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justsmile

10
Dez18

Um homem chamado Ove (9/12)

(Imagem retirada daqui)

       Demorei eternidades a ler este livro. Não porque fosse aborrecido. Não porque estivesse mal escrito. E muito menos porque não gostasse. A verdade é que o tempo me escasseou desde que mudei de emprego e a coisa tornou-se complicada, mas na semana passada, enquanto esperava pela consulta no dentista, terminei de ler este livro fantástico.

       Ao ler Um Homem Chamado Ove, lembrei-me de muitas pessoas que fui conhecendo ao longo da vida. Um tio, um dos vizinhos da rua, um dos pacientes na antiga clínica que trabalhei e até um ou outro conhecido. Ove no fundo, deu-me a conhecer muito sobre o tipo de homens que nunca consegui compreender, os literais que não conseguem estar parados, que não conseguem demonstrar sentimentos e que apenas se queixam de tudo e de nada. Ove ensinou-me que por vezes esse tipo de homens nem se apercebe que é assim e que no fundo têm um grande coração, apenas resmungam porque não sabem fazer outra coisa. Este foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. A história em si, as personagens e o enredo são demasiado bons para serem esquecidos. Ove, um homem solitário e visto como o resmungão do bairro é no fundo a melhor das pessoas que podemos um dia vir a conhecer.

       Este é um livro inesperado, completamente diferente daquilo que estava habituada e esse é o seu encanto. A história toma um rumo inesperado, une personagens que jamais imaginaríamos juntos e torna uma personagem odiada na mais querida do livro inteiro. É difícil de descrever a grandiosidade deste livro, apenas posso dizer LEIAM UM HOMEM CHAMADO OVE.

 

       "«Amar alguém é como mudar de casa.», costumava Sonja dizer. «A princípio, apaixonamo-no por todas as coisas novas, todas as manhãs nos espantamos por aquilo tudo nos pertencer, como se receássemos que de repente alguém nos entrasse a correr porta adentro a dizer que tinha sido cometido um erro terrível e que, na verdade, não deveríamos estar a viver num lugar tão maravilhoso. Depois, ao longo dos anos, as paredes desgastam-se, as madeiras racham aqui e ali e começamos a amar a casa, não tanto por toda a sua perfeição, mas pelas suas imperfeições. Aprendemos a conhcer todos os seus recantos. A evitar esquecer a chave na fechadura quando quando está frio na rua. Qual a tábua do soalho que cede ligeiramente quando a pisamos ou a maneira exata de abrir a porta do guarda-roupa sem a fazer ranger. São estes os pequenos segredos que fazem dela a nossa casa."

26
Set18

A minha lista de leituras

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     Este ano as leituras andam um tanto ou quanto atrasadas. Tenho livros, tenho interesse, mas outras questões têm-se sobreposto à minha vontade de ler, seja o cansaço ou as inúmeras coisas que têm acontecido na minha vida. Os livros têm começado a ficar pousados em cima da mesa, mas pouco lhes tenho tocado, a única altura em que li um livro seguido foi na lua-de-mel em que Ele aproveitava o sol e eu punha a leitura em dia. Não tem sido fácil conseguir enquadrar e regular os meus hábitos de leitura nestas transformações da minha vida. Quero incutir tal hábito, quero conseguir reformular os meus horários, mas os livros têm realmente ficado para último plano. Contudo, tenho uns quantos livros na estante (a maioria adquiridos recentemente na Feira do Livro) que estão à espera de serem tocados e ando desejosa de o fazer.

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       Neste momento tenho entre mãos Um Homem chamado Ove, peguei-o na semana passada, mas (de uma forma vergonhosa) ainda só consegui ler uma frase. Ando cheia de vontade de lhe pegar, mas ainda ontem o cansaço de uma segunda-feira difícil levou a sua a avante. 

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        E o Até sempre Mulherzinhas cheguei a tocar-lhe, mas a verdade é que não me conseguiu agarrar da forma que imaginava. Comecei a ler antes da lua-de-mel, no entanto achei que não estava a entrar num ritmo de leitura e por isso decidi para-lo por algum tempo, mas espero conseguir voltar a pegar-lhe.

        Ando neste impasse em relação às minhas leituras, sugestões para encontrar tempo para este meu hobbie?

17
Set18

O Regresso à Feira do Livro do Porto

IMG_20180915_233246.jpg

(Imagem de Just Smile)

 

      Isto de voltar a criar uma rotina num espaço tão curto de tempo não é propriamente fácil e o blog, com a correria e a falta de inspiração, acaba por levar por tabela. Tenho de me reorganizar, muito em breve, para conseguir manter a minha presença por estes lados.

 

     No sábado passado, no meio de uma gestão complexa, entre trabalho, limpar a casa e o aniversário da mãe, decidi que seria o dia ideal para ir à Feira do Livro do Porto. Local de passagem obrigatória todos os anos. Depois de no ano anterior ter-me deixado entregar às promoções e aos bons negócios da feira, este ano decidi fazer exactamente o mesmo. Na minha mente tinha alguns livros que sabia que gostaria de encontrar, não fosse a minha lista de 'querer ler' enorme, mas apenas os compraria se fossem realmente bons negócios. O resto viria por atracção à primeira vista ou pelo preço. E o que tenho a dizer? Mas que excelentes negócios que fiz este ano! Gastei cerca de 60€ em oito livros, incluindo um livro para Ele (quem diria que Ele iria comprar um livro, ah e é realmente difícil de saber qual foi a sua escolha...) e um infantil. Para mim, apenas adquiri um livro por 11€, os restantes foram todos a baixo dos 8€. Quase todos livros que há algum tempo estavam debaixo de olho, mas que por motivos de valores elevados me desmotivavam e nunca os tinha adquirido. No entanto, na feira fiz negócios incríveis com "Admirável Mundo Novo","Os homens que odeiam as mulheres" e mais um livro de Ken Follett, os outros foram simples atracções e bons negócios. Apesar dos bons negócios que fiz, considero que este ano não houve tantas pechinchas como em 2017, não vi livros a 2€ (em bom estado) e nem sequer achei os livros infantis a bons preços. Contudo, quem não gosta de ir à feira do livro?

       As sombras no Palácio de Cristal trouxeram uma frescura superior ao desejada para o fim do verão, Ele queixou-se do frio e eu fiquei com os pés gelados, ainda assim deliciei-me com o meu passeio no meio de milhares de livros. A Feira do Livro do Porto dá sempre um novo fôlego às minhas leituras e este ano veio na altura ideal, afinal já só tinha um livro na estante. Se valeu a pena? Oh se valeu! Agora é esperar que todos os livros sejam boas leituras!

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