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justsmile

23
Ago18

Como poupar para um casamento?

(Imagem retirada daqui)

 

         Poupar sempre foi uma palavra que fez parte do meu quotidiano, no entanto, com a vontade de juntar para um casamento, com a compra de um terreno e ainda com a preparação da nossa casa, sabíamos que mais que uma palavra do dia-a-dia, teria de ser uma obrigatoriedade. Cada vez que ouço o argumento, "não caso porque não tenho dinheiro", torço imediatamente o nariz. Acho que tudo é possível se organizarmos as nossas prioridades e fizermos alguns esforços, até porque eu sou a prova viva disso. Nós pagamos todo o nosso casamento, orgulhosamente não tivemos de pedir dinheiro a ninguém para fosse o que fosse, não só pagamos o casamento como ao mesmo tempo ainda investimos na casa e no terreno. Existiram momentos em que achava que éramos loucos, houve momentos em que tremi com a possibilidade de não ter dinheiro suficiente para o casamento e até momentos de grande stress com as inúmeras contas que tivemos de fazer ao longo do último ano e meio, mas a verdade é que tudo correu bem e tudo compensou. Para nós a frase "os convidados pagam o casamento" foi um verdadeiro mito, pagaram uma boa parte do casamento, mas não pagaram definitivamente o casamento e nisto estou a incluir tudo, quinta, decoração, vestido, maquilhagem, acessórios e a lua-de-mel, assim como todos os custos associados ao casamento. É verdade que o dinheiro das prendas nos ajudou em algumas despesas, fez com que não ficássemos com a conta a zeros no fim de todo o processo, mas definitivamente não pagou o casamento, o que bateu certo com o meu argumento desde o início do casamento "quero juntar o máximo possível para o casamento, para não ter de viver com a incerteza das prendas".

         Admito que este ano e meio de poupanças foi um tanto ou quanto doloroso. Agora que olho para trás vejo todos os sacrifícios que fizemos, mas também vejo como valeu a pena viver aquele dia tão especial (ver aqui e aqui). Foram feitos sacrifícios, abdicamos de muita coisa, mas a verdade é que conseguimos e estou tão orgulhosa de nós, como nunca me senti na vida. Orgulhosa da nossa união, da nossa força e do facto de termos conseguido ter concretizado tudo como tanto sonhávamos. E como o fizemos? Poupando. E como? Aqui no blog já têm algumas dicas de poupança num dos menus superiores, mas hoje partilho com vocês como conseguimos poupar tanto dinheiro em ano e meio para conseguirmos preparar a casa e pagar o casamento.

       - Viagens e férias? Apenas aqui e ali um ou outro fim-de-semana.  Esta foi uma das resoluções que mais me custou, até porque o meu sonho sempre foi viajar imenso, mas não podíamos fazer tudo ao mesmo tempo. Optamos por no verão tirar apenas três dias de férias e as viagens acabaram no momento em que fui pedida em casamento. A força para manter tamanha resolução foi pensar na lua-de-mel a que teríamos direito.

       - Comprar apenas o essencial de roupa e acessórios, e aqui o minimalismo ajudou-me imenso. Não comprei roupa ou acessórios que não fossem extremamente necessários e quando comprei foi sempre em promoção, seja online ou na Black Friday. As compras superficiais tiveram de diminuir drasticamente e aqui foi uma das nossas grandes poupanças.

        - Jantares e lanches, só em ocasiões especiais. Se dantes íamos jantar fora de vez em quando, desde que decidimos casar que se tornou numa raridade que apenas era quebrada em ocasiões especiais. Evitamos jantar fora, evitamos lanchar fora e assim fomos poupando pedacinho aqui e ali. Parece que não, mas jantar fora nunca fica menos de 20€ para duas pessoas e os lanches 5€, agora pensem quanto conseguimos poupar com este objectivo.

       - Prendas em promoção e mais acessíveis, com alguma pena minha tive de diminuir o custo das prendas oferecidas, seja a Ele ou a amigos e à família. O dinheiro não estica e com um objectivo tão grande as prendas tiveram de passar para uma outra prioridade, acho que as pessoas compreenderam e nem sempre uma prenda cara significa que valorizamos mais ou menos a pessoa em questão.

      - Evitar mexer na conta-ordenado. Ao longo do mês sabíamos as nossas despesas fixas e levantávamos também algum dinheiro, a partir daí evitávamos ao máximo mexer nas nossas contas e utilizar o cartão fosse para o que fosse. Se fosse para um jantar de amigos ou até supermercado, preferíamos pagar com o dinheiro do que com o cartão e só utilizávamos o cartão para levantar dinheiro.

      - Trabalhar ao sábado foi uma ajuda. As horas que dou ao sábado foi um enorme apoio para suportar as despesas sem ter de mexer muito na conta, o que permitiu equilibrar a balança e continuar a poupar na conta-ordenado.

