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justsmile

31
Dez18

Bye Bye 2018!

(Imagem retirada daqui)

       2018: o ano das mudanças. Não existe outra palavra para apelidar o ano de 2018, talvez felicidade se alie a este ano, mas mudanças foi sem dúvida o seu forte. O ano de 2018 mudou a minha vida toda, a pessoal, a profissional e a até a sentimental, foi um ano de enormes mudanças, mas que me deixa com um sorriso no rosto.

       Ao olhar para este ano que passou apercebo-me de duas coisas: os momentos de mudança e a falta de tempo. Apesar de ter sido um dos anos mais felizes da minha vida, a verdade é que a esses momentos estiveram aliados a falta de tempo. Olho para trás e vejo que tive pouco tempo com os amigos, os fins-de-semana deixaram de ser passados em família ou a namorar, para poderem ser passados a trabalhar ou entre lojas de construção. As festas populares com os amigos deram lugar à organização do casamento e os sábados à noite deram para ressacar das semanas intensas que tive. Foi um ano com muito trabalho, a todos os níveis, mas também um ano recompensador. E se o tempo me escapou e poderia lesar algum tipo de relações, senti precisamente o contrário, as minhas amizades ficaram apenas mais fortes.

    O casamento foi o momento mais feliz deste ano, ao fim de tanto tempo em preparação, o dia do nosso casamento chegou e correu como nunca poderia ter imaginado: Perfeito. Para quem nunca tinha sonhado com o conto de fadas ele concretizou-se e ligar-me a Ele foi a melhor decisão que tomei na minha vida. E quem casa quer casa, o ano andou de volta das obras para a nossa casinha temporária e após o casamento foi para lá que fomos viver. Uma pequena casa à nossa imagem, mas decidida e conquistada pelas nossas mãos, pelo nosso trabalho e isso foi um dos maiores motivos de orgulho deste ano. Viver juntos também foi uma aventura que finalmente encontrou uma rotina saudável, não foi um mar de rosas, mas conseguimo-nos encaixar e finalmente nos sentimos confortáveis com a rotina que criamos a dois. 2018 foi sem dúvida o nosso ano, o ano de finalmente concretizarmos tudo aquilo com que vínhamos a sonhar há anos e por isso? Por isso só posso estar grata.

       E sem saber bem como e de uma forma imprevisível, as nossas vidas profissionais também deram a volta. Ele ficou efectivo no local de trabalho e eu finalmente voltei a trabalhar na minha área de formação e com um contrato! Admito que ambas as situações me pareciam impossíveis de acontecer, mas a verdade é que surgiram nas nossas vidas e não poderíamos estar mais agradecidos por isso, pela felicidade e estabilidade que nos trouxeram. A minha luta para voltar a ser terapeuta da fala a tempo inteiro compensou e pareço ter encontrado o local de trabalho que tanto havia sonhado, mesmo ainda sem perceber muito bem como aconteceu tudo isto. Esta foi outra das grandes mudanças da minha vida e a única coisa que penso é do quão orgulhosa posso estar por toda a resiliência que mantive nos últimos anos.

       Mas 2018 não foi só casamento, casa e trabalho. Em 2018: atravessei o Atlântico pela primeira vez. Voltei a ver ao vivo os The Killer. Adoptei um estilo de vida mais Zero Desperdício. Escrevi mais sobre o minimalismo. Fiz mais reflexões. Perdi uma amizade. Senti todas as outras amizades muito mais reforçadas. Sorri muito, mas também chorei. Consegui manter a calma em momentos que pensei não o conseguir fazer. Passei o meu primeiro Natal com Ele. Pedi mais vezes "desculpa". Aprendi a aceitar melhor os outros. Escrevi mais. Aprendi até a ver os outros com outros olhos. Obriguei-me a desacelerar em alguns momentos, por muito difícil que fosse. O Sapo deu-me mais destaques do que alguma vez tinha dado. Fui perdendo o hábito da piscina. Li menos. Mas em compensação vi mais séries. Adoptei a Netflix como um estilo de vida. Conheci pessoas novas. Voltei a estudar. Tive uma despedida de solteira à minha imagem. Fiz snorkeling. Aprendi que gosto de cozinhar. Experimentei novas receitas. Pintei o cabelo. Entrei numa pós-graduação. Tive o cabelo gigante como nunca tinha tido. Brinquei muitas vezes no chão deitada com os meus sobrinhos. O blog celebrou o seu 10º aniversário. Senti-me uma verdadeira princesa. Comecei a pensar na nossa nova casa. Fiz jantaradas e recebi os amigos. Andei quase sempre cansada. Mudei a minha mentalidade e isso mudou a minha vida. E fui feliz. Muito feliz. 

