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justsmile

04
Jun18

Carícias da Noite (6/12)

 

(Imagem retirada daqui)

 

    Depois de ter lido Beijo das Sombras era mais do que óbvio que queria voltar ao mundo dos seres feéricos e que a minha vontade era perder-me novamente no meio da sua magia. Este era um dos livros que estava na minha lista desde que li o primeiro da trilogia e que apenas agora tive oportunidade de lhe pôr as mãos em cima. Não desiludiu, li o livro todo durante as minhas férias e não estou minimamente arrependida de ter continuado a ler a saga.

    Merry voltou para o mundo dos humanos rodeada de guardas que a querem proteger das tentativas de homicídio, no entanto é neles que reside a esperança de engravidar para se vir a tornar Rainha da Corte Unseelie. Este novo livro tem tanta acção quanto o anterior, a história evolui e ao longo do livro vão-se desmascarando alguns segredos que colocam em risco a vida dos seres feéricos. É um livro entusiasmante que me agarrou desde a primeira página e que me deixou a divagar sobre o que irá acontecer no último livro da saga. A evolução e a interacção entre as personagens foi realmente fantástica, ficou-se a saber mais sobre o passado de cada uma delas e sobre as suas personalidades, no entanto o mistério adensa-se quando situações estranhas começam a surgir no mundo dos humanos e que têm a intervenção de algum ser feérico poderoso. As cenas de sexo existiram, mas foram curtas, nada aborrecido que obrigasse a saltar páginas ou algo do género.

    Este foi um livro que não me desiludiu nem um bocadinho. Não é um livro de génio, não é o melhor livro de sempre, mas adorei a forma como me levou novamente para um mundo da magia, do qual já tinha algumas saudades. Estou ansiosa por ler o fim desta trilogia. Alguém já leu?

25
Mai18

Fahrenheit 451(5/12)

(Imagem retirada daqui)

 

       Já há alguns anos que este livro me despertou uma certa curiosidade. Sabia que falava sobre uma sociedade alternativa, sobre uma espécie de premonição sobre o futuro da nossa sociedade, mas não mais que isso. Entretanto, em conversa com a Magda ela ficou chocada com o facto de nunca ter lido o livro e em alguns dias já o tinha no correio prontinho para o ler, logo não havia desculpa para não o fazer.

        Admito que não foi um livro propriamente fácil de ler, não por ser grande, muito pelo contrário, pois é um livro com poucas páginas. Não foi fácil de o ler e não foi por ser um livro mal escrito, nem que mal se percebesse o que se passava. Nada disso. Este foi um livro de difícil leitura apenas por uma coisa, está tão próximo da nossa realidade enquanto sociedade que ser torna verdadeiramente assustador! (Este post contem pormenores sobre o livro, se não quiseres saber, é melhor parares).

       Como disse inicialmente, quando comecei a ler o livro tinha uma noção do que se tratava, mas não mais que isso, e quando comecei a ler as primeiras páginas compreendi que o livro seria sobre Bombeiros que não apagavam fogos, mas que os ateavam e não percebi o porquê. O meu choque residiu quando compreendi que os Bombeiros apenas ateavam fogo a casas que tinham no seu conteúdo livros. Sim, livros! E a frase "os livros são perigosos, fazem pensar" nunca me fez tanto sentido, como neste livro. Este é um livro sobre uma sociedade que está a ser tão bombardeada de informação, das televisões, das paredes digitais da sala, dos rádios e de todas as fontes de media, que não têm a oportunidade de pararem para pensar. É uma sociedade onde os livros não lhes foram propriamente retirados, mas que os começaram a deixar de tal forma de parte que o Governo aproveitou a oportunidade e tentou eliminá-los, tornando-os proibidos. Todos aqueles que vivem uma vida de felicidade, de espontaneidade ou que simplesmente ficam parados a observar a natureza são considerados perigosos para esta sociedade que não quer pensar, que não quer sentir e que apenas quer que tudo seja decidido e feito pelos outros. O silêncio tornou-se em algo assustador para este tipo de pessoas.

    Conseguem reconhecer alguns aspectos das últimas linhas? Conseguem reconhecer a sociedade que está constantemente a ser bombardeada com publicidade, com informações que deixou de ter a oportunidade de pensar por ela própria? Pois, reconheci-nos tão bem em algumas páginas que o livro tornou-se assustador, como numa espécie de premonição para onde a nossa sociedade caminha. Este é sem dúvida um livro magnífico, mas que é impróprio para quem não gosta de pensar, quem não gosta de se questionar e muito menos para quem apenas quer viver numa sociedade materialista e sem valores. É um livro que nos faz questionar para onde caminhamos e até onde poderá a nossa sociedade alcançar, mas é sem dúvida alguma um livro que todos deveríamos ler.

 

"- As pessoas de cor não gostam de Little Black Sambo. Queima-se. As pessoas não se sentem bem com Uncle Tom's Cabin. Queima-se. Alguém escreveu um livro sobre o tabaco e o cancro dos pulmões? Os fumadores estão a chorar? Queima-se o livro. Serenidade, Montag. Paz, Montag, leva a tua luta lá para fora. Melhor ainda, deita-a na incineradora. Os funerais são tristes e pagãos? Eliminam-se, também. Cinco Minutos depois de uma pessoa morrer, vai a caminho da Grande Caldeira, as incineradoras assistidas a helicópteros em todo o país. Dez minutos depois da more, o homem é uma partícula de pó preto. Não façamos trocadinhos com memórias. Esqueçam-nos. Queimem tudo, queimem tudo. O fogo é brilhante e o fogo é limpo."

