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justsmile

30
Set19

Estamos aqui, estamos no Natal!

(Imagem retirada daqui)

        Iniciei o mês de Setembro cheia de vontade de renovar as minhas energias mentais e físicas. Comecei o mês com a esperança de deixar as coisas más para trás e apenas aproveitar as coisas boas da vida (algo que não tem vindo a acontecer com tanta frequência quanto isso). Admito que estes eram os meus desejos, mas não tinha a verdadeira noção se os conseguiria atingir ou não, por isso acabei por definir objectivos bastante básicos para apenas conseguir manter o meu foco. E não é que correu tudo muito bem? Setembro foi um mês extremamente saboroso, com preocupações como é óbvio, mas foi um mês que me fez sentir muito feliz, como já não sentia há uns bons meses. Não sei se foi o facto de me desapegar das coisas, se foi o facto de voltar à minha adorada rotina ou simplesmente por ter tido mais alguns momentos dedicados a mim própria e aos meus prazeres.

        - Ler 1 livro, consegui terminar de ler "Bel-Ami" e iniciei mais um da saga Millennium (raios, como aquilo é viciante). Posso ainda não ter conseguido implementar a leitura na minha rotina, mas vamos a uma coisa de cada vez, pelo menos consigo pegar mais vezes no livro e consigo manter um bocadinho desse prazer na minha vida.

       - Ir a uma aula de ioga, e não é que fui quase todas as semanas à ioga? O mês teve quatro semanas e eu fui a três, não me parece nada mau, além de que estou mesmo a conseguir obter bastante prazer do momento da ioga. Não me custa nada ir à ioga, venho de lá relaxada e com a sensação de alívio no pescoço e nas costas. Admito que ainda não gosto muito que o momento de relaxamento passe dos 5 minutos (a professora abusa e faz cerca de 15 minutos), mas os outros resultados compensam. Noto que tenho conseguido relativizar mais as coisas e andar mais calma.

        - Ir pelo menos 4 vezes ao ginásio, este é um feito HISTÓRICO! Fui todas as semanas ao ginásio, aliás, até já fiz a inscrição e paguei o seguro (isto é mesmo para me obrigar a ir e não desperdiçar dinheiro!). Experimentei as aulas de circuito que comecei a frequentar e na indisponibilidade de ir a uma, fui experimentar a tortura de GAP. Consegui criar uma rotina de chegar a casa, fazer o jantar, preparar tudo, ir ao ginásio e só depois jantar e tomar banho. Consegui de tal maneira que estou a adorar os resultados, mais músculo e menos celulite! Até já me considero bem mais jeitosa do que algum dia fui (isto já é o ego a falar)! Estou tão contente com este meu empenho, que espero que se mantenha, e com a minha nova rotina este mês fui sete vezes ao ginásio (isto com as aulas de ioga), mesmo entre reuniões e dias de trabalho intenso.

       - 1 refeição por semana vegetariana, eu consegui, Ele nem tanto porque algumas refeições foram feitas unicamente para mim. Contudo, sinto-me contente porque experimentei novos pratos vegetarianos e que me souberam pela vida!

       - Ir à Feira do Livro do Portofui lá perder-me pela Feira do Livro do Porto e vim toda contente, cheia de livros na mão ao preço da chuva. Não só adorei os livros que comprei, como consegui uns preços fantásticos, o que me dá prazer a dobrar.

        Em Setembro ainda demos mais uns quantos passinhos para a construção da nossa casa, ainda fizemos jantaradas e momentos de convívios com os amigos. Já para não falar daquele fim-de-semana perdidos por Caminha que soube muito bem. Setembro foi sem dúvida um mês de renovar energias, de voltar a focar em mim mesma e no meu bem estar, mas acima de tudo foi um mês de renovar a positividade. Que Outubro seja tão bom como Setembro!

23
Ago19

Compensa mudar de emprego?

