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justsmile

25
Fev19

Procurar a Calma

(Imagem retirada daqui)

      Desde que casamos que a vida não nos tem dado muita tranquilidade. A cada mês surge um novo desafio, profissional ou familiar, problemas que surgem, um atrás do outro e cada vez mais complicados que o anterior. A fase de lua-de-mel do casal viver um para o outro não existiu no nosso casamento e isso tem sido exaustivo, não por não estarmos juntos e fortes, mas porque a cada mês existe um novo problema que mexe com as nossas emoções e os nossos pensamentos. Enquanto casal temos sido fortes, sendo o pilar um do outro, mas admito que ando cansada e tento encontrar uma luz ao fundo do túnel que me indique que isto é apenas uma fase e que tudo irá passar, que a fase da tranquilidade e de nos virarmos para o outro, para aproveitarmos a nossa vida e a nossa casa irá chegar.

       Acredito que a vida nos traz desafios para superarmos as nossas capacidades e expectativas, mas a verdade é que tem sido um desafio atrás do outro, um problema atrás do outro e não temos tido os tempos de tranquilidade que tanto necessitamos. O trabalho continua a ser muito, mas com os problemas que têm surgido ao nosso redor, sinto que todo o cansaço começa a ser excessivo. Este fim-de-semana dormi quase dez horas e acordei como se ainda pouco tivesse dormido, o corpo sente o cansaço, a mente sente-se assoberbada e os dias têm passado com mil e quinhentas questões para resolver e situações que nos deixam de coração nas mãos ou com os nervos à flor da pele. Não tem sido fácil fazer esta gestão de sentimentos, se o ano antes de casar foi complicado devido à tomada de decisões, às obras e ao casamento, este ano complicado se tem tornado com problemas que não são verdadeiramente nossos, mas que revolucionam a nossa vida. Admito, tenho sido forte, tenho tido a capacidade de discernimento e até a capacidade de abstracção quando necessário, mas o cansaço começa a surgir e sinto que não tenho forma de lhe escapar. O trabalho não pode ser descurado, as aulas também não, e os problemas precisam de resolução ou simplesmente a passagem do tempo para os atenuar.

      Neste momento não consigo alterar nenhuma das variantes acima mencionadas, não posso diminuir o trabalho, não posso desleixar-me nas aulas e os problemas não irão simplesmente desaparecer, por isso o que posso eu alterar? Nada. Apenas dentro de mim posso encontrar a resposta para conseguir lidar com tudo o que me rodeia. Preciso de encontrar em mim a calma para suportar tudo o que tem surgido e até o tenho feito, mas o cansaço tem me levado a melhor e a vida não tem facilitado nem um bocadinho. Contudo, é em mim que tenho de procurar a calma, é em mim que preciso de encontrar forças para ser o pilar, para ser forte e é n'Ele que tenho encontrado o meu confidente, mas só eu posso proporcionar a minha própria calma e esse é o meu desafio para enfrentar o que ainda está por vir. Procurar a calma em mim.

12
Dez18

Querido Pai Natal,

       Querido Pai Natal,

      Cá estamos nós para mais um ano! Antes demais gostaria de te agradecer tudo o que me ofereceste em 2018, cumpriste com a minha lista de desejos de 2017 e termino o ano com um enorme sorriso no rosto e um coração cheio de boas recordações. Eu sei que a minha lista de desejos nunca foi muito exigente, mas a verdade é que este ano foste um excelente Pai Natal e apenas te posso agradecer por tanta boa graça que me trouxeste. 

       Os sobrinhos estão mais crescidos (acreditas que um já está a aprender a ler e a escrever???), já têm mais juízo e ter conversas com eles é cada vez mais divertido. Sabem bem o que querem e são os miúdos mais decididos que já vi. Lá em casa já tenho os presentes de todos, mas posso sempre acrescentar um pedido ou outro para eles, certo? Ora, para os meus três D's dá-lhes saúde, afasta-os dessas virosos ranhosas que andam por aí o ano todo e dá-lhes ainda mais sorrisos, adoro ver aqueles miúdos sorrir. E já agora? Dá um bocadinho mais de tempo há tia deles (aqui a Just, como é claro) para os poder mimar ainda mais.

