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justsmile

05
Jun18

A despedida de Solteira

      Com a promessa de um mês de Junho cheio de trabalho, pedi à minha irmã e madrinha de casamento, que a minha despedida de solteira fosse logo no início do mês. Ele iria para a despedida de solteira dele durante um fim-de-semana inteiro e eu aproveitava e fazia a minha também. Não tinha expectativas, não sabia bem o que me esperava e a verdade é que nem me preocupei com o assunto, simplesmente decidi que nesse dia me deixaria guiar por todas as mulheres que iriam participar na despedida de solteira. De manhã decidi ir ver a festa de Finalistas do Jardim de Infância do meu sobrinho (arre que o pirralho está grande!) que durou mais do que esperado e levou-me a uma corrida contra o tempo para conseguir chegar a casa a tempo de almoçar e preparar o meu saco da piscina, tal como pedido pela minha irmã. 

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       Depois do almoço lá nos metemos num carro com as minhas primas, irmã e tia, sem saber bem para onde íamos, já sabia que pelo menos seria para um Spa, quando me apercebi que seria para o Porto Vila Galé Hotel. Sorri de orelha a orelha, depois da semana complicada que tinha tido o que mais me apetecia era relaxar, desligar o cérebro e deixar os músculos relaxarem. Adorei! O Spa falhou com a falta de jactos na água e com a água mais fria que morna, mas de resto foi fantástico. O jacuzzi era perfeito, a sauna também e a piscina permitia dar umas boas braçadas. Foi o início de uma despedida de solteira perfeita, com uma vista invejável sobre a cidade do Porto e com o ambiente perfeito para relaxar, e só eu sei o quanto estava a precisar disso. Conversámos, rimo-nos e relaxamos, tal como o planeado.

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       Quando saímos do Hotel, já relaxadinhas e cheirosas, não fazia a menor ideia do que me esperava. Deixei-me novamente guiar por todas elas quando compreendi que estávamos a chegar ao Parque da Cidade do Porto e que a minha despedida de solteira iria ser um piquenique. Elas incorporaram o meu casamento de sonho na minha despedida de solteira de sonho, a ideia partiu da minha irmã e é a ela que tenho de agradecer todos os pormenores, todas as ideias e todo o trabalho desta despedida de solteira. O Cantinho para onde me levaram estava enfeitado a preceito, cheio de balões, plaquinhas e pequenas coisas que tornavam tudo super giro. A minha irmã até ao trabalho de colar etiquetas nos copos de plástico se deu com a informação 'A Hora da Despedida da Just'.

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       Estava tudo tão giro e tão perfeito que imaginei logo o que ali faltaria, estava a faltar a parte parva do dia. Digamos que a minha família tem uma tendência para a parvoíce (sempre no bom sentido) e para a brincadeira e foi quando me alertaram para uma prenda compreendi que ali deveria estar a parte mais divertida da festa. Dentro de uma caixa toda gira estavam quatro rolos de papel higiénico, o objectivo? Fazer o meu vestido de noiva. Para completar, ainda me arranjaram os tão falados sapatos vermelhos que falei durante toda a minha vida. Além do bouquet que estava integrado num rolo de papel higiénico (ups, não tenho fotos do maravilhoso vestido sem se ver a minha cara...). Já vestida a preceito comi, bebi e diverti-me com algumas das pessoas mais importantes da vida, entre amigas que tinham estado à nossa espera, e a minha família. Ainda me fizeram um jogo com perguntas que Lhe tinham feito e em que o objectivo era ver em quantas acertávamos. Falhar realmente falhámos em duas, isto porque depois vi o filme em que Ele dava as respostas, "Quem é mais teimoso?" eu respondi que obviamente era Ele e Ele respondeu que ambos, vá, talvez tenha sido mais sincero. A seguinte foi a questão que realmente discordei, era óbvio que eu conduzia melhor e não Ele, mas Ele discordou. De resto estivemos imenso em sintonia e acertámos em quase todas as questões.

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       Sendo um dos elementos mais novos da minha família directa, ainda cedo muitas das mulheres tiveram de ir embora por terem filhos à espera, no entanto as minhas amigas ficaram e decidiram levar-me até ao cinema. O filme foi do mais parvo que vi, no entanto, foi a partilha do tempo delas comigo, foi a tentativa de marcar o meu dia que mais me tocou. Sem dúvida que esta despedida superou todas as minhas expectativas, sem dúvida que tinha tudo a haver comigo e não falhou nada. Não há nada que mudasse desse dia e só tenho a agradecer a todas as pessoas que fizeram parte dele. Naquele dia, naquela despedida ainda um quanto ou tanto precoce, percebi o quanto sou amada por quem me rodeia. Foi a melhor despedida de solteira de sempre!

 

P.S.: Fotografias de Just Smile.

