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justsmile

29
Jan19

A saga da casa... #1

(Imagem retirada daqui)

        Em Outubro abrimos oficialmente a saga de construir a nossa própria casa. Em Janeiro, surgem os primeiros esboços do arquitecto que nos está a desenhar a casa. Lá cedi no telhado, lá cedi no formato mais moderno da casa, mas surgiu realmente algo em que não quero nem consigo ceder. Se da última vez que escrevi sobre este assunto o ponto em que estávamos de acordo era: "a única coisa em que ainda conseguimos estar de acordo é realmente a disposição das divisões", neste momento a coisa complicou-se. O nosso terreno tem muitas limitações, mas a verdade é que o arquitecto está a mexer com uma das minhas três condições: uma casa com persianas, uma lareira e uma cozinha aberta para a sala, ou seja, o conceito open-space. É neste último ponto, o mais importante e também o mais sensível, em que a coisa se tem complicado. Segundo o arquitecto, a disposição que ele planeou não dá para uma cozinha open-space e que por isso não há a possibilidade de eu conseguir ter aquilo que quero (isto nas palavras que Ele me transmitiu). Ora pois bem, não sou uma mulher muito exigente, mas se há coisa que não me podem contrariar é na minha cozinha!

       Quando olhei pela primeira vez para o planeamento da minha casa percebi duas coisas: a cozinha era gigante (algo que não quero de todo) e que era uma divisão isolada da casa (algo que EU NÃO QUERO!). O sr. Arquitecto veio com todos os argumentos de que uma cozinha open-space não é prática, que os odores são piores quando a divisão é aberta, que uma cozinha assim me obriga a ter o balcão sempre arrumado e até que é complicado quando passamos a ter filhos. Ao que na minha cabeça apenas surgiu "Bullshit!",  a minha cozinha neste momento é open-space e é o que mais gosto na minha casa. É verdade que o odores são mais dificilmente eliminados, mas o nosso exaustor funciona minimamente bem e apesar de ter algum cheiro a comida durante a sua confecção, não é nenhum horror! Depois, paranóica como sou com a minha cozinha, ela nunca está verdadeiramente desarrumada e se assim ficar, eu lidarei com as consequências. E não me venham dizer que com filhos é pior, pois não é, e vejo-o pelos meus irmãos, é muito mais fácil deitar um olho às crianças quando não existe uma parece entre a sala e a cozinha e é muito mais prático do que fechar a criança na cozinha enquanto lá estamos. E o maior argumento resume-se numa palavra: convívio. É muito mais fácil ter a minha cozinha open-space e estar a falar com Ele enquanto cozinho, é muito mais fácil estar a ver ou ouvir televisão enquanto faço um bolo ou até quando já estou no sofá e Ele a terminar de arrumar a cozinha e continuamos a conversar. Se a minha cozinha fosse uma divisão isolada não teria estas facilidades, facilidades que quero levar comigo para a minha casa. E levar o arquitecto a compreender isso?

       Eu sei que o nosso terreno tem limitações, sei também que a exigência de termos o escritório logo na entrada da casa complica um bocadinho as coisas, mas terá de existir uma solução para a MINHA cozinha. E não, não me conseguem fazer mudar de ideias, aliás, já tentei arranjar duas soluções para alterar a disposição da cozinha, agora é só ver o que o arquitecto diz. Mas digam lá se tenho ou não razão, cozinha open-space ou não? 

13
Out17

Bolinho de Coco Húmido

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      Este mês tinha decidido que ia experimentar fazer uma receita nova. Há imenso tempo que não procurava receitas novas e era algo que queria experimentar. A oportunidade ideal surgiu com o aniversário da minha irmã em que vinham todos almoçar a casa da minha mãe. Tinha lá para casa um coco ralado que queria gastar antes que se estragasse, visto utilizar pouquíssimas vezes e fui para a internet em busca de uma receita de bolo de coco (é um truque que uso, quando tenho um ingrediente que uso pouco ou que está prestes a estragar-se procuro uma receita específica para poder acabar com o produto). Lá encontrei a receita que me parecia melhor para realizar num sábado à noite, depois de uma semana extenuante, de um dia de trabalho e de guerra em volta dos convites. Encontrei uma receita simples, com poucos ingredientes e em que pouco tempo ficou feita. Aqui vos deixo a receita que retirei da internet, de um site que já não consigo encontrar (sorry!).

         

Ingredientes:

  • 2 chávenas de chá de farinha
  • 2 chávenas de açúcar de farinha
  • 4 ovos
  • 1 colher de chá de fermento
  • 125g de coco ralado
  • 1/2 chávena de chá de óleo
  • 1 chávena de chá de água quente
  • 1 chávena de leite

 

Preparação:

      Juntar numa bacia os ovos, o açúcar, a farinha, o fermento e o coco ralado. Bater bem e adicionar o óleo. Depois de bem misturado aquecer uma chávena de chá de água e adicionar à massa. Bater bem até obter uma massa homogénea.

      Depois de untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha, levar a massa ao forno pré-aquecido a 200º. Deixar cozinhar durante 40/45minutos a 160º.

