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justsmile

06
Jan21

Para 2021 eu quero...

       Sou uma pessoa que se rege facilmente por objectivos. Gosto de os ter definidos e obriga-me a manter focada. Ao contrário de algumas pessoas, não me esqueço dos meus objectivos ao longo do ano, pelo contrário, vou-me relembrando deles para ver se estão a ser cumpridos ou para ver o que ainda me falta cumprir. Aliás, eu preciso de objectivos para conseguir manter-me activa, mesmo em ano de pandemia consegui cumprir muitos dos meus objectivos até porque os meus objectivos são elaborados de forma a estarem totalmente dependentes de mim própria e não de factores externos. Este ano voltei a definir objectivos, mais contidos devido a ainda estarmos em pandemia, mas de forma a conseguir crescer mais um bocadinho. Então, os meus objectivos para 2021 são:

         Voltar a escrever recreativamente, porque tenho saudades e porque tenho ali alguns ficheiros parados há anos. Ultimamente tenho sentido a vontade de voltar a escrever coisas do meu imaginário e acho que ainda não o fiz por receio de parecer ridículo, mas acho que está na altura de voltar a arriscar na minha escrita.

      Fazer uma formação, quero continuar a investir na minha formação. Gosto realmente do que faço, mas tenho sempre a necessidade de saber mais, de aprender novas técnicas e estratégias e na profissão que tenho é essencial renovar conhecimentos com alguma frequência e é isso mesmo que quero fazer. Este ano quero novamente fazer uma formação como tenho feito nos últimos três anos, o quê? Ando aqui com umas ideias, mas vamos ver no que dá.

         12 meses, 12 receitas vegetarianas. No final de 2020 decidimos diminuir o consumo de carne cá em casa e temos feito algumas refeições vegetarianas, a verdade é que ainda não tenho um grande leque de receitas em que me sinta à vontade fazer, por isso é algo em que quero melhorar este ano. Assim, ao longo do ano quero partilhar com vocês, pelo menos uma receita mensal de um prato vegetariano.

         Ler 12 livros, é já um clássico na minha lista de objectivos, mas sei que se não o colocar me vou desleixar e acabar por deixar a leitura para último lugar no meu dia-a-dia. Espero este ano contar com um bom ritmo de leituras e com uma variadade de estilos de literatura.

        Fazer umas férias, em 2020 tínhamos planeada a nossa roadtrip por Itália e a pandemia estragou-nos os planos. Admito que acabamos por ficar receosos e não fomos de férias para lado nenhum, nem em Portugal e por isso incluo este objectivo para este novo ano. Tenho saudades de passear, de sair da minha rotina e de me isolar de tudo o que me é conhecido. Estamos a precisar de umas férias, não temos intenções de sair do país, mas queria conhecer mais alguns dos recantos bonitos que temos.

       Fazer exercício duas vezes por semana, quero continuar a evoluir na minha prática de Yoga e conseguir aumentar a dificuldade de algumas posições e para isso preciso de ser mais disciplinada no exercício. Além disso, neste momento não tenho qualquer tipo de desculpa para não o fazer até porque paguei a anuidade da app Down Dog e é necessário fazer valer esse dinheiro (ficou-me 17€ um ano inteiro). Espero chegar ao final do ano e estar numa forma física em que me sinta confortável.

       E 2021 ainda promete ser um ano cheio de decisões, iremos começar (FINALMENTE) a nossa casa e temos mais alguns planos para serem realizados ao longo deste ano, mas não os coloco na lista porque não estão inteiramente dependentes de mim (eu e a mania de colocar coisas que só dependem de mim). Que 2021 venha cheio de pequenas concretizações, que venha cheio de objectivos para concretizar e que com tudo isso me faça crescer!
        Bora lá 2021!

 

 

18
Jun20

"E o bebé, quando vem?"

(Imagem retirada daqui)

         Num destes dias estava à conversa com a minha irmã sobre bebés. Ela espera pelo segundo filho e eu comentava com ela como ter filhos ainda me assusta. À minha volta estão bebés por todo o lado ou grávidas, vejo as minhas amigas de infância terem filhos e fico muito feliz por elas, mas ainda não me consigo ver como mãe ou como grávida e esta é a pergunta que mais me fazem nos últimos tempos. Quase a fazer dois anos de casada a primeira pergunta que me fazem quando me vêem passado algum tempo ou até pela primeira vez, é: para quando o bebé. Prontamente respondo "primeiro tenho de dar à luz uma casa e depois logo se verá", claro que isto pode ter dois tipos de caminhos, iniciar uma série de argumentações em como a nossa casa é pequena e mal dá para nós ou em como não devemos esperar muito tempo e blá blás. Ultimamente não tenho tipo hipóteses em conseguir fugir a este tipo de questões, mas a verdade é que não é só a casa que me impede de ter filhos neste momento (apesar de, acreditem, é um dos principais motivos), mas é também a sensação de imaturidade e até mesmo (quem sabe) de algum egocentrismo.

