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justsmile

21
Fev20

Os Jantares das Terças (3/12)

(Imagem retirada daqui)

         Na Feira do Livro deparei-me com este livro a bom preço, 5€, uma ninharia. Estava a precisar de um livro levezinho, um daqueles romances domingueiros para equilibrar as minhas leituras e lá veio este para casa. Este livro foi sem dúvida uma óptima aposta. Comprei o livro a pensar que iria ser um daqueles romances básicos que, simplesmente, nos aconchega o coração, mas Os Jantares das Terças, deu-me muito mais que isso. Este livro obrigou-me a ponderar, a reflectir e até a imaginar a vida daquelas cinco mulheres que se ligaram por algo tão simples como um curso de Francês. Contudo, a verdadeira aventura destas amigas não começou com o curso, a amizade prolongou-se mais anos que o curso.

          Tudo começa com a viuvez de Judith, em que esta decide que apenas ultrapassará a dor da morte do marido fazendo o caminho a pé até ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, em França. As amigas apoiam-na e iniciam essa caminhada, a seu lado, a partir do momento em que o diário do marido de Judith termina. Mas a caminhada transforma-se num caminho de conhecimento, descobertas e aventuras. Torna-se num processo de auto-reflexão em que cada uma se questiona sobre a vida, sobre os seus objectivos e o porquê de ali estar. A fé é chamada ao barulho e a estranheza de Judith também, o que faz com que os acontecimentos se comecem a desenrolar e a demonstrar que nem tudo é aquilo que parece.

       Este é um óptimo livro que fala sobre a amizade, sobre segredos, mas principalmente sobre a necessidade de nos auto-descobrirmos e até de nos reinventarmos para conseguirmos ser alguém melhor. Este é um livro que demonstra a necessidade de reflectirmos sobre a nossa vida para a podermos mudar e até sobre quem está à nossa volta. Este livro foi tudo, menos um simples romance.

10
Fev20

O Tatuador de Auschwitz (2/12)

       Há muito tempo que não lia um livro tão rapidamente. Nos últimos meses tenho lido alguns bons livros, mas nenhum me chocou tanto, mexeu tanto com as emoções como O Tatuador de Auschwitz. Este é um livro, baseado em factos reais, que nos faz lembrar os horrores dos campos de concentração Alemães. Onde viver ao lado da morte iminente, da fome e das doenças é já uma naturalidade. Onde o instinto da sobrevivência se sobrepõe a tudo o resto, mesmo que seja para fazer de conta que se ajudam os Alemães a matar mais uns quantos judeus. Esta história chamou-me à atenção pelos dilemas éticos que a própria personagem principal tem, desde da repugnância que sente ao invadir o corpo das pessoas com um número, até ao momento em que isso passa a ser algo normal, da sua rotina diária. Lale chegou ao campo como qualquer outro prisioneiro, mas quis as estrelas que no meio de toda aquela desgraça ele conseguisse ter alguns privilégios ao tornar-se o tatuador dos demoníacos números. Usa os seus privilégios para se ajudar, mas também para auxiliar os amigos e até os conhecidos, dando um pouco mais de comida ou conseguindo algum tipo de medicação. Coisas simples, mas que para quem vive no terror iminente da morte, é essencial. 

         É no meio de tanta desgraça, num dos locais mais assustadores do mundo, que Lale se apaixona por Gita. É esse amor que os faz manter o instinto de sobrevivência até ao fim, a necessidade um do outro serve de escape, por mero minutos, para um mundo longe dali, em que existe a palavra 'futuro'. O livro conta a história de sobrevivência de Lale e de Gita que, contrariamente a tantas outras histórias sobre esta guerra, encontra um final feliz, talvez por destino, talvez por algum tipo de intervenção divina, mas que nos faz sorrir. A história de Lale e Gita perdura uma vida inteira e faz-nos acreditar que o amor é a chave para a nossa sobrevivência.

       Adorei o livro, simples, mas poderoso. É de leitura leve, mas que nos faz questionar a todo o momento sobre como algo tão horrível conseguiu existir na nossa humanidade. Faz-nos também reflectir para onde vamos, mas faz-nos ainda mais desejar que nada do que aconteceu nesta época se volte a repetir.

 

03
Fev20

Insustentável Saudade (1/12)

        Adquiri o livro na Feira do Livro do Porto, a um preço chorudo. O título atraiu-me, a primeira página, chamou-me à atenção e lá o trouxe para casa. Espera uma história que nos faz viajar pela adolescência, mas que nos traz ao presente, que nos demonstra um caminho, uma história. Ao inicio, a história de Zé prendeu-me. Um filho de pais emigrantes em França que só pensa em futebol e que sonha em um dia regressar a Portugal. É um adolescente, como tantos outros da década de 80, a viver em Bordéus e a sentir na pele algum xenofobismo por parte dos professores franceses. Mas a verdade é que a sabedoria não faz parte da idade da personagem, o que é perfeitamente normal para um adolescente. No entanto, a situação familiar também não é a melhor com uma mãe que descarrega as suas frustrações no físico do filho.

      A história, no início do livro, prendeu-me. Gostei imenso de viajar no tempo para uma altura diferente, para visualizar uma perspectiva que nunca tinha ponderado. A escrita era simples e leve, a história estava a ter um bom enredo, mas... mas a partir de determinado momento tudo começou a enrolar e com pouco desenvolvimento. O principal drama do adolescente repetiu-se ao longo do livro e esse acabou por ser o seu maior enfoque, mesmo com a história de amor que estava lá presente. Não houve nenhum avanço no tempo e foi isso que me desiludiu, esperava ver um maior desenrolar, um crescer por parte do adolescente até à vida adulta. Essa foi a minha maior desilusão. Foi uma história bonita de amor que teve um final trágico, como acontece com muitos amores na adolescência, mas não mais que isso.

           Não foi um livro mau, simplesmente não foi bom.

 

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