser lido e comecei logo a ler este. Que boa decisão! Há muito, mas muito tempo mesmo que não me envolvia tanto num livro!

       Para onde vão os guardas-chuvas é mais do que um simples livro, é mais do que uma lição de vida é uma viagem por sentimentos, pensamentos e questões existenciais. É uma viagem por uma cultura tão diferente da nossa, por pensamentos tão estranhamente diferentes e ao mesmo tempo tão aceitáveis como os nossos. Esta é a história de vida de um produtos de tapetes, aqueles tapetes mágicos que o fazem ligar a Alá, mas que conta a sua história de uma forma ainda mais mágica. É a história de vida Fazal, mas é muito mais que isso, é sobre perda, sobre um amor maior que a perda, sobre a sua superação e sobre o reencontro. É um livro demasiado mágico para conseguir falar muito sobre ele, fiquei demasiado absorvida no seu sabor para o conseguir partilhar tão facilmente. O fim? A lição? Pela primeira vez posso dizer que é agridoce, as palavras finais do livro deixaram em mim uma sensação de perda e tristeza enorme e ao mesmo tempo um conforto no coração que é inexplicável.

          Nunca tanto recomendei um livro como este, leiam. 

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