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justsmile

03
Ago16

E afinal quem é a Just?

(Imagem retirada daqui)

 

Apercebi-me há pouco tempo que aos pedacinhos vocês me começaram a conhecer tão bem como eu própria, fosse através de desafios ou de textos meus. Mas também me apercebi que o pedacinho que conhecem de mim vos faz apenas ver o que tenho de melhor em mim. Nunca foi intencional, sempre inconsciente, mas acabaram por ficar com o melhor de mim. A parte lutadora, a parte apaixonada e optimista. E se por momentos vos mostrei o meu lado mais negro, o pessimismo e a falta de esperança durante o desemprego, continuam sem conhecer um lado também ele sombrio e menos cor-de-rosa.

Não sou perfeita, mas ninguém o é, certo?

Entro muitas vezes em batalha com o meu próprio orgulho, a humildade e o orgulho entram em batalha e a humildade acaba por ganhar, por muito que me custe dizer ‘desculpa’.

Sou teimosa, persistente e acabo por de certa forma insistir em tais coisas que se tornam ‘pequenas obcessões’.

Sou dura, sincera, quem me conhece sabe que digo o que tenho a dizer com poucas cerimónias. Por vezes acabo por ser mais ‘bruta’ do que esperava e fico com a minha consciência (que é demasiado activa) pesada, capaz de me levar imenso tempo a conseguir admitir que errei. A minha mãe diz que sou demasiado sincera, mas sei que quem gosta de mim já conhece esse meu defeito. Simplesmente não gosto de ‘engonhar’ e gosto de colocar tudo em pratos limpos.

Não gosto de complicar, evito pensar demasiado nos problemas, evito avaliar as situações mil e quinhentas vezes. Evito até não pensar do que não está somente dependente de mim. Se gosto de tal aspecto, por vezes passo uma imagem de uma pessoa pouco preocupada e pouco importada com a situação, o que não é verdade.

Perdoo, mas não esqueço. Este é um grande defeito. Por muito que perdoe alguém, não consigo esquecer e não consigo voltar a confiar. Basta uma pequena limalha naquela relação que não consigo voltar a ser a mesma, se já tenho problemas em confiar nas pessoas, então é que o caldo fica entornado. Acredito que, por vezes, se tivesse a capacidade de perdoar e esquecer seria uma pessoa mais feliz e com mais amigos (talvez).

Apesar de tudo, nos últimos anos tenho vindo a aperfeiçoar a pessoa que sou. Aliás, tenho orgulho em quem me tornei, no fundo a mulher que sempre idealizei vir a ser. Os defeitos fazem parte e a cada passo tento melhorar, respirar e não barafustar. Desligar-me dos problemas e sorrir. Descomplicar em vez de complicar. Ao longo de muitos anos não acreditei que viria a ser a pessoa que sou, forte, lutadora e que, com todos os seus defeitos, está de bem consigo própria (basta ler os primeiros anos do blog para compreender a minha crise de identidade).

Hoje nada mudaria, apenas e sempre, continuar a melhorar.

27
Fev13

Hipocrisia, a quanto nos obrigas!

(Imagem retirada da Internet)

 

Desde pequenina que a minha mãe me incutiu determinados valores. "Tens de ser responsável, tens de ser sincera, tens de dizer sempre a verdade e tens de pensar nos outros". Valores comuns, mas dos quais pouca gente partilha. Mas há medida que fui crescendo fui compreendendo que é impossível mantermos este tipo de valores se queremos ser alguém, pelo menos para que ninguém nos prejudique. 

Segundo o dicionário português hipocrisia significa "Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis. Devoção fingida.". Depois de ler a definição desta palavra, que a minha mãe me ensinou a não incluir nos meus valores, compreendo que é impossível deixar a minha consciência em paz, quando na verdade tenho de ser hipócrita quase todos os dias da minha vida. Uso frequentemente sorrisos amarelos para superiores com quem não simpatizo e que na verdade nada simpatizam comigo. Sou obrigada a dizer "Sim, Ámen" quando na verdade apetecia-me dizer "Não, eu tenho razão.". Vejo-me na obrigação de não iniciar uma discussão para defender os meus ideais (apesar de às vezes não resistir... lixando-me no fim). E toda esta hipocrisia para quê? Para conseguir aquilo que tanta gente luta, uma formação. Um curso (que não significa que me irá dar uma carreira...). Vejo me obrigada a ser quem não sou, a lidar com a minha consciência activa. "Devias ter respondido, devias ter-te defendido" diz-me o lado revoltado da minha consciência, enquanto que o lado racional se sobrepõe e me ensina a realidade, "Para quê? Para ficares a perder, mais do que já perdeste?". Esta minha luta interior é constante e até horas de sono me gosta de tirar.

Mas de certeza que não sou só eu que sou obrigada a ser hipócrita, quantos hipócritas existiram por aí para manterem um emprego? Sorrindo aos patrões, quando na verdade queriam dar-lhe um chuto no rabo?

Ai hipocrisia, porque nos obrigas a ter de te usar todos os dias?

 

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