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justsmile

05
Jan18

Começar o ano com um bocadinho de Minimalismo

(Imagem retirada daqui)

 

       No ano que passou, que apesar de já parecer longínquo não o é, deixei-me envolver um bocadinho pelo minimalismo. Lá em cima, no canto esquerdo, tem agora um menu que vos leva para esta aventura que tem sido dedicar-me um pouquinho ao minimalismo. E se há algo que 2017 deixou foi uma vontade enorme de continuar a investigar sobre esta temática, de me continuar a deixar entrar no espírito do que é o minimalismo. Esta vontade de querer deixar o stress do dia-a-dia de lado, esta vontade de querer continuar a levar a vida com calma e com prazer, está cada vez mais em mim e por isso tenho tanto desejo de continuar a deixar-me levar nesta onda simplista. De uma forma pouco ou mais inconsciente, apercebi-me que o Natal em si já foi um pouco mais minimalista, não recebi muitas prendas e nem as desejei. Foquei-me mais em estar na presença da família, em brincar com os meus sobrinhos e até em dar os pequenos presentes à família, que de uma forma ou de outra, faziam jeito. Não me enchi de coisas desnecessárias, nem de coisas que pouca utilidade teriam para mim. De uma forma simples, pura, este Natal acabou por ser um dos mais Minimalistas de sempre na minha vida.

        Assim, senti-me inspirada para começar o ano com um bocadinho mais de minimalismo e quero estende-lo a todos os aspectos da minha vida. Quero sentir o corpo são, a mente leve e até os sentimentos mais puros. Tudo o que iniciei nesta minha jornada durante o ano anterior quero preservar, manter e melhorar neste novo ano. Durante as últimas férias esqueci-me bastante das minhas obrigações e além do estritamente necessário, dediquei o tempo a mim. Dediquei-me a ver filmes que me faziam sentir bem, dediquei longas horas à minha cama e até ao meu sofá. Foram sete dias de relaxamento, mesmo com os pais doentes, mesmo com a preparação do Natal e do Ano Novo, consegui encontrar a tranquilidade que desejava durante esses dias. E para começar o ano sinto que preciso de fazer algo novo para melhorar o minimalismo na minha vida, tenho a noção de que estou precisar de destralhar dois armários em casa, tenho a noção de que tenho de limpar ainda mais as superfícies dos meus armários, mas estou também a precisar de o fazer um bocadinho mais a nível interior, reorganizar-me. A agenda e os objectivos mensais já não são suficientes, sinto a necessidade de me reinventar e não sei bem onde por onde lhe pegar. Decidi que este ano iria praticar a Gratidão com o frasco, decidi que a minha futura casa (nossa, já só faltam 6 meses para o casamento???) iria transmitir mais tranquilidade e serenidade, mas continuo a sentir que preciso de algo mais. Talvez seja meditação, talvez simplesmente novas experiências, talvez sinta que preciso de sair um bocadinho mais da minha zona de conforto. Ainda não sei bem definir, mas sinto que quero começar o ano com um bocadinho mais de minimalismo, assim:

       - Decidi voltar a revolver o meu armário da faculdade, sei que lá no fundo há mais coisas que precisam de ir para a reciclagem, há mais coisas que precisam de serem arrumadas;

      - Decidi que preciso de desenvolver uma arrumação para as minhas coisas de trabalhos manuais, principalmente desde que fiz os convites que compreendi que esta área não está arrumada, simplesmente atirada para uma caixa;

      - Decidi que quero deitar agendas antigas para o lixo, este blog serve-me melhor do que ninguém para avivar as minhas memórias e não preciso de agendas antigas para o fazer;

       - Está na altura de organizar as minhas facturas de 2017 e colocá-las direitinhas para a época do IRS;

      - Decidi que vou dedicar um pedacinho do meu tempo a reorganizar este blog, preciso de rever tags, de organizar os menus, como vou fazer isso a um blog com quase 10 anos? Não faço ideia, mas aceito sugestões.

       - Mais que tudo isto, decidi que mereço sentir-me bem, que mereço ser uma pessoa mais tranquila e que vou tentar ao máximo deixar os pensamentos e os sentimentos negativos de lado. Eu acredito que mereço mais e melhor.

