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justsmile

22
Mar21

Dar um tempo... a um livro

(Imagem retirada daqui)

      Já alguma vez tiveram de dar um tempo a um livro? Há alguns anos que desejava ler este livro, gosto muito de ler e ver documentários sobre a II Guerra Mundial, faz-me sempre questionar até que ponto poderemos considerar que os Humanos têm Humanidade, faz-me sempre reflectir sobre o homem e a Humanidade, até mesmo sobre a sociedade em que ainda vivemos. Já li imensos livros sobre a temática, alguns do género de documentário, outros romances inspirados em personagens reais e outros até completamente fantasiados, e adorei todos. Não me consigo lembrar de um livro sobre a II Guerra Mundial que me faça dizer que não gostei, porque gostei sempre, mas este livro está a dar-me uma certa luta.

         Quando se fala da II Guerra Mundial, há sempre o nome de um médico famoso que vem à baila, Mengele. Este livro atraiu-me exactamente por isso, pois sei que nos campos de concentração muitas experiências foram feitas e que muitas tentativas para fazer evoluir a Medicina foram realizadas, muitas até com a assinatura deste temível médico. Esperava que o livro fosse sobre isso, que as 800 páginas me mostrassem a ligação da Medicina às atrocidades que foram feitas pelos Alemães, mas a verdade é que o livro não é assim tão fácil de ler. Além de ser uma temática bastante pesada, com a descrição de alguns actos atrozes, a verdade é que fala muito da forma como eram geridos os campos e até o funcionamento político da Medicina na altura. O livro tem partes realmente interessantes, mas estou a meio do mesmo e ainda não consegui terminar, ao fim de três meses. É um livro pesado, em todos os termos da palavra, mas a verdade é que a falta de um fio condutor, temporal ou mesmo de organização, me tem feito avançar de uma forma muito lenta.

         "Os médicos da morte" é um livro sobre a história de alguns dos médicos mais famosos do Terceiro Reich, mas é muito mais político do que propriamente direccionado para a Medicina. O livro vai falando de algumas experiências que foram feitas, como funcionava os centros médicos nos campos de concentração (se lhes podermos chamar assim), mas não existe um fio condutor ao longo de todo o livro o que me faz ficar um bocadinho frustrada por andar sempre para trás e para a frente. Ao fim de três meses tive de fazer o que só me lembrava de ter feito uma vez na vida, dar um tempo ao livro. Este fim-de-semana permiti-me parar a leitura deste livro, colocá-lo de lado e pegar noutro. Quase que o senti como uma espécie de traição, mas teve de ser, foram três meses com este livro a ver se avançava, se o terminava, mas a disposição não está para aí virada. Não é um mau livro, longe disso, aprendi imenso com ele e sobre a verdadeira história da II Guerra Mundial, mas se calhar não é o momento certo para ler um livro destes, se calhar mais tarde irei dar-lhe uma nova oportunidade, mas neste momento preciso de avançar para algo mais leve e mais 'corrido'. Vocês também já tiveram de dar um tempo a algum livro?

 

03
Fev21

Sofia Tolstoi - Uma Biografia (13/12 de 2020)

(Imagem retirada daqui)

         Só agora me apercebi de que nunca cheguei a partilhar com vocês a minha última leitura de 2020 e a minha primeira leitura de uma Biografia. Há alguns anos que li alguns dos livros de Tolstoi e fiquei fascinada com o cérebro daquele homem, da sua vitalidade para a escrita e a forma subtil como fazia as suas criticas a uma sociedade ociosa e fascinada pelo convívio, festas e outras tantas coisas supérfluas. Fiquei fascinado com o romance de Anna Karenina e com a critica social de Guerra e Paz, o primeiro foi sem dúvida um dos melhores livros que li até hoje, pela sua história, pela sua complexidade e ao mesmo tempo pela sua crítica. Mas o livro que li foi sobre a esposa deste génio do século XIX, o que mudou a minha perspectiva sobre o génio e o seu feitio,

        Antes de ler este livro sabia que Sofia tinha tido um papel muito importante na vida de um dos maiores escritores do mundo, o que não sabia é que ele tinha um feitio terrível de se aguentar. Já tinha visto, há muitos anos, o filme a 'Última Estação' em que retrata os últimos anos de vida de Leo Tolstoi, mas o livro permitiu-me conhecer a visão de Sofia sobre toda a vida de Tolstoi, aliás, o livro fez-me compreender que Sofia foi a razão de Tolstoi ser quem era.

