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justsmile

24
Mai17

Eu admito... #14

(Imagem retirada daqui)

 

... Que odeio quando dou um dedo e querem logo o braço. Odeio que confundam a minha bondade, a minha calma e a minha paciência com burrice. Odeio que tentem abusar de mim. Odeio que por ter sido simpática uma vez pensem que o serei sempre. Ultimamente têm tentado fazer de mim o ser inocente, talvez pelo meu ar, inexperiente e com falta de conhecimentos. Fiz-me de cega durante uns momentos, por não querer entrar em confronto, por não querer entrar em choque, mas hoje a minha paciência acabou. 

Odeio que me tomem como burra!

 

03
Mai17

Eu e o meu ar de jovem

(Imagem retirada daqui)

 

Apesar dos meus 26 anos, ninguém é capaz de me dar a idade que tenho. Tenho uma pele ainda jovem, sou magrinha e apesar da minha altura toda a gente acha que ainda tenho 18 anos. Quando comecei no mercado do trabalho, muitos eram aqueles que achavam que no máximo eu teria 18 anos. Tenho uma voz aguda e pouco envelhecida, apesar de com o tempo ter um ou outro traço de rouquidão, e este corpo de lingrinhas com poucas curvas, juntamente com as jeans e as sapatilhas, dá-me sempre um ar bastante juvenil. Se tento demonstrar o contrário? Desisti de me dar a esse trabalho, sou o que sou e não preciso de viver com o que os outros acham e esse factor nunca importou na minha procura de trabalho. No entanto, tenho-me apercebido que ao longo do tempo as pessoas interpretam este meu ar simpático, sorridente e jovem como sinal de ingenuidade. O que para estes lados é algo completamente incongruente, se há coisa que não sou é ingénua.

Tenho passado algumas situações um tanto ou quanto caricatas nos últimos tempos em que tenho aprendido que as pessoas assumem em primeiro lugar que sou ingénua. Ou porque acham que não sou capaz de manter uma posição ou porque acham que não sei tomar decisões ou porque acham que tenho poucos conhecimentos legais ou até mesmo que não me apercebo quando me tentam fazer de parva. Se até hoje achei que este meu ar jovem apenas colocaria os meus pacientes em dúvida quanto à minha experiência (dúvidas que sempre foram eliminadas), hoje apercebo-me que o meu sorriso transmite, num primeiro impacto, algo que definitivamente não sou. As pessoas têm-se baseado no meu rosto para acharem que sou de fácil manipulação, que não consigo bater o pé ou que não percebo os passos importantes que estou a dar na minha vida. Simplesmente porque me tento manter simpática, porque tento sempre mostrar um sorriso e porque evito conflitos, mas nenhum dos argumentos anteriores quer dizer que não sei a realidade das coisas. Pensam que como sou jovem não me sei defender (basta pensar no meu rico primeiro patrãozinho ou no segundo) ou porque sou magrinha não tenho força para carregar isto e aquilo ou até porque não tenho uma personalidade forte. Pois bem, se este é o primeiro impacto de dou a verdade é que se têm apercebido aos poucos que não sou bem assim. Chegando já a ter ouvido comentários de 'não sabia que eras assim tão teimosa, ' tens uma tatuagem? Mas como? Tens um ar tão, tão...', tem também chegado ao cúmulo das pessoas alterarem versão e mais versão quando se apercebem que não sou a ingénua que pensavam, quando argumento e demonstro que sei mais do que pensavam. Não sei se é por ser jovem, se é este meu ar de santinha, mas não gosto que me tentem fazer de parva. Não gosto que numa primeira instância me considerem ingénua. Sei que não o sou, sei que já aprendi muito com a vida, mas era bom ter um traço em mim que o pudesse mostrar aos outros para não me tentarem enganar logo no primeiro impacto, pois o segundo impacto torna-se bem menos agradável que o primeiro.

Será que ser-se jovem é uma desvantagem na sociedade de hoje?

 

29
Mar17

Haverá uma idade para se casar?