       Aos manos? Que posso eu pedir? O meu irmão anda todo satisfeito com a escola onde este ano foi parar, a minha irmã está finalmente a contrato e não se pode queixar, por isso não há muito a pedir. Ao irmão? Pronto, dá-lhe mais um bocadinho de paciência que às vezes aquilo parece estar escasso para aqueles lados. À irmã? Vê lá se arranjas a casa à medida da carteira dela que a mulher já há um ano que anda à procura e ainda não encontrou nada.

        Para os meus pais nem sei bem o que pedir. Este ano foi a concretização de alguns sonhos deles, ver uma filha casar e comprar o carrão que o pai tanto sonhava (e que eu tanto renego...), foi um ano bom. Estiveram mais desafogados e parece-me até que foram mais felizes, seja com os netos como com tudo os que os rodeia. Acho até que a felicidade lhes trouxe mais saúde e tudo! Ainda assim, peço-te que durante o próximo ano lhes continues a trazer saúde, precisam e a idade começa a passar. Dá-lhes também mais sorrisos, só assim sei que estão bem.

        Ele? Ora, nem eu sei bem o que lhe dar, quanto mais pedir-lhe para lhe ofereceres. É um homem complicado para dar presentes, mas uma boa dose de paciência para o trabalho é sempre necessária. Aliás, traz uma dose extra de paciência que o homem está a precisar e, mais um pormenor, ensina-o a desligar o cérebro do trabalho quando chega a casa, gosto deste lado empenhado dele, mas às vezes é demais! No entanto, acho que este ano foste bonzinho com Ele, ficou efectivo no trabalho, casou-se comigo e que mais poderia Ele pedir?

       Já para mim, ora, não tenho muito a pedir. Agradeço-te o bom ano que me deste, porra, foi mesmo um bom ano! Concretizei tantos sonhos! Casei, mudei de emprego e criamos a nossa casinha, que mais podia pedir? Foi um ano fantástico e acabo-o com o coração cheio de boas memórias e muitos sorrisos! Mas pronto, sendo Natal faço o sacríficio de pedir (pelos vistos é normal nesta quadra) e peço-te para me ajudares a construir a minha casa e a poupar muito dinheirinho para ela. É que isto de construir uma casa de raíz é um bocadinho assustador e estou a precisar de uma ajudinha tua, principalmente para começar a dar andamento ao processo. Vá Pai Natal, ajuda aqui a Just que tanto ajuda a sua comunidade, que tanto trabalho de voluntariado faz e que tão bem tem feito à humanidade (cof, cof). Obrigada Pai Natal, por tudo, sinto-me mesmo muito agradecida pelo ano que me deste, que venha 2019 com tantas coisas boas como este ano.

P.S.: Livros e chocolates são sempre bem-vindos, até porque estou completamente proibida de comprar livros...

29
Nov18

Ele não é minimalista

(Imagem retirada daqui)

       Quando decidimos casar eu já sabia que Ele era desarrumado. Já sabia que Ele tinha mais roupa que eu. Já sabia que organização não era o seu ponto forte e até sabia que as migalhas do pão ficavam espalhadas na mesa quando fazia o lanche. Sabia perfeitamente que Ele não se preocupava com o vinco da toalha torta, mas que o vinco das camisas tinha de ser perfeito. E ainda sabia que tarefas domésticas e cozinhar não eram com Ele. Até já sabia que Ele não tinha nada, rigorosamente nada, de minimalista. Sabia tudo isso e ainda assim decidi casar com Ele, porque o amava (e hoje amo ainda mais). Em quase cinco meses de união Ele mudou muito, o sábado é o dia das tarefas domésticas para Ele enquanto eu trabalho e orgulho-me da forma como Ele assume isso como sendo uma tarefa d'Ele. Já é capaz de cozinhar para além de grelhados e até tem uma boa mão para a coisa. É Ele que lidera a máquina de lavar louça e até quem se preocupa em dar um jeito aos vidros (coisa que realmente me passa ao lado).  No entanto, Ele não é minimalista.

