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justsmile

06
Mar19

O Desaparecimento de Stephanie Mailer (2/12)

(Imagem retirada daqui)

       Joël Dicker não desilude e surge com um novo livro tão bom como os anteriores. Este é um daqueles autores em que podemos depositar as nossas confianças e esperar sempre um excelente livro, um daqueles livros que nos prende e que não apetece deixar enquanto não descobrirmos o mistério que o envolve. À semelhança de A verdade sobre o caso Harry Quebert, este novo livro de Joël é envolvido de romance, mistério e uma acção contínua que nos prende às suas páginas. É este o encanto em ler-se os livros deste autor, sabemos sempre o que podemos esperar, mas nunca nos consegue parar de surpreender até à última página.

       O Desaparecimento de Stephanie Mailer, sendo o terceiro livro que li do autor, foi um livro que não me deixou de surpreender, apesar de todos os receios que poderia ter. O livro inicia-se com o desaparecimento de Stephanie, uma jornalista que investiga um homicídio ocorrido há 20 anos e que se encontrava encerrado. Contudo, o caso que estava encerrado por Derek e Jesse era muito mais do que um simples caso e afinal o assassino que tinha sido morto em 1994, parecia nos dias presentes não ser o verdadeiro culpado de quatro homicídios em pleno dia de festa na cidade. Este é um livro que nos faz viajar para uma pequena cidade perto de Nova Iorque e que o seu maior sucesso é a festa de teatro que decorre todos os anos desde 1994, ano nunca mais esquecido pelo homicídio do presidente da Câmara, sua família e uma vizinha. Com a busca de Stephanie tudo se altera, todas as certezas desaparecem e todas as dúvidas daquele ano surgem, juntamente com memórias que há muito tentavam ser reprimidas.

        Este é sem dúvida um excelente livro, enorme, é verdade, mas que se lê com bastante facilidade e que traz consigo uma enorme vontade e o devorar numa só noite. Joël Dicker não desilude.

28
Dez18

2018 em Leituras

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     Este não foi o melhor ano para as minhas leituras, no meio de tanta coisa e tantas mudanças, acabei por perder a rotina no que toca às leituras. Admito que tem sido uma das coisas que mais falta me tem feito. Perder-me no meio das palavras tem-me feito falta, mas o cansaço, o trabalho, o estudo e até as tarefas domésticas se têm sobreposto ao meu pequeno prazer e acabo por me deixar levar e vejo o pó acumular sobre o livro que tenho entre mãos. Espero que em 2019 isso mude, pelo menos quero encontrar forma de conseguir enquadrar os livros na minha rotina. Contudo, em 2018 li um bocadinho de tudo, excelentes livros, livros assim-assim e livros que não gostei nada.

        Comecei o ano com uma lista de leitura, apesar de ter lido a maioria, alguns ficaram pelo caminho. Dos que li o que mais gostei, e sem dúvida o livro do ano para mim, foi Vai e põe uma sentinela. Encerrou o suspense que o livro anterior da autora tinha deixado no ar e, apesar do rumo que a história levou, foi um dos melhores livros que já li.

        Este ano desiludi-me com O livreiro de Paris, que tudo tinha para ser um livro fantástico, e não gostei nadinha do livro Tudo o que poderiamos ter sido se não fossemos eu e tu.

Adorei voltar a ler clássicos, como o Drácula e até Fahrenheit 451. Ri-me com Um Homem Chamado Ove e com A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário IKEA.

       Apaixonei-me pela história de Um mais Um e até gostei de Recomeçar, mesmo não tendo sido aquilo de que estava à espera. E apesar de Carícias da Noite não me ter impressionado foi um livro que até não desgostei.

        2018 foi um ano com leituras muito variadas e apesar de terem sido poucas, todas valeram a pena, fosse por que tipo de experiência fosse. Que em 2019 as leituras se superem! E qual foi o livro que mais vos marcou em 2018?

 

 

10
Dez18

Um homem chamado Ove (9/12)

(Imagem retirada daqui)

       Demorei eternidades a ler este livro. Não porque fosse aborrecido. Não porque estivesse mal escrito. E muito menos porque não gostasse. A verdade é que o tempo me escasseou desde que mudei de emprego e a coisa tornou-se complicada, mas na semana passada, enquanto esperava pela consulta no dentista, terminei de ler este livro fantástico.

       Ao ler Um Homem Chamado Ove, lembrei-me de muitas pessoas que fui conhecendo ao longo da vida. Um tio, um dos vizinhos da rua, um dos pacientes na antiga clínica que trabalhei e até um ou outro conhecido. Ove no fundo, deu-me a conhecer muito sobre o tipo de homens que nunca consegui compreender, os literais que não conseguem estar parados, que não conseguem demonstrar sentimentos e que apenas se queixam de tudo e de nada. Ove ensinou-me que por vezes esse tipo de homens nem se apercebe que é assim e que no fundo têm um grande coração, apenas resmungam porque não sabem fazer outra coisa. Este foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. A história em si, as personagens e o enredo são demasiado bons para serem esquecidos. Ove, um homem solitário e visto como o resmungão do bairro é no fundo a melhor das pessoas que podemos um dia vir a conhecer.

       Este é um livro inesperado, completamente diferente daquilo que estava habituada e esse é o seu encanto. A história toma um rumo inesperado, une personagens que jamais imaginaríamos juntos e torna uma personagem odiada na mais querida do livro inteiro. É difícil de descrever a grandiosidade deste livro, apenas posso dizer LEIAM UM HOMEM CHAMADO OVE.

 

       "«Amar alguém é como mudar de casa.», costumava Sonja dizer. «A princípio, apaixonamo-no por todas as coisas novas, todas as manhãs nos espantamos por aquilo tudo nos pertencer, como se receássemos que de repente alguém nos entrasse a correr porta adentro a dizer que tinha sido cometido um erro terrível e que, na verdade, não deveríamos estar a viver num lugar tão maravilhoso. Depois, ao longo dos anos, as paredes desgastam-se, as madeiras racham aqui e ali e começamos a amar a casa, não tanto por toda a sua perfeição, mas pelas suas imperfeições. Aprendemos a conhcer todos os seus recantos. A evitar esquecer a chave na fechadura quando quando está frio na rua. Qual a tábua do soalho que cede ligeiramente quando a pisamos ou a maneira exata de abrir a porta do guarda-roupa sem a fazer ranger. São estes os pequenos segredos que fazem dela a nossa casa."

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