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justsmile

27
Ago20

5 Podcasts para Ouvir

       Nos últimos tenho-me dedicado a ouvir Podcasts enquanto trabalho, rendi-me a uma moda há muito em voga. Admito que inicialmente tudo me estranhou, mas agora estou a tornar-me fã deste novo tipo de aprendizagem, ouvir enquanto faço outras coisas mais leves. Não só consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, como vou aprendendo coisas novas, curiosidades e até crescendo enquanto pessoa. Então desde que regressei ao trabalho que me tenho dedicado ao mais variado tipo de podcasts, desde de auto-crescimento até a histórias criminais, mais diferentes não poderiam ser. Assim, decidi partilhar com você os meus cinco podcasts preferidos nos últimos tempos.

Café com Crime

        Café com Crime é o podcast de uma jornalista brasileira de uma forma leve e divertida conta os crimes mais hediondos do Brasil, desde do primeiro serial killer brasileiro até casos mais recentes. Gosto da forma divertida e simples como a jornalista conta estas histórias e nos faz viajar no tempo. São cerca de 40 minutos bem passados sobre os crimes mais estranhos que já ouviram falar.

Tubo de Ensaio

        Tubo de ensaio, normalmente não sigo a TSF, aliás, acho que nem a tenho sintonizada no meu rádio do carro, mas tanta gente falava deste programa que fui procurar pelos podcasts e não me arrependo nada. São 3-5 minutos bem passados e sempre com uma gargalhada. Os temas são da actualidade e fazem sempre rir, apesar de serem sempre assuntos bastante sérios. Vale muito a pena!

The Gratitude Diaries

          E na série de auto-crescimento comecei a ouvir The Gratitue Diaries este é o podcasts da autora do livro com o mesmo nome e tem a duração de 2-3 minutos. A autora do livro dá dicas diárias ou uma espécie de exercício para praticarmos a gratidão diariamente. A verdade é que às vezes nos esquecemos de o fazer e a autora dá dicas super simples para conseguirmos lembrarmo-nos do que é bom na vida diariamente.

          E na área das curiosidades comecei a ouvir o programa da Oprah em que fala das melhores entrevistas ao longo da sua carreira, falando das revelações dos seus convidados e como lidou com essas situações. Ao ouvir este podcast levantou-me a curiosidade e recorri muitas vezes ao Youtube para assistir a algumas das entrevistas e valeu bem a pena.

         E mais uma dentro do estilo de melhorar a qualidade de vida é ouvir The Minimalists, depois do documentário vale a pena ouvi-los. Relembra-me sempre do porquê de gostar tanto do minimalismo, do quanto é necessário para conseguir equilibrar a minha vida. São longas as conversas, quase 60 minutos, mas de longe a longe vale a pena ouvir.

 

          São cinco podcasts totalmente diferentes uns dos outros, gosto de variar, mas que todos me têm mantido entretida enquanto faço trabalhos aborrecidos, mas necessários. Têm alguma sugestão para mim?

07
Mar18

Quando as modas trazem benefícios

(Imagem retirada daqui)

 

       Apercebemo-nos que um determinado conceito, um determinado estilo de roupa ou até um determinado estilo de vida está na moda quando começa a surgir-nos demasiadas vezes nos meios de comunicação ou parece que está sempre a surgir à nossa frente. É artigo ali, é documentário acolá e até quando já começamos a ver marcas apostarem nesse determinado conceito. Nunca fui uma pessoa propriamente de modas, muito pelo contrário, sempre tive um bocado a 'mania' de ser diferente. Não que pintasse o cabelo de cor-de-rosa, que me enchesse de piercings ou até que me vestisse com a roupa da montra de uma loja. Sempre fui um bocadinho diferente na minha forma de estar, na minha forma de ser e quem olha para mim vê bem que não sou uma fashion blogger. Tenho a noção que marco muito mais pela minha personalidade, pelas minhas palavras e pela forma que me comporto, do que pela forma que me visto. No entanto, houve alturas que acabei por me deixar levar pelas modas, mas quando estas realmente se tornaram benéficas e não apenas um conceito de estética. Há uns anos a moda era correr (se calhar ainda o é, mas não tenho visto tantas publicações sobre o assunto), toda a gente corria, toda a gente tentava fazer participações em corridas e afins e foi quando tentei correr e voltar a fazer desporto. Em pouco mais de meio ano percebi que correr não era para mim, lá está, não vou nas modas, e optei por procurar outra forma de fazer exercício e foi quando comecei a piscina, não está na moda, mas sinto-me bem a fazê-lo.

