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justsmile

26
Fev18

Estou a precisar de leveza

(Imagem retirada daqui)

 

       Este novo ano tem sido um bocadinho estranho para estes lados. Com a preocupação de organizar uma casa e preparar um casamento, associou-se uma crise profissional que só eu a sinto e este tem sido o aspecto que me tem deixado mais inquieta. Toda a leveza e tranquilidade que sentia nos últimos tempos (aqui) parece ter desaparecido e não tenho tido a capacidade de a trazer de volta, pelo menos neste aspecto da minha vida. A isto tudo aliou-se a saúde que tem andado um bocadinho em baixo e que para tentar resolver o assunto sem mais idas ao médico tenho tentado dormir mais um bocadinho, ter uma alimentação extremamente saudável (apesar de já considerar que tinha uma dieta saudável) e assim que tenha energias quero mesmo voltar ao desporto, que tem andado descurado devido a estas questões de saúde. No entanto, tenho andado tão abatida, mesmo apesar de todas as conquistas que temos conseguido juntos, que perdi a sensação de leveza e de tranquilidade. E foi ao ler a Edição Limitada que me apercebi de tal coisa, perdi (espero), temporariamente, o foco na leveza e na tranquilidade que tanto me tranquilizaram nos últimos tempos.

         Quando me envolvi e comecei a estudar mais sobre o minimalismo, a temática trouxe-me uma leveza não só física como psicológica. O minimalismo não só mudou a forma como via os bens materiais, como me deu um novo olhar sobre a vida e da real importâncias que as coisas têm para mim. Esse aspecto não desapareceu, muito pelo contrário, sou uma pessoa muito mais consciente quando compro, tenho tido muita atenção a não atribuir tantas emoções e sensações a objectos físicos e tenho tido a capacidade de comprar menos, mas melhor. São aprendizagens que têm permanecido em mim, como ainda me despertaram a curiosidade para o zero desperdício que aos pouquinhos quero implementar na minha vida. Aliás, a minha organização tem melhorado significativamente, seja a nível pessoal como de arrumação. Sem saber bem como ou porquê a sensação de leveza que sentia anteriormente é que desapareceu, deixando-me meia desamparada e cansada.

        Nesta última semana, de forma a lidar com esta falta de leveza, de tranquilidade, tenho tentado deitar-me mais cedo. Culpo principalmente o cansaço por esta sensação, no entanto será apenas o cansaço? Tenho também tentado obrigar-me a ler, mesmo com pouca vontade, pois sei que depois consigo envolver-me numa espécie de bolha e sair do meu próprio mundo. Culpo também a saúde que tem andado em baixo, mas não será isso consequência do cansaço? No dia de Carnaval obriguei-nos a ficarmos no sofá sem fazermos nada, rigorosamente nada, contudo na minha cabeça criava uma lista de coisas minimamente urgentes que temos realmente de fazer. Será a culpa de tudo o que estou metida neste momento, o casamento, as obras, as 50h de trabalho, a Inominável e ainda uma associação voluntária em que me meti? Já para não falar das formações que ando a pensar fazer. Ou até da frustração profissional que tenho sentido nos últimos tempos?

       A verdade é que pode ser um bocadinho de cada uma das coisas anteriores, e apesar de tentar aplicar as dicas do minimalismo em todas elas, admito que tenho tido dificuldades. Eu sei o que quero em quase tudo, eu sei o que realmente é importante na minha vida e tenho as minhas prioridades bem definidas. Contudo, acredito que estou a falhar no dizer 'não' a alguns projectos, pressionando-me desnecessariamente e fazendo tudo isso de modo voluntário (mas que não deixa de exigir tempo, dedicação e atenção). Admito que tenho falhado ao pensar em acrescentar tarefas, em vez de procurar realizar as que já tenho em lista de espera há algum tempo. E, principalmente, tenho falhado em parar, respirar e dedicar um bocadinho do tempo a mim mesma, principalmente ao fim-de-semana. Nestes horários de loucos não tenho conseguido enquadrar o me time, mas estou mesmo a necessitar e estou ansiosa por ficar boa, para me dedicar a mim, para voltar a reorganizar-me, pois a verdade é que apesar de saber todos os passos que o minimalismo sugere os tenho deixado um bocadinho para trás. A verdade é que me tenho descuidado de mim mesma e preciso de voltar a encontrar a minha leveza. A partir de hoje, estou determinada a esquecer um bocadinho o mundo, apenas por uns minutos por dia, e a dedicar-me a mim mesma para reencontrar a leveza que tanto preciso para continuar.

       Sinto que tive uma recaída, mas prometo voltar a levantar-me.

05
Set17

Mudar, Crescer, Transformar

"Se nunca mudares, nunca irás voar." (Imagem retirada daqui)

 

      Não gosto de estagnar. Não gosto de não evoluir. Não gosto de não crescer. Não gosto de não me desenvolver. Gosto do oposto de tudo isto. Gosto de me desafiar. Gosto de tentar, mesmo que dê errado. Gosto de, nas pequenas coisas, tentar fazer a mudança. Gosto de me ver modificar, de ver quem já fui e o quanto evoluí. Não gosto de frases como 'não consigo mudar', 'não consigo deixar de...'. São frases que me deixam iquieta, que me deixam nervosa e que me deixam angústiada. Não gosto que digam 'não consigo'. Gosto sim de dizer, 'tentei mas não deu', 'tentei e afinal consegui.' Gosto de tentativas, gosto de transformações. Gosto de tentar e compreender até que ponto posso chegar. Gosto de ver quais os meus limites. Gosto de mudar, de lutar por algo melhor, de me melhorar.  

