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justsmile

05
Fev18

O dia em que a Just...

(Imagem retirada daqui)

 

Foi convidada para ir à televisão por causa do blog.

 

       O blog tem dado uma volta à minha vida que nunca teria imaginado há dez anos atrás. Em dez anos as visitas aumentaram, os destaques foram surgindo um atrás do outro, as pesquisas no Google surgem com o meu nome, fiz amizades e até fui convidada para ir à televisão. É verdade, aqui há alguns dias a Just recebeu um email a convidá-la para participar num programa televisivo da tarde devido a um post escrito neste mesmo espaço. Admito que a surpresa foi muita, nunca na minha vida esperaria um convite para a televisão devido a algo que escrevi, quanto mais que escrevi há alguns anos. Primeiro foi a surpresa, depois a dúvida e por fim a decisão. Apesar de ter parado para pensar dois minutos em qual seria a minha resposta, a verdade é que ela veio natural e rapidamente, "Não obrigada". A resposta poderá ter sido negativa, mas em mim estava o entusiasmo de um convite tão aliciante, de uma verdadeira surpresa na minha vida que nunca tinha passado pela minha cabeça em surgir. Foi quando comecei a partilhar com a família e alguns amigos próximos a novidade que a dúvida surgiu, não em mim, mas neles.

       "- E não aceitaste porquê?" - questionavam todos ao saber a minha resposta.

      "- Porque o blog é anónimo." - e logo de seguida dava-se início a uma onda de argumentação sobre o porquê de permanecer o blog em anónimo, o que significa ser anónimo e o porquê da minha necessidade em manter este blog num canto da Just Smile e não da pessoa que trabalha como administrativa, que vai casar, que é terapeuta, no fundo a pessoa que sou no mundo real.

      "- Não consigo perceber! Ias promover o teu blog e até poderias começar a ganhar dinheiro e a receber patrocínios!" - e foi aqui que me deu o flash e que compreendi, nunca ninguém irá perceber o porquê de eu continuar a querer manter este blog anónimo. Compreendi que do outro lado todos acharam a minha atitude um quanto ou tanto absurda, que decidi perder uma oportunidade de melhorar o meu futuro e de realmente mostrar aquilo que gosto de fazer para me manter em anonimato. Contudo, eu não consigo ver assim.

       Algures no tempo deste blog escrevi precisamente sobre esta temática do anonimato, em como gosto de ser só a Just Smile. Eu sei que durante estes anos algumas pessoas foram descobrindo este espaço, que ao nome já conseguem associar um rosto, no entanto essa percentagem é tão reduzida que continuo a ter algum à-vontade em escrever sobre o que penso por estes lados. É verdade que já me controlo um bocadinho nas temáticas, sobre pormenores da minha vida, mas ainda assim consigo ter o prazer de escrever neste espaço. Os quinze minutos de fama que alcançaria ao ir à televisão não são suficientemente aliciantes para perder o que construi por estes lados. Não é suficiente para ter de aprender a controlar a 100% as minhas ideias, as minhas palavras e as minhas partilhas. Este blog não nasceu com o intuito do sucesso, do lucro financeiro, nasceu apenas para cumprir a minha vontade de escrever e de desabafar. É verdade que cresceu e isso faz-me muito feliz, faz-me sentir concretizada e isso é-me suficiente, pelo menos para já. Os quinze minutos de fama não são suficientemente aliciantes para perder toda a liberdade que tenho por aqui e pouca gente percebe isso. Poucos percebem o proveito que consigo tirar de algo que faço voluntariamente, sem qualquer retorno financeiro, sem qualquer objectivo maior ou sem segundas intenções. Muitos são os que me acham de louca por perder tal oportunidade, mas tenho a certeza que vocês, bloggers que me lêem compreendem, certo?

       Apesar da resposta ser negativa, continuo orgulhosa de como este blog cresceu nos últimos anos, como eu cresci com este blog.

24
Nov17

Do amor... #23

 

Eu e Ele estávamos a fazer convites, enquanto Ele terminava de colocar um pormenor no primeiro convite completo, eu estava a colar renda noutro, quando ouço um 'Ups' alto, sonoro e em que Ele parou imediatamente de fazer o que estava a fazer.

- Que foi? - questionei alarmada.

- Acho que cortei o fio errado! - diz Ele enquanto olhava para o convite para verificar o erro.

- Como é possível? Tu hoje não acertas uma! - Comecei a disparar, mas sem conseguir manter-me séria e com um ligeiro sorriso na cara. - Oh pá, tu hoje estás mesmo choné, não acertas uma com o fio. Estás mesmo toni! Que se passa contigo?

- Tratamo-nos mesmo bem. Mas se vais casar com um toni isso diz muito a teu respeito. - Respondeu Ele com o arzinho de menino malandro.. Levanto-me e a caminho da casa de banho para limpar tanta cola das mãos apenas respondo:

- Amor, se não nos tratássemos desta forma até achavas estranho. Até ias achar que estava chateada e tudo. Pelo menos assim sabes que não. - Rimo-nos e Ele confirmou o meu argumento. Somos só nós que nos 'insultamos'? De modo carinhoso, vá!

