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justsmile

09
Out17

Vamos dar o nó #9 Os Convites

 

       Há mais de um mês que não vos punha a par dos preparativos para o nosso casamento, não foi por falta de tempo, não foi por falta de vontade, foi simplesmente porque estiveram estagnados. Depois de ter definido o vestido e ter respirado de alivio por a costureira ter dito que era possível (apesar de não vir a ficar exactamente igual) os preparativos para o grande dia ficaram completamente parados. Setembro foi um mês de muito trabalho, sem muito tempo livre e a verdade é que sem muita paciência para pensar em coisas do casamento. A correria era tanta que deixamos o tempo ir passando. Mas este mês fizemos um ponto de situação, a nove meses do casamento já temos:

  • Quinta: CHECK
  • Fotógrafo: CHECK
  • Cabeleireira: CHECK (não fosse ela a senhora que me corta o cabelo)
  • Maquilhadora: CHECK (experimentei a minha esteticista, que também é maquilhadora, para o casamento que tive em Setembro e fiquei muito satisfeita com o resultado)
  • Vestido: TRATADO 
  • Carro da noiva: CHECK (não fosse este o carro de um familiar e garanto-vos que ainda não tínhamos nada)

       E ficamo-nos por aqui. Ainda não pensamos em mais nada, nem em acessórios, nem em decoração, nem sequer a situação do padre ficou resolvida (apesar de ser uma questão que só pela altura do casamento teremos a sua solução). Andamos a leste, despreocupados, mas há medida que os dias vão passando e me vou comparando a outras noivas (maldita comparação no grupo do Facebook) sinto que nos andamos a desleixar. No entanto, este mês definimos uma prioridade que terá mesmo de ser levada para avante: os CONVITES. Há muito que tínhamos decidido que os convites seriam feitos por nós, não só por uma questão económica, mas porque queríamos dar um bocadinho de nós ao casamento. Queríamos que os convites fossem algo em que investíssemos tempo, atenção, mas também um bocadinho de nós, em que as pessoas olhassem e pensassem "É mesmo a cara daqueles dois." Já tínhamos andado a ver convites que fossem concretizáveis pelas nossas mãos, já tínhamos vindo a adquirir o material ao longo do tempo, só nos faltava mesmo pôr mãos à obra, até porque queremos entregar os convites em Dezembro (isto porque casamos a um dia da semana e o povo tem de se organizar nas férias).

      Em Setembro tivemos um sábado de volta de experiências para os convites. Há muito que sabíamos o que queríamos fazer, mas nunca nos tínhamos dado ao trabalho de tentar. Num sábado, depois do trabalho, decidimos pegar em todos os materiais que tínhamos adquirido para experimentar fazer um único convite. Envolvemos a mesa em papel kraft, cola branca, renda (que veio do Ebay ao preço da chuva), réguas, lápis e afins. O resultado não foi mau, mas também não foi o melhor. Voltamos a fazer mais um e a coisa melhorou, mas o tempo perdido em cada um deles foi enorme! Ficamos a pensar se a coisa seria realmente concretizável, afinal precisamos de pelo menos 80 convites. Neste fim de semana voltamos a repetir o processo, apesar de ser um convite simples à vista e com poucos materiais, a sua execução é demorada. São demasiados pormenores para um só convite. É o botão, é a linha, é a renda, é um papel e outro papel, mas no fim dos dois primeiros que ficaram bem fiquei a contemplar a beleza do nosso trabalho. Orgulhosa com o que tínhamos feito, mas com Ele sempre a colocar defeitos, fomos verificar as rendas e o que descobrimos? Nenhuma das rendas é suficiente para os convites e nenhuma delas é igual à anterior. DRAMA! O DRAMA! Com pouco tempo para a execução dos convites (durante a semana é impossível, ao sábado trabalho e Dezembro será um mês de muitos compromissos) e o tempo de demora para chegar uma nova encomenda de renda, as coisas ficaram pretas. Se Ele já dizia para mandarmos fazer os convites, então agora é que apoiou essa teoria!

       Depois de muita conversa, de muita ponderação e de muito cérebro queimado, que eu apesar de aborrecida não estava stressada, verificamos que temos duas opções: Encomendar já a renda que falta e preparar todo o convite e depois apenas terminar com a renda OU fazemos convites com dois tipos de renda diferentes. Comprar fitas de renda em Portugal é algo impensável, não irei gastar 2,90€/m por quase 30 metros (a não ser que vocês conheçam um fornecedor bem baratinho aqui para a Just). E vocês? Que fariam no nosso lugar?

