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justsmile

17
Set18

O Regresso à Feira do Livro do Porto

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(Imagem de Just Smile)

 

      Isto de voltar a criar uma rotina num espaço tão curto de tempo não é propriamente fácil e o blog, com a correria e a falta de inspiração, acaba por levar por tabela. Tenho de me reorganizar, muito em breve, para conseguir manter a minha presença por estes lados.

 

     No sábado passado, no meio de uma gestão complexa, entre trabalho, limpar a casa e o aniversário da mãe, decidi que seria o dia ideal para ir à Feira do Livro do Porto. Local de passagem obrigatória todos os anos. Depois de no ano anterior ter-me deixado entregar às promoções e aos bons negócios da feira, este ano decidi fazer exactamente o mesmo. Na minha mente tinha alguns livros que sabia que gostaria de encontrar, não fosse a minha lista de 'querer ler' enorme, mas apenas os compraria se fossem realmente bons negócios. O resto viria por atracção à primeira vista ou pelo preço. E o que tenho a dizer? Mas que excelentes negócios que fiz este ano! Gastei cerca de 60€ em oito livros, incluindo um livro para Ele (quem diria que Ele iria comprar um livro, ah e é realmente difícil de saber qual foi a sua escolha...) e um infantil. Para mim, apenas adquiri um livro por 11€, os restantes foram todos a baixo dos 8€. Quase todos livros que há algum tempo estavam debaixo de olho, mas que por motivos de valores elevados me desmotivavam e nunca os tinha adquirido. No entanto, na feira fiz negócios incríveis com "Admirável Mundo Novo","Os homens que odeiam as mulheres" e mais um livro de Ken Follett, os outros foram simples atracções e bons negócios. Apesar dos bons negócios que fiz, considero que este ano não houve tantas pechinchas como em 2017, não vi livros a 2€ (em bom estado) e nem sequer achei os livros infantis a bons preços. Contudo, quem não gosta de ir à feira do livro?

       As sombras no Palácio de Cristal trouxeram uma frescura superior ao desejada para o fim do verão, Ele queixou-se do frio e eu fiquei com os pés gelados, ainda assim deliciei-me com o meu passeio no meio de milhares de livros. A Feira do Livro do Porto dá sempre um novo fôlego às minhas leituras e este ano veio na altura ideal, afinal já só tinha um livro na estante. Se valeu a pena? Oh se valeu! Agora é esperar que todos os livros sejam boas leituras!

10
Set18

Um mais Um (8/12)

(Imagem retirada daqui)

 

       A vida tem estranhas formas de nos surpreender. Adora pôr-nos à prova, adora fazer-nos cair e obrigar-nos a fazer um enorme esforço para nos levantarmos. A vida joga connosco, um jogo com poucas ou nenhumas regras, em que a única opção que nos dá é continuar a tentar. Assim é a vida de Jess, por mais provas que a vida lhe tenha dado do contrário o seu positivismo e a sua vontade de continuar foram sempre mais fortes. Com dois filhos um tanto ou quanto estranhos para o mundo, mas maravilhosos aos seus olhos, Jess sempre foi lutanto para lhes dar o melhor. Achando que o ex-marido estava doente e em tratamento, fez de tudo por todos, esquecendo-se de si própria, como tantas mulheres por esse mundo fora. Até ao dia em que a sua vida dá uma volta, numa viagem louca para levar a filha a umas Olímpiadas da Matemática em que o prémio a ajudaria com inúmeras contas.

    Assim começa a aventura de Jess, de Tanzie e de Nick, três personagens inesperadas num romance, três personalidades totalmente opostas, mas uma família como tantas outras. Um livro inesperado, um romance familiar e imprevisível, cheio de aventura e momentos cheios de emoção, um livro que me prendeu e que me fez continuar a desejar ler. Não é um livro complicado, não é um livro poético nem fislosófico, mas a verdade é que é um livro com que facilmente nos conseguimos identificar em algum momento ou com uma personagem ou com algum momento em particular. Um livro que adorei por isso mesmo, pela preserverança de Jess, que tantas vezes precisei, pela persistência e resiliência, mas também pelo amor que tem aos filhos, que tem à família.