       As coisas surgem na moda de uma forma ciclica e é interessante observar isso nas pessoas, nas publicidades, nas revistas e até no comportamento humano. Todos querem estar na moda, todos querem ter as jeans que mais se vendem, o casaco que mais sucesso tem ou até o telemóvel XPTO que toda a gente tem. No entanto há outro tipo de moda, movimentos, conceitos que inspiram pessoas à mudança, que inspiram pessoas à consciencialização e até à mudança de hábitos e comportamentos. Mais do que nunca, o conceito minimalismo, despercício zero e consumo nacional está na moda. E é aqui que encontro um lado benéfico da moda. Envolvi-me no minimalismo ainda antes de ser um conceito tão falado em Portugal, mas tenho gostado de toda esta publicidade, documentários e até blogs que têm surgido sobre a temática. É uma moda, mas é uma moda boa, é uma moda que quer mudar mentalidades e no fundo trazer um bocadinho de mais felicidades às pessoas. É uma moda que não exige o consumismo, muito pelo contrário, e que simplesmente tem como objectivo o auto-descobrimento, a melhoria da qualidade de vida e até a busca pelo que é a verdadeira felicidade. O desperdício zero também anda na boca do mundo, até foi assim que o conheci, o que é fantástico, pois precisamos de aumentar a nossa consciência para a necessidade de diminuir o lixo, o plástico e o consumo de bens que não são necessários, não só para nós próprios, mas para este planeta que nos acolhe. Até o consumo nacional está em voga, seja pelo surgimento de produtos portugueses ou até pelo programa do Raminhos que tanto me tem ensinado. São estas modas, o aparecimento destes conceitos e a envolvência neles que nos fazem mudar mentalidades, melhorar a qualidade da nossa vida, diminuir a nossa pegada ecológica e até ficarmos orgulhosos de sermos portugueses. São temas que estão realmente na moda, nos últimos tempos torna-se impossível não tropeçar neles em qualquer lado, mas isso é bom e neste momento é necessário. É preciso mudar mentalidades, é preciso consciencializar para uma vida melhor e é preciso aprender a valorizar quem somos e o que temos e acredito que esta moda só traz benefícios.

        Um exemplo perfeito de como todas estas novas informações, todos estes conceitos que estão na moda são benéficos positivamente foi que no outro dia, algo que nunca tinha feito, em pleno supermercado, estava a colocar num saco dois tomates, quando inconscientemente decidi ver de onde vinham. Por mais 0,05€ poderia escolher um tomate nacional em vez de um espanhol, assim, retirei os que tinha no saco e optei por trazer tomates portugueses, tão nossos e tão saborosos. Algo tão simples como ver o programa 100% português fez com que tomasse mais consciência no momento de aquisição de algo tão banal como um tomate. É realmente moda, esta consciência para o ambiente, para o que é nosso e para a diminuição do consumismo, mas sejamos verdadeiros, qual é o problema se só traz benefícios? E aqui me admito, não me importo nada de estar na moda, mesmo que isso me torne numa pessoa ainda mais comum. O que deveria acontecer? Mais pessoas aliarem-se a esta moda que faz bem a tudo, à carteira, à saúde e ao ambiente, e deixarem-se de modas que não trazem benefícios nenhuns. E vocês já aderiram a esta moda?

06
Mar18

Mas como consegues fazer tudo?

(Imagem retirada daqui)

 

       Sempre fui uma pessoa bastante activa. Lembro-me quando andava no ensino básico de pertencer ao clube de inglês, ao deporto, ao teatro e à dança contemporânea. No entanto, a partir do momento em que entrei no secundário, apesar de já estar ligada à associação da terrinha, o meu número de actividades decresceu imenso, a situação familiar e económica não estava muito bem e gastar dinheiro em fosse o que fosse estava fora de questão (mesmo para deslocações). Na faculdade, então, foi sempre a descer, pelo menos nos primeiros anos. Nessa altura apenas fazia parte do conselho de curso e era delegada de turma e já pouco tempo me sobrava. Contudo, no último ano do curso surgiu o convite para fazer parte de uma comissão de festas, mantendo ainda o meu lugar no conselho de curso e como delegada de turma, para além de estar em estágio e de ter um projecto de investigação para desenvolver. Apesar do pouco tempo com que fiquei entre 2012/2013 foi quando me apercebi que estava a voltar à minha zona de conforto, a pro-actividade, a participação na minha comunidade e os inúmeros projectos em que estava envolvida e me faziam sorrir. Não foi fácil, mas sentia-me mais do que realizada, sentia-me feliz por fazer parte de tanta coisa que me ajudou a um crescimento pessoal enorme e, principalmente, que me levou ao meu próprio reencontro.