       Viver juntos foi no início uma verdadeira aventura e só há pouco tempo é que as coisas começaram a entrar nos eixos e que rotinas começaram a ser instaladas. Admito que nunca pensei que demorássemos tanto tempo a conseguir estabelecermos uma rotina confortável, logo eu que adoro rotinas, mas as nossas vidas sofreram tantas mudanças, para além do casamento em si, que é compreensível que fosse difícil de conciliar tudo e mais alguma coisa. No espaço de três meses casamos, começamos a viver juntos, mudei de emprego, Ele tornou-se treinador de futebol e eu comecei a estudar, mesmo continuando a trabalhar ao sábado. Num espaço tão curto de tempo tudo nas nossas vidas mudou e isso levou a que demorássemos a criar rotinas nas nossas vidas. Admito que inicialmente não foi fácil, mal nos cruzávamos, poucas vezes jantávamos juntos e que não tínhamos propriamente horas de jantar e de realizar as tarefas domésticas. Admito até que me foi bastante custoso a nível emocional, porque para além de todas as mudanças os hábitos pessoais de cada um começaram a chocar e foi necessária muita conversa, muita cedência e até muito planeamento.

       O facto de Ele não ser minimalista mexeu um bocadinho comigo, não pela quantidade de coisas que tem, que apesar de não ser semelhante à minha, aceito e respeito, mas pela falta de arrumação e de organização d'Ele. Eu, que ao longo do último ano, tinha batalhado comigo mesma a ser mais organizada, mais arrumada e com alguns métodos para a manutenção do minimalismo na minha vida, vi-me de repente rodeada de coisas espalhadas e de tudo menos minimalismo. Inicialmente fui aceitando, mas chegou a um ponto (claro que num momento de maior cansaço físico e emocional) que tudo me pareceu transformar-se num bicho de sete cabeças e que me senti sufocada por toda aquela confusão em casa. Não foi fácil, Ele aceitar os meus hábitos e eu aceitar os d'Ele, mas após algumas conversas e até discussões, conseguimos chegar a um meio termo e desde então que as coisas têm corrido bem. As rotinas aos poucos têm sido implementadas e estamos a chegar a um ponto confortável da vida em comum, quanto à nossa relação? Cada vez mais forte, sem dúvida alguma. Ele não virou minimalista, mas aceita mais as minhas opiniões e começou a compreender que deixar a roupa espalhada pela casa e até o calçado que não dá, nem traz qualquer tipo de conforto (até porque sou sempre a primeira a sair e normalmente, a última a chegar). Ele começou a compreender que a arrumação diária é necessária para manter uma casa organizada e sempre com um aspecto bonito, confortável e até aconchegante. Eu comecei a aceitar as pequenas coisas que me faziam confusão, afinal tive também de compreender que somos diferentes e que é no nosso equilíbrio que nos complementamos.

        A chave para tudo isto? A comunicação, desde que fomos abertos um com o outro, sobre o que necessitávamos de mudar que as coisas foram melhorando, não que algum dia tenham sido terríveis, mas simplesmente melhoraram. Aos poucos, de uma forma quase inconsciente, a rotina foi-se instalando, uma rotina em que ambos estamos confortáveis e em que ambos conseguimos ser nós próprios. Afinal, Ele não é minimalista, mas também não precisa de o ser para sermos felizes juntos.

 

P.S.: Ninguém me venha dizer que os primeiros tempos a viver com uma pessoa são só um mar de rosas!

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