      - Dizer "não", foi algo que tivemos de aprender. Não podíamos aceitar todos os convites de jantares, saídas e aniversários se queríamos realmente poupar dinheiro. O "não" foi uma palavra obrigatória e começamos a seleccionar os momentos em que podíamos sair com os amigos, mantendo sempre os mais próximos de nós. É que um jantar inclui sempre um café, gasóleo e em certos momentos uma prenda, o que faz descambar totalmente as contas.

      Desta forma, associada a todas as outras dicas de poupanças, fomos capazes de juntar bastante dinheiro para as enormes despesas que se avizinhavam. Tudo é possível, desde que organizemos as nossas prioridades e nos mantenhamos focados nelas. Há sempre momentos de desequilibro, aconteceu-nos umas quantas despesas imprevistas que nos fizeram tremer, mas conseguimos equilibrar tudo e no fim o nosso sonho foi concretizado. Não é fácil, volto a fizer, de todo! Mas vale tão a pena! Ficamos de coração cheio com tudo o que alcançamos nos últimos tempos e ficamos ainda mais felizes por o nosso dia ter sido tão especial. O próximo passo? Poupar para construirmos a nossa casa.

 

P.S.: Vejam também aqui que é possível poupar num casamento!

14
Ago18

Criar uma nova rotina a dois e manter o minimalismo

(Imagem retirada daqui)

 

       Antes de nos casarmos ainda não tínhamos tido a oportunidade de vivermos juntos. Conhecia-o bem e sabia que era uma das pessoas mais desarrumadas que conhecia, mas que ao mesmo tempo tinha pequenas paranóias com a roupa impecavelmente dobrada, com os cheiros e com outros tantos afins. Namorámos anos o suficiente para saber cada pequeno pormenor do seu comportamento, mas a verdade é que só quando se vive a dois é que compreendemos realmente o que quer dizer cada uma das nossas pancas. E não falo só das d'Ele, eu própria tenho as minhas e a aventura tem sido em juntar as de um e de outro e vivermos harmoniosamente. As coisas têm corrido melhor do que imaginava, Ele não tem "ajudado", mas feito as tarefas e a diferenciação entre os verbos é para mim enorme e de elevada importância! Ele não se tem desleixado nas tarefas domésticas e compreendo agora que a razão é simplesmente porque não tem quem as faça por Ele, visto eu trabalhar mais dias e horas por semana. A vida a dois tem tido alguns desafios, mas nenhum que me assuste e nenhum que me faça questionar seja o que for, o mais difícil até ao momento é ainda não termos encontrado a rotina certa ou eu própria ter encontrado a rotina em que me sinta realmente confortável.

         Casados há um mês ainda não conseguimos definir bem as horas para jantar, os dias para arrumar a casa ou até organizar inteiramente a casa. Aos poucos temo-nos apercebido que os tupperwares deviam estar um nível a baixo para serem de mais fácil acesso, temos compreendido que por vezes faço mais comida que o necessário e o frigorífico tem sido um poço para onde atiramos as coisas sem qualquer tipo de estratégia de arrumação. São estas pequenas coisas que ainda não consegui organizar na nossa nova rotina e que ainda me deixam ligeiramente desconfortável. Houve hábitos que trouxe de solteira e que incrivelmente tenho conseguido manter, seja para me manter organizada, seja para me manter arrumada e serena, nomeadamente algumas que tinha tentado implementar ao longo do ano anterior, usar e arrumar, colocar a caneca do pequeno-almoço na máquina da louça e ainda consegui criar o hábito de fazer a cama ainda antes de sair de casa. No entanto, ainda há tanto por onde mudar, sinto que precisamos de continuar este processo de criação de hábitos e principalmente de arrumação e organização em casa. O que identifico como erro:

       - Deixar as portas e gavetas abertas, Ele tem o terrível hábito de deixar portas e gavetas abertas. Não percebo a dificuldade da ciência de se fechar uma porta depois de a abrir, mas ainda hoje de manhã a do roupeiro ficou aberta e estraga logo o aspecto do quarto. Tenho-as fechado, mas quero ver se Ele perde este hábito.

      - Organizar recibos, falho tanto neste aspecto ultimamente! Dantes, quando gastava dinheiro apontava imediatamente na app que tinha no telemóvel e quando chegava a casa arrumava logo o recibo na caixa, agora não o consigo fazer. Os recibos têm-se acumulado em cima do móvel da sala e ainda não consegui colocar todas as nossas despesas na app ou num ficheiro excell, isto porque as despesas não são só minhas. Já percebi que Ele não aponta na app e não vale a pena tentar insistir, por isso quero apontar os recibos d'Ele, mas a verdade é que estão para lá acumulados e ainda nem lhes toquei (além do aspecto horrível e de desarrumado que dá à sala...).

      - Organizar as mercearias, quando as uso coloco-as em frascos herméticos, ainda não me dei foi ao trabalho de apontar o nome de cada produto e tenho-os acumulado uns em cima dos outros não facilitando na hora de cozinhar. Preciso mesmo de os ordenar e colocar em ordem de utilização e necessidade. E quem fala nos armários das mercearias, fala também das gavetas dos mesmos.

