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justsmile

12
Fev19

A saga da casa... #2 Não quero uma mansão!

       

(Imagem retirada daqui)

        Depois de ter vencido a saga da minha cozinha open-space com o arquitecto e os engenheiros amigos d'Ele, que nos estão a desenhar a casa, a saga seguinte prendeu-se em diminuir as áreas da casa. Quando soube que a casa iria ser desenhada pelos amigos d'Ele, pessoas de muita confiança e que sabemos que apenas querem o melhor para nós, o meu receio foi um único só: uma casa fora das nossas posses. Os amigos d'Ele não têm a nossa carteira, aliás, entre eles somos um bocadinho pobres e o meu receio foi sempre que eles projectassem uma casa às suas carteiras e não às nossas. Numa fase inicial Ele lá lhes deu o nosso orçamento, mas na primeira planta que nos apresentaram da casa viu-se claramente que esse orçamento tinha sido esquecido na mansão que nos tinham desenhado. Uma casa com quase 300m2 estava COMPLETAMENTE fora das nossas possibilidades!

      Depois da batalha para conseguir a minha cozinha de sonho, a batalha seguinte foi em conseguir diminuir o tamanho da casa. Eu sei que somos um tanto ou quanto exigentes, aliás, hoje tenho a perfeita noção de que estou a ser exigente com a casa, mas começa a ser difícil na minha cabeça conseguir abdicar das áreas que tenho estipuladas na minha cabeça. Não quero uma mansão, não quero uma casa XPTO, mas quero uma casa que corresponda às minhas necessidades, três quartos, um escritório, três casas-de-banho e uma boa sala para conseguir receber a família sem ficarmos apertados, contudo parece que estas minhas necessidades extrapolam a área que tinha imaginado para a nossa casa. Realisticamente tive de adaptar o meu conceito de áreas para as nossas necessidades, ainda assim foi necessário, definitivamente, diminuir áreas. Admito que não foi fácil, admito que eu e Ele é que tivemos de apresentar propostas e ceder em algumas situações, mas a verdade é que as áreas foram significativamente reduzidas, o que já começa a ser uma pequena vitória.

        Agora? Agora é esperar que o arquitecto adapte o projecto, que termine os seus afazeres e começar a pedir orçamentos a empresas de construção. Em segredo, aqui apenas entre nós, juro que ainda não estou preparada para passar os meus fins-de-semana em lojas de construção a escolher chão e tintas, juro que ainda não estou psicologicamente preparada para começar a construir uma casa. E aqui entre nós, apenas, secretamente continuo a ver casas e apartamentos, não surgir a oportunidade perfeita e eu deixa-la escapar.

29
Jan19

A saga da casa... #1

(Imagem retirada daqui)

        Em Outubro abrimos oficialmente a saga de construir a nossa própria casa. Em Janeiro, surgem os primeiros esboços do arquitecto que nos está a desenhar a casa. Lá cedi no telhado, lá cedi no formato mais moderno da casa, mas surgiu realmente algo em que não quero nem consigo ceder. Se da última vez que escrevi sobre este assunto o ponto em que estávamos de acordo era: "a única coisa em que ainda conseguimos estar de acordo é realmente a disposição das divisões", neste momento a coisa complicou-se. O nosso terreno tem muitas limitações, mas a verdade é que o arquitecto está a mexer com uma das minhas três condições: uma casa com persianas, uma lareira e uma cozinha aberta para a sala, ou seja, o conceito open-space. É neste último ponto, o mais importante e também o mais sensível, em que a coisa se tem complicado. Segundo o arquitecto, a disposição que ele planeou não dá para uma cozinha open-space e que por isso não há a possibilidade de eu conseguir ter aquilo que quero (isto nas palavras que Ele me transmitiu). Ora pois bem, não sou uma mulher muito exigente, mas se há coisa que não me podem contrariar é na minha cozinha!

