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justsmile

14
Ago20

Um passo atrás no desperdício zero

(Imagem retirada daqui)

          A minha caminhada nos caminhos do desperdício zero está muito lenta e isto do Coronavírus fez com que desse um enorme retrocesso nesta minha caminhada. Admito que ainda nem perto estava de conseguir atingir os meus objectivos devido a várias questões, tempo para produzir os meus próprios produtos e até os custos dos produtos em vidro ou que exigem menos plástico. Ainda estava longe de chegar ao patamar pretendido, mas a chegada desta pandemia fez-me dar um passo atrás o que me incomoda bastante. 

         Já tinha deixado os sacos de plástico de lado na minha vida, com excepção do talho e peixaria, utilizava os meus próprios sacos para as compras e frutaria e tinha bastante orgulho nisso. Com a chegada deste vírus voltei a utilizar os sacos de plástico para evitar lava-los porque são de rede e o Continente Online já não aceita a devolução dos seus sacos de plástico. Estava tão habituada a não ter sacos de plástico em casa que já não sei bem o que lhes fazer. 

         Numa fase inicial desta pandemia ainda recorri a luvas descartáveis, finalmente decidi deixar de as utilizar nos últimos meses, mas durante algum tempo esse factor incomodou-me. Tudo o que é descartável voltou a estar em cima da mesa e o caixote do lixo apenas aumentou, tudo com diferentes tipos de plástico e alguns deles não recicláveis.  Este factor tem-me incomodado bastante, ao mesmo tempo que quero diminuir o plástico na minha vida, também quero impedir o máximo possível do vírus entrar em minha casa. Evitamos utilizar máscaras descartáveis, as luvas já deixaram de o ser, mas tenho reparado que em pequenas coisas voltamos a cair nos hábitos antigos. 

       Desde junho de 2019 que pouca coisa mudou. Os microplásticos desapareceram da nossa rotina de higiene pessoal, mas o detergente da máquina da louça ainda se mantém e sinceramente não sei se tão cedo se modificará. De resto, nada mudou e a sensação que tenho é que só piorou... Serei só eu?

10
Ago20

Férias caseiras, mas apreciadas

        Durante as últimas três semanas andei desaparecida, surgiram as tão ansiadas férias e decidi que seria um óptimo momento para fazer uma pausa neste cantinho. Precisava de me desligar do computador que tanto me acompanhou durante este último período lectivo e foi realmente necessário para voltar a reestabelecer energias.

       Este ano as férias foram diferentes do inicialmente planeado e até dos últimos anos, a roadtrip por Itália foi cancelada devido à pandemia e a verdade é que não tivemos coragem de marcar outro sítio qualquer para férias. Admito aqui que fomos dois medricas que este ano preferiram passar as três semanas de férias por casa, do que a ir para um sítio qualquer em que nos tivéssemos de cruzar com muitas pessoas. Poucas foram as saídas para locais com muitas pessoas, decidimos manter-nos resguardados, mas a verdade é que no fim destas três semanas sinto-me bastante tranquila.

  IMG_20200719_210112_263.jpgIMG_20200804_193231_690.jpg                                   IMG_20200726_170726_167.jpgIMG_20200730_184101_104.jpg

        Durante estas três semanas consegui concluir toda a minha lista de tarefas, todas as tarefas domésticas foram colocadas em dia, as coisas para a construção da nossa casa começaram verdadeiramente a avançar e ainda conseguimos aproveitar para descansar, mas o que fiz mais durante estas férias foi mesmo DORMIR. Dormi como já não me lembrava de dormir, poucos foram os dias em que tivemos de cumprir um horário o que permitiu quebrarmos a rotina e descansar conforme nos apetecesse.

        O primeiro fim-de-semana foi passado em família no Diverlanhoso com os sobrinhos envolvidos em desportos radicais e com uma piscina praticamente para nós, sem corrermos riscos e qualquer tipo de receios. Depois a primeira semana foi de volta de tarefas, recados e pequenas coisas que não conseguimos colocar em dia durante o resto do ano. Preencher documentos, assinar papéis para a casa e outros tantos pequenos afins. Foi na segunda semana que começamos a aproveitar o bom tempo e a praia, tivemos dias sensacionais de praia, até começar o mês de Agosto que foi quando o vento e o pior tempo chegaram. No entanto, ainda deu para amorenar a pele, ler o novo livro do Joël Dicker e até molhar os pés no mar.

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          As férias foram passadas maioritariamente em casa, com as tardes passadas na praia, mas as refeições feitas em casa. Cozinhei com amor e tempo, não saímos para bares nem esplanadas mas deliciamo-nos com Mojitos, Caipirinhas e Gins. Namoramos muito. Vimos Peaky Blinders e ficamos viciados. Enchemo-nos de gelados e comida boa, mesmo em casa e apenas com um terminar de férias num restaurante. Partilhamos momentos com a família. Li imenso. Visitamos o Porto mais que um vez e até tivemos tempo de conhecer a capela do Senhor da Pedra na praia de Miramar e as férias terminaram com a visita ao Porto Legends.