09
Out17

Vamos dar o nó #9 Os Convites

 

       Há mais de um mês que não vos punha a par dos preparativos para o nosso casamento, não foi por falta de tempo, não foi por falta de vontade, foi simplesmente porque estiveram estagnados. Depois de ter definido o vestido e ter respirado de alivio por a costureira ter dito que era possível (apesar de não vir a ficar exactamente igual) os preparativos para o grande dia ficaram completamente parados. Setembro foi um mês de muito trabalho, sem muito tempo livre e a verdade é que sem muita paciência para pensar em coisas do casamento. A correria era tanta que deixamos o tempo ir passando. Mas este mês fizemos um ponto de situação, a nove meses do casamento já temos:

  • Quinta: CHECK
  • Fotógrafo: CHECK
  • Cabeleireira: CHECK (não fosse ela a senhora que me corta o cabelo)
  • Maquilhadora: CHECK (experimentei a minha esteticista, que também é maquilhadora, para o casamento que tive em Setembro e fiquei muito satisfeita com o resultado)
  • Vestido: TRATADO 
  • Carro da noiva: CHECK (não fosse este o carro de um familiar e garanto-vos que ainda não tínhamos nada)

       E ficamo-nos por aqui. Ainda não pensamos em mais nada, nem em acessórios, nem em decoração, nem sequer a situação do padre ficou resolvida (apesar de ser uma questão que só pela altura do casamento teremos a sua solução). Andamos a leste, despreocupados, mas há medida que os dias vão passando e me vou comparando a outras noivas (maldita comparação no grupo do Facebook) sinto que nos andamos a desleixar. No entanto, este mês definimos uma prioridade que terá mesmo de ser levada para avante: os CONVITES. Há muito que tínhamos decidido que os convites seriam feitos por nós, não só por uma questão económica, mas porque queríamos dar um bocadinho de nós ao casamento. Queríamos que os convites fossem algo em que investíssemos tempo, atenção, mas também um bocadinho de nós, em que as pessoas olhassem e pensassem "É mesmo a cara daqueles dois." Já tínhamos andado a ver convites que fossem concretizáveis pelas nossas mãos, já tínhamos vindo a adquirir o material ao longo do tempo, só nos faltava mesmo pôr mãos à obra, até porque queremos entregar os convites em Dezembro (isto porque casamos a um dia da semana e o povo tem de se organizar nas férias).

      Em Setembro tivemos um sábado de volta de experiências para os convites. Há muito que sabíamos o que queríamos fazer, mas nunca nos tínhamos dado ao trabalho de tentar. Num sábado, depois do trabalho, decidimos pegar em todos os materiais que tínhamos adquirido para experimentar fazer um único convite. Envolvemos a mesa em papel kraft, cola branca, renda (que veio do Ebay ao preço da chuva), réguas, lápis e afins. O resultado não foi mau, mas também não foi o melhor. Voltamos a fazer mais um e a coisa melhorou, mas o tempo perdido em cada um deles foi enorme! Ficamos a pensar se a coisa seria realmente concretizável, afinal precisamos de pelo menos 80 convites. Neste fim de semana voltamos a repetir o processo, apesar de ser um convite simples à vista e com poucos materiais, a sua execução é demorada. São demasiados pormenores para um só convite. É o botão, é a linha, é a renda, é um papel e outro papel, mas no fim dos dois primeiros que ficaram bem fiquei a contemplar a beleza do nosso trabalho. Orgulhosa com o que tínhamos feito, mas com Ele sempre a colocar defeitos, fomos verificar as rendas e o que descobrimos? Nenhuma das rendas é suficiente para os convites e nenhuma delas é igual à anterior. DRAMA! O DRAMA! Com pouco tempo para a execução dos convites (durante a semana é impossível, ao sábado trabalho e Dezembro será um mês de muitos compromissos) e o tempo de demora para chegar uma nova encomenda de renda, as coisas ficaram pretas. Se Ele já dizia para mandarmos fazer os convites, então agora é que apoiou essa teoria!

       Depois de muita conversa, de muita ponderação e de muito cérebro queimado, que eu apesar de aborrecida não estava stressada, verificamos que temos duas opções: Encomendar já a renda que falta e preparar todo o convite e depois apenas terminar com a renda OU fazemos convites com dois tipos de renda diferentes. Comprar fitas de renda em Portugal é algo impensável, não irei gastar 2,90€/m por quase 30 metros (a não ser que vocês conheçam um fornecedor bem baratinho aqui para a Just). E vocês? Que fariam no nosso lugar?

       Hoje apercebemo-me porque deveria ter começado a tratar destes pormenores com mais antecedência, deixar as coisas para a 'última' (apesar de parecer que falta muito) não abonou em nosso favor. Apesar de aborrecida, não estou stressada, contudo a solução ainda não ficou decidida, mas desta semana não passa, é garantido! Help?

 

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