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justsmile

17
Ago18

Afinal ainda se fazem votos de casamento!

   

(Imagem retirada daqui)

 

     Sempre quis dizer os nossos próprios no dia do casamento. Inicialmente não foi fácil convencê-lo, mas ao fim de alguma insistência e uma quantidade enorme de argumentos, Ele lá cedeu e no dia do nosso casamento teríamos os nossos próprios votos. Queria algo nosso, não queria que fosse igual aos de toda a gente e muito menos e que fossem palavras banais e atiradas ao vento. Admito que não foi a coisa mais fácil de escrever, queria dar-lhes a perfeição, mas foi ao fim de alguma divagação que se eu própria não era perfeita, porque haveria de querer limar cada linha das minhas palavras? Deixei então fluir, num dos meus momentos de inspiração e até ao dia do casamento nunca mais lhes toquei. Escrevi de uma só assentada, sem revisões, sem alterações, mas sabia que ali estavam os meus sentimentos, aquilo que lhe queria dar de mim e partilhar com todos naquele dia. Hoje deixo-vos aqui um dos momentos mais marcantes da nossa cerimónia de casamento, os meus votos.

 

        "Dizem que tudo acontece por uma razão e cada vez mais acredito nisso. Entraste na minha vida naquele ano por uma razão. Encontramo-nos naquele momento da vida por uma razão. E a razão é apenas uma: porque a minha felicidade estaria ligada a ti. Quando nos conhecemos nunca o imaginei, afinal na minha cabeça eras aquele menino betinho que me via como a menina betinha. No entanto quis a vida trocar-nos as voltas e sermos um para o outro aquilo que nunca nos tinha passado pela cabeça. Ao teu lado aprendi a ser mais paciente, mais confiante e em ti encontrei uma calma que não imaginava ter em mim (mesmo tu não sendo a pessoa mais calma deste mundo). Deste-me uma felicidade de conto de fadas que pensava existir apenas nos livros que dizes que tanto leio, mas pela primeira vez compreendi que os contos de fadas existem, mesmo que 'o feliz para sempre' tenha os seus percalços. Quem diria que passados cinco anos de nos conhecermos estaríamos aqui, perante toda a nossa família e os nossos amigos para selarmos promessas de amor eterno. E passados esses cinco anos, perante Deus e perante todos te prometo dar os sorrisos nos dias difíceis. Ouvir-te nos momentos de confusão interna. Ajudar-te a levantar quando caíres, mas acima de tudo prometo estar a teu lado em todos os momentos, os bons, os maus e os assim-assim. Prometo amar-te, mesmo quando a paciência me faltar. Prometo tentar dar-te o melhor de mim. Mas para além de te prometer, quero agradecer-te, agradecer-te por quem me ensinaste a ser, mas principalmente por teres entrado na minha vida e me amares tanto como te amo. Contigo é para o infinito e mais além."

27
Jun18

Apetece-me escrever, mas...

(Imagem retirada daqui)

 

       Tenho andado com uma vontade inexplicável para escrever. Apetece-me escrever desenfreadamente, sem ter de pensar e apenas deixar os dedos fluir. Tenho lido pouco, mas a verdade é que a vontade não tem sido muita, ao contrário do escrever, apetece-me realmente escrever. O problema tem residido apenas num aspecto, escrever o quê? Tenho a minha cabeça tão cheia de preocupações, de timmings, de tarefas que não tenho conseguido desligar totalmente. Não me apetece escrever sobre o casamento, sobre a casa, sobre a minha vida pessoal, sobre o meu intimo, mas a verdade é que são apenas essas coisas que têm preenchido os meus pensamentos. A menos de três semanas do casamento sinto que agora tudo se está a acumular e, apesar de ainda não ter entrado em fase de stress, sinto que são demasiadas as pequenas coisas com que me preocupar. Tenho feito tudo aos poucos, mas tenho ocupado todos os meus momentos livres com essas pequenas coisas, que talvez num dia normal, com um horário de emprego normal, ficariam feitas em uma hora. Mas como a minha vida não é plenamente normal, consigo arrastar essas pequenas coisas durante semanas. O me time desapareceu, simplesmente desapareceu. Andei três semanas até conseguir ver o último episódio de 13 Reasons Why e ando há mais de uma semana a fazer 17 marcadores de mesa que não são nada de extremamente complexo. Ando com listas intermináveis de tarefas na agenda e na minha cabeça, coisas simples, mas que parecem ser de uma complexidade enorme para o cansaço que sinto em mim e para o tempo que voa.

