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justsmile

06
Jul20

Hábitos que ficaram do confinamento

(Imagem retirada daqui)

         Estive em casa quase três meses seguidos, tempo do qual apenas saía para coisas importantíssimas, farmácia, talho ou uma ou outra caminhada pelos montes da terra. Foram três meses em que a qualidade de vida melhorou, pode soar estranho, mas a verdade é que consegui organizar-me bem e o que mais me custou foi voltar para o local de trabalho (estupidamente) e perder a qualidade de vida que tinha adquirido. Voltei a perder horas no caminho para o trabalho, a levantar-me mais cedo do que deveria ser legal e a ter horas marcadas para ir dormir. A pressão dos horários voltou, o trânsito voltou, mas existiram coisas que ficaram desta quarentena, que ainda consegui preservar na volta à rotina desta, estranha, nova forma de 'normalidade', nomeadamente:

        - Compras online, continuo a comprar tudo online, desde que voltei ao trabalho que apenas fui uma vez a um supermercado (e o quão estranho foi) e comprar camisas para Ele, porque Ele não confia nas compras online. Já era um hábito que tinha, mas aumentou de forma evidente. Já decidimos que iríamos renovar o nosso plano de Entrega Zero do Continente por mais um ano, é uma despesa que compensa e que todas as semanas nos traz os produtos que precisamos. Além de que ajuda nas poupanças, pelo simples facto de comprar quase tudo em promoção.

         - Compras locais, apercebi-me durante o confinamento que afinal tenho tudo o que preciso perto de mim. O pão está todos os dias de manhã à porta de casa, a farmácia é na freguesia, a carrinha dos legumes e da fruta para todos os sábados à porta de casa com produtos locais e o talho da freguesia não é muito mais caro que os outros e tem produtos de qualidade. Desde Março que não compro produtos alimentares fora da freguesia, tirando as compras online do Continente. Afinal tudo o que é essencial está bem perto de mim.

        - Exercício em casa através da app Downdog, ainda não tive coragem nem tempo para voltar ao ginásio. Com isto tudo tenho aproveitado o final do dia para dar algumas consultas online do privado, o que não facilita os horários para ir às minhas aulas preferidas do ginásio. Contudo, isso não me tem impedido de fazer exercício (só o joelho o tem feito), é muito mais fácil gerir os meus horários e as tarefas domésticas ao fazer exercício em casa.

         - Take way, ainda não fomos a nenhum restaurante desde que isto tudo do covid-19 começou. Temos ficado em casa e quando nos dá algum tipo de desejo, coisa rara, encomendamos e mandamos vir ou vamos buscar. Já não éramos pessoas de ir comer fora com muita frequência, mas tenho tido um certo prazer em não ter de cozinhar em alguns dias e conseguir matar os meus desejos na mesma.

      - Cozinhar novas receitas, antes do confinamento dizia que a rotina me impedia de experimentar novos pratos, durante o confinamento fui experimentando uma ou outra receita e a verdade é que tenho mantido esse hábito. Tenho também tido uma maior vontade de melhorar, ainda mais, a nossa alimentação e isso tem-me dado motivação para experimentar novas receitas.

        - As caminhadas, agora com menos frequência porque semana sim, semana não andamos com horários bastante desfasados, mas temos tentado fazer algumas caminhadas e preferencialmente pela terrinha, o que tem sido bastante agradável.

        - O tempo da leitura e das séries, é verdade que temos tido menos tempo para isso, mas até considero que durante o confinamento não tivemos tanto quanto isso, mas agora tenho-me conseguido organizar melhor para continuar a ler e ver séries. Os dias mantêm-se corridos e durante a semana é impensável ver séries, mas pelo menos tenho pegado no meu livro.

           Sinto que o confinamento me deu o slow living que tanto desejava, consegui aprender a viver de forma mais tranquila, voltar ao trabalho tirou-me bastante dessa qualidade de vida. Mas existem coisas boas que ficaram, estes pequenos pormenores fazem do meu dia-a-dia um lugar melhor e um bocadinho mais tranquilo (até porque os últimos tempos têm sido difíceis) e vou dar tudo de mim para um dia conseguir introduzir este slow living outra vez na minha vida. E o que hábitos conseguiram vocês manter depois do desconfinamento?

04
Jun20

Depois deste tempo todo, voltar à rotina

 

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(Imagem de Just Smile)

         Depois de quase três meses em casa, a rotina fora de casa voltou de forma inesperada e completamente absurda. Gostava de acreditar que o confinamento tinha mudado a mente das pessoas, que toda a situação actual do mundo fizesse com que as pessoas aprendessem a valorizar o trabalho e não levarem a avante simples caprichos. Que o mundo empresarial tivesse compreendido que tem bons funcionários e que o teletrabalho nunca fez parar o serviço, nem por um segundo. Pois, enganei-me. Acreditar no crescimento da humanidade nas pessoas é das coisas que mais me faz ficar desiludida quando caio na realidade. De um dia para o outro, sem qualquer tipo de argumentação a não ser um simples "porque sim" (conjunto de palavras com as quais sempre tive bastantes dificuldades em aprender a lidar) tivemos de voltar às escolas, onde não há crianças, onde continuamos a dar teleconsultas e onde, simplesmente, o fundo do ecrã mudou. Deixei de ter o meu candeeiro, as minhas cortinas e a parede branca como fundo das minhas sessões, para passar a ter uma cadeira desconfortável e uma parede amarela e suja. Porque o eu quero, posso e mando ainda persiste no mundo empresarial. Porque o bem estar dos funcionários continua a não ser uma prioridade, mas sim os caprichos de quem tem o poder nas mãos. Continuo sem perceber porque voltei, mas a verdade é que voltei.