         - Arrumar balcão da cozinha, a minha cozinha é ligada à sala e a verdade é que com três móveis eu e Ele temos o terrível hábito de colocar tudo em cima do balcão da cozinha. Ele já é pequeno e no momento de confeccionar as refeições torna-se um martírio com tanta coisa lá em cima, desde carteiras a chaves e óculos. Desde que criamos um espaço para colocar as chaves assim que entramos em casa a coisa já melhorou, ainda assim não está no ponto necessário para manter o balcão da cozinha desimpedido.

      - Planeamento de refeições, este tem sido um aspecto difícil. Agosto é sempre um mês de muitos convívios, seja com família ou amigos, e existem momentos de encontro que surgem na última da hora, o que torna difícil fazer o planeamento de refeições, isso e quando faço a mais e dá para mais uma vez. Gostava de conseguir organizar tudo ao fim-de-semana para ao longo da semana me facilitar a vida, mas a verdade é que só tenho consigo fazer de véspera. Espero que em Setembro estes convívios diminuam um bocadinho e que eu já tenha a capacidade de me organizar um bocadinho melhor.

      - Gerir horários, a rotina da manhã não foi difícil de criar, mesmo com uma única casa-de-banho, o problema tem sido em encontrar o meu momento, o 'me time' para ler um bocadinho. Não pego num livro desde a lua-de-mel, ainda não começamos a ver nenhuma série e nem temos aproveitado assim tanto o sofá. Os fins-de-semana têm sido ocupados com família, amigos e trabalho, e durante a semana, entre tomar banho, jantar, arrumar a cozinha e preparar as coisas para o dia seguinte, quando damos por ela já é hora de ir dormir e só estivemos 20-30 minutos no sofá. Acredito que isto só irá mudar quando conseguir gerir um melhor horário para refeições e para os outros cuidados.

       No meio da criação desta nova rotina, que não está tão má assim, mas também não está tão bem quanto isso, sinto que quero mesmo tentar levá-lo a compreender um bocadinho melhor o minimalismo. Gostava imenso que compreende-se a importância que tem tido na minha vida e para o meu bem estar e quem sabe até levá-lo a mudar alguns comportamentos. Sinto que estou a precisar de organizar-me em listas, tarefas e arrumações para voltar a sentir o bem estar que o minimalismo me trouxe. Sei que há hábitos que consegui manter e implementá-los em mim mesma, mas sei que outros se perderam pelo caminho e que há outros que precisam de mudança. Aceitam-se sugestões!

06
Jul18

Uma semana para o dia C

(Imagem retirada daqui)

 

         Casar sempre foi o meu sonho. A quinta e a festa à grande o sonho (ou vontade) d'Ele. Daqui a uma semana iremos unir-nos no matrimónio, criar a nossa própria família e realizar aquele sonho de menina de encontrar o grande amor da minha vida. Durante o último ano e meio reunimos esforços, poupamos feitos loucos, organizamos as nossas prioridades e fizemos milhentas contas, mas daqui a uma semana tudo se concretiza, tudo se realiza. Sinto-me extremamente orgulhosa pela nossa caminhada. Não precisamos de pedir nada a ninguém, conseguimos assumir todos os custos com o nosso trabalho e suor e isso é um dos maiores orgulhos que trago em mim. Preparamos tudo, desde a escolha da quinta à escolha do bouquê, mantivemos os nossos desejos e adaptamo-los à nossa realidade. Cedi muito, muito mesmo, custou-me interiorizar que iria ser uma noiva mais tradicional do que aquilo que alguma vez tinha imaginado, mas a verdade é que agora sorrio. Sei que vou ser uma noiva tradicional, sei que não é o casamento com que tinha imaginado toda a minha vida, mas agora o entusiasmo começa a entranhar-se em mim.

        Falta apenas uma semana. Falta apenas uma semana. O mantra parece estar na minha cabeça e sorrio. Começa realmente a chegar a data em que vamos começar a nossa vida juntos e isso é o que mais anseio. Não estou preocupada com a festa e muito menos com a cerimónia, mas estou ansiosa por ligar a minha vida à d'Ele. Estou ansiosa pela nossa vida a dois. E é isso que me faz sorrir, que me faz relaxar e não ficar preocupada com seja o que for. Estou ansiosa por celebrar o nosso amor à frente de todos aqueles que nos são importantes. Estou ansiosa por me ligar a Ele numa vontade que é eterna.

        Falta uma semana. Ainda há muito a preparar, a decidir e pequenas coisas que nos acabam por escapar e sei que durante essa semana estarei pouco disponível e por isso pouco surgirei pelo blog. Não estranhem a minha ausência. Não estranhem a falta de comentários. Nem estranhem o facto de surgir um ou outro post que ando a programar. O Instagram, provavelmente, e o Facebook os locais em que estarei mais presente e prometo deixar um cheirinho do nosso grande dia. Até lá, talvez durante duas ou três semanas o mundo virtual ficará no fundo das minhas prioridades.

        Volto em breve, mas por agora? Por agora fui ali ser feliz!

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