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justsmile

16
Set12

Filmes e mais filmes

Este verão não o dediquei só às séries, descuidem-me na escrita e na leitura, não tinha neurónios suficientemente activos para me dedicar a tais actividades intelectuais, então fiquei-me pela coisa que menos dá trabalho ao meu cérebro. Os filmes. Neste verão entrei em 33 fantasias, esqueci-me do mundo e de quem era enquanto via histórias reais, fantasiadas e algumas animações. Deixei-me levar pela imagem e pelas palavras, não esforcei o meu cérebro a trabalhar, deixei-o ser um vegetal (mas só temporariamente) para que pudesse restabelecer-se do último ano lectivo. Vi filmes baseados em histórias verídicas, como é o caso do filme 'Hysteria', vi filmes tão rídiculos que a minha vontade era terminar o filme a meio (mas resisti a tal tentação e vi sempre até ao fim), vi filmes que me fizeram rir e filmes que chamaram uma lágrimazinha ao meu rosto. Vi belas histórias de amor e outras que não podiam ser mais parvas. Vi filmes baseados em livros que li e que adorei. Fiquei surpreendida com o final de alguns filmes e de outros nem tanto. Vi clássicos que já há muitos anos desejava ver, mas também vi filmes recentes que nada podem ser comparados com os clássicos do cinema. Com tantos filmes neste verão, aprendi que os clássicos nunca deixarão de serem clássicos, porque têm um encanto que não se consegue encontrar nos filmes de hoje em dia. 

No meio de tantos filmes consigo destacar os que adorei, longe estão muitos de lhes chamar de 'adorados' mas alguns chamaram a minha atenção e as minhas emoções vieram à flor da pele. Adorei o Hysteria (2011), La vita è bella (1997), Nuovo Cinema Paradiso (1988), Anne Frank (2001), Brave (2012), The Intouchables (2011), Fireflies in the garden (2008), What to Expect When You're Expecting (2012), Coraline (2009) e Un Monstre à Paris (2011), estes foram os dez adorados pelos mais variados motivos.
Admito que houve momentos em que me apeteceu viver num filme :)

30
Mar09

Existirá um para Sempre?

(Imagem retirada da Internet)

 

Quando era pequena, adorava as histórias de encantar que a minha mãe me contava. Gostava de saber que para cada princesa existe algures no mundo um principe encantado, mas há medida que cresci apercebi-me que a palavra 'Sempre' me assustava, que criava em mim uma reacção estranhamente esquisita. Apercebi-me então que nada é eterno e que tudo tem um fim, a vida tem um fim, e que até mesmo o amor tem um fim. No entanto, depois de me apaixonar pela primeira vez comecei a querer acreditar num Sempre (Acho que é o efeito que o amor tem nas pessoas), mas bem antes de ficar neste estado 'remeloso' olhava para alguns casais e pensava para os meu botões 'Estes têm ar de que vão ficar juntos para sempre', parecia-me tão certo como o dia se tornar em noite. Um desses casais era um amigo meu e a sua namorada. Pareciam-me tão bem um para o outro, pareciam tão unidos e felizes, que sempre pensei que aquele era um daqueles casais que ficam juntos até casarem e mais além. Pareciam o principe e a princesa de um conto de fadas que mais tarde ou mais cedo iria ficar feliz para sempre. Era um daqueles casais que me fazia acreditar que existia a possibilidade de haver nos dias de hoje um para Sempre. Não sei porquê, mas a relação deles parecia-me perfeita, pareciam-me simplesmente felizes apenas por se amarem e de um momento para o outro acabaram. Soube as razões de tal rompimento por ele próprio e fiquei admirada, a relação não era nada perfeita como eu imaginara, mas a verdade é que cada vez que olhava para eles, eles pareciam-me ser um sinal de 'perfeição'. Era apenas tudo aparências, admito que fiquei desiludida, não só pelo facto de eles terem acabado de uma maneira cruel como também fiquei a pensar novamente na palavra eterna.