       2018 termina com a maior das sensações de realização e concretização que já tive. Foi um dos melhores anos da minha vida, apesar da sensação de me ter escapado por entre os dedos, mas trouxe-me tanta coisa boa que seria impossível ficar guardado na minha memória de outra forma. 2018 foi sem dúvida o nosso ano.

14
Fev18

Com o pensamento nos 'últimos'

(Imagem retirada daqui)

 

        Tenho dado por mim a pensar em todos os 'últimos' momentos da minha vida de solteira. Faltam 5 meses para o grande dia (e menos um dia) e tenho-me apercebido que o tempo tem voado. E dou por mim a pensar 'olha é o último Carnaval solteira', 'olha é o último dia dos namorados solteiros', 'Oh é o meu último aniversário solteira', inconscientemente estas frases atravessam-me o pensamento de uma forma inesperada. Eu sei que em nada o casamento mudará estas datas, em nada o facto de estar casada as tornará diferentes, mas ainda assim dou por mim com vontade de as viver de uma forma mais presente, mais consciente e de as conseguir aproveitar melhor. Neste Carnaval decidi que o iria aproveitar como já não o fazia há muitos anos, mascarámo-nos com os amigos e saímos para as ruas, dançamos, bebemos e rimo-nos como não fazíamos há algum tempo. Apenas a alguns dias do meu aniversário decidi que pela primeira vez iria reunir os amigos num jantar e festejar os meus 27 anos, uma estreia! Até hoje, neste dia dos namorados, nós que nunca o festejamos, dou por mim a pensar que será o último dia dos namorados enquanto solteiros. Se é uma sensação agradável pensar que quando estas datas se repetirem estarei feliz e casada, é ao mesmo tempo uma sensação estranha e sem lhe encontrar uma boa argumentação para a descrever.

        Por isso, neste dia dos namorados, vou fazer o que costumo fazer: Nada. Eu e Ele não apreciamos propriamente o dia e por isso não vamos celebrar, como nunca o fizemos, mas a verdade é que hoje sinto uma maior necessidade de partilhar amor, uma maior necessidade de falar do amor e mesmo não gostando do dia, não quer dizer que não sinta o amor que anda pela o ar. Vou aproveitá-lo como o faço todos os dias ao seu lado, no sofá, abraçados, com uma série. Hoje vou ainda dar amor a todos os que gosto, a Ele, aos meus sobrinhos com uma videochamada, aos meus amigos e até a vocês que costumam estar desse lado. Para celebrar o dia de São Valentim não é preciso realmente nada, apenas amor. E este ano, o meu último São Valentim como solteira, será repleto de amor. 

        Feliz São Valentim!

 

         P.S.: Será que estou a tornar-me melosa? Eu?

30
Dez17

E 2017 termina sem saber bem como...

(Imagem retirada daqui)

 

       Sem saber bem como, doze meses se passaram desde que entramos em 2017. Não sei bem para onde foi o tempo, não sei bem como o gastei, mas a verdade é que já se passaram 365 dias desde que fiz a minha reflexão sobre o ano anterior. Não sei se foi da carga de trabalho que este ano se acumulou, não sei se foi por andar sempre ocupada com compromissos ou até por andar tão preocupada com o casamento e a casa, mas o tempo passou e chegamos ao fim de mais um ano. Mais um ano, mais um capítulo e chegou aquela altura de reflectir sobre o ano e sobre o nosso futuro. Gostaria de apelidar este ano como o ano das conquistas, do crescimento e do esforço, três palavras que conseguem descrever adequadamente o meu ano.

      Em 2017 conquistei algo que durante muitos anos apenas sonhei. Desde pequena que sonhava em construir a minha própria casa, desde que sou adulta que via esse objectivo como algo praticamente irrealista, como se não passasse apenas de um sonho absurdo para os tempos em que estamos. No entanto, Ele partilhava o mesmo sonho. A sua ambição sempre foi construir a sua própria casa, planeada, ponderada e bem ao seu gosto. E foi este ano que demos o primeiro passo para a a concretização desse sonho. Em 2017 senti-me tornar uma adulta ao adquirir um terreno para a nossa futura casa. Um terreno, que ridículo! Pensam alguns, no entanto era algo que fazia parte dos nossos projectos, mas que nos parecia inalcançável e em coisa de poucos meses, depois de muitas despesas, conseguimos dar esse passinho de bebé que para tantos é insignificante, mas que para nós foi um dos maiores passos da nossa vida. É o início de um sonho que começa a ganhar forma, foi para nós uma verdadeira conquista. Foi também o ano de ficar noiva, um sonho antigo que teve de ser adaptado a uma realidade que não tinha imaginado (um casamento tão tradicional nunca me tinha passado pela cabeça). Foi o ano de nos comprometermos um ao outro, o ano de realmente planearmos uma vida a dois que há tanto desejávamos. 

