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justsmile

14
Fev18

Com o pensamento nos 'últimos'

(Imagem retirada daqui)

 

        Tenho dado por mim a pensar em todos os 'últimos' momentos da minha vida de solteira. Faltam 5 meses para o grande dia (e menos um dia) e tenho-me apercebido que o tempo tem voado. E dou por mim a pensar 'olha é o último Carnaval solteira', 'olha é o último dia dos namorados solteiros', 'Oh é o meu último aniversário solteira', inconscientemente estas frases atravessam-me o pensamento de uma forma inesperada. Eu sei que em nada o casamento mudará estas datas, em nada o facto de estar casada as tornará diferentes, mas ainda assim dou por mim com vontade de as viver de uma forma mais presente, mais consciente e de as conseguir aproveitar melhor. Neste Carnaval decidi que o iria aproveitar como já não o fazia há muitos anos, mascarámo-nos com os amigos e saímos para as ruas, dançamos, bebemos e rimo-nos como não fazíamos há algum tempo. Apenas a alguns dias do meu aniversário decidi que pela primeira vez iria reunir os amigos num jantar e festejar os meus 27 anos, uma estreia! Até hoje, neste dia dos namorados, nós que nunca o festejamos, dou por mim a pensar que será o último dia dos namorados enquanto solteiros. Se é uma sensação agradável pensar que quando estas datas se repetirem estarei feliz e casada, é ao mesmo tempo uma sensação estranha e sem lhe encontrar uma boa argumentação para a descrever.

        Por isso, neste dia dos namorados, vou fazer o que costumo fazer: Nada. Eu e Ele não apreciamos propriamente o dia e por isso não vamos celebrar, como nunca o fizemos, mas a verdade é que hoje sinto uma maior necessidade de partilhar amor, uma maior necessidade de falar do amor e mesmo não gostando do dia, não quer dizer que não sinta o amor que anda pela o ar. Vou aproveitá-lo como o faço todos os dias ao seu lado, no sofá, abraçados, com uma série. Hoje vou ainda dar amor a todos os que gosto, a Ele, aos meus sobrinhos com uma videochamada, aos meus amigos e até a vocês que costumam estar desse lado. Para celebrar o dia de São Valentim não é preciso realmente nada, apenas amor. E este ano, o meu último São Valentim como solteira, será repleto de amor. 

        Feliz São Valentim!

 

         P.S.: Será que estou a tornar-me melosa? Eu?

30
Dez17

E 2017 termina sem saber bem como...

(Imagem retirada daqui)

 

       Sem saber bem como, doze meses se passaram desde que entramos em 2017. Não sei bem para onde foi o tempo, não sei bem como o gastei, mas a verdade é que já se passaram 365 dias desde que fiz a minha reflexão sobre o ano anterior. Não sei se foi da carga de trabalho que este ano se acumulou, não sei se foi por andar sempre ocupada com compromissos ou até por andar tão preocupada com o casamento e a casa, mas o tempo passou e chegamos ao fim de mais um ano. Mais um ano, mais um capítulo e chegou aquela altura de reflectir sobre o ano e sobre o nosso futuro. Gostaria de apelidar este ano como o ano das conquistas, do crescimento e do esforço, três palavras que conseguem descrever adequadamente o meu ano.

      Em 2017 conquistei algo que durante muitos anos apenas sonhei. Desde pequena que sonhava em construir a minha própria casa, desde que sou adulta que via esse objectivo como algo praticamente irrealista, como se não passasse apenas de um sonho absurdo para os tempos em que estamos. No entanto, Ele partilhava o mesmo sonho. A sua ambição sempre foi construir a sua própria casa, planeada, ponderada e bem ao seu gosto. E foi este ano que demos o primeiro passo para a a concretização desse sonho. Em 2017 senti-me tornar uma adulta ao adquirir um terreno para a nossa futura casa. Um terreno, que ridículo! Pensam alguns, no entanto era algo que fazia parte dos nossos projectos, mas que nos parecia inalcançável e em coisa de poucos meses, depois de muitas despesas, conseguimos dar esse passinho de bebé que para tantos é insignificante, mas que para nós foi um dos maiores passos da nossa vida. É o início de um sonho que começa a ganhar forma, foi para nós uma verdadeira conquista. Foi também o ano de ficar noiva, um sonho antigo que teve de ser adaptado a uma realidade que não tinha imaginado (um casamento tão tradicional nunca me tinha passado pela cabeça). Foi o ano de nos comprometermos um ao outro, o ano de realmente planearmos uma vida a dois que há tanto desejávamos. 