       Tenho sentido uma vontade para escrever como não sentia há muito, talvez para conseguir escapar da romaria em que está a minha vida, mas nem para isso consigo tirar tempo, para dar um bocadinho de prazer a mim própria. Os objectivos de Junho ficaram num canto da minha vida, como se tivesse sido um absurdo lá colocá-los e o tempo tem voado, escasseado como se fosse água no deserto. Sinto-me cansada, atolada de coisas e coisinhas na minha cabeça e estou ansiosa para que tudo isto passe. Que venha o casamento, a casa arrumadinha e a bendita lua-de-mel. O que mais desejo é voltar à minha rotina, ao me time e mesmo com a quantidade de trabalho que irei manter, conseguir relaxar um bocadinho. Que venha o tempo para voltar a escrever com vontade e cabeça. Que venha o tempo para conseguir relaxar um bocadinho.

 

08
Fev18

Como manter vivo um blog?

(Imagem retirada daqui)

 

       Nem sempre é fácil manter um blog vivo, activo e motivante para quem lê e para quem escreve. Ultimamente tenho dado por mim a pensar sobre o que será o próximo post e acabo por ter algum tipo de bloqueio. Aqui há uns tempos conseguia escrever três e quatro posts de seguida, nos últimos tempos, não sei se é do frio, do cansaço ou de tanto trabalhar, que dou por mim a ter um bocadinho de dificuldade em escrever. Aliás, a dificuldade nem está em escrever, mas em saber sobre o que escrever. Não quero tornar-me maçuda, nem para comigo, nem para quem me lê. No fundo, este blog é a exteriorização dos meus pensamentos, o registo das minhas vivências e experiências, mas nem sempre tenho a capacidade e a vontade para escrever. Ultimamente nem sei bem sobre o que escrever, tenho andado com tanta coisa na cabeça que dificilmente me tem surgido inspiração para inovar, para ser diferente. Não quero escrever o que toda a gente escreve, não quero dar as dicas que toda a gente dá e nem quero ser negativa. Quero simplesmente motivar-me, motivar-vos a cá regressarem e ajudar-me a crescer como pessoa que escreve neste pequeno espaço. A vida é rápida, exige de nós, mas temos de arranjar tempo para as coisas que gostamos e este blog é umas das coisas que mais gosto e por isso tento sempre arranjar um tempinho para ele.

      Dei então por mim a perceber que ainda assim escrevo todos os dias, e como o faço? Pois bem, parei, pensei, reflecti e compreendi que o faço de uma forma simples, como uma espécie de necessidade que tenho dentro de mim. Escrevo porque preciso, porque gosto e mesmo às vezes faltando-me o tema ou a imaginação, arranjo sempre algo. E como consigo arranjar sempre algo para escrever?

      Vou ali às notas do meu telemóvel e vejo quais são os temas que tenho guardados. Por vezes, quando me vou deitar, quando estou a conduzir, quando estou numa esplanada ou simplesmente à conversa lembro-me de algo que vos quero escrever e para não o perder registo nas notas do telemóvel. Tenho sempre lá alguns temas que quero abordar, alguma ideia que me surgiu e utilizo-a neste meus momentos de bloqueio.

       Leio muitos blogs, a verdade é que ler outras pessoas nos inspira. Aliás, se me envolvi no minimalismo foi porque me inspirei noutras pessoas. Não falo em copiar posts, nem opiniões, mas consigo sempre encontrar inspiração nas palavras dos outros. É bom ler outros blogs, ver o que anda por aí e ajuda-nos a encontrar o nosso próprio espaço, o nosso próprio caminho.

       O dia-a-dia pode ser uma fonte de inspiração. Eu sei que a maioria das vidas têm uma rotina criada e que dificilmente saímos dessa rotina, eu olho para mim mesma e vejo que tenho uma rotina mais que criada. No entanto, todos os dias hão de ser diferentes, todos os dias surgem novas conversas, novos pensamentos e novas temáticas e o que faço é guardar uma palavra-chave para mais tarde a poder desenvolver por aqui. Até as notícias podem ser boas inspirações, apesar de raramente o serem para mim.

      Programar posts, há quem seja contra, mas eu não acho que tenha algum problema. Eu gosto de programar posts, se o conseguisse fazer sempre era perfeito. Assim consigo fazer um post mais cuidado, rever mais que uma vez o que escrevi e partilhei e sei que assim consigo estar sempre presente neste cantinho. Há dias em que o tempo é bastante limitado e noutros nem tanto, então qual o mal de programar um post? Foi uma opção que aprendi há pouco mais de um ano, mas tem-me sido muito útil!

       São quatro formas de manter este espaço activo, não por obrigação, mas por gosto, por vontade própria. Eu gosto deste espaço e serve-me como uma espécie de terapia e por isso faço questão de conseguir escrever algo diariamente. Por isso gosto tanto deste espaço, porque me faz bem e só faz bem se o conseguir manter vivo, de mim para vocês e de mim para a outra Just que escreve aqui todos os dias. Nem sempre a vida é fácil, é demasiado exigente para connosco, mas o que nos faz bem tem de ser sempre uma prioridade. E quais são os vossos truques para manterem o vosso blog vivo?

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