       Estas não são resoluções, são decisões tomadas com base em como me sinto, em como preciso de continuar e não estagnar. Não quero conformar-me com o que tenho ou com o jeito que sou, quero ser mais, quero ser melhor, quero ter melhor e menos. Hoje tenho a consciência e a capacidade de dizer o que me faz bem e esta caminhada tem sido uma dessas coisas. Ler, reinventar-me, crescer, faz-me muito bem!

30
Dez17

E 2017 termina sem saber bem como...

(Imagem retirada daqui)

 

       Sem saber bem como, doze meses se passaram desde que entramos em 2017. Não sei bem para onde foi o tempo, não sei bem como o gastei, mas a verdade é que já se passaram 365 dias desde que fiz a minha reflexão sobre o ano anterior. Não sei se foi da carga de trabalho que este ano se acumulou, não sei se foi por andar sempre ocupada com compromissos ou até por andar tão preocupada com o casamento e a casa, mas o tempo passou e chegamos ao fim de mais um ano. Mais um ano, mais um capítulo e chegou aquela altura de reflectir sobre o ano e sobre o nosso futuro. Gostaria de apelidar este ano como o ano das conquistas, do crescimento e do esforço, três palavras que conseguem descrever adequadamente o meu ano.

      Em 2017 conquistei algo que durante muitos anos apenas sonhei. Desde pequena que sonhava em construir a minha própria casa, desde que sou adulta que via esse objectivo como algo praticamente irrealista, como se não passasse apenas de um sonho absurdo para os tempos em que estamos. No entanto, Ele partilhava o mesmo sonho. A sua ambição sempre foi construir a sua própria casa, planeada, ponderada e bem ao seu gosto. E foi este ano que demos o primeiro passo para a a concretização desse sonho. Em 2017 senti-me tornar uma adulta ao adquirir um terreno para a nossa futura casa. Um terreno, que ridículo! Pensam alguns, no entanto era algo que fazia parte dos nossos projectos, mas que nos parecia inalcançável e em coisa de poucos meses, depois de muitas despesas, conseguimos dar esse passinho de bebé que para tantos é insignificante, mas que para nós foi um dos maiores passos da nossa vida. É o início de um sonho que começa a ganhar forma, foi para nós uma verdadeira conquista. Foi também o ano de ficar noiva, um sonho antigo que teve de ser adaptado a uma realidade que não tinha imaginado (um casamento tão tradicional nunca me tinha passado pela cabeça). Foi o ano de nos comprometermos um ao outro, o ano de realmente planearmos uma vida a dois que há tanto desejávamos. 

      Este ano senti-me inquieta inicialmente. Os passos na minha vida tinham começado a ser dados, mas em mim faltava-me algo. Precisava de conseguir lidar com a enorme carga de trabalho, precisava de me olhar ao espelho e sentir-me como nunca me tinha sentido. Queria que o meu corpo e a minha mente entrassem num equilibro e que conseguissem lidar com as obrigações da vida da melhor maneira possível, foi então, sem saber como que me deparei com o Minimalismo, algo que já tinha entrado no meu vocabulário há uns anos, mas um conceito que estava congelado na minha mente. A palavra foi descongelada, foi aproveitada e usei-a para o meu próprio crescimento. Queria ser mais, queria ser melhor! Li muito, comecei a tomar pequenas mudanças na minha rotina e aos poucos comecei a sentir-me melhor, mais leve, aquela palavra que tão bem me começou a caracterizar em alturas de alvoroço. Comecei a deixar-me levar por esta onda de me organizar para conseguir tempo para mim, comecei a desenvolver a minha capacidade de me desligar dos problemas, de procurar o que a vida tem de bom e a gerir da melhor forma possível o meu tempo. Num ano de muitas decisões, de muitas aventuras, de inúmeros compromissos consegui lidar com eles de uma forma como nunca o tinha feito. Senti-me crescer. Noto em mim a diferença da Just do ano anterior para a de agora. Mas cresci noutros aspectos, não só aprendi a palavra desapego como comecei a pensar mais em mim, na minha saúde física e mental. Fiz mais desporto, procurei alimentar-me melhor e mudar hábitos pouco saudáveis. Fiz por ter mais paciência, fiz por ignorar situações desagradáveis que em nada me ajudariam e fiz por pensar mais um bocadinho em mim. Senti-me, pela primeira vez, um bocadinho mais egoísta, mas era disso que precisava para a minha vida. Cresci tanto em 2017, senti esta mudança em mim com orgulho e um sorriso no rosto. O mundo continua o mesmo, os problemas não desapareceram, mas sei lidar com eles de uma nova forma. Guiei-me pela experiência dos outros, li muito as palavras dos outros e consegui transportar para mim essas mudanças. Hoje termino o ano com uma sensação de concretização pessoal fantástica. Sinto-me feliz, sinto-me crescida, sinto-me uma nova Just, ainda mais focada, ainda mais decidida, mas também mais calma.

