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justsmile

11
Mar19

Time for myself

(Imagem retirada daqui)

        Sempre fui uma pessoa que não se importava de estar sozinha, aliás, ainda hoje não sou uma pessoa que tenha qualquer tipo de problema em estar sozinha, seja na esplanada, seja em casa. Sempre soube apreciar esses momentos e a verdade é que até tenho necessidade deles, de estar um bocadinho sozinha com os meus pensamentos e até a fazer as coisas que gosto sem ter ninguém a observar-me ou a distrair-me das minhas coisas. Estes momentos a sós comigo são me essenciais para desligar do mundo, para reflectir sobre onde estou e aonde quero chegar, momentos para simplesmente recuperar as energias dos problemas do dia-a-dia. São estes momentos comigo própria que me fazem conhecer melhor do que ninguém e que permitem manter o meu equilíbrio emocional e psicológico num mundo cada vez mais corrido, cada vez mais louco e com tantos problemas. E o que faço no "me time"?

        - Gosto de ler, e tentei implementar esta rotina novamente no meu dia-a-dia, os 30 minutos de leitura diária e não é que consegui? Consegui voltar a ter este momento a sós com os meus livros de uma forma mais regular e isso ajuda-me a desligar do mundo, por apenas meia hora, mas faz-me tão bem à sanidade mental como a ida a um spa.

       - Cuidar de mim, seja a ir arranjar as unhas, seja a arranjar as sobrancelhas ou até apenas a ter um banho mais demorado. Admito que em épocas de maior stress estes pequenos momentos acabam por ser um bocadinho esquecidos e quando reparo a coisa já é grave, mas tento obrigar-me a parar e reflectir para conseguir manter-me bela e confortável comigo mesma.

      - Cozinhar, gosto de fazer bolos e admito que até ao longo da semana gosto de fazer as refeições (com raras excepções, principalmente em dias mais cansativos) porque me faz desligar do dia de trabalho que terminou e até me dá um certo prazer sentir o aroma dos alimentos pelo ar, visto gostar tanto de comer.

     - Ver as minhas séries, Ele não é fã de séries de comédia e ver uma boa série que nos faça rir é a melhor forma de relaxar e desligar de todos os problemas, por isso, quando Ele não está, aproveito esses momentos para me rir um bocadinho. Ultimamente até tenho revisto a série Friends enquanto cozinho, assim junta-se o útil ao agradável.

       Estes momentos, por muito curtos que sejam, por muito espaçados que sejam entre si, são momentos essenciais para o equilíbrio de cada ser humano. A vida é tão exigente, os problemas são tantos que senão encontrarmos espaço para estarmos sós, acabamos por nos perder no meio da correria e a essência de quem somos começará lentamente a desvanecer-se.

09
Nov18

Namorados vs Casados

(Imagem retirada daqui)

 

       Sempre achei que quando nos casássemos, altura em que começamos também a viver juntos, que muita coisa se iria manter. Nunca fomos um casal muito romântico, nunca fomos muito melosos e sempre nos conseguimos encaixar muito bem. Sempre nos sentimos confortáveis ao lado um do outro, no tempo que namorámos deu perfeitamente para conhecermos alguns hábitos que tínhamos e não me imaginava a ter qualquer tipo de desconforto ao lado d'Ele. Já éramos o casal que passava serões em casa, que nos víamos um ao outro de pijama e até que nos acompanhamos nas gripes, viroses e constipações, nunca em momento algum criamos a ilusão de sermos aquilo que realmente não éramos. Achava mesmo que a única diferença que aconteceria na nossa relação era irmos viver juntos. Achava que as nossas noites iriam terminar na mesma num sofá a ver televisão ou uma série que ambos gostássemos, agarradinhos um ao outro antes de ir dormir. Achava que o nosso hábito de mandar mensagens logo de manhã, quando chegávamos ao trabalho, se iria manter e que até a frequência de mensagem entre nós se mantivesse (visto que nunca foi excessiva). Sempre achei que a rotina de nos vermos diariamente e de estarmos diariamente juntos e conversarmos se mantivesse. É claro que algo iria mudar, já não o teria de mandar embora na hora de ir dormir, jantaríamos todas as noites juntos e partilharíamos as tarefas domésticas, até já imaginava as vezes que iria resmungar com Ele por causa da arrumação (coisa que efectivamente aconteceu). Aliás, até considerava que iríamos estar mais tempo para estarmos juntos. Erro de sonhadora.