(Imagem retirada daqui)

         A mudança de emprego é sempre uma situação que nos traz um misto de sentimentos. Nunca sabemos para que abismo nos estamos a atirar, muitas vezes acabamos por trocar o certo pelo incerto e nem sabemos se realmente vamos gostar da nossa função no novo emprego ou até mesmo se vamos adaptarmo-nos a novas pessoas. A decisão de mudança é sempre difícil, somos seres humanos e gostamos de ter alguma consistência nas nossas rotinas e o desconhecido abre portas a receios. Há um ano atrás estava nessa tomada de decisão. Faltavam poucos meses para ficar efectiva na empresa, trabalhava a 2 minutos de casa e ainda lá ia almoçar todos os dias, é verdade que trabalhava como administrativa e que a empresa e a sua política me começava a mexer com os nervos. Estava desmotivada, mas sabia que o ordenado era certo e a estabilidade era algo que apreciava. Até ter surgido a oportunidade de voltar a trabalhar na minha área de formação. Nunca tinha desistido de tentar, esperava apenas a oportunidade certa, até que ela chegou.

        Quando chegou admito que os receios acabaram por surgir, o contrato era temporário, estava a 2h diárias de distância de casa (o que iria aumentar exponencialmente as despesas), iria acabar por receber menos do que o que estava a receber e os horários teriam de ser drasticamente alterados. Além de já não trabalhar na minha área de formação há dois anos e de todos os outros 'ses' que poderiam surgir pelo caminho, 'será que iria gostar da equipa? será que iria conseguir desempenhar a minha função?'. No entanto, há quase um ano atrás decidi optar por voltar a fazer aquilo que gostava e hoje não me arrependo minimamente da minha opção. É verdade que é muito cansativo conduzir duas horas por dia, principalmente ao final do dia e com imenso trânsito. É verdade que as despesas aumentaram e que a poupança não tem sido tão boa como a que esperava. É também verdade que é um trabalho bastante cansativo e 'andar com a casa às costas' acaba por ser penoso em alguns dias e em que nada é perfeito. Mas adoro o que faço e isso tem sido suficiente para me sentir bem, mesmo com todos os contras. Gosto realmente do trabalho que estou a fazer, adoro trabalhar nas escolas, adoro ser Terapeuta da Fala e voltar à minha área de formação, para este projecto, foi uma das minhas maiores conquistas. Neste momento sinto-me em casa, sinto-me confortável no meu trabalho, na minha equipa e sinto que alcancei o que há muito ansiava. Por vezes questionam-me se me arrependo da decisão que tomei, de trocar o certo pelo incerto e a minha resposta é sempre a mesma: nada. Não tenho em mim qualquer tipo de arrependimento de ter vindo parar a onde estou há quase um ano. Não me arrependo de ganhar menos, não me arrependo das horas de carro que faço e até o cansaço parece diferente, simplesmente porque faço o que gosto. Ele notou em mim uma transformação assim que mudei de emprego, o bom humor tinha regressado e a minha motivação era realmente diferente. E passado quase um ano as coisas boas mantêm-se. Claro que nada é perfeio, longe disso, também já existiram dias maus, mas a verdade é que fazer o que se gosta melhora tudo o resto.

       Por isso mudar de emprego compensa sempre, só assim vamos saber se encontramos o nosso lugar.

06
Ago19

Perdida por Terras Marroquinas

        Este ano as férias foram mais do que merecidas. Inicialmente, o desejo d'Ele era sol e comida, o meu era passear um pouco, por isso tivemos de misturar um bocadinho das duas coisas. Não foi fácil chegar a Marrocos, pensamos em Cabo Verde, Cuba, mas acabamos por ir para um sítio beeeem mais barato e em que o desejo era que a água do mar fosse bem amena. Resultado? Fantástico! Saïdia é uma zona costeira de Marrocos que faz fronteira com a Argélia, é conhecida por ser uma zona de contrabando e de alguma insegurança, apesar de se ver policiamento por todo o lado. Assim que chegamos ao hotel foi nos aconselhado a não sairmos sem guia, com excepção para a Marina de Saïdia, devido à possibilidade de assaltos devido à zona em nos encontrávamos, mas a verdade é que não senti qualquer tipo de receio ou medo, até porque apenas visitamos Fes na companhia de guias especializados.

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       Optamos por ir para Saïdia para estarmos mais próximos do Mar Mediterrânico e não me arrependi nadinha. A água do mar era perfeita, no ponto em que adoro, calma mas com algumas ondas. A temperatura fantástica e apenas apanhamos um dia com algas. O hotel? Admito que quando me informaram que o Hotel Ibertostar era um bocadinho antigo e quando li os comentários do Tripadvisor, acabei por ficar um bocadinho de pé atrás, no entanto o hotel superou as minhas expectativas. A simpatia dos empregados e de todo o pessoal do hotel marcou pela diferença, nunca tinha sido tão bem recebida num hotel, sempre preocupados com os clientes e de uma simpatia como nunca tinha visto, já para não falar da animação. A comida era boa, apesar da confusão que por vezes se instalava na zona de restauração, mas nada tenho a apontar.

