Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

13
Fev21

Estes fins-de-semana de confinamento

(Imagem retirada daqui)

       Desde Março de 2020 que os fins-de-semana têm sido passados em casa, uns com obrigatoriedade outros com uma obrigatoriedade intrínseca e outros com pequenos passeios (esses já devem ter sido no verão...), mas sempre sem amontoados de gente, sem planos em família e sem ajuntamentos de amigos. Estar em casa nunca foi um sacrifício, mas os fins-de-semana, ao fim de quase um ano, têm sido uma espécie de monotonia de relaxamento em que descanso o corpo e a mente e me permito a coisas que durante os dias laborais é completamente impossível. Os fins-de-semana em casa têm sidos passados com doces caseiros, com comida gostosa e novas receitas, mas com o sabor de aconchego nestes dias frios e chuvosos.

         Nesta rotina de pós-confinamento e novo confinamento, aprendi que é essencial ter o fim-de-semana para os pequenos prazeres, para descansar o corpo e a mente desta nova realidade que vivemos. Aprendi a despachar as tarefas domésticas à sexta-feira e permitir-me a relaxar ao sábado e ao domingo. Tenho passado esses dias a fazer pequenas coisas que gosto, cozinhar com prazer e não só por obrigação, sentar-me no sofá a ver séries românticas sem Ele, porque Ele tem andado a viver para o trabalho, e tenho-me permitido desligar da realidade que está lá fora. Um livro, um filme ou até uma breve sesta de manta no sofá, quando o silêncio em casa se instala. Se estes fins-de-semana têm sido produtivos? Não, rigorosamente em nada, acabo sempre por fazer pequenas tarefas que se vão acumulando no dia-a-dia, organizar faturas, organizar documentos para a casa nova ou até limpar o faqueiro da gaveta que tanto precisava, mas permito-me a não fazer nada.

         Esta nova realidade, se por um lado alterou tanto a nossa rotina, trouxe realmente um bocadinho do conceito de slow living e gosto de o conseguir saborear. Gosto de, quando possível, ir dar a minha caminhada pela minha terrinha, gosto de me sentar à mesa ao sábado à noite com um copo de vinho e uma comida saborosa. Gosto de beber a minha meia de leite ao lanche com uma tosta mista caseira e até de deixar o telemóvel perdido pela casa e esquecer os grupos de Whatsapp e das redes sociais. Gosto desta forma lenta de passar o dia. É verdade que começo a necessitar mais de ar livre, tenho saudades do mar, tenho saudade dos parques e de simplesmente me sentar numa esplanada com uma bebida fresca. Sinto saudades dessas pequenas liberdades que nos eram permitidas, mas sei que hão de chegar. Anseio por elas, também é verdade, mas até lá vou permitir-me a saborear estes fins-de-semana caseiros.

            E como têm sido os vossos fins-de-semanas de confinamento?

 

21
Jan21

Uma apatia que mal consigo expressar...

(Imagem retirada daqui)

       É o que sinto neste momento.

       Estamos a breves momentos de vermos, novamente, o encerramento de todas as escolas e só me passa pela cabeça "o que vai ser destes miúdos?". Eu sei que é um mal necessário, que neste momento precisamos de controlar esta força invisível que tem consequências catastróficas na saúde e na nossa sociedade, mas não consigo tirar da minha cabeça estes pensamentos. Comecei a trabalhar em Novembro numa realidade diferente da que trabalhei nos últimos dois anos, deparei-me com uma pobreza maior, com um absentismo na escola enorme, com a falta de motivação para o contexto escolar e até para novas aprendizagens. Gostei do desafio que me veio parar às mãos, queria colocar o mais rápido possível 'as mãos na massa' e começar a trabalhar com os miúdos. Na minha mente tinha um plano bem traçado, um elevado número de tarefas e actividades para realizar, mas a verdade é que só em Janeiro consegui ter esse primeiro contacto. E as coisas estavam a correr bem, consegui captar a atenção da maioria dos alunos em intervenção, logo nas primeiras sessões e estava motivada para trabalhar, mas agora tudo volta a encerrar e volto a questionar-me, "o que vai ser destes miúdos?". A maioria não tem internet, nem computador, alguns nem electricidade têm em casa, o que irão eles conseguir acompanhar? Muitas vezes nem os próprios pais demonstram interesse nesses miúdos e muito menos nas aprendizagens que eles precisam de fazer, quanto mais a intervenção de uma Terapeuta da Fala.