      Este ano senti-me inquieta inicialmente. Os passos na minha vida tinham começado a ser dados, mas em mim faltava-me algo. Precisava de conseguir lidar com a enorme carga de trabalho, precisava de me olhar ao espelho e sentir-me como nunca me tinha sentido. Queria que o meu corpo e a minha mente entrassem num equilibro e que conseguissem lidar com as obrigações da vida da melhor maneira possível, foi então, sem saber como que me deparei com o Minimalismo, algo que já tinha entrado no meu vocabulário há uns anos, mas um conceito que estava congelado na minha mente. A palavra foi descongelada, foi aproveitada e usei-a para o meu próprio crescimento. Queria ser mais, queria ser melhor! Li muito, comecei a tomar pequenas mudanças na minha rotina e aos poucos comecei a sentir-me melhor, mais leve, aquela palavra que tão bem me começou a caracterizar em alturas de alvoroço. Comecei a deixar-me levar por esta onda de me organizar para conseguir tempo para mim, comecei a desenvolver a minha capacidade de me desligar dos problemas, de procurar o que a vida tem de bom e a gerir da melhor forma possível o meu tempo. Num ano de muitas decisões, de muitas aventuras, de inúmeros compromissos consegui lidar com eles de uma forma como nunca o tinha feito. Senti-me crescer. Noto em mim a diferença da Just do ano anterior para a de agora. Mas cresci noutros aspectos, não só aprendi a palavra desapego como comecei a pensar mais em mim, na minha saúde física e mental. Fiz mais desporto, procurei alimentar-me melhor e mudar hábitos pouco saudáveis. Fiz por ter mais paciência, fiz por ignorar situações desagradáveis que em nada me ajudariam e fiz por pensar mais um bocadinho em mim. Senti-me, pela primeira vez, um bocadinho mais egoísta, mas era disso que precisava para a minha vida. Cresci tanto em 2017, senti esta mudança em mim com orgulho e um sorriso no rosto. O mundo continua o mesmo, os problemas não desapareceram, mas sei lidar com eles de uma nova forma. Guiei-me pela experiência dos outros, li muito as palavras dos outros e consegui transportar para mim essas mudanças. Hoje termino o ano com uma sensação de concretização pessoal fantástica. Sinto-me feliz, sinto-me crescida, sinto-me uma nova Just, ainda mais focada, ainda mais decidida, mas também mais calma.

       Mas 2017 foi também um ano de muito esforço pessoal. A falta de um emprego na minha área fez-me agarrar uma oportunidade de me manter um bocadinho ligada à Terapia da Fala e comecei aos sábados a trabalhar naquilo que realmente gosto. Apesar do gosto, apesar da sensação de concretização que me dá foi necessário um esforço enorme. Depois de uma semana de 45h de trabalho, mais as idas à piscina e ao ginásio a vontade de preparar sessões à sexta-feira à noite e até de levantar cedo ao sábado eram zero, no entanto percebi que precisava dessa oportunidade. Agarrei-me a ela com unhas e dentes, deixei o cansaço de lado e esqueci o meu descanso e apesar de trabalhar 50h por semana, apesar do cansaço, sinto-me bem. É um esforço enorme, no entanto necessário a mim e à minha conta bancária (são sempre alguns extras que sabem bem nesta altura). Foi um ano de fazer um esforço para poupar, para juntarmos dinheiro para o nosso casamento e para a nossa casa, nem sempre fácil, mas conseguimos e estou orgulhosa dos nossos feitos. Lutamos pelo nosso futuro, lutamos pelos nossos sonhos e nunca deixamos de nos esforçar para os concretizar. Esforcei-me também por me manter positiva, para mudar, para crescer, para ser uma melhor pessoa e isso exige força, coragem para admitir o que está errado e ambição de se ser melhor. Esforcei-me por ajudar, esforcei-me para colaborar ainda mais na minha comunidade, abdiquei em alguns momentos da minha vida pessoal pelos outros. Dei do meu tempo, dei de mim, mas sinto que com todo esse esforço, com todo o cansaço que senti ao longo do ano só cresci.