      Este ano senti-me inquieta inicialmente. Os passos na minha vida tinham começado a ser dados, mas em mim faltava-me algo. Precisava de conseguir lidar com a enorme carga de trabalho, precisava de me olhar ao espelho e sentir-me como nunca me tinha sentido. Queria que o meu corpo e a minha mente entrassem num equilibro e que conseguissem lidar com as obrigações da vida da melhor maneira possível, foi então, sem saber como que me deparei com o Minimalismo, algo que já tinha entrado no meu vocabulário há uns anos, mas um conceito que estava congelado na minha mente. A palavra foi descongelada, foi aproveitada e usei-a para o meu próprio crescimento. Queria ser mais, queria ser melhor! Li muito, comecei a tomar pequenas mudanças na minha rotina e aos poucos comecei a sentir-me melhor, mais leve, aquela palavra que tão bem me começou a caracterizar em alturas de alvoroço. Comecei a deixar-me levar por esta onda de me organizar para conseguir tempo para mim, comecei a desenvolver a minha capacidade de me desligar dos problemas, de procurar o que a vida tem de bom e a gerir da melhor forma possível o meu tempo. Num ano de muitas decisões, de muitas aventuras, de inúmeros compromissos consegui lidar com eles de uma forma como nunca o tinha feito. Senti-me crescer. Noto em mim a diferença da Just do ano anterior para a de agora. Mas cresci noutros aspectos, não só aprendi a palavra desapego como comecei a pensar mais em mim, na minha saúde física e mental. Fiz mais desporto, procurei alimentar-me melhor e mudar hábitos pouco saudáveis. Fiz por ter mais paciência, fiz por ignorar situações desagradáveis que em nada me ajudariam e fiz por pensar mais um bocadinho em mim. Senti-me, pela primeira vez, um bocadinho mais egoísta, mas era disso que precisava para a minha vida. Cresci tanto em 2017, senti esta mudança em mim com orgulho e um sorriso no rosto. O mundo continua o mesmo, os problemas não desapareceram, mas sei lidar com eles de uma nova forma. Guiei-me pela experiência dos outros, li muito as palavras dos outros e consegui transportar para mim essas mudanças. Hoje termino o ano com uma sensação de concretização pessoal fantástica. Sinto-me feliz, sinto-me crescida, sinto-me uma nova Just, ainda mais focada, ainda mais decidida, mas também mais calma.

       Mas 2017 foi também um ano de muito esforço pessoal. A falta de um emprego na minha área fez-me agarrar uma oportunidade de me manter um bocadinho ligada à Terapia da Fala e comecei aos sábados a trabalhar naquilo que realmente gosto. Apesar do gosto, apesar da sensação de concretização que me dá foi necessário um esforço enorme. Depois de uma semana de 45h de trabalho, mais as idas à piscina e ao ginásio a vontade de preparar sessões à sexta-feira à noite e até de levantar cedo ao sábado eram zero, no entanto percebi que precisava dessa oportunidade. Agarrei-me a ela com unhas e dentes, deixei o cansaço de lado e esqueci o meu descanso e apesar de trabalhar 50h por semana, apesar do cansaço, sinto-me bem. É um esforço enorme, no entanto necessário a mim e à minha conta bancária (são sempre alguns extras que sabem bem nesta altura). Foi um ano de fazer um esforço para poupar, para juntarmos dinheiro para o nosso casamento e para a nossa casa, nem sempre fácil, mas conseguimos e estou orgulhosa dos nossos feitos. Lutamos pelo nosso futuro, lutamos pelos nossos sonhos e nunca deixamos de nos esforçar para os concretizar. Esforcei-me também por me manter positiva, para mudar, para crescer, para ser uma melhor pessoa e isso exige força, coragem para admitir o que está errado e ambição de se ser melhor. Esforcei-me por ajudar, esforcei-me para colaborar ainda mais na minha comunidade, abdiquei em alguns momentos da minha vida pessoal pelos outros. Dei do meu tempo, dei de mim, mas sinto que com todo esse esforço, com todo o cansaço que senti ao longo do ano só cresci.

       2017, apesar de me ter desaparecido por entre os dedos, foi um excelente ano. Foram muitas as conquistas, foram muitos os sonhos realizados e termino o ano de coração aconchegado, mas também com a certeza que 2018 será um grande ano. Posso não ter realizado grandes feitos. Posso não ser reconhecida. Posso até não ter crescido profissionalmente como desejava, mas comecei a dar uma volta à minha vida, comecei a 'mudar-me' por dentro e por fora e tudo isso torna 2017 num dos melhores anos da minha vida. A esperança de que 2018 venha ainda melhor só me deixa de a terminar o ano com um sorriso nos lábios.

      E como foi o vosso ano?

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