         Ontem foi o meu primeiro dia de regresso às escolas, não ao trabalho porque nunca deixei de o fazer (até foi redobrado), mas ao local onde seria de esperar estar cheio de crianças, barulho, correrias e campainhas. É estranho voltar a uma escola fantasma, amaldiçoada por um silêncio surdo que nos faz relembrar a todo o momento que o que vivemos é novo para todos nós. Cada um de nós fecha-se nas suas salas, distanciados uns dos outros e voltamo-nos para o computador, onde é passado o resto do nosso dia entre teleconsultas, preenchimento de documentos e preparação de materiais. No fundo tudo o que fazíamos em casa, mas num contexto estranho, vazio e vagamente triste. Custou-me voltar a levantar uma hora mais cedo para fazer tantos quilómetros, quebrou-me a alma ter de preparar a marmita para voltar para um sítio que não era o que recordava dele, mas voltei a sentir que o tempo me iria começar a escapar das mãos. Isso sim, foi a sensação mais estranha que tive. O corpo também estranhou as calças de ganga e as sapatilhas por mais de uma hora, assim como o maior controlo dos horários. Todo este regresso tem sido estranho, obrigou a uma nova reorganização de horários, sem qualquer tipo de necessidade, à elaboração de uma nova rotina e até a novos hábitos de higienização que nunca me tinham passado pela cabeça.

           Em mim está a estranheza dos novos tempos. Em mim continua a questão do porquê de ter de cumprir com o capricho de alguém. Em mim continua a sensação de que tudo mudou e ao mesmo tudo permanece igual. Em mim está uma ambiguidade de pensamentos e sensações.

27
Mai20

Em casa, mas a fazer exercício

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(Imagem de Just Smile)

        Quem olha para as fotografias pode pensar que sou uma pessoa muito fit, que sempre fiz exercício e que sou viciada nele, mas isso nem próximo está da verdade. Sou um tanto ou quanto preguiçosa, mas até que sempre gostei de fazer exercício e sempre tentei fazer alguma coisinha. O maior prazo de tempo que estive sem fazer qualquer tipo de exercício físico foi durante a faculdade, tempos em que deixei de ter vida, mas antes disso praticava com alguma regularidade, joguei andebol e badminton e de certa forma sempre andei ligada ao exercício. Quando arranjei o meu primeiro emprego meti-me na Zumba e no prazo de um ano percebi que aquilo não era para mim, depois voltei à piscina onde melhorei a minha coordenação respiratória e onde as minhas costas melhoraram de forma significativa. Pela mesma altura da natação decidi que a minha elasticidade estava a ficar péssima e decidi experimentar a Yoga. Admito que não fiquei logo adepta, mas fui insistindo e até lhe ganhei um certo gosto. Em Setembro de 2019 decidi optar por experimentar um ginásio aqui perto de casa onde também tinha Yoga, fui tentando fazer circuito e yoga, por vezes fazia um ou outro, mas não falhei muitas semanas. Até que chegou a quarentena.

      Em casa não há escritório e não consegui adaptar-me ao estar sentada à mesa da cozinha, onde alguns dias da semana Ele também faz teletrabalho, e tenho feito o meu teletrabalho no sofá, com almofadas e a tentar manter-me, o mais possível, ergonomicamente correta. Mas a verdade é que o teletrabalho é 98% sentada, algo que não acontecia no meu local de trabalho em que conseguia que fosse cerca de 60% a 70% sentada e as costas começaram a queixar-se. Assim, decidi seguir os conselhos da professora do ginásio e retomar a física em casa, desde então que há anos que não fazia tanto exercício! Comecei por fazer apenas o que a professora mandava, aulas de circuito, mas comecei a notar que voltava a perder elasticidade e decidi procurar vídeos de yoga e apaixonei-me pela Downdog App. Sei que não é gratuita, apesar de ter usufrui do um mês assim, mas não a consegui largar e agora sou capaz de fazer os exercícios do ginásio e a yoga logo a seguir.

        As costas melhoraram, a tensão de estar confinada em casa há quase três meses também e a verdade é que até o meu corpo sofreu uma transformação enorme. Arrependo-me de não ter tirado uma fotografia no início da quarentena para a poder comparar com agora. Aumentei o meu peso e garanto-vos de que é de massa muscular, assim como todo o corpo ficou bem mais tonificado. Na yoga tenho visto a minha evolução ao nível da elasticidade e é surpreendente como evolui nos últimos dois meses. No final do trabalho (em que me obriguei a cumprir horários), desligo o computador, troco de roupa e lá vou eu para o chão da sala. Estou em casa, mas nunca fiz tanto exercício como agora. E vocês?

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