     Este éum livro que aconselho a quem deseja uma leitura leve, simples, mas que nos mexa com as emoções. Jojo Moyes, mais uma vez não me falhou.

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21
Ago18

As livrarias irão desaparecer?

(Imagem retirada daqui)

 

      Quem por aqui passa já deve ter percebido que sou uma amante de livros. Adoro ler, adoro vê-los na minha estante e tenho sempre um na mesa de centro da minha casa, não vá a qualquer momento ter cinco minutos para ler algumas páginas. Sou uma grande adepta das compras online e em promoções e os meus últimos livros têm sido assim adquiridos, através do OLX, de promoções da Wook ou noutra grande livraria online. Do conforto do meu lar acabo por mandar vir os livros que ando desejosa por ler, comprar os livros fisicamente tem sido uma raridade (já nem me lembro do último em que o fiz), se tal coisa acontece é em alguma ida à Fnac, ao Continente ou até à Feira do Livro (essa é que já não falho!). Ir a uma livraria tradicional deixou de ser há alguns anos um hábito. Se dantes, quando era pequena e ainda nem à idade adulta tinha chegado, dava por mim a ir a livrarias com os meus irmãos ou pais, neste momento não me lembro da última vez que o fiz. Talvez na Rua das Flores, numa época em que ainda não era uma rua muito bonita, nem muito agradável à vista nem à segurança de uma rapariga sozinha por ali andar. E foi ao ver esta notícia que me apercebi que as livrarias irão desaparecendo como as pequenas mercearias que viviam espalhadas pelas aldeias e cidades de Portugal.

       As pequenas e tradicionais livrarias da nossa infância começam agora a desaparecer do mundo real, passando a ser algo do imaginário das pessoas mais antigas. Umas ainda viraram cafés acompanhados com livros, mas outras não aguentaram e começaram a evaporar-se sem darmos bem pela coisa. E contra mim própria falo. As grandes livrarias das superfícies comerciais têm sempre os livros arrumados, têm sempre os livros bem organizados e com boas promoções, algo que não acontece nas livrarias mais tradicionais. Os livros estão amontoados uns em cima dos outros, por vezes nem uma organização têm e as promoções são poucas, apesar de às vezes se encontrarem verdadeiras relíquias. Mas se umas trazem vantagens, em si não contém a magia de uma loja a cheirar a livros, aquele cheirinho tão característico do mundo das páginas. De uma forma inconsciente o meu comportamento está auxiliar ao desaparecimento das livrarias. Eu, no conforto do meu lar, ao comprar os livros em segunda mão, mais baratos e até em promoção estou também a fazer com que as verdadeiras livrarias, aquelas que nos dão aquele cheirinho e a sensação de conforto deixem de existir. Inconscientemente, estou a auxiliar ao seu desaparecimento e hoje, ao aperceber-me disso, fiquei de coração partido. Talvez seja inevitável, é difícil voltar agora atrás neste meu hábito, visto ter-me trazido tantas poupanças e tantas vantagens, mas a verdade é que tenho que compreender que sou parte activa deste processo negativo. Se calhar, num futuro não ele muito longínquo, as livrarias comecem a ser verdadeiras raridades entre as lojas de roupa e as pequenas mercearias. Talvez vá ser difícil encontrar uma livraria dissociada de um café e até talvez o cheiro tão característico dos livros se vá desvanecendo das memórias das pessoas, mas há algo que sempre ficará e serão os livros. Pelo menos esses, não se irão perder no tempo, pois existirão sempre pessoas como eu, que não vão em tecnologias e modas e que gostam de se perder nas páginas dos livros.

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