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justsmile

20
Jan20

Marriage Story da Netflix

(Imagem retirada daqui)

         Numa daquelas sextas-feiras em que o homem foi para o seu encontro semanal com os amigos e, depois de um jantar cancelado com uma amiga, atirei-me para o sofá a comer uma sandes de bifanas em frente à televisão e coloquei Marriage Story a dar na Netflix. Admito que poucos são os filmes que são nomeados para os Óscares que me conseguem chamar à atenção, aliás, são poucos os que vejo e que digo que gostei. Talvez esta até seja uma estreia na minha vida, em que posso dizer que gostei de um filme nomeado para os Óscares.

            Marriage Story não parece um filme ficcional, mas sim um filme sobre um casal real, daqueles que ouvimos mil e quinhentas histórias e que há sempre alguém que nos vem contar mais um pormenor da história. Este filme parece simplesmente um documentário sobre um casal real em que uma das partes se acaba por perder na outra, até ao dia em que desperta e que deseja a mudança, o fim de uma história. Quantos não são os casais em que observamos isso acontecer? Quantos não são os casais em que uma das partes se esquece de si, que vive para dar tudo ao outro e que de repente já não se lembra de quem era? Do que desejava? Eu, numa história do passado, passei por aí e foi isso que criou a minha ligação ao filme, mais do que o divórcio em si, foi a perda de alguém que me chamou à atenção neste filme. Na rotina do dia-a-dia, nas vontades dispares e na saga de tentar fazer o outro feliz acabamos por nos perder e foi exactamente isso que a personagem principal sentiu, podemos ou não estar de acordo com a forma como ela lidou com a situação ou com os motivos que a levaram a ditar o fim, mas reconhecemos facilmente aquela sensação de que ali não é o nosso lugar. Foi a simplicidade como isso foi transmitido que me prendeu ao filme.

         O divórcio, esse processo foi um outro momento de perda, não de uma pessoa, mas de duas, do casal e de cada uma das pessoas que o constituiu. É verdade que o ser humano acaba por ser incompreensível em processos de perda, de dor, cada um lida de forma diferente, mas parece que a racionalidade se perde pelo caminho e a vontade e a sede de vingança parece superior a qualquer outra coisa, nomeadamente ao bem estar de um filho. O ser mais indefeso e que menos culpa tem, acaba por ser utilizado como arma neste processo. Esta é uma história tão real como as que vemos todos os dias à nossa volta, adorei a simplicidade do filme em transmitir a nossa sociedade e o que se passa em tantas famílias, sem embelezamentos, simplesmente com a realidade. 

         Marriage Story foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.

09
Dez19

O melhor de 2019

         Começa a altura de balanços para mais um ano e não podiam faltar aqui pelo blog. Esta lista já começa a ser uma tradição deste cantinho, mas gosto sempre de partilhar com vocês as melhores coisas que vi ou fiz em cada ano que passa.

1. Série Televisiva

         Admito que "The Crown" e "Chernobyl" ficaram lado a lado nas excelentes séries que vi este ano, muito diferentes, mas ambas baseadas em factos reais e por isso conseguiram ficar no topo das melhores séries de 2019. Contudo, devido à continuidade de "The Crown" acho que mereceu vencer, até porque achei que "Chernobyl" poderia ter terminado melhor, não alterando factos, mas tendo uma melhor produção.

2. O Filme

        Este foi um ano muito fraquinho a nível de filmes, fosse em casa ou no cinema. No cinema vimos apenas dois filmes e Toy Story 4 ganhou, claramente. Aquela lágrima que contive fez com que este fosse o meu filme preferido de 2019. Este filme fez-me viajar até à minha infância e são poucos os filmes que o conseguiram fazer e só por isso já mereceu o primeiro lugar.

3. O Livro

          Joel Dicker habituou-me a bons livros que gostam de ser devorados e O Desaparecimento de Stephanie Mailer não foi uma excepção. A escrita do autor é terrivelmente envolvente e é difícil parar de ler as suas páginas, é um livro que nos marca pela qualidade e por isso é para mim o melhor livro que li este ano.

IMG_20190725_151919.jpg

4. A viagem

         Esta não é uma decisão difícil, até porque foi a única viagem que fiz ao longo de 2019 (e ainda receei nem sequer a poder fazer...). Admito que não ia com muitas expectativas para Saïdia, mas quem me surpreendeu verdadeiramente foi Fes e valeu imenso perder oito horas do meu dia num autocarro para conhecer uma cidade tão diversificada. O cheirinho de Marrocos ficou e a promessa de voltar ao país também.

 

5. O Post

         Este foi um dos pontos mais difíceis de seleccionar. Escolher o melhor post no meio de um ano difícil fez-me aperceber que pouco escrevi sobre a vida, mas fiz inúmeras reflexões, partilhei coisas práticas e experiências que fui tendo ao longo do ano. Contudo, o post que este ano selecciono tem a haver com aquele que mais me fez reflectir e mudar o meu comportamento perante as adversidades da vida. Tive a necessidade de me relembrar que Amor próprio não é egoísmo, mas sim uma necessidade e foi o post que realmente mudou o meu comportamento e por isso é o meu seleccionado deste 2019.

            E quais foram os vossos favoritos de 2019?

19
Set19

O Rei Leão, e não é que gostei?

(Imagem retirada daqui)

       Desde as férias que andava desejosa para ver O Rei Leão (e nesta conversa já se passou mais de um mês) e finalmente lá nos decidimos a ir ver o filme ao cinema. Num desses sábados à noite, depois do trabalho, Ele sugeriu irmos ver o filme que sabia que tanto queria. Na altura queria ver a versão portuguesa por causa das músicas, mas devido aos horários não tivemos oportunidade e fomos ver a versão original. Não me arrependo minimamente da decisão tomada, pois assim não me baseei nas vozes e músicas que sabia de cor e tudo me pareceu incrivelmente novo.

       Um filme totalmente computorizado parece quase real e fiquei fascinada com os pormenores que se conseguia ver (além das lentes novas dos óculos terem ajudado). Adorei toda a história, mesmo já a sabendo de cor, e até as pequenas nuances que lhe fizeram pareceram dar um novo encanto à história. Admito que ia um tanto ou quanto receosa, afinal o Rei Leão é um dos meus filmes de animação preferidos, mas não fiquei minimamente arrependida. Adorei as imagens, adorei o facto de ser tão fiel ao filme original e adorei que tivessem dado vida a este tradicional filme da Disney.

         Quem é que ainda não viu?

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