       Mas 2017 foi também um ano de muito esforço pessoal. A falta de um emprego na minha área fez-me agarrar uma oportunidade de me manter um bocadinho ligada à Terapia da Fala e comecei aos sábados a trabalhar naquilo que realmente gosto. Apesar do gosto, apesar da sensação de concretização que me dá foi necessário um esforço enorme. Depois de uma semana de 45h de trabalho, mais as idas à piscina e ao ginásio a vontade de preparar sessões à sexta-feira à noite e até de levantar cedo ao sábado eram zero, no entanto percebi que precisava dessa oportunidade. Agarrei-me a ela com unhas e dentes, deixei o cansaço de lado e esqueci o meu descanso e apesar de trabalhar 50h por semana, apesar do cansaço, sinto-me bem. É um esforço enorme, no entanto necessário a mim e à minha conta bancária (são sempre alguns extras que sabem bem nesta altura). Foi um ano de fazer um esforço para poupar, para juntarmos dinheiro para o nosso casamento e para a nossa casa, nem sempre fácil, mas conseguimos e estou orgulhosa dos nossos feitos. Lutamos pelo nosso futuro, lutamos pelos nossos sonhos e nunca deixamos de nos esforçar para os concretizar. Esforcei-me também por me manter positiva, para mudar, para crescer, para ser uma melhor pessoa e isso exige força, coragem para admitir o que está errado e ambição de se ser melhor. Esforcei-me por ajudar, esforcei-me para colaborar ainda mais na minha comunidade, abdiquei em alguns momentos da minha vida pessoal pelos outros. Dei do meu tempo, dei de mim, mas sinto que com todo esse esforço, com todo o cansaço que senti ao longo do ano só cresci.

       2017, apesar de me ter desaparecido por entre os dedos, foi um excelente ano. Foram muitas as conquistas, foram muitos os sonhos realizados e termino o ano de coração aconchegado, mas também com a certeza que 2018 será um grande ano. Posso não ter realizado grandes feitos. Posso não ser reconhecida. Posso até não ter crescido profissionalmente como desejava, mas comecei a dar uma volta à minha vida, comecei a 'mudar-me' por dentro e por fora e tudo isso torna 2017 num dos melhores anos da minha vida. A esperança de que 2018 venha ainda melhor só me deixa de a terminar o ano com um sorriso nos lábios.

      E como foi o vosso ano?

21
Dez17

O que aprendi em 2017?

(Imagem retirada daqui)

 

      A reflexão sobre 2017 ainda está para chegar, no entanto, ainda antes de ter chegado a Dezembro de 2017 dei por mim a pensar nas lições que retiro de 2017. Foi um bom ano, sem dúvida que sim, se o formos comparar com os últimos dois anos, no entanto apercebi-me que também não foi propriamente um ano fácil. Apesar de ter conseguido concretizar alguns sonhos, apesar de ter começado a realizar os meus próprios desejos, dou por mim a verificar que foi um ano de luta, um ano de aprendizagens, de auto-conhecimento e de reflexão. Apercebo-me agora, mesmo no final do ano, que este foi um ano de muitas lições.