       Ser mãe sempre foi uma das coisas que desejei e continuo a desejar, não me interpretem mal, mas sinto que ainda não fiz tudo o que queria fazer antes de avançar para essa nova fase da minha vida. Sinto que neste momento sinto-me tão plena na vida que tenho e no meu corpo que alterar tudo isso torna-se, ligeiramente, assustador. Gosto da minha liberdade, gosto da minha capacidade financeira para pensar numas férias, gosto de ter os meus momentos sozinha com o meu livro ou uma boa série, adoro manter a casa arrumada e gosto da nossa relação, a dois. Por muito que queira acreditar que algumas das coisas se mantêm depois de ter um filho, eu não consigo acreditar que a transformação não será mais que gigante e que a minha vida será totalmente diferente e dedicada ao trabalho e a um ser pequenino. Receio perder o meu espaço, o meu momento e até toda a tranquilidade interna que fui conquistando ao longo dos anos. E é aqui que vejo o meu egocentrismo, ainda não fiz o mestrado que queria, ainda não visitei Nova Iorque como imaginava e ainda não fui capaz de fazer aquela Roadtrip por Itália que teve de ser adiada. E sinto que ao ter filhos estou a adiar indefinidamente os meus projectos pessoais.

         Sei e tenho a certeza que se vier a ser mãe sem tais conquistas isso não me fará confusão e que amarei qualquer ser vindo de mim, mas neste momento sinto que corro contra o tempo e que este não está a meu favor. Ele quer filhos, eu quero aventura, quero crescimento e só depois os filhos. Temporalmente as coisas parecem não ter qualquer tipo de congruência e sei o que vão dizer "mas vais poder fazer tudo isso com filhos" e até acredito que sim, mas sei que tudo será muito mais complicado, muito mais sofrido e não sei até que ponto é que não desistirei desses objectivos com o intuito de ser uma boa mãe.  E o meu corpo? Finalmente me sinto confortável na minha pele, pela primeira vez estou como sempre desejei e sinto que ao ter filhos o meu à-vontade irá desaparecer. Sei que poderá ser tudo da minha cabeça, mas a verdade é que com a chegada de um bebé a minha vida mudará para sempre.

        E estou cansada da pergunta "e o bebé quando vem? Não deixem para muito tarde que depois são só problemas e já não vão ter paciência", pois em mim a resposta nunca é tão simples como a que dou a entender, inicia-se sempre uma batalha argumentativa dentro da minha cabeça em que só me apetece parar o tempo e deixar correr. Quero filhos, só gostava de ter mais meia dúzia de anos para os ter.

15
Mai20

E o blog chegou à adolescência, 12 anos!

(Imagem retirada daqui)

      Hoje esta casa faz 12 anos, chegou à fase da adolescência. Já não faz desafios de responder a mil e quinhentas questões, já não fala só sobre a escola nem sobre desilusões amorosas ou amores platónicos. Se calhar a adolescência aqui também lhe fez bem, as cores berrantes foram aos poucos desaparecendo, dando lugar a um lugar mais simples e limpo. Ou será que este blog, que se iniciou na minha adolescência, chegou finalmente à idade adulta? Será que a idade dos blogs se conta como a idade dos cães? Se calhar é isso, foram 12 anos mas na realidade devem corresponder a 64 anos (se calhar estou a exagerar um nadinha...)

         As vontades, os gostos, o estilo de escrita e até o tempo foram mudando ao longo destes anos. Esta casa é a prova viva da minha evolução e por vezes dou por mim a ler posts de 2008/2009 e tenho a sensação que não fui eu que os escrevi, mas alguém do passado que conheci de passagem. Se calhar é mesmo isso que acontece, quem os escreveu já não sou eu e a forma como foram feitos já nada se parece com a forma que o faço agora. É estranha esta evolução, é estranha esta forma de crescer através das palavras e de conseguirmos ver de forma tão precisa o nosso antes e agora. Mas estou grata, grata por tudo. Pelo blog, pelas amizades que com ele criei, pelas histórias que aqui escrevi e até pelos livros que falei. Estou grata por estes 12 anos de blog.

          Quem diria que a Just Smile iria durar 12 anos!

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