Nunca tinha gostado desta palavra, para sempre era demasiado tempo, era uma vida e logo eu que sempre defendi a liberdade e nunca me agarrar a alguém de forma tão forte, mas a verdade é que me tornei assim... quer dizer... não bem como estejam a imaginar, a minha relação não tem nada a haver com as outras relações, o que me deixa bastante feliz porque sei que posso ser eu mesma e com todo o espaço que sempre tive, mas passei a imaginar a eternidade. Coisa que não acontecia, e neste momento, com tantas relações de longa duração de grandes amigos meus a terminarem me pergunto, existirá um para sempre? Ou só nos contos de fadas é que existem o 'E foram felizes para sempre'?

17
Mar09

Um cheirinho

Hoje apeteceu-me escrever um bocadinho, mas como não tenho muito tempo reli o que já tinha escrito e como sei que algumas de vocês já estão curiosas com a nova história,

vou-vos deixar só um cheirinho para matar essa curiosidade.

Quero a vossa opinião^^

 

A noite estava negra e por entre a escuridão pequenos feixes de luzes atravessavam as espessas nuvens que teimavam em tapar a lua cheia de uma noite de Outono. O frio passava por entre o cachecol que lhe tapava a boca para não sentir o ar gélido encher os seus pulmões. Tentou tirar as chaves da carteira pendurada ao seu ombro o mais depressa possível para não sentir o gelo entranhar-se na pele.

- Cheguei! - Disse ela entrando rapidamente e sentindo no rosto uma lufada de ar quente. Olhou em sua volta com os seus profundos olhos azuis, a casa estava vazia e mais uma vez ele se tinha esquecido de desligar as luzes antes de sair.

Passo após passo subiu as escadas de madeira negra até ao seu quarto, o seu único refúgio naquele lugar. Era o único sítio na terra onde se sentia segura, onde podia demonstrar quem era sem que ninguém a julgasse ou a recriminasse, podia ser quem quisesse. Podia ser dona e rainha do seu mundo, ser a princesa perfeita que espera pela chegada do seu príncipe encantado, podia ser a bruxa má que muitos a faziam parecer e até mesmo ser a mais doces de todas as mulheres.

As pessoas não a conheciam, ela não queria que a conhecessem. Não queria que as pessoas a vissem como o ser fraco e triste que era, não queria que soubessem que ela era um ser humano sofrido e amargurado. Gostava de se manter no seu canto, mostrar aos outros que tudo o que a rodeava lhe era indiferente, mas a verdade é que ela por dentro era vazia. Sentia-se mais do que vazia. Sentia que não podia ser ela própria que não podia dar a conhecer a sua verdadeira personalidade ao mundo, pois o sofrimento era tanto que não lho permitia ser quem ela desejava ser. Mas nem sempre havia sido assim, ela já tinha sido uma rapariga normal. Tinha tido uma família, não normal, mas era a sua família. Tinha sido uma jovem com garra e com sonhos para alcançar, tinha tido uma vida muito mais alegre, mas essa parte de si tinha partido juntamente com tudo o resto. Só quando chegava a noite é que aquela bela rapariga podia mostrar o seu verdadeiro sofrimento, só quando a escuridão envolvia o céu e o tornava negro é que Serena conseguia fechar os olhos e fazer tudo com que sempre sonhara. Os seus sonhos levavam-na mais além.

Chegou ao seu quarto e deitou-se na cama como quem se deixa cair sobre um monte de algodão. Olhou em sua volta e o quarto estava no seu estado mais desarrumado, folhas estavam espalhadas pelo chão, roupa amontoada a um canto numa cadeira e o computador sempre ligado, apenas para gastar energia. Fechou os olhos e imagens começaram a surgir na sua mente, ‘Estou aqui.’ uma voz distante e distorcida dizia. Aquela imagem surgia-lhe sempre que tentava fechar os olhos, era uma imagem um quanto ou tanto surreal. ‘Estarei sempre aqui’, o dono daquela voz sorria-lhe e Serena acabava por esboçar nos seus lábios um leve sorriso como se fosse a coisa mais comum do mundo, sorrir para alguém que só existia quando ela fechava os olhos.

 

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