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       "E o que fizeste durante sete dias Just?" Nada! Foram umas férias de comer, beber e dormir muito. Coloquei a leitura em dia e aproveitei para relaxar, aproveitar a companhia d'Ele e para nos afastarmos dos problemas do dia-a-dia. Contudo, lá consegui convencer o maridinho a fazer uma viagem de 8h para conseguirmos visitar Fes. Fes é uma das principais cidades de Marrocos onde o Islamismo e o Judaísmo se junta harmoniosamente, onde a Medina é onde se concentra a vida e onde os cheiros e cores confundem os sentidos.

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         Fes é uma cidade completamente diferente daquilo que estamos à espera, apesar das minhas expectativas estarem altas devido a já ter visitado Tunis na Tunísia. Fes é uma cidade cheia de movimento, de cheiros e cores que nos estimulam de uma forma incrível. Se fechar os olhos, quase que consigo voltar a sentir os cheiros da Medina de Fes. A cultura é super diferente, a higiene não é a melhor, mas são todos os pormenores daquela cidade que nos fazem gravar na memória Fes.

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        E em Fes fomos conhecer algumas das coisas mais tradicionais da cultura Marroquina. O guia levou-nos pelas estreitas ruas da Medina, onde facilmente me perderia, para conhecer a forma tradicional de fazer os têxteis lindíssimos da cultura Marroquina. Adorei as cores, os tecidos até ao tecto e o barulho dos teares num espaço tão pequeno, mas tão elevado. Ainda tivemos oportunidade de conhecer uma farmácia de medicinas naturais e de experimentar a comida Marroquina num restaurante tradicional, não daqueles de comer comida com a mão no meio da rua, mas daqueles que quase parecem chiques naquele meio. A comida Marroquina tem uma enorme particularidade, é extremamente doce. Seja qual for o prato, devido ao elevado número de especiarias (algo que seria de esperar) qualquer tipo de comida parece demasiado doce ao meu palato, não é má, mas não é bem o meu gosto.

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       Tivemos ainda oportunidade de ver a coloração das peles, algo também bastante tradicional. O cheiro é terrível, são peles de animais e a verdade é que o odor é demasiado forte, aliás, talvez por isso na entrada nos tivessem logo entregue ramos de hortelã para refrescar o olfacto. Apesar disso as cores e o trabalho é algo que deve ser apreciado. E é isso que faz com que esta cultura seja tão diferente e tão boa de se conhecer, pois a apenas uma hora e meia de Portugal, Marrocos é sem dúvida algo a que não estamos habituados e é um país e uma cultura cheia de surpresas. É verdade que de Saïdia a Fes são 8h exaustivas de viagem, sobre um sol quente, mas o sacrifício compensa. É bom poder sair do hotel e da nossa zona de conforto para conhecermos coisas verdadeiramente novas aos nossos olhos.

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        De regresso a Saïdia e ao hotel temos a uma curta distância a pé a marina da cidade, a única zona aconselhável a percorrermos sozinhos devido à insegurança que se sente nas ruas de Oujda. A marina parece uma pequena amostra de uma cidade fantasma, apercebemo-nos da ambição dos edifícios e das lojas serem direccionadas para turistas, contudo a maioria das lojas, restaurantes e outros afins estão totalmente entregues ao abandono. Os edifícios, devido à localização, estão bastante degradados e poucas são as lojas que se encontram abertas. É estranho caminhar por entre lojas fechadas e marcas de degradação, faz realmente lembrar uma cidade fantasma. 

      Marrocos foi uma óptima surpresa. Adorei o mar e a praia, acho que a expectativa ia um bocadinho baixa e por isso teve a capacidade de ser superada. Conhecer uma cultura completamente diferente da nossa vale sempre a pena, são momentos de memórias e de aprendizagens. Esta foi sem dúvida uma viagem deliciosa. Vale a pena conhecer Marrocos, espero vir um dia a lá voltar.

P.S.: Imagens de Just Smile.

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