(Imagem retirada daqui)

 

Quando era miúda não me imaginava a casar antes dos trinta anos. Achava que os trinta anos eram a idade ideal para se casar. Teria tido a oportunidade de viajar, de sair à noite com as amigas, de fazer voluntariado no estrangeiro, de viver sozinha, criar uma vida independente e uma estabilidade financeira. Numa espécie de mundo perfeito, imaginava que a modesta idade de trinta anos era o momento de me ligar a alguém para sempre. Até lá já teria conseguido tudo o que desejava alcançar sozinha. O que nunca imaginei foi encontrar um homem cinco anos mais velho que eu e que queria casar, assim a minha equação teve de ser ligeiramente alterada. No entanto, não acho que seja muito nova para casar, pois já alcancei muita coisa sozinha, nem que seja muito velha ao ponto de ter de acelerar o processo. Até à presente idade defini-me como pessoa, tornei-me objectiva e apesar de ter objectivos comuns com Ele, continuo a ter os meus objectivos pessoais. Nunca deixei de pensar por mim, apenas penso também por Ele e por nós.

Contudo, esta realidade de ser noiva e de contactar com outras noivas nas redes sociais tem-me ensinado que afinal os tempos não mudaram tanto como eu imaginava. Imaginava, não me perguntem bem porquê, que as mulheres dos tempos modernos estavam também focadas em si, nas suas carreiras, mesmo tendo alguém com quem partilhar uma vida e com quem quisessem casar. Pensei que as mulheres de hoje em dia queriam ser independentes, apesar de quererem partilhar as suas vidas com alguém, mas que quisessem passar pelo processo de crescer sozinhas. Antigos eram os tempos em que jovens se casavam com dezoito e vinte anos. Esses, na minha cabecinha, eram os tempos da minha mãe. Meninas, que simplesmente tinham como objectivo preparar um casamento e casar. No entanto, com este meu contacto aprendi uma nova realidade, há muitas, e muitas é sublinhado, jovens entre os dezoito e os vinte e um anos a preparar os seus casamentos para este ano ou o próximo. Pensava que os tempos tinham mudando, mas quando me apercebi que era das poucas noivas mais velhas do grupo (num grupo com mais de 1300 noivas portuguesas e lembro que tenho apenas 26 anos e caso com 27) fiquei ligeiramente assustada com a realidade. Nasci e cresci numa época em que a mulher já tem outros objectivos, para além do casamento, mas é ao ler jovens bem mais novas que eu me apercebo que os tempos estão a regredir (será regredir ou um novo avançar?). Eu tenho sim o objectivo de me casar, quero preparar o meu casamento, mas não estou a gerir a minha vida unicamente em volta desse acontecimento ao contrário do que tenho visto dos novos jovens. O objectivo é tamanho que algumas ainda não têm casamento, data ou até mesmo uma relação estável, mas têm muita coisa definida para o dia do casamento. Na minha mente, uma jovem de dezoito anos deveria estar preocupada com a sua carreira, com as saídas com as amigas, com as férias do verão, tudo menos em preparar um casamento. Acho que com estas idades ainda não estão suficiente amadurecidas para darem um passo tão grande na vida, considero que estas são as idades ideais para o auto-conhecimento e a descoberta de nós próprios (com raras excepções como é claro). Eu aos vinte e um anos apenas queria acabar o curso e sair com os amigos, começar a caminhar pela minha independência.

Não me interpretem mal, não estou a censurar quem tem estes ideais, estou apenas a partilhar a minha incompreensão para com eles, assim como acredito que existam pessoas que acham estranho eu achar que estou a casar antes da idade que tinha definida na minha cabeça. Apenas estou a apontar o estranho que é, se durante anos as mulheres lutaram por conseguirem estudar, conseguirem ser autónomas e de repente as presentes gerações quererem apenas o casamento ideal. É-me estranho, é uma realidade da qual não estava à espera de encontrar, mas claro que aceito e respeito. Aliás, com elas troco ideias para o dia do casamento assim como as aceito.No entanto, não deixo de considerar estranho casarem-se tão novas.

E depois de muita reflexão, haverá ou não então uma idade ideal para casar?

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