       Quando olhei pela primeira vez para o planeamento da minha casa percebi duas coisas: a cozinha era gigante (algo que não quero de todo) e que era uma divisão isolada da casa (algo que EU NÃO QUERO!). O sr. Arquitecto veio com todos os argumentos de que uma cozinha open-space não é prática, que os odores são piores quando a divisão é aberta, que uma cozinha assim me obriga a ter o balcão sempre arrumado e até que é complicado quando passamos a ter filhos. Ao que na minha cabeça apenas surgiu "Bullshit!",  a minha cozinha neste momento é open-space e é o que mais gosto na minha casa. É verdade que o odores são mais dificilmente eliminados, mas o nosso exaustor funciona minimamente bem e apesar de ter algum cheiro a comida durante a sua confecção, não é nenhum horror! Depois, paranóica como sou com a minha cozinha, ela nunca está verdadeiramente desarrumada e se assim ficar, eu lidarei com as consequências. E não me venham dizer que com filhos é pior, pois não é, e vejo-o pelos meus irmãos, é muito mais fácil deitar um olho às crianças quando não existe uma parece entre a sala e a cozinha e é muito mais prático do que fechar a criança na cozinha enquanto lá estamos. E o maior argumento resume-se numa palavra: convívio. É muito mais fácil ter a minha cozinha open-space e estar a falar com Ele enquanto cozinho, é muito mais fácil estar a ver ou ouvir televisão enquanto faço um bolo ou até quando já estou no sofá e Ele a terminar de arrumar a cozinha e continuamos a conversar. Se a minha cozinha fosse uma divisão isolada não teria estas facilidades, facilidades que quero levar comigo para a minha casa. E levar o arquitecto a compreender isso?

       Eu sei que o nosso terreno tem limitações, sei também que a exigência de termos o escritório logo na entrada da casa complica um bocadinho as coisas, mas terá de existir uma solução para a MINHA cozinha. E não, não me conseguem fazer mudar de ideias, aliás, já tentei arranjar duas soluções para alterar a disposição da cozinha, agora é só ver o que o arquitecto diz. Mas digam lá se tenho ou não razão, cozinha open-space ou não? 

24
Out18

A saga da casa começou...

(Imagem retirada daqui)

 

       Casa com telhado ou sem telhado?

       Janelas grandes ou vidraças?

       Com garagem ou sem garagem?

       Construção tradicional ou modular?

       A saga da casa começou mais cedo do que prevíamos, foi antecipada uns anitos por conveniências dos créditos e a pressão da idade (isto de começarmos a ser velhos depois dos 30 tem que se lhe diga...). Temos dado por nós a discutir janelas, portas, garagens e até os telhados. Quando imagino uma casa não imagino um palacete, nem um casarão com piscina e muito menos uma casa gigante e 100% minimalista (apesar de vocês saberem que sou grande adepta do minimalismo). Imagino uma casa em que à mesa caibam 15 pessoas (a família não pára de crescer), com uma cozinha ligada à sala (tal como a minha agora), com um deck para o jardim e uma lareira para o inverno. Não sou muito exigente quando imagino a minha casa, muito pelo contrário, quero tudo o mais simples e prático possível para ser de fácil manutenção. Não quero hipotecar toda a minha vida pela minha casa e muito menos viver para limpar uma casa (daí o tamanho da mesma ter de ser muito bem planeado). Quero uma casa confortável e acolhedora, simples, bem à minha maneira. Já Ele? Ele imagina a piscina e a churrasqueira no exterior. Imagina janelas gigantes na sala para aproveitar a vista que temos. Cisma ainda que a casa não pode ter telhado porque não se adequa ao tipo de casa que tem planeado. Insiste que a sala tem de ser maior do que eu própria imagino e que o quarto tem de ser bastante maior que o actual (ok, maior sim, muito maior nem por isso...). E a minha resposta para tantas exigências do Sr. Eng.º Ele? Alma de rico, carteira de pobre.

       A saga da casa está oficialmente aberta e já entramos em discordância em inúmeras coisas, a única coisa em que ainda conseguimos estar de acordo é realmente a disposição das divisões, porque tudo o resto está complicado de chegar a qualquer tipo de consenso. Ele quer a casa moderna, mas esquece-se que para a manter com uma temperatura amena exige maior electricidade. Eu quero uma casa com janelas mais pequenas, que dêem para a paisagem, mas que sejam fácei de limpar. Eu sou a pessoa prática na nossa relação e Ele a idealista e neste momento, ainda em fase inicial do planeamento da nossa nova casa só consigo pensar: a aventura vai começar.

       Whish me luck!

 

 

 

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