        Ler este livro permitiu-me compreender que Sofia apaixonou-se pelo génio escritor e não pelo homem depressivo que tantas vezes sobressaía. Sofia, casando-se tão nova e com uma diferença de idades tão grande entre eles, viveu toda a vida a proteger o génio do autor, assumindo as responsabilidades de tudo e mais alguma coisa, da casa, dos filhos e até, mais tarde, da edição dos livros do autor. Sofia transformou-se na maior protecção do mundo de Tolstoi, a sua vida vivia em volta de todas as necessidades do autor e foi quando ela própria começou ao demonstrar necessidades, aquando a perda de alguns filhos, que o seu casamento começou a ruir. Apesar disso Sofia, sem eu conseguir perceber como, talvez por um amor puro ou uma dependência total do génio de Tolstoi, está sempre ao lado dele, mesmo quando os seus valores começam a mudar totalmente. Admito que com este livro a minha perspectiva sobre Tolstoi mudou totalmente, e valorizei muito mais a mulher que corrigia todos os seus livros, que fazia tudo para que eles existissem, do que o próprio autor. Vi em Tolstoi um egocentrismo medonho, uma facilidade em culpabilizar Sofia pelo seu mau humor como nunca antes, uma relação tóxica que só piorou quando a hipocrisia de Tolstoi se demonstrou. Não acho que ele o tenha feito propositadamente, acho que foi influenciado pela idealização de um mundo impossível, que nem ele conseguia colocar em prática, mas foi isso que foi destruindo o seu amor aos poucos. 

          As últimas horas de Tolstoi chocaram-me, pois preferiu ser acolhido por desconhecidos que o idolatravam do que pela família, pela esposa que tanto fez por ele e que tão pouco foi reconhecida. Ao ler este livro tive pena de Sofia, não consegui compreender esse amor tóxico que a fez viver pela idealização de um dos maiores escritores da época. Não consegui compreender como aguentou e como até ao fim disse que amava Tolstoi, mesmo com todo o mal que ele lhe provocou. Não consegui compreender, mas aprendi que nem sempre as coisas são como as apresentam e a Sofia que li é totalmente diferente da que vemos nos filmes e nos documentários, aqui é uma super-mulher!

         Para primeira Biografia custou-me a encontrar um bom ritmo de leitura, mas depois foi só virar páginas e páginas e ficar surpresa com a vida desta grande mulher!

14
Out20

A rapariga apanhada na teia de aranha (12/12)

(Imagem retirada daqui)

        Comecei a ler a saga Millennium em 2019 e desde aí que tenho vindo a comprar os livros da saga aos bocadinhos, consequentemente, a ler também aos bocadinhos. Tenho achado a saga muito boa, cheia de intriga, mistério e com inúmeras reviravoltas que nos apanham desprevenidos. Tem sido isso que me tem mantido agarrada e motivada ao longo da história de Lisbeth, pois a verdade é que nunca sei o que esperar. No entanto, demorei imenso tempo a ler este quarto livro e não sei bem explicar porquê. A saga continua tão misteriosa como o costume, mesmo com a mudança de autor, mas houve algo que me distanciou deste livro.

          O criador da saga, Stieg Larsson faleceu sem terminar a história de Lisbeth e David Lagercrantz deu continuidade a este mundo negro e obscuro. Se notei diferença na passagem de um autor para o outro? Penso que não, pois como referi, o enredo da história continua bastante activo e as personagens mantêm-se tal como as conhecemos, mas a verdade é que demorei mais de um mês a ler um livro que normalmente leria em menos de três semanas. Não sei se foi pelo facto de Lisbeth estar menos presente neste livro, constante, mas com menos pensamentos e com mais acção em seu redor. Não sei se foi pelo facto de não haver quase desenvolvimento na relação entre Mikael e Lisbeth. Ou até, se por simplesmente a revista Millennium estar novamente em queda e estar desesperadamente à procura de uma nova história. 

          Este quarto livro anda em torno da morte de um famoso informático que trabalhou para uma das maiores empresas do mundo de softwares, acreditando que a Inteligência Artificial viria a ser o futuro. É a partir desse momento que verdades se começam a descobrir e que uma testemunha ocular e sem capacidades sociais se torna num alvo a abater. É então onde entra Lisbeth e Mikael, Mikael por mera coincidência (ou talvez não) e Lisbeth em defesa da verdade e dos menos protegidos.

         A saga é boa, os elos entre os livros vão sendo criados, mas acho que ficou a faltar qualquer coisa neste quarto livro. Fiquei com a sensação que lhe faltava personalidade, conteúdo e não apenas uma descrição de acontecimentos. Lá em casa já pára o quinto livro "O homem que perseguia a sua sombra", mas ainda vou precisar de deixar passar algum tempo para lhe tocar. Preciso de voltar a aganar mais entusiasmo por uma saga tão boa como a Millennium.

P.S.: E com este livro alcancei o meu Reading Challenge de 2020, 12 livros.

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