        Sinto uma apatia no peito, por eles e até, de um modo um tanto ou quanto egoísta, por mim. Queria demonstrar a importância da minha profissão, demonstrar que tenho muito para dar e que é possível fazer a diferença com esses miúdos, mas tenho a sensação que me tiraram o tapete dos pés. Sei que terei de encontrar alternativas, encontrar novas formas de me envolver, de demonstrar que estou aqui para trabalhar e que não me importo de fazer seja o que for, mas tenho na boca aquele sabor amargo da desilusão.

      Sei que é extremamente necessário este confinamento, sei que as escolas têm sido lentamente afectadas e que neste momento não há margem de manobra, compreendo-o e nem é isso que me revolta. O que verdadeiramente me incomoda é a falta de noção da nossa sociedade para a realidade, a falta de consideração pelo esforço que os profissionais têm feito neste (quase) último ano e continuarem a fazer uma vida normal como se não houve-se uma guerra invisível lá fora. Custa-me imenso ver pessoas a fazerem ajuntamentos de amigos e familiares em casa, a continuar a ir passear para a marginal como se fosse um domingo como todos os outros e argumentarem-me que as pessoas estão cansadas de tudo isto não me convence e sabem porquê? Porque também eu estou cansada e continuo a fazer todos os esforços para me proteger e proteger os meus. Aliás, já passei a fase do 'estar cansada', estou neste momento 'esgotada' de tudo isto, mas não sou egoísta ao ponto de colocar tudo em risco. Estou só esgotada.

           Eu sei que deveria estar mais positiva, mas hoje sinto-me assim, apática.

14
Ago20

Um passo atrás no desperdício zero

(Imagem retirada daqui)

          A minha caminhada nos caminhos do desperdício zero está muito lenta e isto do Coronavírus fez com que desse um enorme retrocesso nesta minha caminhada. Admito que ainda nem perto estava de conseguir atingir os meus objectivos devido a várias questões, tempo para produzir os meus próprios produtos e até os custos dos produtos em vidro ou que exigem menos plástico. Ainda estava longe de chegar ao patamar pretendido, mas a chegada desta pandemia fez-me dar um passo atrás o que me incomoda bastante. 

         Já tinha deixado os sacos de plástico de lado na minha vida, com excepção do talho e peixaria, utilizava os meus próprios sacos para as compras e frutaria e tinha bastante orgulho nisso. Com a chegada deste vírus voltei a utilizar os sacos de plástico para evitar lava-los porque são de rede e o Continente Online já não aceita a devolução dos seus sacos de plástico. Estava tão habituada a não ter sacos de plástico em casa que já não sei bem o que lhes fazer. 

         Numa fase inicial desta pandemia ainda recorri a luvas descartáveis, finalmente decidi deixar de as utilizar nos últimos meses, mas durante algum tempo esse factor incomodou-me. Tudo o que é descartável voltou a estar em cima da mesa e o caixote do lixo apenas aumentou, tudo com diferentes tipos de plástico e alguns deles não recicláveis.  Este factor tem-me incomodado bastante, ao mesmo tempo que quero diminuir o plástico na minha vida, também quero impedir o máximo possível do vírus entrar em minha casa. Evitamos utilizar máscaras descartáveis, as luvas já deixaram de o ser, mas tenho reparado que em pequenas coisas voltamos a cair nos hábitos antigos. 

       Desde junho de 2019 que pouca coisa mudou. Os microplásticos desapareceram da nossa rotina de higiene pessoal, mas o detergente da máquina da louça ainda se mantém e sinceramente não sei se tão cedo se modificará. De resto, nada mudou e a sensação que tenho é que só piorou... Serei só eu?

Inspiração do Mês

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Segue-me ainda em...


Justsmile91's book recommendations, liked quotes, book clubs, book trivia, book lists (read shelf)

Nas páginas de...

2021 Reading Challenge

2021 Reading Challenge
Justsmile91 has read 0 books toward her goal of 12 books.
hide

Parcerias

Emprego em Portugal estudoemcasa-mrec