      Assim que o bolo saia do forno, deve aquecer uma chávena de chá com leite e duas colheres de açúcar e deitar por cima do bolo ainda na forma. O bolo deverá estar quente para absorver mais facilmente o leite. Desinformar apenas quando o bolo estiver frio e sem vestígios de leite.

      Para uma apresentação mais bonita pode polvilhar o bolo com coco ralado por cima.

 

     Eu admito que gosto de cozinhar, mas não gosto de perder muito tempo na cozinha e este foi o bolo ideal para isso. Não só foi rápido como ficou delicioso. Nunca me tinha passado pela cabeça fazer um bolo de coco, mas a verdade é que foi da maneira que não desperdicei nem deixei estragar ingredientes e aprendi uma receita nova. O bolo foi um sucesso e já ficou no meu livro de receitas.

       Rápido, simples e delicioso, tal como e gosto.

 

P.S.: Fotografia de Just Smile

11
Out17

Workshop de Refeições Rápidas

     

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      Um dos meus objectivos para 2017 era realizar um workshop de culinária. Queria investir um bocadinho em mim, sem um objectivo profissional, mas simplesmente fazê-lo por mim, por puro prazer. Lembrei-me então que seria em 2017 que iria melhorar as minhas capacidades culinárias. Gosto de cozinhar, mas tenho a plena noção de que não sou nenhuma perita e queria imenso melhorar as minhas competências nessa área. Comer sempre foi algo que me deu prazer, apesar de muita gente achar que não por ser magra, mas sabia que precisava de algo que me levasse a ser mais criativa, mais espontânea e menos tradicional na cozinha. Afinal, a minha vida vai dar uma volta e já não vou ter a mãezinha a cozinhar para mim todos os dias, pois até agora só cozinha pontualmente (bem, agora no último ano, que antes de a minha mãe estar em casa era eu e o meu pai que cozinhávamos em casa).

      Assim, há muito que andava de olho nas ofertas do Work Espaço Criativo no Porto. As ofertas eram sempre atractivas, como cozinha italiana, cozinhar pão, bolos caseiros, refeições tradicionais portuguesas e afins e sempre a preços acessíveis. Com a chegada de Setembro decidi que seria a oportunidade perfeita de aprender algo de novo. Lá me inscrevi no Workshop de três horas e no dia 30 de Setembro fui aprender umas coisinhas novas no Workshop de Receitas Rápidas para o Jantar

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      O espaço é bastante atractivo aos olhos, tem um aspecto bastante limpo e organizado, chamando à atenção as grandes mesas de trabalho onde os 'alunos' se sentam. A formadora foi a autora do blog Cinco Quartos de Laranja, que pessoalmente desconhecia, pois não costumo seguir muitos blogs de culinária, mas da qual me tornei fã. De uma simpatia extrema e de uma acessibilidade fantástica, Isabel Zibaia Rafael foi a formadora perfeita para este tipo de iniciativa, dando imensas dicas de preparação de alimentos, de novos produtos e sempre com um sorriso no rosto invejável. Não sendo eu uma expert da culinária, o meu maior receio neste workshop era simplesmente não ter o conhecimento suficiente e necessário para participar, o que definitivamente não aconteceu. O workshop dado pela Isabel foi de uma simplicidade enorme, tentando sempre ter um vocabulário acessível e com uma disposição para dúvidas excelente. A Isabel não só explicava aquilo que nos parecia ser estranho, como se dirigia às nossas bancadas para ver como o processo de culinária estava a correr e se existiam dúvidas. Há medida que o tempo foi passando fui deixando os receios de lado e juntamente com o meu grupo elaboramos duas receitas das sugestões da Isabel.

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       Num workshop de culinária o mais importante é a comida, não seria de esperar outra coisa e apesar de ter aprendido a trabalhar com alimentos que desconhecia, a criar combinações que me soavam estranhas e a experimentar novos sabores, a verdade é que também aprendi algumas técnicas que no dia-a-dia me serão úteis. Pequenas coisas que facilitam a vida, como o descascador de pimentos e até tomates, até a fazer todo o tipo de molhos e temperos para os alimentos que dure uma semana. Pequenos truques que diminuem o tempo perdido e que proporcionam uma melhor qualidade de vida, coisa que ando a tentar adquirir nos últimos tempo. As receitas, além de serem todas simples e rápidas, foram todas deliciosas. Depois de todos os grupos terem realizado os pratos propostos, o fim do workshop foi um típico convívio português, todos à volta da mesa. Todos tiveram a oportunidade de experimentar as variadas receitas e de compreender o quão rápido se pode confeccionar o jantar, em vez de cairmos na tentação da fast-food e dos take-away que de saudáveis pouco têm. Saí de lá com um sorriso, com a sensação boa de ter aprendido algo novo (coisa que há muito tempo não acontecia) e de ter investido em algo apenas para mim, para crescer, para melhorar. É sem dúvida um workshop que recomendo, eu até já ando de olho noutro.

        Depois deste workshop ficou o bichinho de novas experiências culinárias que coisa boa! Quem já fez?

 

P.S. Fotografias de Just Smile.

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