23
Abr18

Os livros da minha vida

(Imagem retirada daqui)

 

       Ao longo da minha vida os livros foram ganhando uma relevância cada vez maior. Quando aprendi a ler, lembro-me de ao domingo querer ver logo a parte infantil da revista da minha mãe para ver as suas histórias. Mais tarde, quando o meu irmão me ofereceu À Procura do Mercador de Areia, lembro-me da confusão que aquela história me fez, mas do sabor doce que me deixou nos lábios. Aquele livro tão estranho, sobre um homem que procura uma areia para poder dormi, deixou em mim a vontade de conhecer outros mundos, de conhecer outras histórias. Dei então por mim aos 7 anos a pedir livros como prenda, todo o tipo de livros, com desenhos, sem desenhos e tudo começou porque um dia o meu irmão se lembrou de me trazer um livro da faculdade. E assim começou a minha relação com os livros, uma pequena paixão que viria a crescer com o tempo e que viria a tornar-se no meu maior refúgio. Sem dar pela coisa, ao longo da minha vida, os livros tornaram-se também parte da minha história. Este foi apenas o início.

      O diário de Anne Frank entrou na minha vida no início da adolescência, com 12 anos, e foi ela que me fez apaixonar por uma parte da história mundial que ainda pouco conhecia. Lembro-me de sentir a empatia por ela, com as suas palavras, com o seu diário, eu que escrevia também um diário desde os 7 anos e que 'sofria' as causas normais de alguém da idade, tal como ela. Ganhei um amor inestimável àquele livro, que já tinha sido das minhas tias e O diário de Anne Frank foi o livro que mais vezes li. Li quando precisava de relembrar o quão boa pode ser a vida, li quando voltei a precisar de me lembrar que há muito mal na humanidade, mas também há sempre alguém de bem. O diário de Anne Frank foi aquele livro que deu início a uma nova paixão pelos livros, os livros de história, os livros baseados em factos reais e os livros sobre a II Guerra Mundial que eu tanto gosto de ler.

       O tempo foi passando e houve uma altura da vida em que me senti perdida. Estava no pico da adolescência, 16/17 anos e com tantos problemas familiares perdi-me em mim mesma. Não lia muito na altura, o hábito tinha-se perdido algures no tempo, no cansaço, na rotina e nos problemas e foi quando me deparei com A Rapariga que Roubava Livros. Foi este livro sobre o refúgio de uma rapariga nas palavras dos outros que me trouxe de novo uma paixão que estava apenas adormecida. Ao ler as suas palavras, a forma como os livros lhe mexiam com os sentimentos e como a faziam viajar que me lembrei porque precisava tanto dos livros na minha vida. Para mim própria, os livros eram o meu refúgio, apenas me tinha esquecido, apenas tinha deixado adormecido este gosto que tão bem me fazia. Este livro fez simplesmente lembrar-me de que os livros eram a minha tábua de salvação.

       A vida vai tendo os seus altos e baixos, as rotinas vão mudando, as prioridades também e quando andei na universidade a vida estava tanto do avesso que o tempo para os livros tinha-se dissipado. Estava demasiado focada em tirar um curso que tudo o resto à minha volta se tinha perdido, inclusive eu mesma. Em 2012 senti o meu fundo emocional. Entrei num modo automático e que só me dava para chorar. Era muita a pressão, imposta pelos outros e por mim mesma, era muito o trabalho, eram muitos os problemas em casa e fui descendo, descendo até me sentir num lugar escuro. Foi Quando Estiveres Triste Sonha que surgiu na minha vida, um presente da minha irmã, pela altura dos meus anos. Um livro de bolso que me começou a acompanhar nas viagens de comboio e que me trouxe à realidade. Outro livro sobre a II Guerra Mundial que me fez lembrar que a vida é muito mais que tristeza, que a vida tem coisas boas, por muito negras que pareçam, e que vamos sempre a tempo de sonhar. Com este romance tão simples, tão doce, relembrei-me de que posso sonhar. Foi então aí que a minha vida começou a mudar, que senti a mudança na minha pele, que senti a necessidade de ser quem sempre queria ter sido. De uma forma tão simples, um livro fez-me lembrar que a vida é aquilo que queremos fazer dela. E a partir daí nunca mais abandonei os livros. A partir deste momento compreendi que os livros iriam sempre ser a minha terapia, a minha salvação e o meu refúgio neste mundo de loucos.

       Neste dia mundial do livro penso na importância que estes simples livros tiveram na minha vida. Não são livros de grandes autores, alguns nem estão no topo dos melhores livros do mundo, mas foram todos eles que me revelaram a importância de ler na minha vida. Foram todos eles que me fizeram compreender como os livros são a melhor forma de lidar com a vida, a melhor forma de aprender a viver. Estes são realmente os livros da minha vida, da minha própria história. E que livros fazem parte da vossa história?

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