28
Mai18

Expedition Happiness

(Imagem retirada daqui)

 

      Após o documentário Minimalism, queria ver algo mais sobre a procura da felicidade, queria ver mais uma história real sobre a necessidade de se deixar esta sociedade consumista. Apetecia-me ver algo que me falasse da liberdade de ir e partir, de deixar tudo para trás (oh como gostava de um dia ter essa capacidade...). e ser um espírito livre. E foi quando me deparei, na Netflix, com um documentário chamado Expedition Happiness, sem dúvida que me pareceu ser aquilo que realmente procurava. Afinal quem não anda sempre à procura da felicidade? Aliás, quem não quer essa capacidade de encontrar a felicidade algures pelo caminho?

    Felix e Selima decidiram fazer essa expedição. Ambos consideravam que a estrada, as viagens seriam a sua felicidade e decidiram deixar tudo para trás e procurar a felicidade durante as suas viagens pelo continente americano, começando pelo Canadá e terminando na América do Sul. Esse era o conceito de felicidade que tinham, viajar seria a sua felicidade. Largaram a sua vida em Berlim e foram para os Estados Unidos da América restaurar um autocarro velho e transformá-lo numa auto-caravana, a sua casa para as viagens que tanto desejavam começar. E assim começou a viagem, partiram em direcção ao Canadá, Desceram para o Alaska, desceram a costa Americana e chegaram ao México. Pelo caminho viram coisas maravilhosas, as imagens que partilharam foram de tirar a respiração. O Canadá e o Alaska foram sem dúvida das imagens mais bonitas que já vi, a natureza e toda a sua grandeza conseguiram transmitir uma tranquilidade e uma serenidade que em mais lado nenhum parecem possíveis. Se eu, deitada no meu sofá o consegui sentir, imagino o que eles sentiriam ao acordar todas as manhãs com aqueles cenários.

       O casal considerava que as suas viagens seriam a forma de juntos alcançarem a felicidade, afinal era aquilo que mais gostavam de fazer, mas Rubi (o cão) foi adoecendo. As viagens começaram a ser demais e o calor, à medida que se aproximavam da América Central e do Sul, foi sendo excessivo para um cão da serra, o que o fez adoecer gravemente. Foi então que Felix e Selima decidiram parar a sua viagem, sortearam o autocarro e entregaram-no a uma família que pudesse fazer as suas próprias viagens e o casal decidiu voltar a casa com o cão que fazia parte da sua família. Que lição aprendi? Que nem sempre a felicidade está onde esperamos. Felix e Selima viram coisas maravilhosas, fizeram um plano para viajar por todo o continente e não o conseguiram concretizar, pois compreenderam que a felicidade não estava apenas nas suas viagens, mas sim nas pessoas que tinham na sua vida e até na saúde de Rubi.

       Expedition Happiness é sem dúvida um excelente documentário que deixa qualquer um a suspirar por aquelas paisagens maravilhosas. Quantas vezes não pensei que adorava um dia ver aquilo com os meus próprios olhos? No entanto, aprendi que a felicidade nem sempre é aquilo que sonhamos, que pensamos que seria o melhor para nós e foi isso que aprendi com este documentário. A felicidade não está só nas viagens, naquilo que vemos, mas também nas pessoas que nos rodeiam e que nos dão o conforto de nos sentirmos em casa.

 

P.S.: Nota-se muito que ando a pensar e a aprender sobre o conceito de felicidade?

18
Mai18

Férias à vista!

(Imagem retirada daqui)

 

        Dentro de algumas horas entrarei em modo Férias. Não vou querer pensar em clientes, facturas, pagamentos e outros afins. Sei bem que não serão umas férias para me estatelar ao sol, sei ainda melhor que não serão as férias em que ficarei fresquinha que nem uma alface.Sei que não chegarei ao trabalho com um bronze de meter inveja e que nem sequer vou poder falar do quão bom foi conhecer o sítio tal e dormir no hotel XPTO. Nada disso! Eu sei! Mas nem quero pensar em questões semânticas e se vou deixar de trabalhar nas duas próximas semanas (vá, quase duas semanas) é porque lhes posso chamar de férias! Sim, porque apesar da lista interminável de coisas que tenho para fazer, pois serão as únicas férias antes do casamento, quero também DORMIR. Oh céus, como tenho saudades de dormir muiiiiito! Oh como tenho saudades de me deixar ficar na cama de manhã sem ter de ir trabalhar ou dar consultas. E depois? Depois quero ler! O cérebro começa a ficar atrofiado por andar a atrasar as minhas leituras! E mais? Quero ir comer o meu pão com chouriço ao Senhor de Matosinhos e isso ninguém mo pode negar! 

        Ok, eu tenho consciência que tenho uma lista enorme de coisas a fazer, tanto para a casa, como para o casamento, mas arre que estou de férias e se estou de férias pelo menos vou fazer umas quantas coisas que me sejam verdadeiramente prazerosas (e garanto-vos que limpar vidros não vai ser uma delas!). Por isso não se preocupem comigo nos próximos dias se algum post falhar, se demorar a responder-vos aos comentários ou até se não vos andar a ler, com certeza estarei a lavar pratos, a tirar tinta do chão (ainda!) ou até a fazer os malditos cones para as pétalas e para o arroz ou até, simplesmente, estarei a dormir uma bela sesta para fazer desaparecer as olheiras que me assombram o rosto. 

         A todos vocês que ainda não vão de férias, bom trabalho 

 

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