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justsmile

17
Jan18

Exponoivos no Porto 2018

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(Imagem de Just Smile)

 

       Em 2016, quando começamos a pensar que queríamos casar, decidimos ir à Exponoivos averiguar preços e o mercado dos casamentos. Fomos na esperança de não nos cruzarmos com ninguém conhecido, até porque o casamento estava ainda longe de acontecer (estando eu desempregada não havia dinheiro para tal coisa), contudo, o tiro saiu-nos pela culatra e aparecemos no jornal de domingo, tendo tido os nossos 15 segundos de fama e mil e quinhentas chamadas no telemóvel para saberem quando íamos casar. No entanto, a nossa ida à Exponoivos deu-nos a verdadeira noção de um casamento e o negócio que gira em volta dele. Saímos de lá com uma ideia, mas sabíamos que o casamento não estava propriamente para breve e que ainda teríamos uma longa caminhada para conseguir juntar tanto dinheiro. Foi também nesta exposição de fornecedores que aprendemos que um casamento tem de ser marcado com imensa antecedência para se ter acesso a boas quintas e a bons fotógrafos, tudo isto sem nos esquecermos do orçamento! Na altura, muitos dos noivos já preparavam os casamentos para 2017 e 2018 e nós apenas andávamos em passeio.

       Passados dois anos decidimos ir novamente à Exponoivos. Desta vez íamos com objectivos muito definidos, queríamos ver lembranças e pequenos pormenores para a cerimónia do casamento, mas principalmente pedir orçamentos para a lua-de-mel, cujo destino está finalmente decidido. Sabendo que o nosso fotógrafo também lá estaria queríamos ter a oportunidade de agendar uma reunião para breve com ele e dar a conhecer a nossa ideia para a nossa sessão de solteiros (bem que precisamos de treinar as fotografias e as filmagens, principalmente para ganhar o á-vontade que nem um nem outro tem). Sabiamos bem o que íamos fazer e ainda queríamos dar uma olhada em fatos para Ele que a meio ano do casamento ainda não tínhamos pensado sequer no assunto. Assim, enchemo-nos de coragem e no sábado à tarde, depois do trabalho, lá fomos nós para a aventura da Exponoivos. Mal chegamos dirigimo-nos à zona das viagens e por lá ficamos bastante tempo, averiguando, investigando e pedindo orçamentos. Depois ficamos imenso tempo à conversa com o fotógrafo que em vez de nos agendar a reunião, teve ali mesmo a organizar ideias e pensamentos dentro de uma pão-de-forma que isolava o barulho exterior. Com os principais objectivos concretizados começamos a dar uma volta para ver o que havia na feira, além dos fatos que tanto queríamos ver, e tenho a dizer que em muitas paragens que nos fizeram de outros fornecedores a pergunta foi:

       - E quando casam? Já têm data?

      Eu com aquele ar simpático, lá dizia que sim: - Sim, casámo-nos em Julho. - A pessoa que nos ouvia olháva-nos com um olhar incrédulo que imediatamente tentava disfarçar.

       - Julho de 2018?

       - Sim, Julho deste ano. - Olhavam para o papel, apontavam e voltavam a sorrir afirmando sempre:

    - Ah! Ainda estão a tempo! - Eu e Ele riamo-nos mal virávamos costas e comentávamos o quão desnaturados somos no meio de 90% dos noivos que ali estavam. 

      Nesta Exponoivos apercebemo-nos que todos os pormenores são preparados com realmente muita antecedência, nós é que discordamos de tal teoria e só começamos realmente a tratar das coisas recentemente. O essencial sim, esse temos noção que tem de ser decidido o quanto antes porque a procura é imensa (quem disse que as pessoas já não se casavam?), no entanto deparamo-nos com a realidade de que até as pequenas coisas já deveriam, aos olhos dos outros, estarem preparadas com um ano de antecedência. Nós gostamos de arriscar, gostamos de ir ao nosso próprio ritmo e por isso não nos temos preocupado muito com essas coisas, mas achamos gira a reacção dos outros às nossas respostas e isso sim, fez o nosso dia.

       Se a Exponoivos vale a pena? Acho que é um contexto giro para tirar uma ideia para o grande dia, mas não mais que isso, o mercado é muito mais extenso que aquela pequena amostra e muitas vezes o preço de fornecedores que não fazem outras feiras é melhor. No entanto, é bom porque tiram-se boas ideias, o nosso fornecedor de alianças foi escolhido numa feira e estamos muito curiosos quanto a alguns fornecedores de fatos que estavam na feira, mas se pensam que vão resolver todas as vossas decisões numa feira, parece-me um pensamento errado.

      Eu e Ele saimos de lá com algumas decisões tomadas, o que a esta altura do campeonato soube realmente bem! E já só faltam cinco meses e meio!

25
Ago14

Exposição de Máquinas de Tortura

(Imagem de Just Smile)

 

Ontem fui visitar a exposição de Máquinas de Tortura que estará até ao dia 28 de Setembro na Alfandega do Porto. É uma exposição pouco aconselhável para pessoas muito sensíveis, até eu que me considero uma pessoa (relativamente) pouco sensível me senti sensibilizada. A exposição é composta por réplicas e algumas máquinas históricas de tortura humana, seja para penas de morte, como para obter informações ou confissões. Ao entrar na exposição sentia-me demasiado séria, atenta a todos os pormenores e comecei a sentir-me levemente enjoada ao ler todos os pormenores de cada um dos objectos ali expostos, foi então necessário levantar o astral e tentar manter algum humor com o namorado para conseguir suportar todas as imagens que me surgiam na cabeça ao ler cada descrição. Adorei o facto de ao lado de cada uma das máquinas estar um relato de alguém importante da história, fosse religioso ou não, ter sido assassinado daquela forma. Não só me permitiu compreender a história dessas personagens, como também contextualizar a época. São ainda muitas as máquinas expostas e algumas são realmente difíceis de imaginar a sua utilização, mas o melhor mesmo é não o imaginar. Aprendi com a exposição que o ser humano (e não de agora) é um ser assustador, mata pelo puro prazer de matar e sem obter ganhos com isso. Mata e matou em nome de uma religião e morre acreditando nas suas crenças. Fez da morte um espectáculo de entretenimento, e mais do que a morte, utilizou a tortura para seu deleite.

Gostei da exposição, assustadora e incomodativa, mas realmente ajudou-me a perceber muito da natureza (muito assustadora) do homem e a sua história.

24
Ago14

Há dias tão bons!

(Imagens de Just Smile)

 

Há dias que sabem tão bem, que até o pão que comemos parece ter mais sabor. Os últimos três dias foram de puro relaxamento, de passeios ao sol, do aumento de cultura, de experiência culinárias, de muito amor e de amigos. Começou na sexta-feira à noite com um passeiro pela Ribeira e um café ao observar a Serra do Pilar. Sábado dia de manta e parque, sol, aniversário de uma amiga e ainda a minha nova experiência culinária (a tarte de Nata ficou maravilhosa, já há a promessa de voltar a repetir). Domingo foi dia de visita à exposição mais tortuosa de sempre na Alfandega do Porto, passeio à beira mar e para terminar o dia em beleza a bela de uma tosta de queijo mozarela e tomate seco. São pequenas coisas, em óptimas companhias, que tornam os meus dias mais especiais.

Que fim-de-semana tão saboroso! E o vosso como foi?

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