          Admito que me fizeram alguma falta os dias de não ter de cozinhar, não ter de arrumar o quarto e apenas dormir, comer e praia ou piscina. Admito que senti falta de sair durante uns dias de casa e deixar as responsabilidades para trás, faz bem desligarmo-nos do nosso mundo. Admito até que me sinto um bocadinho arrependida de não termos ido pelo menos dois dias para um hotel. Mas a verdade? A verdade é que nunca tive um regresso ao trabalho tão tranquilo, sinto-me calma e com a sensação de energias renovadas. Esta pandemia veio condicionar todos os nossos planos para este verão e até os nossos receios virem transformar as nossas férias, mas pelo menos tive um sabor delicioso a férias. Foram umas férias caseiras, mas bastante apreciadas.

06
Jul20

Hábitos que ficaram do confinamento

(Imagem retirada daqui)

         Estive em casa quase três meses seguidos, tempo do qual apenas saía para coisas importantíssimas, farmácia, talho ou uma ou outra caminhada pelos montes da terra. Foram três meses em que a qualidade de vida melhorou, pode soar estranho, mas a verdade é que consegui organizar-me bem e o que mais me custou foi voltar para o local de trabalho (estupidamente) e perder a qualidade de vida que tinha adquirido. Voltei a perder horas no caminho para o trabalho, a levantar-me mais cedo do que deveria ser legal e a ter horas marcadas para ir dormir. A pressão dos horários voltou, o trânsito voltou, mas existiram coisas que ficaram desta quarentena, que ainda consegui preservar na volta à rotina desta, estranha, nova forma de 'normalidade', nomeadamente:

        - Compras online, continuo a comprar tudo online, desde que voltei ao trabalho que apenas fui uma vez a um supermercado (e o quão estranho foi) e comprar camisas para Ele, porque Ele não confia nas compras online. Já era um hábito que tinha, mas aumentou de forma evidente. Já decidimos que iríamos renovar o nosso plano de Entrega Zero do Continente por mais um ano, é uma despesa que compensa e que todas as semanas nos traz os produtos que precisamos. Além de que ajuda nas poupanças, pelo simples facto de comprar quase tudo em promoção.

         - Compras locais, apercebi-me durante o confinamento que afinal tenho tudo o que preciso perto de mim. O pão está todos os dias de manhã à porta de casa, a farmácia é na freguesia, a carrinha dos legumes e da fruta para todos os sábados à porta de casa com produtos locais e o talho da freguesia não é muito mais caro que os outros e tem produtos de qualidade. Desde Março que não compro produtos alimentares fora da freguesia, tirando as compras online do Continente. Afinal tudo o que é essencial está bem perto de mim.

        - Exercício em casa através da app Downdog, ainda não tive coragem nem tempo para voltar ao ginásio. Com isto tudo tenho aproveitado o final do dia para dar algumas consultas online do privado, o que não facilita os horários para ir às minhas aulas preferidas do ginásio. Contudo, isso não me tem impedido de fazer exercício (só o joelho o tem feito), é muito mais fácil gerir os meus horários e as tarefas domésticas ao fazer exercício em casa.

         - Take way, ainda não fomos a nenhum restaurante desde que isto tudo do covid-19 começou. Temos ficado em casa e quando nos dá algum tipo de desejo, coisa rara, encomendamos e mandamos vir ou vamos buscar. Já não éramos pessoas de ir comer fora com muita frequência, mas tenho tido um certo prazer em não ter de cozinhar em alguns dias e conseguir matar os meus desejos na mesma.

      - Cozinhar novas receitas, antes do confinamento dizia que a rotina me impedia de experimentar novos pratos, durante o confinamento fui experimentando uma ou outra receita e a verdade é que tenho mantido esse hábito. Tenho também tido uma maior vontade de melhorar, ainda mais, a nossa alimentação e isso tem-me dado motivação para experimentar novas receitas.

        - As caminhadas, agora com menos frequência porque semana sim, semana não andamos com horários bastante desfasados, mas temos tentado fazer algumas caminhadas e preferencialmente pela terrinha, o que tem sido bastante agradável.

        - O tempo da leitura e das séries, é verdade que temos tido menos tempo para isso, mas até considero que durante o confinamento não tivemos tanto quanto isso, mas agora tenho-me conseguido organizar melhor para continuar a ler e ver séries. Os dias mantêm-se corridos e durante a semana é impensável ver séries, mas pelo menos tenho pegado no meu livro.

           Sinto que o confinamento me deu o slow living que tanto desejava, consegui aprender a viver de forma mais tranquila, voltar ao trabalho tirou-me bastante dessa qualidade de vida. Mas existem coisas boas que ficaram, estes pequenos pormenores fazem do meu dia-a-dia um lugar melhor e um bocadinho mais tranquilo (até porque os últimos tempos têm sido difíceis) e vou dar tudo de mim para um dia conseguir introduzir este slow living outra vez na minha vida. E o que hábitos conseguiram vocês manter depois do desconfinamento?

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