      Aprendi que nem sempre a sinceridade é boa aliada. Fui sincera e perdi uma amizade. Não fui desagradável, simplesmente expus totalmente a minha situação, os meus sentimentos e como não fui compreendida perdi uma amizade. Acho que se tivesse dado uma desculpa esfarrapada para declinar um convite, penso que se tivesse inventado algo, hoje manteria essa amizade. Em vez disso optei por ser 100% sincera, mostrar o meu lado da situação e isso fez-me perder uma amizade. Aprendi uma lição, não sei se irei voltar a repetir, pois sou apologista da sinceridade acima de tudo, mas aprendi que nem sempre a sinceridade funciona.

      Aprendi que não vale a pena fazer fretes. Deixei-me totalmente de me colocar em posições que me são desconfortáveis, que não se adequam a quem sou e que não valem a pena. Desisti de tentar sorrir a quem não merece e comecei a dizer mais vezes 'não'.

      Re-aprendi que as verdadeiras amizades são para sempre. Aqueles amigos que um dia achei perdidos estiveram ainda mais presentes este ano. Foram jantares, foram conversas, foram boas horas tentadas encaixar em horários e tarefas de loucos, mas conseguimos sempre, por muito que fosse adiado.

      Aprendi a lutar por mim, a defender-me. Voltei a pensar em mim, ainda mais um bocadinho. Voltei a encontrar tempo para as coisas que gosto. Voltei a cuidar mais de mim. Voltei a defender-me quando necessário e a mostrar as minhas garras. Não foi fácil, não foi agradável, mas foi necessário. Venci batalhas e soube muito bem. Agora olho para trás e penso como consegui, mas a verdade? A verdade é que realmente estou aqui e sou a prova viva de que vale a pena lutar.

       Aprendi a lutar ainda mais. Não só por mim, mas pelos meus sonhos. Continuei a tentar lutar por um sonho profissional, mas também aprendi que há limites nessa luta e já defini um. Preciso desse limite psicologicamente, mas isso nunca me impediu de durante os últimos dois anos ter lutado por um sonho.

       Aprendi a poupar e a organizar-me ainda mais. Aprendi a ser mais minimalista e a reflectir. A prova viva disso é este blog. Eu sou a prova viva desta mudança que tão bem me tem feito. Mudei, aprendi muito, mas aprendi para meu bem. Aprendi para saber lidar com o stress, com os horários loucos, com a rotina cansativa e até com a frustração. Até aprendi a organizar o blog mensalmente, a definir objectivos, a focar-me ainda mais no que realmente quero! Cresci com estas aprendizagens todas e espero continuar a crescer com tudo isto.

       Aprendi que tudo o que é bom custa, que tudo tem de ter o seu esforço para saber bem. Aprendi que sou uma pessoa que não tem nada de mão beijada, que tenho sempre de lutar mais que alguns, menos que outros. Aprendi que tenho mesmo de ser persistente para chegar aonde quero. E com isso aprendi que sou mais forte do que pensava, mais resiliente do que imaginava. Porra, começo mesmo a orgulhar-me de quem sou. Ao olhar-me ao espelho vejo realmente quem sempre quis ver e isso faz-me bem, faz-me sentir em paz e tranquila.

      Aprendi a encontrar mais paciência. Aprendi a calar-me mais, a desligar-me mais e melhor. Não foi fácil, houve discussões na mesma, mas tenho aprendido cada vez mais a engolir, a respirar e a deixar passar. Tenho aprendido a meter-me onde não devo, a ignorar o que deve ser ignorado, seja a nível profissional como pessoal. Custa, é verdade, mas tem sido mais fácil lidar com o dia-a-dia dessa forma.

       Durante 2017 foram muito as lições que aprendi, algumas simplesmente melhorei, mas olho para trás e consigo ver que cresci. Parece que a miúda que por aqui escrevi há alguns anos está agora mais crescida, com as ideias mais definidas e com os sonhos mais organizados. Vejo ao espelho uma nova pessoa, com uma nova forma de estar, de ser, de lidar e este ano contribuiu muito para esse crescimento. Existiram muitos desafios, muitos momentos de frustração e isso obrigou à mudança. Foi essa necessidade de mudança que fez com que decidisse realmente mudar. Surgiu assim o crescimento, as lições que foram sendo retiradas ao longo do ano. 2017 foi um bom ano para aprender. 2017 foi um bom ano para crescer.

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