       Hoje apercebemo-me porque deveria ter começado a tratar destes pormenores com mais antecedência, deixar as coisas para a 'última' (apesar de parecer que falta muito) não abonou em nosso favor. Apesar de aborrecida, não estou stressada, contudo a solução ainda não ficou decidida, mas desta semana não passa, é garantido! Help?

 

13
Fev17

Vamos dar o nó #2 A temível lista

 

Antes de começarmos a ver as quintas a primeira coisa que fizemos foi definir um orçamento e logo de seguida iniciamos a nossa lista de convidados. Por incrível que pareça, não foi uma coisa complicada. Apenas colocamos na lista os amigos mais próximos e a família directa, mais ninguém. Não tivemos de alterar e voltar a alterar a lista, foi tudo muito intuitivo e não deu muito que pensar. O momento assustador foi precisamente o momento em que vimos o número final de convidados. Quase que tínhamos um ataque! A lista não tem 200 pessoas, mas não anda longe disso e por muito que a tentemos reduzir não conseguimos.

'Ah e tal, corta naqueles familiares que nem uma vez por ano vês.', impossível, vemos todos e mais que uma vez por ano. O nosso maior drama é que ambos somos de famílias enormes e com as quais ainda convivemos de tempos a tempos. Tanto o lado materno como o paterno de um e de outro, ainda são famílias que se reúnem para churrascos, para comunhões, para os baptizados e, principalmente, para o São João. Vimos de famílias que nunca deixaram de conviver, talvez no últimos anos esses convívios tenham diminuído, mas nunca deixaram de existir. 

'E porque não cortas nos familiares de segundo grau?', que familiares de segundo grau? Os que tenho são todos menores, filhos dos primos mais velhos, e sei que ainda são uns quantos, mas não se pode simplesmente pedir a alguém para ir a um casamento e deixar os filhos em casa. Aliás, eu fui aos baptizados e comunhões desses pequenos e ainda brinco com eles quando nos encontramos. Parecia-me simplesmente absurdo dizer para os pais virem à festa e os miúdos não.

'Então é nos amigos que tens de cortar, Just.'. Vamos lá ver, eu e Ele até não temos tantos amigos quanto isso, mas todos têm namorados, namoradas, maridos ou esposas e alguns deles já têm filhos, o que não aumenta propriamente o número de amigos, mas sim o número de convidados. E aqui que volta podemos dar? Nenhuma. Os namorados, esposas e filhos estão incluídos no pack e por muito que se queira dizer que não, no fundo já fazem parte do grupo de amigos e por isso não podem ser excluídos. O pequeno grupo de amigos tem vindo a aumentar com as novas 'aquisições', mas isso é bom e nesse dia essa amizade também deve ser celebrada e por isso não pode ser colocada de lado.

'É impossível teres assim tantos convidados e não conseguires cortar em lado nenhum.' Talvez, conseguisse cortar um aqui e ali, mas depois pensamos que são pessoas que nos são essenciais. Não fazem parte do nosso dia-a-dia, mas sim da nossa vida e não os podemos descartar dessa forma. São pessoas que nos ajudaram quando mais precisamos, são pessoas que estão sempre disponíveis para nos dar a mão e são pessoas, que por mais que o tempo passe, sabemos que estão lá e a melhor gratidão que lhes podemos dar é convidá-las a estar presentes num dia tão especial como o dia do nosso casamento. O grupo destas pessoas é o menor, mas não nos sentimos bem em deixá-las de parte, sabendo que fazem parte da nossa história e da nossa vida. Vejo-os como uma presença importante no nosso dia.

'Just, estás tramada com tanta gente!', e estou mesmo (apesar de ao verificar no grupo de noivas do Facebook que comparada com algumas noivas até tenho poucos convidados), até porque nós é que vamos pagar o nosso casamento, mas sei que naquela lista estão as pessoas que fazem parte da nossa vida. Fazem parte da nossa história e haverá maior motivo do que esse para as manter na lista dos convidados?

Na hora de fazer a lista de casamento pouco pensamos no politicamente correcto, convidamos simplesmente quem nos parecia necessário. Há alguns que acreditamos que não irão comparecer (pouquíssimos), até porque o casamento será a um dia da semana e ainda temos a lista dos 'não sei'. Não sei se convide, não sei se sentirão confortáveis e não sei se quererão sequer ir e esse lado da lista ainda está em stand-by. Mas sabemos também que 97% da lista que temos marcará a sua presença, são pessoas que nos são próximas, pessoas que se preocupam com a nossa felicidade e com quem a queremos partilhar. E apesar da lista ser enorme, estamos felizes por saber que quem lá está nos é essencial.

E vocês como fizeram a lista de casamento ou irão fazer?

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