      Ultimamente ando atenta aos meus hábitos. Ultimamente ando a ler mais artigos sobre como melhorar a nossa qualidade de vida e dei por mim, sem querer, a desejar mudar alguns aspectos do meu quotidiano que nem sabia que precisavam de ser melhorados. Dei por mim a inspirar-me na vida de desconhecidos para conseguir mudar a minha própria vida. Nunca imaginei que este ano fosse um ano de tantas vontades, tantos desejos de mudança e de transformações. Tenho lutado por mim, simplesmente por mim e nada mais. Aos poucos, passinho a passinho, tem crescido em mim uma consciência do que quero realmente da minha vida. Sem dar por isso tenho-me colocado a mais desafios pessoais. Quero mudar, quero crescer, quero melhorar e quero transformar-me naquilo que sempre desejei ser. Esta é uma caminhada que há muito começou, a cada ano que passa vai-se tornando mais forte, mas tem também sido uma caminhada com mais momentos de reflexão (e este blog tem isso o ponto de viragem dessas reflexões). Tenho-me apercebido que quero atingir um ponto de tranquilidade na minha vida que nem sequer imaginava há uns anos atrás. Estas mudanças que tento incutir em mim própria tem sido uma das melhores aventuras que optei por tomar. Nos últimos dois meses simplesmente tenho tido mais consciência disso. Consegui definir claramente os objectivos que quero para a minha vida. Defini claramente a pessoa que desejo ser e que tenho lutado para ser. É um percurso lento, não acontece da noite para o dia. Falho, como todo o ser humano o faz, mas não tenho desistido.

      No sábado passado, depois de uma manhã e tarde de trabalho, dei por mim a tirar fotografias a todas as minhas roupas, apenas com o intuito de criar um catálogo para mim mesma e compreender o que está a mais, o que está a menos e o que tem de desaparecer. Ontem, ao quarto dia do mês de Setembro, levantei-me ao primeiro toque do despertador e espreguicei-me. Pela primeira vez na vida levei uma peça de fruta para o meu lanche da manhã. São pequenas transformações, pequenas mudanças que quero manter na minha vida apenas para a melhorar. Não vão ajudar ninguém, não vou contribuir para um mundo melhor, mas ao mudar-me, ao transformar-me vou ser uma melhor pessoa para comigo e para com os outros, e quem sabe até não inspirar alguém à mudança? Com uma vontade enorme, com um desejo ainda maior, sinto que estas pequenas mudanças me estão a fazer crescer e a valorizar o melhor da vida. Tenho aprendido que tomar conta de mim transforma a nossa vida de tal forma que só quem o faz o compreende. Tenho aprendido a dizer 'não' e a pensar primeiro em mim sem prejudicar os outros. Tenho andado com uma energia tão boa, tão positiva que acredito que vou atrair coisas boas. Nunca fui uma pessoa negativa, nunca fui pessimista, mas sinto-me com uma energia renovada. Talvez inspirada na tranquilidade dos outros. Talvez seja apenas uma fase, mas a verdade é que a quero manter por muito tempo. A vida não ficou mais fácil de repente. A vida não deixou de me desafiar nem de me colocar obstáculos. Os meus problemas nem sequer desapareceram e eu miraculosamente não deixei de me chatear com algumas situações. Mas tudo isso me parece relativo. Consigo agora olhar para todos os desafios, todos os problemas de uma forma mais leve. É difícil de explicar, mas estas mudanças mentais e das coisas que me rodeiam têm me ajudado a ver a vida de uma outra forma. Talvez seja o minimalismo, talvez seja a vontade de poupar e de me desapegar do que não vale a apenas, mas a verdade? A verdade é que me tenho sentido mais tranquila comigo mesma. Longe estou de ser perfeita e ainda é longa a caminhada por estes caminhos que tenho optado, mas sinto-me bem. Sinto-me feliz com os passos que estou a tomar e pelas conquistas que tenho feito, tanto em mim como à minha volta. 

      Será isto a felicidade? Será isto o nosso objectivo de vida, sentir esta tranquilidade mesmo quando a vida nos corre?

 

(E estas conversas ficam entre nós, não vá ao verbaliza-las em voz alta destruir esta inspiração com o olhar incrédulo de quem me ouve. É uma fase que tem ficado apenas para mim. É uma trasformação que quero que seja visível mas não ouvida. Apenas Ele sabe, o meu melhor amigo, aquele que melhor me conhece e que vê o quão determinada consigo ser.)

23
Fev16

Noutra dimensão

(Imagem retirada da Internet)

 

Às vezes sinto que vivo noutra dimensão. Dou por mim perdida em pensamentos, ou simplesmente num vazio da mente que me faz sentir mais leve. Uma tamanha leveza que quase consigo observar a vida de uma outra perspectiva. Uma sensação de tranquilidade e paz, quando o sol toca e me aquece a pele, que me dá a sensação de descomplicar tudo à minha volta. Em que tudo parece tão simples e os problemas tão pequenos. Uma outra dimensão que faz de mim um ser simples, em que os problemas são apenas pequenos percalços do dia que esperam uma resolução, aparentemente, fácil. É um espaço entre mim e o inconsciente que faz diminuir a minha preocupação, que quase a torna insignificante. E é quando estou nessa dimensão que penso, sou realmente feliz. Tudo o resto são percalços. Tudo o resto são azedumes que não conseguem condenar a minha felicidade. Porque o que está noutra dimensão não pode atingir nem magoar a minha leveza, pode-me dar a sensação de cair, mas nunca baterei no chão enquanto conseguir entrar noutra dimensão. Nem que sejam por breves momentos.

Gosto dessa outra dimensão. Gosto da sensação de leveza e simplicidade.

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