         Apercebi-me esta semana que eu e Ele conseguíamos estar mais vezes juntos, com tempo de qualidade, quando éramos solteiros do que agora casados. Dantes, tirando as sextas-feiras que são dia d'Ele se encontrar religiosamente com os amigos, todos os dias conseguíamos estar juntos e terminar a nossa noite deitados no sofá da sala dos meus pais. Aquele momento diário era o nosso momento de aconchego e conseguia fazer milagres no final de um dia de trabalho. Achei que esse momento continuasse a ser o nosso momento sagrado, mas a vida mudou drasticamente e neste momento tenho a sensação que era mais fácil estarmos juntos enquanto namorados, do que agora casados. Apesar de agora conseguir chegar mais cedo a casa, Ele continua a chegar, frequentemente depois de mim e quase todos os dias tem actividades ou vai jogar futebol ou vai dar treino a crianças (nova função desde que casamos) e a sexta-feira continua a ser o seu dia sagrado, fazendo com que chegue quase todos os dias tardíssimo a casa. E eu? Apesar de tudo isso, eu ando sempre em reuniões, em trabalhos voluntários e para já ainda nem me agarrei aos estudos (coisa que ando a adiar e estou com a sensação que me ando a desleixar...). Nos dias em que Ele acaba por chegar mais cedo a casa ou até estar em casa, eu por alguma razão não estou, ou quando estou Ele chega mais tarde e se nos cruzamos dez minutos no sofá já é muito tempo. Para além do facto de vivermos juntos, esta foi uma das maiores mudanças na nossa relação, passamos de ter sempre tempo para nós os dois, para não conseguirmos encaixar as nossas agendas profissionais. É verdade que dormimos na mesma cama, mas quase não nos cruzámos e isso tem-me feito alguma confusão (apesar do orgulho que sinto n'Ele pelo trabalho que tem feito com os miúdos). A maioria das noites janto sozinha e acabo no sofá a ver os programas que gosto sozinha, enquanto Ele acaba de jantar ou de tomar banho, algo que não acontecia quando éramos solteiros.

      Casamos e como se já não bastasse a mudança que isso cria nas nossas vidas, passar a fazer todas as tarefas domésticas sozinhos, habituarmo-nos à presenta e aos hábitos de outra pessoa, as nossas vidas profissionais também levaram um grande abanão. De repente, tornou-se difícil de conseguirmos conjugar horários para estarmos juntos, mesmo vivendo debaixo do mesmo tecto. É então que penso que passava mais tempo com Ele quando éramos só namorados, do que agora casados. Seremos só nós a termos estas vidas?

08
Out18

Ressacar do fim-de-semana

(Imagem retirada daqui)

 

       Não costumo ter a sensação de ressaca do fim-de-semana.

       Há fins-de-semana que são mais ocupados que outros, há alguns em que nem sequer descanso ou que nem uma hora extra consigo dormir, ainda assim as segundas-feiras não costumam ser os dias mais dolorosos da minha semana. Mas esta segunda-feira está a ser extremamente dolorosa, não estou a conseguir lidar com o facto de entrar ao trabalho às 8h30 da manhã. Não estou a conseguir lidar com o facto de ter dormido mal durante a noite (algo que tem acontecido com alguma frequência ao domingo) e nem sequer estou a entrar no ritmo de uma segunda-feira normal. E imagino porquê, porque este fim-de-semana foi o mais descontraído que tive nos últimos tempos. O feriado veio dar-me as horas de sono que há muito tempo desejava (dormi perto de 11h seguidas) e que nem me lembro de ter ao longo do último ano, veio-me dar a tarde de séries e mesmo saindo de casa não houve a necessidade de fazer corridas contra o tempo. O sábado, que se avizinhava de muito trabalho, foi mais curto do que imaginava e deu para relaxar e ainda ficar a decidir as fotografias do casamento para o álbum, sem stresses, sem correrias e sem horários loucos e com mais uma boa quantidade de horas de sono. E se o domingo foi passado fora de casa, também não houve correria, nem nada que se lhe parecesse e foi isso que tornou este fim-de-semana tão estranho. O meu corpo já está de tal forma habituado à correria, ao trabalho constante que quando consegue desligar durante três dias, voltar à rotina torna-se numa verdadeira tortura... Serei só eu assim?

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