       Quando ingressei no mercado do trabalho tinha decidido que iria continuar a participar na comunidade, mas que iria tentar diminuir a carga horária a que me dispunha para fazer as coisas e durante, pelo menos dois anos, assim o foi. No entanto, no último ano tenho aumentado o meu envolvimento em actividades e a coisa começou a tornar-se mais difícil de gerir, são demasiadas actividades para alguém que trabalha tanto e que tem tanta coisa a acontecer na vida pessoal. Neste momento ao longo da semana trabalho 45h como administrativa, mais 5/6h ao sábado como terapeuta da fala e como se ainda não bastasse juntei-lhe actividades, nomeadamente, sou secretária da assembleia da associação que faço parte e de um dos núcleos que organiza actividades (este cargo é minimamente recente, mas era algo que já costumava fazer algumas vezes por ano), faço parte de um partido político que tomou posse da junta (e ainda bem que são poucas as actividades anuais que me envolvo) e ainda escrevo e faço Publicidades do Coração para a Revista Inominável. Isto tudo para além de que mantenho este blog que tanto adoro! (E ainda ando com mais uns projectos em mente... Digam lá se não sou louca?). A verdade é que quem lê acha coisa pouca ou porque umas coisas têm uma frequência reduzida ou porque são cargos e funções relativamente simples, mas a verdade é que apesar de ser simples, de eu gostar mais ou menos, é que tudo isto obrigada dedicação, tempo e atenção. Já para não esquecer que tenho de cuidar de mim, das pessoas que me rodeiam e tenho um casamento para preparar e obras para começar. Quando converso com algumas pessoas, umas desvalorizam totalmente as minhas funções outras simplesmente me questionam como consigo fazer tudo! A palavra-palavra chave é: organização.

       Por norma, sou uma pessoa bastante organizada, aliás, até já deixei aqui umas dicas e os aspectos que andava a tentar melhorar na minha organização. Contudo, a organização pessoal é um aspecto totalmente diferente. A organização pessoal prende-se com a gestão de tempo, seja a nível profissional como laboral. E como o faço?

       1º Escrever: o meu telemóvel está cheio de anotações de coisas que tenho para fazer, para escrever no blog, coisas que não me posso esquecer ou até contactos que preciso de realizar. O telemóvel é a forma mais rápida e eficaz de registar no momento aquilo de que não nos queremos esquecer, no entanto, admito que não sou mulher de agenda electrónica e assim que tenho oportunidade passo tudo para a minha agenda e tento enquadrar as tarefas ao longo da semana ou mês, de forma a conseguir a sua concretização.

      2º Gerir prioridades. É importante saber o que precisamos de fazer hoje ou para a semana. Se há prazos a cumprir há que os apontar, senão é procurar aquele dia em que estamos mais livres e realizar a tarefa.

       3º Cumprir com os planos, talvez a dica mais difícil de cumprir para a maioria das pessoas. Eu sou muito focada e quando tenho algo escrito na agenda adoro ver à sua frente uma cruz que representa realizada, não gosto de olhar para o dia de ontem e ver que deixei algo por fazer, é o facto de estar escrito e visível diariamente aos meus olhos que me mantém concentrada e motivada para a concretização da tarefa. E não vale apagar a atarefa, é deixá-la lá até ter uma cruz.

      4º Dar margem para o erro. Eu sei, há aqueles dias que é impossível concretizar tudo a que nos propusemos ou porque o carro não pegou à primeira ou porque o computador não estava ao nosso agrado ou simplesmente porque nos deu um daqueles ataques de preguiça. Também tenho disso. O que faço para tentar não sair muito ao que tinha planeado é não deixar nada para a última da hora, isso só me deixa mais stressada. Tento por isso nunca encher totalmente os meus dias com tarefas, a não serem as estritamente necessárias para a data ou próxima de algum prazo.

       5º Arranjar tempo para nós, e por vezes é aqui que mais falho. As tarefas são tantas que a parte que sai prejudicada somos nós próprios, a nossa vida pessoal. Nos últimos tempos senti que tinha realmente perdido este ponto na minha gestão de tempo, por isso o defini como objectivo para Março de forma a manter-me mais concentrada em encontrar tempo para mim mesma. É tão importante como comer e beber, nem sempre é possível, mas há pelo menos a vontade de o tornar mais frequente e quase numa obrigatoriedade.

      Não é fácil cumprir estes pontos, mas tento manter-me motivada para o conseguir. Sei que às vezes não dá de todo, demasiadas tarefas obrigatórias para tão pouco tempo, mas quando estamos motivados, só o corpo sente o cansaço e a sensação de concretização e realização supera tudo o resto. Aceitam-se mais dicas de como gerir o tempo!

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