       2017, apesar de me ter desaparecido por entre os dedos, foi um excelente ano. Foram muitas as conquistas, foram muitos os sonhos realizados e termino o ano de coração aconchegado, mas também com a certeza que 2018 será um grande ano. Posso não ter realizado grandes feitos. Posso não ser reconhecida. Posso até não ter crescido profissionalmente como desejava, mas comecei a dar uma volta à minha vida, comecei a 'mudar-me' por dentro e por fora e tudo isso torna 2017 num dos melhores anos da minha vida. A esperança de que 2018 venha ainda melhor só me deixa de a terminar o ano com um sorriso nos lábios.

      E como foi o vosso ano?

29
Dez16

Mais um ano que termina...

 

Mais um ano que termina. Mais um virar da página. Mais um capítulo que se irá iniciar.

Este ano não foi um grande ano, mas se for a comparar com 2015 este ano é realmente fantástico. Depois de um ano bastante pesado como 2015, 2016 não começou logo com a perspectiva de emprego. O desemprego saturou-me a alma e a sanidade até Maio e só a partir daí consegui ver o sol, o início de um novo ano. O início de uma nova vida. Por isso, todo o tempo que se passou até Maio foi apagado da minha memória e pouco sei dizer do que se passou até Maio, tirando aquele passeio pelo Alto Douro que tão bem me fez.

O início de um part-time trouxe, quase de imediato, um novo emprego a tempo inteiro. Admito que não foi fácil adaptar-me a um novo emprego, mas também a uma nova profissão. Deixar a minha área este ano foi o acontecimento que mais me partiu o coração, mas necessário. No entanto, a perspectiva de emprego era tão boa que o luto durou apenas um dia e apesar de longe a longe pensar na minha situação, sei que tomei a atitude certa.

2016 foi também um ano de muito crescimento. Cresci imenso como pessoa e, novamente, compreendi que sou mais forte do que imaginava. Fui resiliente a todas as advertências, aguentei o desemprego apesar de toda a minha luta contra a insanidade mental, consegui trabalho numa área que me era totalmente desconhecida e na qual me comecei a sentir (minimamente) confortável. Porra! Sou uma mulher com força! No meio ano de trabalho que tive, não só consegui poupar, como conseguir começar a desenhar o meu futuro. Aprendi a conhecer-me ainda melhor, voltei a deixar para trás aquilo que apenas me prejudicou e esqueci quem me esqueceu. Mantive apenas na minha vida aquilo que realmente valia a pena, não só a nível material, mas também a nível social. Fiquei mais ajuizada, deixei passar mais coisas, aprendi a deixar os outros aprenderem com os próprios erros. No entanto, este ano comprovei que tenho tantos momentos patetas na minha vida que por si só fazem-me rir.

Comecei também este ano a saga do enxoval. Iniciei os planos e a procura de um tecto para uma vida a dois. Li muito, apesar de querer ter lido ainda mais. Tomei mais cafés com as amigas. Passei mais tardes a apanhar sol e cozinhei muito mais. Aprendi novas receitas e aprendi novas profissões. Conheci novos autores. Usei mais camisas do que alguma vez pensei usar e os vestidos tornaram-se meus aliados. Pintei muito mais vezes as unhas e conheci o verniz maravilhoso para a minha falta de paciência e a minha vida atarefada. Poupei, poupei muito e tornei-me numa enorme adepta (mais ainda do que já era) das compras e promoções online. Participei na minha comunidade, ajudei, filmei e produzi. Arrisquei, pintei o cabelo, fui a entrevistas absurdas, conheci novos locais e até novas pessoas. Aprendi a dizer não. Perdi amigos, mas reencontrei outros. Voltei a apaixonar-me pelos sonhos e o meu amor por Ele (ao contrário do que achava possível) só continuou a crescer. Ri mais este ano, amei mais, mas acima de tudo fui mais feliz.

2016 pode não ter sido um ano perfeito, mas foi um bom ano. Foi o ano das mudanças necessárias, e que mudanças!

 

E como foi o vosso ano?

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